Por Trás da Mascara
5 A verdade... ou Quase
Notas iniciais
–O que você está fazendo aqui? – Grace foi surpreendida com a visita inesperada:
–Eu quero respostas. – Afirmou Jonathan se aproximando dela:
–Eu te disse para não voltar aqui. – Reclamou se levantando:
–Eu só quero saber o que aconteceu direito. – Ele parou em sua frente a um metro de distância:
–Como eu posso confiar que você não vai contar a ninguém? – Ela perguntou cruzando os braços:
–Por que eu trairia alguém que me ajudou? – Perguntou ele de volta:
–Não sei, talvez seria pelo fato de você ser Jonathan Homero o filho de Sir Fieldelton Homero, o general do rei? – Disse ela ironicamente deixando o rosto de Jonathan sério:
–Eu não sou o meu pai, e como você me conhece?
–Não tem uma pessoa na vila que não te conheça. Seu pai não para de dizer como está orgulhoso de você e como vai se tronar um grande general no futuro.
–Eu não quero ser igual a ele. – Disse sério. – Ele só quer o mal para os outros sem motivo. E também de capturar a Trapaceira Mascarada, não fala de outra coisa e não tem tempo para a família. – Completou ele revoltado. Grace apenas o observou desabafar, parecia que ele queria dizer isso a muito tempo:
–Acabou? – Perguntou ela, ele assentiu com a cabeça. – É impressionante como você confia fácil nos outros. – Comentou ela:
–Apenas com aqueles que me ajudaram ou os que não me tentam me roubar. – Grace assentiu apreensiva. – Você poderia apenas me responder algumas perguntas? – Ela o olhou e pensou, então suspirou em derrota:
–Está bem... – Ela se sentou no chão, Jonathan fez o mesmo. – Mas dependendo da pergunta eu não vou poder responder. – Ele assentiu e começou:
–Certo, por que a Trapaceira me trouxe para cá?
–Ela sabia que iria me encontrar aqui.
–Mas o que você faz aqui? – Perguntou curioso:
–Eu moro aqui. – Afirmou ela:
–Onde estão seus pais? – Perguntou apreensivo:
–E-eu não tenho... – Disse ela um pouco triste. – Eles morreram... – Completou deixando Jonathan desconfortado:
–Desculpe... –Murmurou ele:
–Não precisa, apenas continue.
–Como você conheceu a Trapaceira? – Essa pergunta deixou Grace tensa:
–E-ela me ajudou uma vez, e eu também já a ajudei. – Inventou ela:
–E você sabe quem ela é? – Perguntou curioso:
–Não. – Respondeu rápido:
–Certo... agora, eu só queria saber o seu nome... – Afirmou ele meio nervoso:
–Eu ainda pretendo não dizer, mas por que não fale sobre você agora? – Perguntou mudando de assunto:
–Como posso confiar em você? – Perguntou ele:
–Ora, eu não confiei em você e lhe contei tudo? – Perguntou Grace cruzando os braços:
–Verdade... – Murmurou ele. – Bem, eu e meu pai éramos bem próximos, mas quando a Trapaceira apareceu, ele mal para em casa, só aparece para comer e dormir. E quando finalmente conseguimos conversar, ele só fala sobre capturar a Trapaceira e como eu vou ser um grande general. Mas, na verdade eu nunca quis ser. – Grace escutou com atenção cada palavra que ele disse:
–Então o que você quer ser? – Perguntou ela curiosa:
–Eu ainda não sei. Só não quero ser general. – Respondeu feliz por ela se interessar. – Bem, eu acho que eu vou ir embora. – Disse se levantando. — E obrigado por me responder. – Ele caminhou até a saída:
–Espera! – Pediu Grace, Jonathan parou e se virou para encara-la. – É Grace. Meu nome é Grace. – Jonathan sorriu:
–Muito prazer em conhece-la e muito obrigado, Grace. – Assim ele foi embora. Grace sorriu e se perguntou por que sentia algo diferente...
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