Por toda eternidade
4 Capítulo 04
Notas iniciais
Rachel mal conseguiu prestar atenção na aula, ansiosa que estava por poder ir ver sua namorada. Sua namorada. Quem diria a alguns meses atrás que a relação das duas ‘inimigas’ iria evoluir tanto até chegar àquele ponto.
Santana, Puck e Britt a acompanharam quase que em todas as aulas e no almoço fizeram questão de ficar com ela. Afinal, agora ela era namorada de Quinn Fabray, além de ser amiga dos três.
Puck e Santana receberam apenas uma advertência por terem se envolvido na briga do dia anterior, não sendo suspensos porque a coisa poderia ter sido bem pior caso não tivessem se intrometido.
Ao final da aula Rachel voou para a casa de Quinn, sendo atendida por Frannie, que após debochar da ansiedade da menor, acompanhou-a até a porta do quarto de Quinn, dizendo que entrasse em bater.
Assim como sugerido Rachel entrou no cômodo e o encontrou vazio. Já estava por sair a procura de Frannie quando uma Quinn completamente nua sai distraidamente do banheiro secando os cabelos revoltos.
Rachel aproveitou aquele momento de distração para analisar o corpo perfeitamente esculpido da namorada, que se surpreendeu com as feições de desejo que a pequena não procurava esconder, ao cravar os olhos em seu pênis.
– Não ouvi você entrando. – disse marota chamando a atenção dos olhos castanhos para seu rosto, que logo se contorceu ao ver a mancha rocha que se instalara nas belas feições.
– Oh Quinnie, como você está? Ainda dói muito? – falava enquanto encurtava a distância entre elas, passando a acariciar o local machucado.
– Agora que você chegou estou melhor. – abraçou-a sem se importar em estar completamente nua – Já não dói quase nada. Os remédios para dor estão ajudando muito.
– Ainda não acredito que Finn tenha tido coragem de bater em você assim. – falou com os olhos marejados.
– Ele estava com raiva, Rach. Ele não agiu nem um pouco certo, mas vamos esquecê-lo. – pediu – Agora eu quero um beijo da minha namorada, pois só assim esse dodói vai passar. – falou manhosa.
– Vem cá então, bebê, que vou te dar muitos beijinhos. – sorriu diante da fofura de Quinn, enchendo-a de selinhos.
Mesmo ainda um pouco dolorida no rosto, Quinn tomou os lábios de Rachel com ardor, beijando-a cheia de vontade. Suas mãos rapidamente foram parar embaixo da sai que a morena vestia, apertando suas nádegas por sobre a calcinha.
As mãos de Rachel apertavam as carnes das costas de Quinn e desciam cada vez mais, sendo espalmadas nas nádegas musculosas e bem definidas da líder de torcida. A morena afastou a boca da de Quinn e passou a distribuir beijos, lambidas e chupões pelo pescoço desnudo da namorada, que já estava ficando excitada.
Beijou o peito e correu os lábios até os seios firmes. As mãos continuavam a massagear as nádegas brancas, enquanto puxava o quadril de Quinn para ainda mais perto do seu. Sentia a ereção quase que totalmente formada lhe pressionando o centro, por cima do pano que ainda a cobria.
Delirando com a boca de Rachel explorando seu corpo, Quinn aproveitou para abrir a saia desta e deixar que escorregasse até o chão. Puxou os lados da calcinha e a abaixou até onde pode, passando em seguida a abrir os botões da camisa que a morena vestia, deixando-a só de sutiã.
Enquanto era desnudada, Rachel abocanhava com ímpeto os seios de Quinn sugando-os até os bicos túrgidos, enlouquecendo a loira que já estava no pico da excitação. Passou uma das mãos que estavam nas costas da loira e trouxe-a para a frente, segurando com firmeza o membro rígido, passando a masturbá-la ritmicamente.
Ao deixar Rachel completamente nua, Quinn a pegou no colo, mesmo sob protestos e a repousou delicadamente sobre sua cama, encantada com tamanha beleza. Ainda em pé se afastou e trancou a porta do quarto.
Voltou para a cama com a ereção despontando em direção a Rachel, que lambia os lábios carnudos. Quinn colocou o preservativo que tinha na mesa de cabeceira e carinhosamente deitou-se sobre a namorada, beijando-a mais uma vez com paixão.
Suas mãos acariciavam o corpo moreno, que se contorcia embaixo do seu, implorando pela consumação daquele ato. Levou um dedo ao centro de Rachel e a acariciou, vendo que estava preparada para recebê-la. Ainda a beijando possessivamente posicionou-se entre as pernas bem torneadas e vagarosamente a penetrou, arrancando um gemido de prazer da namorada.
Assim que ajustou-se completamente dentro de Rachel passou a movimentar-se inicialmente de forma lenta, mas em seguida mais rápido, dando estocadas firmes, enquanto seus corpos batiam prazerosamente.
Ambas gemiam diante daquela dança que seus corpos suados faziam. Quinn olhava embevecida as feições de prazer de Rachel, que não conseguia sequer fechar a boca. Não existia coisa mais sensual no mundo, poderia morrer naquele momento que estaria feliz, fazendo amor com a mulher de sua vida.
– Vem pra mim. – pediu rouca, prestes a gozar.
– Ô, Quinn. – gemeu ao ouvir a voz sensual da namorada e gozou, sendo logo seguida pela loira, que caiu ao seu lado com fortes espasmos tomando conta de seu corpo.
– Vocês poderiam gemer mais baixo, por favor. Alguém nessa casa tem que estudar. – gritou Frannie à porta.
– Não enche, Fanncine. – gritou Quinn de volta, rindo da súbita vergonha que deu em Rachel, a qual cobria o rosto vermelho com um travesseiro.
– Que vergonha, Quinn. – disse com a voz abafada pelo travesseiro – O que sua irmã vai dizer?
– Nada. E se disser eu conto para os meus pais que ela namora duas pessoas. – riu da expressão de espanto de Rachel.
– Não acredito nisso.
– Pode acreditar. Aquela carinha de santa lá namora um colega de faculdade e a colega dela de quarto, lá em NY. – informou – Pior que a menina sabe que ela namora o outro e diz não se importar. O cara parece que não sabe de nada. Mas eu acho que ela gosta mesmo é da garota, mas como ela faz que não tá nem aí, Frannie provoca ela com o cara. Uma confusão.
– Espero que a senhorita não tenha puxado isso de sua irmã mais velha. – falou de repente séria.
– Não, meu amor. Já encontrei minha pessoa e ela com certeza é você. Não tenho porque procurar em outras pessoas o que já tenho com você. – falou apaixonada, ganhando um beijo em troca daquela declaração.
– Espero que sua irmã não saia machucada de nenhuma dessas relações doidas dela.
– É, eu também. Mas agora que eu for para NY ela vai morar comigo e vou por juízo naquela cabecinha.
– Como assim você vai para NY? Você não ia para Yale? – perguntou eufórica, sentada na cama, arrancando uma risada de Quinn.
– Na verdade eu recebi a carta de admissão de Yale e de Columbia e estava em dúvida. Aí vi que Columbia é melhor em alguns quesitos. Mas o que me fez escolher esta universidade, na verdade, foi o fato da minha namorada também estar indo para NY. – anunciou sorrindo.
– QUIIINNNN, NÃO ACREDITOOO. – gritou feliz, abraçando-se à namorada e distribuindo diversos beijos pelo rosto amado.
Quinn gemeu de dor quando no entusiasmo Rachel apertou seu rosto ferido, fazendo a morena se afastar assustada.
– Estou bem, não se preocupe. – disse puxando-a para junto de si, encaixando o corpo moreno ao seu.
...
Os dias que se seguiram foram agitados. Frannie havia voltado para NY e havia prometido às meninas que iria tomar um jeito e decidir com quem iria ficar. Na verdade dava bem para perceber quem ela queria, mas tinha medo de ser rejeitada.
Um mês e meio havia passado desde que tudo havia ocorrido. Todos estavam em polvorosa em função dos ensaios do Glee Club que estava classificado para as finais dali a duas semanas. Quinn não conseguia conter sua empolgação, ainda mais que seus pais haviam conseguido comprar um apartamento no mesmo prédio onde Rachel e Kurt morariam.
Mas apesar de toda a felicidade Quinn conseguia perceber que a namorada andava meio cabisbaixa e por vezes pensativa. Tinha medo de abordá-la e descobrir que ela havia se arrependido de ter aceitado namorar com ela e que não a amava tanto quanto dizia. Entretanto aquilo já estava a agoniando demais e precisava descobrir logo o que ela tinha.
Aproveitando um momento a sós e que todos estavam já nas salas de aula, puxou-a para o banheiro, trancando a porta e encarando aquele rosto que amava. Rachel não conseguia sequer sustentar seu olhar. Algo não estava bem.
– Rachel, o que está havendo? – exigiu – E não me venha dizer que está tudo bem, porque não está. Há dias que você me ignora e mal me dá atenção.
Vagarosamente, com os olhos cheios de lágrimas Rachel levantou a cabeça e encarou os ansiosos olhos verdes a sua frente. Havia chegado a hora de contar o que estava acontecendo.
– Quinn... – falou fraca e olhou mais uma vez aquelas orbes que pediam uma explicação – Minha menstruação não veio... – sussurrou.
A loira ainda a olhava sem entender o que ela queria dizer com aquilo. Sua expressão confusa demonstrou que não captara o que lhe fora dito.
– Eu estou grávida... – falou baixo e lágrimas escorreram por seu rosto.
– Como pode... – foi só o que Quinn conseguiu balbuciar enquanto digeria a informação.
– Pode no momento em que transamos aqui nesse mesmo banheiro sem usar qualquer tipo de proteção. – falava enraivecida, por Quinn estar reagindo daquela forma, como se a culpa fosse somente dela.
Quinn estava chocada olhando para Rachel. Aquilo não podia ter acontecido. Ela e Rachel eram ainda muito novas. Mal tinham capacidade de cuidar delas mesmas, quanto mais de uma criança. Apavorada passou as mãos pela cabeça e sequer percebeu a cara de decepção que a morena fazia ao se afastar.
Quando deu por si Rachel não estava mais no banheiro. Ela devia estar tão perdida quanto estava. Como pudera agir como uma idiota em frente a sua namorada. A culpa do que estava acontecendo não era dela.
Correu para fora do banheiro e procurou a namorada em todos os lugares possíveis, não a encontrando. Correu ao próprio carro e rumou em direção à casa da morena, não a encontrando lá. Sem alternativa foi para a própria casa e se abraçou à mãe, chorando.
– O que houve, Quinnie? – perguntou preocupada.
– Eu cometi a maior burrada da minha vida. Eu magoei a Rachel na hora em que ela mais precisava de mim. – chorava.
– O que você fez?
– E-eu não a apoiei. Eu entrei em pânico e quase surtei e deixei ela sem qualquer palavra de consolo. Quando dei por mim ela já tinha ido.
– E o que houve para tudo isso acontecer?
– M-mãe... – encarou os olhos iguais aos seus – A Rachel está grávida. Nós vamos ter um bebê e eu entrei em pânico quando ela veio cheia de medo me contar.
– É filha, você fez uma baita de uma burrada. – disse chocada.
– Meu filho não é uma burrada, mãe. – brigou.
– Não falei do meu neto. Não que eu quisesse ser avó agora, mas não vou deixar de ficar feliz por isso. Apesar de achar que você foi totalmente inconsequente ao não se proteger. Por falar nisso, você está de castigo até terminar a faculdade. – disse séria.
– Mãe, eu vou ter um bebê. – disse novamente apavorada.
– Sim, vocês vão ter um bebê. Então trate de ir atrás da sua namorada e se plante na frente da casa dela se for preciso, até consertar a porcaria que você fez. – ralhou.
Quinn já ia sair novamente correndo quando a mãe a chamou de volta.
– Você sabe que vocês podem contar comigo, não é, Quinnie. – disse carinhosa.
– Obrigada, mãe. – abraçou Judy carinhosamente e depositou um beijo em seu rosto antes de sair.
Tinha que encontrar Rachel e consertar o estrago que fizera. O lugar da morena era ao seu lado, junto com o filho que teriam. Filho... Quem diria: em breve seria mãe. Diante daquele pensamento abriu um sorriso feliz e partiu em direção a seu futuro.
Fale com o autor