Por Que Tudo Acontece Comigo?
23 Mistake
Notas iniciais
Desculpem pelo atraso... Estudos... Mas aqui estou novamente com mais um capítulo.
Boa leitura ^^
Yunho’s Prov’s
“_Acabou! Depois disso você acha que teria mais alguma coisa?!
_Mas não é o que você está pensando, me entenda, por favor!
_Não há nada que eu possa acreditar em você depois disso!
_Por favor... Era uma surpresa pra você.”
Estou vivendo um dejá vu? Será possível que estava acontecendo novamente? Meu coração disparava a cada frase dita.
_Parem! – nada saiu de minha boca.
Caiu no chão e o meu outro eu ia embora.
Como pude deixá-lo? Esse dia foi o pior de minha vida, descobrir tudo depois foi como eu tivesse recebido uma fechada no peito e agonizado de dor até a morte. Vê-lo beijar aquele garoto em cima do carro como nós costumávamos fazer, me doeu. Vê-lo naquele restaurante rindo, emprestando sua camisa para ele vestir quando ele derramou shoyu na camisa dele, me fez chorar. Vê-los felizes, me deu ódio.
Aquele corpo de pele pálida e sensível era meu, somente meu. Ninguém podia tocá-lo, beijá-lo, só eu. Meu ciúmes possessivo de alguma forma me fez tê-lo de volta, ao meu lado.
O inferno começou quando eu intervi em toda felicidade que nunca dei a ele e aquele garoto dava com tanta facilidade. Passei dias e dias na cama me remoendo pelo aquele maldito dia que o deixei caído e chorando.
Culpo-me por hoje, me culpo por ter dois rapazes presos; sofrendo, me culpo por fazer todos estarem como estão, me culpo por tornar o Jaejoong como era antes de tudo, fazê-lo voltar a sua personalidade antiga.
Acordei suando frio, esse pesadelo me veio como uma martelada.
Vejo o homem pelo qual eu mais amo deitado, dormindo tranquilamente. Não parece com o homem que está sendo o diabo de vidas aterrorizadas e inocentes. Fiz um carinho sem sua face iluminada pela luz da lua cheia que atravessa a janela e refletia em seu rosto sereno.
Era tão frágil e violento, não parecia à mesma a pessoa, depois que atravessa a porta do quarto, transformava-se num ser reprimido, inseguro, buscando por amor de todos, mas sempre sendo bruscamente traído de qualquer forma, passando para o lado de fora da porta, era o Jaejoong perverso, maldoso e torturador, parecia ser possuído por Arcanjo Gabriel e Lucifer, um frasco frágil que podia quebrar a qualquer momento.
Ele nunca foi assim, desde quando nos conhecemos, ele só me mostrava seu lado bom, que era sorridente, calmo. Tudo o que eu menos pensava que era após tantos anos de convivência, ele virasse essa pessoa, só agora que a situação piorou de vez.
Foi num parque, perto de um lago semicongelado que nos conhecemos, ele vinha sorrindo procurando por sua bola que tinha caído na água fria. Estava com medo de pegar, até que me ofereci para ajudá-lo e foi então nós não nos desgrudamos mais.
Como todos os dias nós nos víamos, passamos a frequentar a casa um do outro e até mesmo chamar nossos de pais de “pai” e “mãe”. Dormia nos finais de semana na casa do Jae e assim revessando no próximo e sem o menor pudor saíamos do banheiro nu quando terminávamos de tomar banho.
Até que nós nos tornamos pré-adolescentes e sem percebemos estávamos de mãos dadas no quarto, beijando um ao outro como se fosse uma coisa normal. Bons tempos aqueles. Não demorou muito para nossos pais saberem, pois não disfarçávamos o que tinha entre nós e expúnhamos sem medo.
Foi quando o senhor e a senhora Kim brigaram por causa do nosso namorado, seu pai não aceitava, já sua mãe nos defendia com unhas e dedos, para que nós continuássemos a namorar, não demorou muito depois disso, quando o senhor Kim explodiu de vez e expulsou o Jae de casa. Graças aos meus pais que aceitaram desde o inicio, ele começou a morar em minha casa.
Pouco meses depois, tivemos uma notícia que a mãe do Jae tinha se suicidado, dizendo que não queria conviver no inferno que seu marido tinha feito em casa. Seu corpo foi encontrado no mesmo parque que, nós nos conhecemos.
Não precisa falar como ele ficou ao receber tal notícia, havia semanas ele não saia do quarto e mal comia, em todos os cantos da casa ele vivia choroso e depressivo com um pedaço de papel na mão, o mesmo que sua mãe tinha escrito como bilhete antes da morte.
Citando tudo o que acontecia na casa, explicando tudo e no fim deixando um recado para ele, que pelas palavras, ele queria reconfortar-se nelas, doce ilusão. Logo disso, seu pai casou-se novamente, tendo mais um filho e esquecendo que Jae existia.
Foi então que ele decidiu, que não acreditaria mais em ninguém e algumas vezes mostrando sua dupla personalidade com certas situações, que quando mostrava-se, me assustava, mas acalmando-se e ignorando os fatos.
Com o tempo eu soube entender e saber confortá-lo do modo correto, sempre o tranquilizando para não fazer coisa pior. Há dois meses, ele não suportou tudo e se descontrolou ao ver os garotos. Com a minha volta, ele pode ser mais ameno com eles, mesmo assim não é suficiente para voltar como antes.
oo0oo
Autor’s Prov’s
Dois dias se passaram e Onew e Taemin, ficavam cada vez mais preocupados com os amigos desaparecidos. Estavam impossibilitados de fazer alguma coisa para salvá-los, até que se encontraram em um beco escuro e sem saída.
Seus pensamentos voavam e uma determinada pessoa que está, provavelmente, sofrendo. Chorando e querendo sair do lugar está. Remoíam-se por dentro para ter uma solução para tal problema deparado como o maior de suas vidas.
_Onew, vou esfriar a cabeça um pouco... Quer vir comigo? – chamou o irmão que recusou.
Taemin saiu de casa em busca de algo que pudesse explica tudo, mas nada vinha. Caminhou até uma sorveteria que costumava ir com o irmão e os amigos passar um tempo quando juntos.
Sentou em uma de muitas mesas vazias no comercio, já que a estação não era favorável à venda do produto. Pediu seu tradicional sorvete de morango com cobertura dupla de morango e esperou o pedido chegar.
Olhando a paisagem da cidade que havia muitos carros e pessoas em suas calçadas indo para o que tudo indicava, aos seus respectivos trabalhos, com pastas, malas e celulares em mão ou no ouvido conversando com outras pessoas. Ria da correria do dia-a-dia alheio, imaginava-o no mesmo papel das pessoas, com seu terno e gravada.
_Aqui está. – gentilmente a garçonete entrega o pedido feito.
_Obrigado. – sorriu ao olhá-la.
Com a pazinha do sorvete, levou a boca o doce gelado, arrepiando com o toque do morango frio, sacudiu o corpo ouriçando os pelos.
A neve caia na cidade que não se importava com ela e seguia normalmente sua rotina apressada. O vidro da sorveteria ficava embaçado com o tempo e o ruivo era obrigado a passar a mão para olhar a rua.
Distraído passou os olhos pelos lugares até que algo chamou a atenção de Taemin ao passar em frente de onde estava, uma Porsche, movia-se lentamente como que estivesse desfilando para o ruivo, o vidro escuro do carro não permitia o jovem ver quem estava lá dentro, só com o vidro traseiro que estava abaixado ele pode ver um rosto conhecido, de cabelos loiros e amordaçado, tentava gritar, logo impedido de fazer tal coisa pela mordaça. Era Key com o rosto molhado.
Taemin arregalou os olhinhos ao ver Kibum no automóvel e vai atrás do veículo, que acelera e desaparece no meio dos muitos carros na rua.
O pequeno sente seus pelos novamente ouriçar com o contado da neve em seu corpo, sem pensar se deu um auto abraço para esquentar-se, mesmo com o esforço, foi em vão.
_Quer meu casaco? – um rapaz alto lhe oferece.
_Não obrigado, eu... – ao ver quem era, tomou uma tose de susto. – Siwon?!
_Tudo bem Tae? – sorriu.
oo0oo
_Onew querido, desce aqui na sala um pouquinho! – gritou a progenitora Lee.
_Já vou mãe! – berrou do quarto.
O moreno foi até o local onde a mãe pediu-lhe para ir e deparou com ela estirada no sofá, com a mão na testa. Uma cena um tanto cômica para a senhora, pois ela não era de muitos risos, apenas o necessário para fechar um bom contrato com o marido.
_O que foi mãe? – aproximou-se da mulher.
_Quanto tempo não conversamos, bebê. – bateu a mão no lugar vago no grande sofá. – Vamos ver um filminho como antigamente, a senhora Kwon está trazendo pipoca para nós.
Jinki não viu mal algum em acompanhar a mãe, que prontamente pulou no sofá, cruzando as pernas com um sorriso no rosto.
_Que filme será?
_Um de ação, não sei o nome, achei no meio das coisas do escritório do seu pai perdido por lá... Tem aquele ator... Não me lembro do nome do infeliz... – falou com a mão no queixo. – Jackie Chan! Ele tem uns músculos divinos! – apreciou o físico do ator.
_Quem é essa aqui do lado dele? – apontou uma mulher não muito velha na caixa do dvd.
_Essa? É uma tal de Lucy Liu. – disse com desprezo.
_Ela é bonita. – admirou a beleza da mulher ao lado do protagonista do filme.
_Menino! Comporte-se! Além do mais, ela não é tão bonita assim... Olha, ela é muito magra, parece que tem anorexia. – lançou seu venoso diário. – Põe lá pra nós assistirmos. – entregou o dvd para o filho. – Cadê a pipoca? A senhora Kwon está demorando muito... – reclamou a progenitora.
_Estou aqui! Um pouco apressada mais não muito atrasada. – deu o grande recipiente com a pipoca para a patroa. – Vou acabar de fazer meu serviço, se precisarem de mais pipoca, chamem a cozinheira por que estarei ocupada. – saiu da sala.
Com dez minutos de filme, o desinteresse de Jinki era visivelmente notado pela senhora Lee que aturou o filho olhando para todos os lugares para distrair-se, menos com a tela da televisão.
Girava o celular na mão, jogava-o para cima e pegava-o quando caia, mexia nele, jogou nos aplicativos que tinha no aparelho, apertava o teclado aletoriamente para as letras serem digitadas, esperou ligação do além, mensagens de fantasmas para ter algum motivo para deixar de assistir o filme.
_Onew, vai arrumar seu quarto que está uma bagunça! – ordenou a mãe.
Jinki entendeu a ordem da mãe e foi “arrumar” seu quarto.
O moreno jogou-se na cama e repousou a cabeça no travesseiro, descansando dos longos minutos assistindo cenas de lutas do protagonista que só esmurrava os vilões e saia vencedor, queria ser igual ao lutador para vencer a luta que teve com seu irmão mais novo. Jinki desde pequeno sempre perdia em suas “lutinhas” contra seu irmão biológico, o que fez o moreno nunca entrar em uma escolinha de artes marciais ou aprender na rua, primeiro que sua mãe biológica não pagaria para ele uma escola e segundo, ele não podia sair de casa para brincar com seus amigos de infância, pois tinha que limpar a casa.
De repente seu celular cai da cama por causa da vibração vinda dele, espatifando no chão, Onew resgata o aparelho e o concerta apenas encaixando a parte de trás no celular e olhando se a tela não havia trincado ou algo parecido, nela indicava que algo chegara.
“1 mensagem”
_Agora que você chega. – reclamou.
“2 mensagens”
_Estão atrasadas, tinham que chegar a cinco minutos. – reclamou para os sms.
Leu a primeira mensagem que o espantou e deixou-o desesperado mais do que estava.
“Pegamos o terceiro, você sabe o que tem que fazer agora?”
Apertou o celular na palma da mão, quase o quebrando com tamanha força exercida nele.
“Você sabe aonde encontrar, apenas lembre-se e venha.”
_Quem é você?! Onde estão meus amigos?! Filho da puta! – berrou em resposta. – Não adiantará isso agora. – concluiu.
Fez as mesmas perguntas enviadas como respostas para os sms recebidos. Obteve como resposta um sarcasmo.
“Não consegue lembrar? Que pena... O tempo está acabando para seus amigos~~~ ^^”
Retornou a sala, vendo a mãe ainda assistindo ao filme de violência, o protagonista estava na mesma luta, sangrando com um vilão moreno.
_Mãe, que dia é hoje?
_Vinte e três! – falou a empregada que andava de um lado para o outro com coisas nas mãos. – Onew querido, me ajude aqui, por favor. – pediu a velha gorducha.
_Espera ai senhora Chen! Te ajudarei! – pegou algumas coisas da mão da velha baixinha e levou para a cozinha.
_Fui fazer as compras de Natal hoje, com a lista que a sua mãe me deu, dá pra fazer um almoço de Natal para a cidade toda e ainda sobrará! Como ela é exagerada. – a cozinheira tinha razão.
Notas finais
Jaejoong malvado e bonzinho? O que preferem?
Quem é a terceira pessoa? o.O
Obrigado pela paciência e é isso ^^
Beijos e abraços ^^
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