Por Trás da Mascara

6 Jantar beneficente


Notas iniciais
Hey pessoal! Primeiro capítulo de 2015! Se bem que eu demorei um pouco né? Enfim, aqui mais um! Espero que gostem!

Grace caminhava tranquilamente pela vila. Era meio dia, e ela estava entediada dentro da casa então resolveu dar uma volta Enquanto andava perdida em seus pensamentos, uma voz lhe tirou de seus devaneios:

–Com licença querida. –Pediu uma mulher sentada no chão com uma criança de seis anos dormindo em seus braços. – Você teria algum dinheiro ou alguma comida par mim por favor? – Completou a senhora. Grace olhou para mãe e filho e percebeu que os dois estavam magros e usando roupas sujas e rasgadas, isso a comoveu:

–Me desculpe, mas eu não tenho nada... – Lamentou ela:

–Obrigada mesmo assim. – Disse a senhora. Grace balançou a cabeça e seguiu caminho, mas a imagem da senhora e seu filho não saiu de sua mente:

–Você ouviu dizer? O general foi convidado pelo Duque para um banquete. – Grace ouviu um dos comerciantes comentar:

–Sim. Mesmo com a população morrendo de fome eles continuam com esses jantares. – Concordou o outro. Foi nesse momento que uma ideia surgiu na mente de Grace que sorriu e correu de volta para a casa abandonada.

Na casa do Duque Joaquim III, ele e Sir Fieldelton conversavam sentados à mesa se servindo do grande banquete que havia:

–Como estão as coisas na vila? – Perguntou o Duque puxando assunto:

–Estão bem. – Respondeu o general dando uma mordida em sua coxa de frango:

–Mas e a Trapaceira? Que eu saiba ela continua livre. – Comentou Duque Joaquim. Sir Fieldelton engoliu seco:

–É... sim, ela continua livre. – Concordou ele. — Mas continuamos tentando prende-la. – acrescentou rapidamente:

–Estou achando que terei de te substituir general. Você e seus homens ainda não a capturaram, e ela não é apenas um adolescente?

–Sim mas, é uma adolescente pirata. Você sabe como são os piratas. – Tentou se defender:

–Claro, claro. Porém você já acabou com uma das tripulações mais temidas pelos ingleses e não consegue prender um deles? Mesmo que seja apenas uma adolescente? – Perguntou meio irritado:

–E-eu, hum... é que... – Suspirou o general sem resposta. – Apenas me dê até o final do ano e eu prometo a você que já terei a capturado. – O duque pensou por um instante e assentiu:

–Certo... mas se você passar do prazo, irei te rebaixar e declara outro como general. – Sir Fieldelton assentiu esperançoso.

Enquanto eles conversavam, Grace se aproximava da grande casa do duque vestida como Trapaceira. Observou a entrada cheia de guardas formulando um plano que surgiu instantes depois. Caminhou para os fundos onde viu alguns servos entrando, quando o último entrou, correu até a porta e entrou. Caminhando pelo corredor se deparou com uma escada de madeira, sem pensar duas vezes subiu e acabou saindo direto no corredor. Procurou em todas as portas que via, até que na oitava porta, encontrou o armazém de alimentos. Tirou um saco vazio de seu sobretudo e o encheu com um pouco de tudo; frutas, verduras, pães, carnes secas e algumas garrafas de água e de sucos.

Voltando para a saída do chão por onde entrou, viu que alguém havia trancado. Suspirou e caminhou para o outro lado. No final do corredor se deu de cara com um parapeito, olhando para baixo pode ver a mesa do banquete, o Duque e o general. Um novo plano veio a sua mente. Como a altura não era grande, ela subiu no parapeito e pulou. Aterrissou em cima da mesa, na frente do duque. Todos ali presentes estavam surpresos, principalmente o general.

Grace andou em cima da mesa ainda segurando o saco com a comida até o general e chutou sua taça fazendo sujar o rosto dele com o vinho. Ele limpou o rosto com raiva:

–Com licença. – Grace disse, pegou o seu prato e fugiu. Todos ainda não se mexeram de surpresa:

–O que você está esperando? – Perguntou o Duque ao general que olhou confuso. – Vá atrás dela! – Gritou impaciente. O general, imediatamente pegou sua espada e correu atrás da Trapaceira.

Grace correu o mais rápido que pode para a porta principal da mansão, e para a sua sorte não havia nenhum guardar em seu caminho. Ela saiu pela porta e a fechou bloqueando-a com uma lança de umas das estátuas de armaduras que havia uma em cada lado da porta. Feito isso correu de volta para a vila.

No lado de dentro da mansão, Sir Fieldelton chegou a porta e tentou abri-la, mas estava bloqueada:

–Maldita Trapaceira! – Gritou ele como socou a porta com força.

Já na vila, Grace caminhava pelas sombras (já estava escurecendo) ainda com o disfarce. Ela se encaminhava para o lugar onde havia encontrado a senhora e seu filho mais cedo naquele dia. E para sua sorte eles ainda estavam lá. Quando ela se aproximou a senhora olhou para cima e se surpreendeu ao ver a Trapaceira:

–Aqui. – Grace entregou o saco cheio de comida para ela. – Deve durar por algum tempo. – Adicionou, fazendo a mulher sorrir:

–Muito obrigada Trapaceira. – Agradeceu muito grata. Grace acenou com a cabeça sorrindo e desapareceu nas sombras novamente.

Notas finais
Gostaram? Por favor comentem. E eu só tenho um aviso: eu só vou conseguir postar mais um no começo de fevereiro. Por quê? Eu vou viajar... Bem, até o próximo!