Notas iniciais
Bom, Asuka, espero que tu tenhas gostado da fic, porque essa escrevi a pedido teu. :D

Epílogo

– Quinn! Amor... Quinnie, reage, por favor. – pedia Rachel no intervalo de uma contração e outra, já quase chegando ao hospital.

– Peraí, Rach. Sei bem como fazer essa lesada voltar a si. – disse Frannie passando o braço por cima da enorme barriga de Rachel e beliscando Quinn com toda a força.

Por mais incrível que fosse a loira pareceu voltar a si e olhar assustada para todos, sem entender onde estava. Um lampejo de entendimento cruzou seu rosto e ela se virou preocupada para Rachel.

– Rach, você está bem? Como está se sentindo? Já estamos chegando? Tudo bem com o bebê? – dizia preocupada.

– Finalmente reagiu. Você parecia estar em um estado catatônico. – riu Frannie.

– Quero só ver quando for sua vez. – resmungou e no mesmo instante Rachel teve outra contração e apertou fortemente sua mão.

– Amor, você está bem? Fala comigo. Dói muito? Posso fazer alguma coisa por você? – despejava.

– Quinn...

– Sim, meu bem. Fala o que você quer.

– Fica... quietinha. Só segura minha mão. – gemeu.

Quinn fez um beicinho, mas obedeceu a mulher. Sabia que devia estar doendo muito para ela estar agindo assim. Rachel era sempre carinhosa e pacienciosa com ela.

Não tardou muito e Kurt estacionou em frente à porta do hospital, onde um enfermeiro já esperava com a cadeira de rodas. Frannie e Lin providenciaram a baixa de Rachel, enquanto Quinn a acompanhava.

– Você tem certeza que quer acompanhar o parto? – perguntou Rachel, preocupada com o estado catatônico de Quinn até minutos atrás.

– Claro que sim. Não perderia o nascimento da nossa filha por nada nesse mundo. – garantiu.

– Não vai surtar de novo? – perguntou desconfiada.

– Prometo que não, Rachel. Só me assustei, mas não vai mais acontecer. – falou revirando os olhos.

Em seguida Rachel foi encaminhada para a sala de partos e o médico entrou devidamente equipado, constatando ao examiná-la que Harmony já estava pronta para nascer. Os procedimentos foram iniciados e não demorou muito para que a linda bebê viesse ao mundo, sob o olhar atento de Quinn.

O som estridente do choro de Harmony tomou conta do local só sessando quando a bebê foi colocada contra o peito de Rachel, que a olhou cheia de amor e beijou a cabecinha de cabelos castanhos claros, sob o olhar e sorriso bobos de Quinn.

– Ela é linda. – Quinn chorou emocionada – É a sua cara, amor.

Chorando de emoção, Rachel entregou a bebê para a enfermeira que esperava para examiná-la e fazer os procedimentos necessários. Quinn saiu da sala após o médico dizer que estava tudo bem e que em seguida Rachel e Harmony estariam no quarto.

Não tardou muito e a loira já estava na sala de espera, dando as boas novas aos amigos, que comemoraram muito. Frannie informou que havia ligado para seus pais e para os pais de Rachel, que pegariam o primeiro voo para NY.

Uma enfermeira apareceu para chamar Quinn, pois Rachel já estava no quarto e logo Harmony estaria lá com elas. A loira voou em direção ao local onde sua mulher estava, ansiosa pelo momento de poder pegar a filha nos braços.

– Como está a mãe mais gostosa do mundo? – falou ao entrar, se aproximando da cama.

– Não sei. Como você está? – brincou.

– Estou falando de você. – disse boba, roçando os lábios no de Rachel – Obrigada.

– Está agradecendo pelo quê? – perguntou após retribuir o carinho.

– Por ter me dado a coisa mais maravilhosa do mundo. — disse carinhosa.

– Então eu também tenho que agradecer, porque assim que peguei nossa filha nos braços mais uma vez tive a certeza da perfeição que é o nosso amor e como ele conseguiu gerar algo que refletisse isso.

– Te amo tanto.

– Não mais do que eu te amo.

Quinn estava levemente curvada sobre Rachel a abraçando quando ouviram uma leve batidinha na porta, que em seguida foi aberta e a enfermeira entrou com Harmony nos braços, a qual foi logo acomodada no colo da mãe para ser amamentada.

– Céus, ela é linda. – Quinn disse totalmente babando.

– Oi, meu bem. Nós somos suas mamães. – Rachel falou docemente – E nós te amamos mais que tudo.

– Amor, olha o tamanho da vontade dela sugando o leite. – a loira falava enquanto olhava admirada a filha.

– Bem sua filha mesmo. Esfomeadinha como a mãe. – riu enquanto acariciava levemente os cabelinhos castanhos.

– Alguma coisa ela tem de puxar de mim, já que é sua cara. – disse boba, ainda olhando Harmony.

– Não acho que ela seja parecida somente comigo. Aliás, acho que de mim só puxou os cabelinhos escuros.

– Ela é linda como você.

Rachel não conseguiu responder, pois Frannie, Linn, Santana e Brittany adentraram no quarto logo após bater à porta. Assim como Quinn, ficaram babando pela sobrinha que ainda se alimentava sofregamente.

– Nossa, ela é a mistura de vocês. – afirmou Lindsay, admirada.

– Quinn, vou ter que dar o braço a torcer e dizer que você foi capaz de criar a coisa mais perfeita que eu já vi no mundo. – Frannie dizia boba – Mas pensando bem, o mérito é da Rachel.

– Boba. – Quinn disse toda orgulhosa, abraçada à irmã, que não escondia o orgulho da caçula.

– Sério, Quinnie. Ela é linda e eu vou ser a tia mais coruja do mundo. – falou carinhosa.

– Não esqueça que eu também vou corujar muito. – Lin completou.

– Não babem muito em cima da minha afilhada. – complicou Santana, que estava mais boba que todos ali.

– Olha, olha, nossa filha conseguiu amolecer o coração da latina, Rach. – zombou Quinn.

– Nunca achei que fosse viver para ver isso. – Rachel acompanhou a brincadeira.

– Parem, vocês duas. A princesinha da Dinda vai ter tudo o que quiser. – falou carinhosa olhando a pequena bebê que dormia nos braços de Quinn.

– E o Kurt? – Rachel perguntou a fim de desviar o assunto, quando viu a latina corar e receber um beijo carinhoso de Brittany.

– Foi buscar nossos pais no aeroporto.

– Já chegaram? – questionou espantada.

– Acho que eles contrataram um voo exclusivo para vir o mais rápido possível. – Frannie riu.

Não tardou muito e Kurt chegou com os avós da recém nascida, que não cabiam em si de tanta felicidade. Harmony passou de colo em colo sem reclamar, era a doçura em forma de bebê, o que encantou ainda mais a todos.

– Rachel era assim logo que nasceu. – Hiram ria bobo.

– Isso com certeza ela não puxou de Quinn, que chorou desde que saiu de meu útero até completar duas semanas. – Juddy lembrou – Não desejo isso para ninguém.

– Ainda bem que ela puxou o temperamento da Rach, então. – Quinn falou assustada e todos riram.

– Esses são os contras de ter um filho, minha filha. Mas no final a gente esquece essas coisas em função do orgulho que vocês nos proporcionam. – Juddy disse abraçando a filha menor – Nem acredito que meu bebê já me deu uma neta linda.

– Mãe, não chora. – retribuiu o abraço que recebia – Espero um dia ser metade da mãe para Harmony do que você foi para mim e para a Frannie.

– Quinnie... – a mais velha apertou-a ainda mais contra si.

Aquilo havia emocionado a todos os presentes.

...

Quatro meses havia se passado desde o nascimento de Harmony e finalmente chegara o grande dia. Tanto Rachel quanto Quinn estavam nervosas em função de seu casamento e por estarem separadas desde o dia anterior, por determinação de Frannie e Santana.

Harmony era carregada pela tia e pela madrinha para suas mães, que revezavam em quartos separados em ficar com ela. A gorducha bebê de cabelos castanhos e olhos verdes transparecia uma felicidade que parecia estar entendendo tudo o que acontecia a seu redor. Sorria para todos e permanecia quietinha em seu carrinho enquanto suas mães se arrumavam com esmero.

O grande momento chegara e Quinn aguardava ansiosa Rachel entrar e ser definitivamente sua em todos os sentidos. A loira havia caprichado em seu vestido branco de alças, que era longo e justo, moldando suas curvas bem formadas. Estava inquieta trocando o peso de uma perna para a outra. Será que Rachel desistira?

Quando já estava quase surtando de nervosa ouviu a música de entrada e Brittany entrou com Harmony no colo, a qual trazia as alianças e vestia um vestidinho encantador. Quinn olhava boba para a filha, como sempre fazia, não existia pessoa mais coruja do que ela. Bom, Rachel estava em pé de igualdade, mas era quem estava se mostrando ter mais pulso com a pequena nas horas necessárias.

Rachel entrou deslumbrante, sendo conduzida por Leroy. Seu vestido era tomara que caia e ressaltava os volumosos seios. Era justo até o meio das coxas, quando se abria como um rabo de sereia. Carregava um buquê de rosas brancas e lírios, que representava a pureza do amor das duas e que este era eterno.

Quinn nem piscava ao vê-la se aproximando cada vez mais. Ao estar perto o suficiente Leroy entregou a ela a razão de seu viver. Com um sorriso deslumbrante pegou na mão de Rachel e em seguida virou-se ao pastor que realizaria a cerimônia.

As duas choravam com as palavras do pastor, o qual referia que apesar das duas serem bastante jovens, transpareciam e demonstravam o amor verdadeiro, concluindo que tinha certeza que aquele casamento seria para sempre.

A festa que se seguiu transparecia em todos a felicidade das recém-casadas, que fizeram questão de cumprimentar todos os seus convidados com a filha nos braços, afinal ela também fazia parte daquela união, daquele amor incondicional.

– Esse é o segundo dia mais feliz da minha vida. – Quinn declarou enquanto dançavam.

– O meu também. – nenhuma das duas precisava dizer que o primeiro fora o dia em que a filha nascera – Eu te amo, Lucy Quinn Berry-Fabray, mais do que supus amar alguém na minha vida.

– Eu te amo, Rachel Barbra Berry-Fabray, desde o dia em que te vi pela primeira vez. Eu só tentei negar o que meu coração soube desde sempre.

Aquela declaração foi selada por um beijo de amor mais que verdadeiro. Uma promessa tácita de felicidade que ambas faziam para toda sua eternidade.

Notas finais
Espero que tenham gostado e que sigam acompanhando minhas loucas ideias em outras fics. Agradeço a quem acompanhou a história, mas acima de tudo a quem comentou, isso é sempre um incentivo para que a gente queira seguir escrevendo. Galera que comenta, que favorita e que deixa recomendações: vocês são o motivo por eu seguir querendo escrever. Apesar de às vezes os comentários serem poucos, não gosto de deixar quem realmente se importa ao menos de dar um 'oi' na mão.
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!