Por um instante
6 Capitulo 6
Parei para pensar um minuto. Onde estaria minha tia naquela hora? Ela estava com minha mãe, não é? E a facada... Como o médico disse ela foi “atingida propositalmente”. Mil coisas rodavam minha cabeça naquele momento e eu não conseguia resposta para nada.
Clark voltou do banheiro então pedi seu celular emprestado para que eu pudesse ligar para minha tia.O telefone chamava, tentei 4 vezes, ninguém atendia. Eu fiquei preocupada com aquela situação, será que minha tia poderia ter algo a ver com aquilo? Ela era a única pessoa que estava com ela naquela hora... mas não... a tia Cindy nunca faria uma coisa dessas ela era muito doce e seguia firmemente sua religião como se fosse seu único dever no mundo. E pelo que eu saiba, sua religião não mandava matar seus irmãos.Clarck me olhava enquanto eu estava no devaneio. Eu percebi, mas eu queria ver como ele olhava, eu queria olhar para ele de volta, mas aquele clima estava tão bom. Não podia ficar pensando nisso enquanto minha mãe estava esfaqueada em um quarto de hospital.– Clarck? Eu vou ter que ficar aqui com minha mãe. Eu sei que é constrangedor mas seria pedir muito se você fosse na minha casa e pegasse uns cobertores? Produtos de higiene e até algumas roupas?– Claro que não. Eu vou aproveitar para passar em casa e tomar um banho. – Ele me deu um beijo na bochecha e saiu. Senti meu corpo tremer. Fiquei olhando ele sair, ele era tão bonito, tão perfeito, tão....– Srta. Morgan? — Uma enfermeira apareceu atrapalhando o meu momento.– Sim?– Você já pode acompanhar sua mãe no quarto 432, irei acompanha-la até lá. Mais tarde lhe darei os horários de visita para família e amigos. Todos os dias em que ela ficar aqui, daremos atenção a ela, não se preocupe com alimentação e medicação. Meu nome é Elena. Sou responsável pelos cuidados de sua mãe. Qualquer coisa pode me chamar.Então eu a segui, e fomos para o quarto em que minha mãe estava. Ao chegarmos, vi que minha mãe estava dormindo com um imenso curativo na barriga, aquela cena me doeu, por mais que eu soubesse que ela ficaria bem e que tudo aquilo ia acabar, eu estava triste. Me deitei na poltrona que estava ao lado da cama e sem que eu percebesse, peguei no sono.– Rachel? – Uma voz doce cochichando me chamava, quando abri os olhos, era Clarck. – Rachel eu preciso ir embora, a enfermeira quase me joga pela janela do prédio por não ser horário de visita. Eu deixei as coisas ali no armário, prometo que amanhã as 19 horas eu estarei aqui. Eu preciso saber, você vai ficar bem aqui sozinha?Eu ainda estava processando tudo o que ele havia dito.– Sim, muito obrigado Clarck! – Por um impulso bem forte eu o abracei e vi que ele estava correspondendo ainda mais forte, o que fez meu coração quase sair pela boca. Então ele parou, e ficou me olhando, me deu um beijo na testa e saiu. Me virei para ver se minha mãe já tinha acordado, e olha só... ela estava espiando com um sorriso no rosto, provavelmente por ter me visto olhando “encantadamente” para Clarck.– Mamãe? O que houve? Como você está se sentindo?– Filha, eu ainda não sei o que aconteceu, a única coisa que eu lembro foi que sua tia pediu para ir ao mercado atrás de temperos que estavam faltando... logo depois que ela saiu, a luz faltou e então só senti uma dor na barriga... – Se minha tia não estava... então... quem teria sido? – Mamãe você tem certeza de que foi alguém que lhe machucou?– Sim filha, eu estava limpando os pratos quando isso aconteceu, não lembro de ter pego uma faca.A enfermeira entrou, e pediu licença para que ela fosse trocar o soro. Enquanto ela fazia o procedimento eu decidi ir tomar um banho e ir mandar uma mensagem para o papai que talvez nem sonhava que tudo aquilo estava acontecendo. Papai ficou chocado com a informação, e disse que o que pudesse fazer para ajudar ele iria fazer. Papai e mamãe se separaram por uma traição na parte de meu pai, foi um momento dificil... eu tinha 5 anos apenas e não senti tanto isso por ser pequena. No fundo sabia que papai ainda amava muito minha mãe e que se arrependia do que tinha feito. Apesar da distância ele era um pai muito presente. Aproveitei para ligar para Clarck para saber se ele já tinha chegado em casa bem. Depois do que eu tinha visto na casa dele, eu passei a me preocupar muito com sua situação.Após o banho, fui para a poltrona. Certifiquei-me se minha mãe precisava de algo. Fiquei observando ela, ate que pegasse no sono
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