Notas iniciais
Era para ser o último, mas decidi presentear a Asuka e vocês com um Epílogo que prometo publicar até domingo. :D

Frannie correu para seu carro e dirigiu rapidamente em direção ao dormitório que até pouco tempo atrás dividia com Lindsay. Rezava para que a garota aceitasse suas desculpas e concordasse em ser sua namorada e ir morar com ela.

Andou rápido pelo prédio e batia o pé impaciente no elevador que parecia mais lento do que nunca. Quase voou em direção à porta do quarto tão conhecido e que havia sido o reduto de diversos momentos entre as duas.

Agora que estava ali tinha medo de bater à porta e de ser rejeitada pela pessoa que descobrira ser a que mais amava em todo o universo. Respirou fundo e bateu na madeira. Não houve resposta. Bateu novamente, agora mais forte ouviu alguém esbravejando.

A porta foi aberta para trás e a morena que olhava para baixo ao fazê-lo espantou-se ao se dar de cara com a loira insegura em sua frente. Lindsay tinha os olhos e o nariz vermelhos, como se tivesse chorado muito.

– Posso entrar? – perguntou baixo e Lindsay se afastou um pouco, deixando que passasse.

– O que você quer, Franncine? – foi direta, ao fechar a porta atrás de si.

– Você. Eu quero você, mais do que quero qualquer outra coisa na vida. Meu coração se partiu em mil pedaços assim que saí por esta porta hoje mais cedo. Já cometi muitas idiotices na minha vida, mas hoje ao te deixar sem ao menos te dizer o que realmente eu sinto, superei todas elas e essas foram as horas mais dolorosas de todas. – despejou.

– E o seu namorado perfeito? – perguntou com desdém.

– Eu terminei com ele. – disse e sorriu de lado – O que adianta eu estar com uma pessoa se só penso em outra? Se é com você que vejo meu futuro? Se é você que eu amo? – falou a última frase quase que num sussurro, temendo ser rejeitada.

– Você me ama? – questionou esperançosa.

– Lindsay, eu te amo mais que a mim mesma. – declarou e se aproximou levemente da morena, segurando sua mão – Por favor, diz que me perdoa...

– Eu te perdoei no segundo em que abri essa porta. – falou fechando a distância que faltava e a beijando com paixão – Te amo. Te amo, minha loira destrambelhadinha. – disse contra os lábios que agora lhe sorriam.

– Então, Lin, você me daria a honra de ser minha namorada? – pediu, encarando os olhos verdes a sua frente.

– Não sabe há quanto tempo eu sonhava ouvir isso. – disse com os olhos marejados – Quero muito ser sua namorada, Fran.

– Já que agora estamos oficialmente namorando você pode ir arrumar suas malas porque você vai vir morar comigo. – anunciou – Não consigo dormir sem você junto de mim, parece que falta algo em meu corpo.

– Oh, mulher apressadinha essa. Mal me pediu em namoro e já quer me arrastar para a cama... – falou maliciosa.

– Não me dê ideias... Podemos nos despedir da nossa cama aqui com estilo. – entrou no jogo e conduziu Lindsay até a cama a derrubando e em seguida caindo sobre ela.

Aquela tinha sido a decisão mais acertada que havia tomado na vida e não queria cometer mais nenhum erro com sua namorada. Iria agir corretamente com ela dali para a frente, sempre a colocando em primeiro lugar.

...

Quinn estava ansiosa arrumando o apartamento com ajuda de Kurt, Frannie e Lindsay para fazer uma surpresa a Rachel, que estava em NYADA. A morena nem sonhava com o que lhe esperava ao chegar em casa.

Tudo foi arrumado com esmero e Quinn já não conseguia segurar o nervosismo em função do próximo passo que iria concretizar em suas vidas.

Depois de tudo pronto apenas a loira ficou no apartamento, indo tomar um banho rápido para esperar sua amada chegar da universidade. Colocou um vestido floral e uma sandália de salto médio, acompanhada de uma leve maquiagem. Deixou os cabelos revoltos, num tom rebelde, contrastando com a doçura do resto da roupa, mas aquilo lhe caía bem.

Já estava quase na hora de Rachel chegar e a aguardava parada perto da porta com um buquê de rosas vermelhas e lírios brancos. A morena não demorou a chegar e entrou distraída, olhando para baixo. Ao levantar o rosto se surpreendeu com a visão da namorada a esperando com um doce sorriso no rosto.

Diante das feições de espanto de Rachel, Quinn se aproximou vagarosamente e selou seus lábios carinhosamente, entregando-lhe em seguida as flores. Os olhos da morena brilhavam de felicidade. Estava adorando aquela surpresa.

– Amor, pra quê tudo isso? – perguntou feliz, enlaçando o pescoço da loira logo que largou as coisas que trazia nas mãos.

– Para demostrar todo o amor que sinto por vocês. – disse rodeando a cintura agora um pouco mais roliça.

– Mas não precisa de tudo isso. – falou apaixonada.

– Claro que precisa. Nunca me canso de te mostrar o quanto te amo. – completou afastando-se um pouco.

Sem Rachel entender direito o que acontecia foi até um móvel que havia na sala e abriu a gaveta, pegando algo de dentro, que a morena não conseguiu ver o que era. Virou-se para ela com um sorriso tímido no rosto e voltou a se aproximar, começando a falar vagarosamente.

– Sempre tive sentimentos conflituosos com relação a você. Não entendia que sentimento era esse que tomava conta de mim. Tive medo e esse medo me fez agir durante muito tempo como idiota com você, mas felizmente consegui me redimir e você me deu uma chance, a qual segurei com as duas mãos. – falava olhando diretamente nas orbes chocolates, que nem piscavam em expectativa – Sei que faz pouco tempo que estamos juntas, mas isso é tão certo para mim... Você me faz tão feliz... Eu te amo mais que tudo nesse mundo e quero construir uma família com você, uma vida. E não é só porque nossa filha está a caminho e estará aqui conosco dentro de quatro meses, mas porque você é minha alma gêmea e quero passar o resto da minha vida ao seu lado.

Sem que Rachel esperasse ajoelhou-se a sua frente e abriu a caixinha vermelha que tinha escondida a suas costas, fazendo com que a morena levasse as mãos à boca diante da imagem do anel que lhe era oferecido.

– Rachel Barbra Berry, você aceita se casar comigo e me fazer a mulher mais feliz do mundo?

– Oh, Quinn... – chorou enquanto se ajoelhava à frente de sua namorada e a apertava em um abraço.

– Espero que isso seja um sim. – disse feliz.

– Sim. Sim. SIIIMMM. – disse entre sorrisos e lágrimas – Eu te amo, Lucy Quinn Fabray, e nada me faria mais feliz do que construir uma família ao seu lado.

O beijo que se seguiu foi carregado de carinho e da promessa de um futuro feliz entre elas e os filhos que ainda teriam. O resto da noite foi regado a momentos românticos, Quinn havia realmente pensado em tudo.

– Está tudo perfeito, amor. – falou olhando bobamente para a noiva.

– Me esmerei para te agradar.

– Mas você não fez tudo isso sozinha em tão pouco tempo. – concluiu.

– Não, eu tive ajuda da Frannie, da Lindsay e do Kurt. – riu.

– Bem que eu vi que essa comida estava boa demais e que tinha mão da Lindsay. – também riu, alisando o rosto a sua frente que fazia uma expressão de ofendida.

– Claro que eu tive ajuda da nossa cunhadinha gourmet, mas fiz quase tudo sozinha. – falou fazendo beicinho.

– Oh, minha mulher se esmerando na cozinha para me agradar. Tem como não me apaixonar ainda mais? – disse aproximando-se de Quinn e beijando-a rapidamente – Mesmo que não fosse você quem tivesse cozinhado, já bastaria a intensão e a perfeição que foi essa surpresa. Está tudo sublime.

– Você merece só o melhor. Mas ainda falta a sobremesa.

– A sobremesa pode esperar, porque agora eu quero é a minha noiva gostosa. – falou de forma lasciva já tomando sua boca com paixão.

Quando as duas perceberam já estavam no quarto, completamente nuas. Quinn sugava os mamilos de Rachel enquanto esta masturbava o pênis já ereto. Gemiam em conjunto e as mãos passeavam nos corpos cheios de desejo.

Rachel empurrou Quinn em direção à cama e a loira caiu com as costas contra o colchão, despontando seu membro túrgido. Não se contendo mais a morena passou uma perna por cada lado da noiva e engatinhou até se posicionar sobre o ponto pulsante, sentando-se vagarosamente.

Quinn segurava a cintura de Rachel que passou a cavalgar sobre sua ereção. Sem poder se segurar sentou-se e beijou-a com sofreguidão, massageando suas costas enquanto sentia a vagina molhada da morena movimentar-se de forma sensual.

Sugou com gosto os seios que sacudiam em frente ao seu rosto. Rachel gemia cada vez mais alto enquanto o pênis de Quinn deslizava dentro de si com perfeição. Definitivamente haviam sido feitas uma para a outra, cada parte de seus corpos se moldava perfeitamente.

– Eu te amo, Quiiinn. – gemeu ao gozar.

Ao ouvir aquela declaração justo naquele momento, Quinn deixou-se esparramar dentro de sua amada, sentindo que mais uma vez o amor entre elas fora comprovado.

– Não mais do que eu te amo. – conseguiu pronunciar um tempo depois.

...

Quinn e Rachel aproveitaram ao máximo o tempo que ainda tinham só para elas. Como ainda estavam no primeiro semestre de suas faculdades conseguiram levar tudo tranquilamente. Os pais de Quinn haviam enviado sua empregada de anos para auxiliar as meninas, a qual aceitou de muito bom grado, já que não possuía família e para ela as duas loirinhas Fabray eram como se fossem suas netas.

Rachel já havia completado os nove meses de gestação e estavam à espera da chegada de Harmony Berry-Fabray a qualquer momento. As duas não aguentava mais de ansiedade.

Frannie, Lindsay e Kurt não saiam de perto das amigas, assim como Santana e Brittany, que apesar de não morarem no mesmo prédio das garotas quase não saíam de lá.

– Não vejo a hora de ter minha sobrinha nos braços. – Frannie dizia ansiosa – Tenho certeza que ela vai puxar a titia dela aqui. – se gabava e Lin sorria bobamente para ela, totalmente apaixonada.

– Minha afilhada vai ser é parecida comigo. – implicava Santana.

– Como isso, Santana? – Rachel e Quinn riam.

– Meus genes latinos são tão fortes que passaram para a Rachel pelo abraço que dei nela assim que fiquei sabendo da gravidez. – brincou e todos riram, só Britt fez uma cara confusa.

– Isso é mesmo possível, San? – perguntou admirada.

– Não BrittBritt, estou só brincando, meu amor. – explicou carinhosa.

– Você me assustou. Por um momento achei que isso poderia ser possível.

– Só você mesmo para ainda acreditar nas loucuras da Santana, Britt. – disse Kurt e recebeu um olhar ofendido da latina.

– Eu só finjo que acredito porque sei que ela acha fofo. – confidenciou Britt com um cochicho no ouvido do amigo que riu. Afinal a loira não era nenhuma burra.

– O que você vai querer de especial para o jantar de hoje, cunhadinha. – Lindsay perguntou carinhosa para Rachel, acariciando sua barriga. Todos se impressionavam com a afinidade que as duas tinham demonstrado ter em tão pouco tempo.

– Assim vou ficar com ciúmes. – Frannie disse fazendo beicinho.

– Não precisa ficar com ciúmes, amor. Estou só mimando nosso sobrinho. – explicou – E prometo te compensar bastante quando você estiver grávida do nosso primeiro bebê.

Ao ouvir aquilo Frannie abriu um sorriso que não cabia em seu rosto. Puxou a namorada para seu colo e deu-lhe um apaixonado beijo, selando aquela promessa.

– Isso está muito lindo, mas eu quero saber o que teremos para o jantar. – Santana falou, interrompendo o momento de carinho, fazendo as duas revirarem os olhos ao se separarem.

– Que eu saiba não é você que tem que ser mimada. – respondeu Lin, provocando.

O resto da noite seguiu daquela forma amistosa. A amizade que eles tinham construído durante anos e principalmente agora, morando fora de Lima, fez com que se tornassem uma verdadeira família feliz.

Quinn dormia tranquilamente quando se acordou com Rachel se remexendo na cama, parecia que não encontrava posição para estar deitada.

– Não consegue dormir, Rach. – perguntou sonolenta.

– Q, acho que estou começando a ter contrações. – falou receosa.

Mal ouviu o que a noiva falou e saltou da cama, correndo para se vestir. Não dizia nada, parecia que tinha ficado muda de repente. Puxou Rachel vagarosamente da cama. Tinha os olhos arregalados, parecia que iam saltar das orbes.

– Quinn? Fala alguma coisa? – disse achando graça da reação da outra, apesar das dores que começava a sentir.

– Não consigo. – finalmente falou, ainda ajudando Rachel a trocar de roupa.

– Quinnie, calma. Respira, amor. Liga para as meninas e o Kurt. – orientava como se fosse a outra quem estivesse em trabalho de parto – Não esquece de ligar para nossos pais também.

Quinn só concordava com a cabeça com tudo o que Rachel dizia. Sua filhinha estava quase nascendo. A emoção tomava conta de seu corpo e alma. Já não conseguia se controlar e começou a chorar.

– Você está bem? Fala comigo. Não esquece de respirar. – orientava Rachel preocupada e já pegando o telefone para ligar para a cunhada – Frannie? Vocês podem vir aqui? Eu entrei em trabalho de parto e sua irmã está tendo um colapso nervoso. – riu, apesar da situação.

Menos de cinco minutos depois o quarto era invadido por Frannie e Lindsay, já que Kurt ficara no quarto do bebê vendo junto com a Sra. Morgan se as bolsas que iriam com elas para o hospital estava em ordem.

Levaram Rachel vagarosamente até o carro e a ajeitaram ao lado de Quinn, que permanecia quase sem reação nenhuma. Frannie sentou ao lado da cunhada para poder lhe auxiliar, enquanto Kurt dirigia e Lin ia ao seu lado no banco da frente.

Rachel só conseguia pensar no quanto aquilo estava sendo interessante e apesar das dores tentava trazer Quinn de volta a si.

Notas finais
Que acharam? Vocês andam muito quietas. É porque tenho demorado a responder os comentários? Ando sem tempo, aí entre responder de imediato e adiantar os capítulos das fics, sempre acho que vocês optariam pela segunda alternativa. :(