Notas iniciais
Quase esqueci de postar hoje. :P Capítulo curtinho.

Quinn estacionou seu carro mais uma vez em frente à casa de Rachel e praticamente voou em direção à porta, tocando a campainha insistentemente.

Hiram Berry abriu a porta com cara de poucos amigos. Só o seu olhar poderia ter matado Quinn, que se encolheu levemente antes de tomar coragem e enfrentar o homem mais velho.

– S-sr. Berry, a Rach está? – perguntou incerta.

– Sim, ela está, Fabray. – rosnou e ao ver a cara de alívio de Quinn continuou – E ela não quer te ver. Vá embora.

– Me desculpe, senhor, mas eu não vou embora sem antes falar com minha namorada. – desafiou-o.

– Então espere sentada, porque eu não vou deixar você entrar e ela com certeza não quer sair. – disse segurando a raiva que sentia naquele momento daquela que havia desvirtuado sua filhinha.

Quinn viu a pesada porta de madeira sendo fechada literalmente em sua cara, mas como prometido não iria sair dali. Sentou no degrau da frente e ficou ali esperando. Algum dia Rachel teria de sair de casa e nesta hora ela teria de lhe ouvir.

Rachel olhava pela janela de seu quarto e via que o carro de Quinn ainda estava parado em gente a sua casa, mas a loira não estava dentro dele. Ainda estava enraivecida, contudo ela a queria ali a consolando.

Seu pai Hiram vinha de tempos em tempos para ver como estava e todas às vezes a encontrou sentada em sua poltrona junto à janela, olhando fixamente para o carro parado na rua.

– Estrelinha, você precisa comer alguma coisa. – seu pai falou suave, alisando os cabelos castanhos que emolduravam o rosto abatido.

– Não quero nada, pai. – sussurrou.

– Meu bem, você não pode pensar só em si mesma agora. Pense no bebê... – falou se surpreendendo por já conseguir visualizar uma criança de cabelos escuros e olhos verdes correndo pela casa.

– Pai? Ela ainda está sentada naquele degrau? – perguntou incerta.

– Sim, esta menina é mais teimosa que uma mula. – disse contendo o sorriso. A loira era realmente obstinada.

– Já faz quase quatro horas que ela esta ali...

– Quem sabe eu possa levar um sanduíche e um suco para ela. – falou vencido.

– Você faria isso? – finalmente seus olhos ganharam algum brilho e seu pai viu que não tinha como manter aquelas duas separadas.

– Por que você mesma não faz? – incentivou.

– Eu ainda não quero vê-la. – sussurrou.

– Tudo bem, filha. Deixa que eu mesmo faço e tento convencer a cabeça dura da sua namorada em ir para casa. Já anoiteceu e está ficando bem frio.

– Nem sei se ainda somos namoradas...

– Fale por você, porque ela ainda a considera como namorada. – sabia que devia estar com raiva de Quinn por ter engravidado sua filhinha, mas a razão falava mais alto e ela dizia que era para dar uma chance a ela.

...

Já devia fazer algumas horas que estava sentada em frente à casa de Rachel. Quinn já havia perdido a noção de tempo. A noite já havia caído e o frio começava a ficar mais intenso.

Quinn estava encolhida, sentada em um dos degraus da frente da casa dos Berry quando um carro entrou na garagem e logo Leroy apareceu. Parecia estar chateado com ela, mas não tanto quanto Hiram. Sabia que eles tinham razão ao trata-la daquela forma, afinal engravidara sua estrelinha.

– O que você faz aí nesse frio, Quinn? – perguntou sério.

– A Rachel não quer falar comigo, senhor. – sussurrou.

– Você sabe que agiu errado, não sabe? – inquiriu.

– Sim, senhor. Mas eu juro que não foi minha intensão. – falou com os olhos marejados, causando pena no homem a sua frente – Eu nem percebi o que fazia, só me assustei. Quando dei por mim ela não estava mais lá...

– Venha, Quinn. Você não vai mais ficar nesse frio. – disse estendendo a mão.

Quinn olhava para o homem sem entender quando a porta foi aberta e o outro Berry saiu, com uma xícara de chocolate quente nas mãos.

– Você não ouviu o Leroy, Quinn. Entre. Eu já ia chamar você para dentro. – falou em tom paternal.

– Mas a Rachel não quer me ver... – choramingou.

– Você pode ficar na sala. Aqui fora está muito frio. – determinou Hiram – Entre logo antes que eu me arrependa.

Quinn acompanhou os dois homens para dentro da casa quentinha. Tiritava de frio e Leroy pegou um cobertor para que se enrolasse.

– A Rach está bem? – perguntou preocupada, não ousou falar do bebê. Não sabia se os dois já sabiam da notícia. Se não sabiam, com certeza estaria morta na hora em que ficassem sabendo.

– Ela está muito triste, Quinn. Você não agiu da melhor forma possível, mas vou te confessar que nossa Estrelinha pode ter exagerado um pouco também. Você sabe que ela gosta de dramas. – Leroy falou acalmando-a.

– O que mais queremos agora é que vocês se acertem. Uma criança não pode viver no meio de mães em atrito. – Quinn os olhou preocupada e seu rosto transpareceu suas dúvidas — Sim, nós sabemos da gravidez. E não se preocupe que a fase de querermos te matar ou capar já passou. – Hiram falou sério, mas com vontade de rir da cara de pavor que a loira fez.

– Você sabe o que uma criança implica, Quinn? – perguntou Leroy.

– Sim senhor. Mas eu quero essa criança e a Rachel mais do que tudo que eu já quis no mundo. – declarou.

Rachel ouvia tudo escondida no alto da escada e não pode deixar de se emocionar com as palavras da namorada.

– Eu a amo. Quero que sejamos uma família. Sei que somos muito jovens, e que este não era o momento adequado para termos um filho, mas eu estou disposta a trabalhar para manter a Rachel e o bebê enquanto ela se dedica a NYADA e aos testes para a Broadway. Ela não vai deixar de realizar o sonho dela, porque eu vou fazer o possível e o impossível por ela e nosso filho. – disse convicta.

– E sua faculdade, Quinn? – perguntou Hiram curioso.

– Não vou entrar agora. Quem sabe futuramente, quando estivermos mais estabilizadas eu até ingresse na universidade. Mas não agora... minha prioridade é a Rachel realizar o sonho dela.

As palavras de Quinn deixaram os dois homens e principalmente a morena no alto da escada extremamente emocionados. O amor da menina por Rachel era palpável e com certeza ela cumpriria tudo que estava dizendo.

– Filha, você não precisa desistir de seus sonhos. – falou Leroy.

– Senhor, meu sonho é a Rachel. – concluiu.

– Não é isso que Leroy está falando, Quinn. Ele quer dizer que você vai fazer sua faculdade, sim. Nós sabemos que você abriria mão disso pela nossa filha, entretanto isso não seria justo com nenhuma de vocês duas. Você é uma garota brilhante e com certeza será uma advogada de sucesso. Não podemos permitir que você anule esse seu sonho.

– Você vai para sua faculdade e nós vamos ajudar vocês no que for preciso. Tenho certeza que seus pais também não vão deixá-las na mão. – completou Leroy.

– Mas e se a Rach não me perdoar? – perguntou incerta.

– Eu te perdoei no minuto em que você tocou a campainha esta tarde. – a voz chorosa de Rachel foi ouvida no topo da escada.

Quinn levantou o rosto imediatamente em direção àquele som, que para seus ouvidos soava como música. Sem se conter correu escada acima e envolveu Rachel em um forte abraço.

– Me perdoe. – pedia – Eu não agi com sensatez. Eu te amo e já amo o nosso bebê.

Rachel correspondia ao abraço com força. Aquelas eram as palavras que quisera ouvir desde que saíra magoada daquele banheiro. Recém estava vendo a dimensão do amor que sentia por Quinn e do que a loira sentia por ela.

– Eu também te amo, Quinn. E por você eu faria qualquer coisa, inclusive deixar de cursar NYADA e de tentar papéis na Broadway, só para que se tornasse a brilhante advogada que sei que vai ser.

– Eu nunca permitiria isso. Você nasceu para brilhar e ofuscar a todos.

Seus lábios se uniram como que em uma promessa de que aquelas palavras eram a mais pura verdade.

Notas finais
Bjooo