Por toda eternidade
3 Capítulo 03
Notas iniciais
Rachel gritou ao ver Quinn caindo. Tudo aconteceu muito rápido. Todos olhavam para Quinn e Rachel e não perceberam Finn investindo em direção à loira e lhe desferindo um soco na cabeça sem qualquer piedade. Fazendo com que esta caísse desfalecida.
O diretor, Will e Sue chegavam naquele momento para dispersar o burburinho e presenciaram toda a agressão, não conseguindo conter Puck e Santana que voaram em direção ao agressor desferindo socos e pontapés na direção deste, que não conseguia se defender.
Rachel tentava acudir Quinn, mas não queria mexer muito nela, por não saber a gravidade da situação. Um aluno ligou para a polícia pedindo socorro e avisando que uma aluna havia sido agredida e encontrava-se desmaiada.
Logo uma patrulha da polícia local chegou, seguida pela ambulância que prontamente atendeu Quinn e a encaminhou ainda desacordada para o hospital. Rachel, ensandecida, conseguiu convencer os enfermeiros a deixarem que ela fosse junto, sendo que estes aproveitaram para lhe ministrar um calmante, de tão descontrolada que estava.
Finn foi levado para a delegacia e lá ficou detido até que sua mãe foi localizada e providenciou um advogado que a muito custo conseguiu convencer o juiz a fixar uma fiança para que ele pudesse deixar a prisão. Mesmo sendo réu primário foi fixado um valor bastante alto e a mãe do delinqüente teve de tirar todas suas economias da poupança para liberá-lo, mas não sem antes ameaçá-lo para deixar as duas em paz e exigindo que ele finalmente crescesse e passasse a agir como um homem de juízo, deixando-o bastante envergonhado pelo que fizera.
Chegando ao hospital, Rachel foi encaminhada à sala de espera enquanto Quinn foi conduzida para fazer alguns exames. A morena caminhava de um lado ao outro quando seu pai entrou rápido no lugar, vestindo seu jaleco branco.
– Estrelinha, me disseram que você estava aqui. O que houve?
– A Quinn, papai... – se abraçou ao pai e chorou.
– O que tem ela?
– O F-Finn bateu nela e ela desmaiou. – soluçou.
– Aquele idiota, nunca confiei naquele garoto. – falou enraivecido.
– Por que nunca me disse nada? – pergunto espantada.
– Porque tem certas coisas que os pais têm que deixar seus filhos se darem conta e aprenderem sozinhos. Isso era uma escolha sua e só você podia perceber isso. – declarou.
Rachel não teve tempo de falar nada, pois naquele momento os pais de Quinn irromperam no local sendo seguidos pela filha mais velha, dirigindo-se à atendente.
– Somos os pais de Quinn Fabray, ela deu entrada aqui... – falou Russel, nervoso.
– Sr. e Sra. Fabray. – chamou Rachel.
O casal e a filha se viraram para a pequena figura que era abraçada pelo pai. Ignoraram a atendente e se dirigiram para onde os dois estavam.
– Rachel? O que houve com a Quinn? – perguntou Judy preocupada.
– Ela estava me defendendo e o Finn acabou batendo nela. – declarou chorando novamente.
– Eu vou matar aquele moleque. – esbravejou Russel furioso, sendo segurado pela filha mais velha, pois já ia sair desabalado do local.
– Calma Russel. Agora não é a hora. – pediu Judy, agarrando-se ao braço do marido – Como ela está?
– Ainda não soube nada. – falou triste.
– Esperem aqui que vou lá dentro ver como ela está. – declarou Leroy já entrando na área restrita.
– Venha cá, minha filha. – falou Judy ao ver Rachel desamparada, abraçando-a carinhosamente.
– Se eu não tivesse feito a burrada de namorar aquele idiota nada disso teria acontecido. Quinn não precisaria me defender. Por favor, me perdoem. – falava tentando se desculpar.
– Você não tem que se desculpar de nada, Rachel. Aquele menino é quem agiu totalmente errado. Espero que ele seja punido por isso.
– A expulsão dele já foi providenciada. – falou Sue Silvestre entrando no local como uma bala – Nunca que eu iria deixar o agressor de uma mulher sem o mínimo de punição. Ainda mais se ela for a minha melhor líder de torcida. Se vocês disserem a ela que eu disse isso eu vou negar.
– Isso é o mínimo que a escola poderia ter feito. – declarou Russel.
Esperaram Leroy por cerca de vinte minutos e quando este irrompeu na sala de espera vinha sério, mas logo que viu a filha sorriu.
– Ela está bem. Já foram feitos todos os exames necessários, inclusive uma tomografia. Está tudo em ordem. Quinn ficará apenas com um hematoma no olho esquerdo, onde levou o soco, mas logo ele desaparecerá e ela se recuperará 100%.
Rachel não conseguiu conter a alegria e se abraçou ao pai, que percebeu que aquelas reações não eram apenas por sua filha ser amiga da loira.
– Posso vê-la? – pediu ansiosa.
– Calma, estrelinha. Vamos deixar primeiro a família dela entrar no quarto. – tentou tranquilizá-la.
– Mas, papai...
– Sem ‘mas’, Rachel. – falou sério.
Os pais de Quinn logo entraram no quarto, seguidos de Frannie, e se depararam com a filha ainda grogue em função dos remédios para dor que lhe deram.
– Filha, você está bem? – perguntou Russel, ansioso.
– Agora sim, papai. – falou sonolenta, tentando sorrir, mas o rosto doía – Cadê a Rachel?
– Ih, já vi que aquele ‘piti’ da morena lá fora não é só por ser sua amiga e que você não apanhou em razão de amizade. – debochou a irmã mais velha, fazendo Quinn corar.
– Mãe, pode chamar ela aqui? – pediu para a mãe que lhe acariciava os cabelos ternamente.
– Só se você prometer descansar depois. – propôs.
– Está bem, mas me deixe vê-la. Ela está bem? Aquele Finnbabaca não a machucou, não é mesmo?
– Ela está bem filha. – tranquilizou-a Russel – Frannie, vá chamar a namorada de sua irmã. – mandou.
– Ela não é minha namorada, pai. Pelo menos ainda não...
Diante daquela declaração todos riram, sabiam que havia algo mais entre aquelas duas desde que Quinn começara a estudar naquela escola e sempre falava de Rachel, horas com devoção e outras com raiva, desdenhando de suas roupas muito curtas ou do seu namoro com Finn. Mas sempre elogiava o talento da morena e também sua inteligência.
Assim que Frannie voltou ao quarto acompanhada por Rachel e Leroy, esta correu em direção a Quinn e a abraçou, voltando a chorar. Ali foi tirada qualquer dúvida que poderia haver com relação àquelas duas.
– Quinnie, você está bem? – perguntava ansiosa, enquanto alisava o local machucado carinhosamente.
– Agora que você está aqui estou muito melhor, Rach. – declarou apaixonada.
Enquanto os pais sorriam diante daquela interação das duas, Frannie fazia cara de nojo só para implicar com as duas.
– Que nojo essa melação. Garanto que se não estivéssemos aqui estariam se agarrando. – debochou.
– Frannie! Não implique com sua irmã. – ralhou Judy, acostumada com a implicância entre as irmãs – Deixe as meninas em paz.
– Leroy, você poderia nos acompanhar até o corredor para que possamos lhe fazer algumas perguntas sobre a situação da Quinn? – Russel se dirigiu ao médico, como forma de deixar as garotas uns minutos a sós.
Até mesmo Frannie foi arrastada para fora do quarto por sua mãe, sob protestos dela e risadas das outras duas garotas. Que no momento em que ficaram a sós trocaram um carinhoso abraço.
– Você está mesmo bem? – a morena perguntou ansiosa – Tive tanto medo de te perder... – choramingou.
– Estou bem, Rach. Não precisa ficar assim. E você? Aquele idiota te machucou? – questionou preocupada.
– Não, ele nem tocou em mim. No momento em que você caiu Puck e Santana pularam em cima dele e deram uma surra que ele nunca vai esquecer. – declarou – Parece que a polícia chegou junto com a ambulância e levou ele para a delegacia por ter te agredido.
– No fundo Finn não é um cara mau, ele só acabou se perdendo um pouco. – Quinn falou pensativa – Ainda mais que perdeu a namorada para mim. – brincou.
– Perdeu mesmo. – Rachel sorriu e fechou a distância entre elas, beijando os lábios de Quinn carinhosamente.
A loira tentou aprofundar o beijo, mas além da morena não deixar em função do ferimento, este doeu imensamente ao tentar mexer os músculos da face.
Quando os demais entraram no quarto encontraram as duas deitadas lado a lado, abraçadas e conversando. Leroy olhou desconfiado, enquanto Judy, Russel e até mesmo Frannie sorriram diante daquela cena.
– Já posso ir embora? – perguntou Quinn ansiosa, ao ver Leroy. Se afastando levemente de Rachel.
– Ainda não. Você passará a noite em observação, mas amanhã de manhã já será liberada. – informou profissionalmente e em seguida olhou o relógio, vendo que seu plantão tinha acabado, e colocou um ar paternal no rosto – Agora, Srta. Fabray, eu quero saber quais são suas intenções com a minha filha. – fingiu-se de bravo.
– S-senhor B-Berry, m-minhas intenções são as melhores. – gaguejou inicialmente, mas logo se recompôs – Eu gostaria de pedir sua permissão de namorar a Rachel, caso ela aceite.
Mesmo antes de o pai responder, Rachel saltou no pescoço de Quinn e a beijou apaixonadamente. Tirando um sorriso até mesmo de Leroy, que mesmo em pouco tempo que via a filha com Quinn, jamais tinha presenciado tanto entusiasmo e felicidade dela com alguém antes.
– Bom, pela reação da minha filha, acho que não tenho como negar. – riu.
– Obrigada, senhor. Vou me esforçar para fazê-la feliz. – disse com um sorriso brilhante que não conseguia disfarçar toda a felicidade que sentia.
Rachel ficou mais um tempo com Quinn, enquanto o pai ia buscar suas coisas a fim de irem para casa. Leroy voltou ao quarto em seguida e sob protestos e promessas de Judy que a cuidaria bem da própria filha a morena concordou em deixar à namorada descansando.
– Amanhã saio da escola e vou direto para sua casa. – prometeu.
– Vou esperar ansiosamente. – sorriu, completamente apaixonada.
– Judy, se acontecer alguma coisa você pode me ligar, ok? – pediu pela milésima vez.
– Vamos, estrelinha. A Quinn vai ficar bem. – disse seu pai, puxando-a para fora do quarto.
Mesmo com tudo que acontecera as duas estavam felizes e mal podiam esperar para se reverem no dia seguinte. Em seguida Rachel e Leroy chegaram em casa e contaram todo ocorrido para Hiram, que espantou-se com a atitude de Finn, mas não conseguiu não ficar feliz em razão da filha estar namorando Quinn Fabray. Sempre desconfiara que a animosidade existente entre as duas não era bem explicada e agora tinha a certeza disso.
As coisas pareciam estar se encaixando.
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