Por Trás da Mascara
7 Amigos?
Notas iniciais
Na manhã seguinte, depois do meio dia, Grace estava prestes a sair para dar uma volta pois estava muito entediada na casa. Quando abriu a porta viu Jonathan prestes a entrar, com um movimento rápido, ela o puxou para dentro e fechou a porta:
–Sério? – Perguntou ela virando-se para encara-lo:
–O que? – Pediu confuso:
–Você estava prestes a entrar em uma casa que é suposta ser abandonada pensando que ninguém vai se desconfiar? – Perguntou ironicamente:
–Desculpe... eu não pensei nisso. – Respondeu como Grace suspirou:
–Não importa... Agora, o que você veio fazer aqui?
–Não posso ver uma amiga?
–Você já me considera uma amiga? – Perguntou ela cruzando os braços:
–Bem... sim... é que você me ajudou sem querer nada em troca... e... – Ele respirou fundo. – Eu não sou muito bom em socializar. – Confessou de repente. Grace olhou para ele e suspirou:
–Certo... – Concordou ela. — Nós somos amigos.
–Mas antes de qualquer coisa... – Pediu ele com cuidado. – Eu queria saber sobre a sua história.
–Está bem... – Concordou novamente. – Mesmo que eu não goste de falar sobre isso. – Murmurou, porém Jonathan ouviu. – Bem... eu nuca conheci o meu pai, e nunca soube o nome dele. Apenas me disseram que ele morreu, mas também não sei como. –Jonathan a ouvia atentamente. – E a minha mãe... – Ela respirou fundo. – E-ela morreu a dois anos... – Ela se sentou num tape velho no chão. – Como não tinha onde ficar, vim pra cá. E aqui estamos nós. — Terminou o resumo de sua vida como Jonathan se sentou ao seu lado:
–Desculpa... não queria te obrigar a dizer isso...
–Não se preocupe. É bom dizer a alguém. – Responde ela como o observou por um tempo. – Eu posso confiar em você para guardar um segredo? – Perguntou um pouco indecisa:
–Claro... – Respondeu Jonathan:
–Venha. – Disse Grace com se levantou e caminhou até a porta e ele a seguiu, como saíram da casa ela se virou para ele. – Me siga. – Foi a última coisa que ela disse antes de correr pela rua da vila. Sem pensar duas vezes Jonathan a seguiu.
Eles atravessaram a vila e entraram numa floresta, mesmo querendo criticar Jonathan continuou a segui-la. Tempos depois, chegaram em uma praia bonita e deserta, Grace subiu em um monte de pedras e olhou para o outro lado dele:
–Grace! –Ele a chamou enquanto subia o monte. – O que estamos fazendo aq... – Ele foi interrompido pela visão a sua frente. Era um navio, mas não qualquer um, era um navio pirata e parecia que estava ancorado ali a muito tempo. – Nossa! – Disse maravilhado. – Como você o encontrou? – Perguntou a Grace:
–Eu estava caminhando – Mentiu descendo em direção ao navio:
–O que você tá fazendo? – Perguntou quando ela entrou numa pequena gruta na beira da praia:
–Você não quer ver de perto? – Questionou Grace puxando uma canoa com dois remos:
–Mas, não é perigoso? – Perguntou inseguro:
–Ele está abandonado a muito tempo. Não há perigo. – Jonathan assentiu ainda inseguro e a ajudou arrastar a canoa até o mar. Eles embarcaram e cada um pegou um remo e começou a remar em direção ao navio. Chegando ao lado dele, Grace jogou uma pequena ancora que havia na canoa e a jogou no mar e subiu numa escada de corda que estava pendurada ao navio, e Jonathan subiu logo em seguida. Como subiram na proa do navio, as lembranças da maior parte da vida de Grace voltaram para ela:
–Você tem certeza que é seguro? – Perguntou Jonathan novamente:
–Absoluta. – Respondeu ela:
–Como assim “absoluta”? – Perguntou curioso:
–Minha mãe contava a história desse navio. – Mentiu. – Quando ele estava em alto mar, ele era comandado pela Capitã Marina Crevin, que lutou sua vida inteira pela liberdade dos piratas e era temida por todos eles. Sempre invadia reinos que tentavam a impedir. – Grace abaixou a cabeça. — Mas, em uma das invasões... toda a tripulação foi detida e o general desse reino... a matou. – Jonathan também abaixou a cabeça:
–O meu pai... – Comentou ele. – Ele já me contou essa história milhares de vezes. Mas de um jeito diferente.
–Aposto que sim... – Disse ela serrando os punhos escondidos atrás de suas costas. – Mas... o que pouca gente sabe... é que a capitã tinha uma filha...
–O que aconteceu com ela? – Perguntou ele franzindo a testa:
–Com certeza fugiu. — Inventou rapidamente:
Eu não sei, mas estou começando a ficar contra o meu pai... – Comentou em voz baixa. Ficaram em um silencio perturbador até que Grace o quebrou:
–Que tal explorarmos o navio? – Sugeriu:
–Acho uma ótima ideia. – Respondeu Jonathan, então os dois entraram no convés inferior.
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