Por Você

15 Capítulo 15


Notas iniciais
Nossa, nem acredito que to postando de novo.
Eu não faço ideia do que escrevi, tava num desespero tão grande de continuar essa fic, que pode ser que esteja cheio de erros, como sempre...
Tenho que agradecer muito a todos que ainda se mantem firmes lendo essa história mesmo depois de tantos atrasos, e também as recomendações...
Volto a dizer que não esperava um aceitação tão grande dessa história e espero não decepcionar com o capítulo de hoje, é apenas uma transição...
Divirtam-se, se possível, e leiam as notas finais, por favor

Era muito estranho para si passar por tudo isso. Desde sempre tivera o mais novo ao seu lado, sua cópia, seu companheiro, amigo, irmão...seu mundo, mas agora esse mundo parecia ruir diante dos seus olhos, e ele não era capaz de fazer nada para mudar isso.

Sim, é claro que Hikaru sabia que isso soava um pouco dramático, mas não deixava de ser o que ele sentia. Não chegara a ser um choque para ele quando percebeu que entre ele e Haruhi era apenas uma amizade fraternal e, foi até com alegria, que ele começou a perceber um clima diferente entre a pequena e o líder do Host Club, só achava que era uma pena os dois serem tão cabeças-duras para não dar o braço a torcer. No entanto, a percepção de que seu irmão passava cada vez menos tempo consigo e que, se caso ele realmente passasse a namorar um garoto, isso só se intensificaria, o matava por dentro.

Ele queria conversar com o mais novo, dizer que sentia falta de quando os dois eram mais próximos, de quando eram, apenas eles, mas não se sentia no direito de cobrar isso do irmão, justo dele que sempre o apoiara, que dera a maior força para si quando se disse apaixonado por Haruhi, que abriu mão de seus momentos juntos dentro e fora da escola, apenas para que ele se aproximasse da garota e fosse feliz...ele não podia negar essa felicidade ao gêmeo, ainda que isso custasse a sua própria...

Kaoru, no entanto, passava por um dilema parecido, ele via que seu irmão se mostrava calado e ausente, parecia entristecido, apesar de continuar vendo Haruhi com frequência, mas não conseguia se aproximar para lhe questionar. Sua melancolia diante desse comportamento do irmão era tanta que até mesmo Kouji já havia percebi e lhe questionara num dia enquanto tomavam o almoço no refeitório:

- Kaoru-kun, o que você tem esses dias? Quer falar sobre isso? – na verdade o garoto já havia reparado que os gêmeos pareciam distantes um do outro e, apesar disso lhe dar mais espaço para se aproximar do mais novo, também parecia machucar Kaoru, o que lhe deixava apreensivo.

- Ahn? Eu? Não é nada...é impressão sua, eu estou bem... – Kaoru tentava disfarçar, não achava justo jogar suas frustrações em cima do rapaz, ainda mais sabendo que ele gostava de si. Na verdade essa situação também o deixava desconfortável, sabia que devia uma resposta ao garoto, mas gostava da companhia do mesmo, não queria o magoar e muito menos explicar o porque de não poder ficar com ele.

- É por causa do seu irmão, não é?

Kaoru ficou surpreso no momento, e não pode negar, fazendo apenas um aceno afirmativo com a cabeça, mantendo os olhos baixos, encarando a mesa diante de si.

- Eu percebi que vocês andam meio afastados, mas tenho certeza que tudo vai se resolver. Eu lembro do quanto vocês eram unidos quando estudávamos juntos, tenho certeza que o que quer que tenha acontecido entre vocês é passageiro, e logo vocês farão as pazes – O Fujiwara tinha agora um sorriso no rosto, e segurava a mão esquerda de Kaoru sobre a mesa, num gesto singelo e sem malícia, como se estivesse o encorajando. O mais novo dos gêmeos não pode deixar de sorrir diante dessa reação do outro, e sentiu-se um pouco melhor naquele momento.

Esse sentimento, no entanto, durou pouco para o Hitachiin mais jovem, pois durante a tarde o comportamento de Hikaru se mantinha o mesmo dos últimos tempos, conversavam o mínimo possível e seu contato no Host Club era apenas durante as atuações. Em casa, apenas se encontravam na hora de dormir, e as únicas palavras proferidas eram um simples boa noite que partia do mais novo e era respondido secamente pelo mais velho.

Hikaru sabia que magoava o irmão agindo assim, mas era mais forte do que ele, cada vez que o via com Kouji, era como se o mais novo o estivesse colocando em seu lugar, o substituindo, ele sentia raiva, raiva de Kouji por monopolizar seu irmão, raiva de Kaoru por não ter mais tempo para ele, raiva de si mesmo por não entender seus sentimentos. E ele não conseguia ter uma conversa séria com o mais novo, sabia que se fosse questionado a respeito de seu comportamento, acabaria explodindo, acabaria cobrando de Kaoru mais atenção, e sabia também que o mais novo acabaria por abrir mão de sua amizade, ou o que quer que fosse que estava tendo com o rapaz, apenas para satisfazer o seu capricho. Por que era isso que Hikaru pensava que eram esses sentimentos de ciúmes e possessividade para com seu irmão...um mero capricho.

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O clima no Host Club definitivamente não ia bem, isso era um fato. Ate mesmo as clientes perceberam isso e a frequência do clube teve uma queda, para desespero de Kyouya. Apesar que nem mesmo o Ootori parecia estar muito preocupado com isso.

A verdade é que cada um dos hosts parecia imerso em suas próprias preocupações.

Kyouya pensava numa maneira de se reaproximar de Renge, depois do episódio das escadas. Desde então a garota não havia mais aparecido no Host Club, o moreno não sabia se era por vergonha ou se por estar chateada consigo... Quem sabe os dois?

Tamaki andava depressivo, apesar do loiro ser conhecido por seus rompantes dramáticos constantes, não era esse o comportamento que exibia ultimamente. Apesar de se esforçar para tratar bem as frequentadoras do Host Club, era nítido o seu abatimento, os risos forçados e a melancolia em seus olhos. O meio-francês estava tentando ser forte e superar seus sentimentos por Haruhi, mas era difícil demais tendo a garota tão perto de si.

Os gêmeos continuavam tristes e distantes um do outro, até mesmo as encenações que costumavam fazer pareciam cada vez mais mecânicas e desarmônicas.

Haruhi andava dispersa e, apesar de continuar sendo muito educada e cortês com as garotas que visitavam o club, era palpável a preocupação em seus olhos. A garota estava com medo. Medo dos sentimentos que começara a desenvolver pelo líder do Host Club, medo de se machucar, medo de se mostrar frágil diante desses sentimentos, ainda mais ela que sempre fora tão forte, mesmo na ausência da mãe, mesmo numa escola onde era diferente de todos. Ela não podia e não queria fraquejar agora, não por conta de uma paixão adolescente, não por conta de um daqueles riquinhos mimados que sempre tiveram tudo o que queriam nas mãos sem precisar lutar. Mas algo no fundo de sua mente e de seu coração dizia a ela que Tamaki não era assim, que ele apenas refletia o meio em que foi criado, que ele realmente era uma boa pessoa, aliás ela já tinha tido várias mostras do caráter dele, apesar do jeito espalhafatoso e brincalhão. Mas ela tinha medo...

Mori-Senpai e Honey-Senpai eram os únicos que pareciam felizes. Depois de se acertarem, o clima de cumplicidade entre os dois era visível, ainda que eles tentassem disfarçar da melhor maneira possível o ocorrido, pois haviam combinado de manter total segredo sobre o relacionamento. De qualquer forma eles eram os que melhor percebiam o abatimento que acometia os demais colegas.

Num momento em que o clube estava mais vazio, Honey-senpai, pensando numa maneira de melhorar o clima, teve uma ideia:

- Takashi, e se nós organizarmos um baile do Host Club? – O pequeno tinha os olhos brilhando de felicidade, como se tivesse feito a maior descoberta de todos os tempos.

- Um baile? Para quê? – O Morinozuka não compreendia onde o menor queria chegar com essa ideia.

- Um baile, Takashi, um baile pra melhorar o astral de todos, não gosto de ver todo mundo triste assim... E pode ter bolo! E as garotas podem chamar outros garotos de fora do Host Club para participar, para que todos possam dançar! O que você acha? – Takashi não conseguia resistir aquela expressão tão doce e animada do menor, acariciando-lhe os cabelos acenou afirmativamente e deu um pequeno sorriso, dizendo:

- É melhor você falar com o Kyouya sobre isso.

- Haaaaiii, eu vou falar com ele! – O menor saiu correndo e saltitando com o coelho em mãos.

Mori-senpai olhou ao seu redor vendo os amigos que tanto prezava, cada um sofrendo em seu mundo. Infelizmente ele não podia fazer nada para amenizar o sofrimento deles, cada um teria que, por si só, se esforçar para mudar aquela situação... Mas não custava nada usar a ideia do baile para dar um empurrãozinho neles.

Mas nem Mori-Senpai, nem Honey-Senpai faziam ideia do quanto esse baile poderia mudar o destino de todos naquele Host Club.

Notas finais
Obrigada de verdade se você chegou até aqui ^^
Como eu disse antes, esse capítulo é de transição, tudo que é importante vai acontecer nos próximos, e vai acontecer muita coisa, com todos eles...apesar que o Mori e o Honey já aconteceu o que tinha pra acontecer na outra fic, mas posso por um lemon deles no proximo, só como um extra, se for do agrado de todos.
Agora eu posso afirmar que é reta final...não tem mais o que enrolar XD
Aguardo vocês no próximo o/

Deixem seu review, ou terão que acordar o Kyouya de manhã cedo e enfrentar o "diabo hipertenso" XD

Bjsss