Por Conta Do Destino

3 Capítulo 3 - E então, e a vê.


Notas iniciais
Aí está mais capítulo. Me desculpem qualquer erro.
Espero que gostem.
Beijos

Finn acordou no dia seguinte estranhamente animado. Tinha que admitir que há meses ele não sentia-se assim, achou que devia estar se sentindo desta forma devido ao fato de estar em casa e em um ambiente familiar. Além de é claro estar cercado de pessoas que ele amava, mesmo sabendo que faltava a mais importante de todas.

Resolveu que iria dar um volta pela cidade, conferir como estavam as coisas, mas foi somente até a oficina do Burt mesmo. Sentia falta dali também, gostava de trabalhar e era bom no que ele fazia ali, afinal não foi por isso que Puck o chamou para irem juntos explorar a Califórnia? Fez uma nota mental de tentar ligar para ele mais tarde para conferir se ele também estaria em Lima.

Encontrou com Burt em seu escritório.

— E aí Finn, resolveu dar uma espiada por aqui para matar a saudade?

— É, sinto falta disso aqui, você sabe o quanto eu gostava de trabalhar aqui.

— Sei sim e fico feliz por isso. Finn você vai me esperar para irmos almoçar juntos? Sua mãe acabou de me ligar dizendo que não era para eu me atrasar, ela chamou o Blaine para almoçar com a gente.

Conferiu as horas e viu que já estava quase na hora de irem, para passar o tempo ficou por ali conversando, entrou um pouco na internet, não conteve a curiosidade e entrou em sua conta do twitter e consequentemente deu uma olhadela no twitter dela. Havia lá uma postagem do dia anterior que dizia: De volta pra casa, muitas saudades de tudo isso aqui!

Então ela estava mesmo por ali. Se sentiu nervoso imediatamente, não sabia o que fazer agora, tinha vontade de sair correndo dali nesse minuto e ir parar na porta da casa dela. Mas ele se conteve, iria esperar alguns dias para ver se criava coragem de ir falar com ela.

Nisso Burt apareceu na porta do escritório o chamando para saírem. Chegaram em casa e Blaine já estava lá acompanhado por Kurt. Logo que o viu veio em sua direção para um abraço.

— Finn! Que saudades de você meu amigo!

- Eu também Blaine, como vão as coisas? Você não mudou nada! – Blaine continuava o mesmo com gel no cabelo e suas gravatas borboleta. Ele também tinha sentido falta dele, apesar do inicio da amizade meio que conturbada deles, depois daquelas seccionais eles se tornaram grandes amigos, sabia que sempre poderia contar com seu, digamos assim, cunhado.

— Que nada, ainda continuo o mesmo garoto estiloso de sempre. Mas o que podemos ver não tem como falarmos o mesmo de você, eu juro que se eu o encontrasse na rua talvez nem o reconhecesse!

- Deixa de ser exagerado Blaine, não mudei quase nada.

— Não concordo com isso, você quer eu enumere as mudanças? – Disse Kurt entrando na conversa.

— Isso Kurt, por favor me ajude aqui.

— Bom vamos lá, primeiro o cabelo.

— Correto. – Disse Blaine.

— Segundo – continuou Kurt – você está um pouco mais magro, apesar ser visível que está mais forte e por último você mais, sei lá, mais homem, entende?

— Viu? Era justamente disso que eu estava falando. Argumentou Blaine

— Que nada, vocês só acham isso porque faz alguns meses que não me veem. E acho melhor a gente ir comer antes que a minha mãe venha buscar a gente aqui.

— Vamos sim.

Se sentaram a mesa e conversaram o todo tempo sobre diferente coisas, assim como em todo almoço em família.

— Kurt meu filho, você vai sair agora a tarde? Disse a minha mãe.

— Vou sim Carole, porque? Prestou a atenção em seu irmão e achou estranhou a reação dele a pergunta dela, ele pareceu a Finn meio inquieto.

— Você poderia passar naquela loja no centro para pegar algumas coisas para a ceia que eu acabei me esquecendo de comprar?

— Hum, eu tinha outros compromissos...

— É verdade, combinados de nos encontrar com a ...- começou Blaine que foi cortado imediatamente por Kurt, fazendo com que Finn ficasse ainda mais desconfiado.

— Mercedes! Não é mesmo Blaine. – Falou lançando um olhar para o namorado que dizia para ele ficar quieto.

— É sim. – disse Blaine que parecia estar envergonhado.

Como estava achando toda aquela situação meio que esquisita, Finn decidiu que teria que averiguar o que estava acontecendo de verdade, e teve uma ideia.

- Pode deixar que eu vou até a loja pra você mãe – falou se oferecendo – só anota tudo direitinho o que você vai precisar para eu não esquecer de nada.

- Ah que bom Finn, assim que terminar aqui vou anotar tudo para você.

Ele sairia assim que Kurt e Blaine cruzasse aquela porta também, e tentaria descobrir o que ou quem eles estavam escondendo dele.

Seguiu de carro até o centro da cidade e acompanhou os dois até que os viu entrarem em um café que eles sempre frequentavam, sabia que Kurt adorava aquele lugar então não achou estranho a sua escolha. Ficou ali parado alguns minutos com os olhos fixo no caminho a sua frente e não pode deixar se sentir ridículo com toda aquela situação. Ele devia estar ficando maluco mesmo.

Já estava pensando em ir embora quando ele a viu.

Ela caminhava de forma calma ao atravessar a rua, sorriu ao ter que desviar de duas crianças que brincavam na calçada próxima a loja que ficava ao lado do café e entrou nele. Ele acompanhava aqueles movimentos sem ao menos respirar, a única coisa coerente que passava pela sua cabeça naquele momento era a de que ela estava ali, muito próxima a ele e que ela estava linda, como sempre.

Não sabia o que fazer, pensou em descer do carro e entrar lá como quem não quer nada, afinal qualquer um poderia comprar um café e fingir surpresa ao vê-la ou poderia dar meia volta e ir embora de lá o quanto antes.

Mas não fez nenhuma das duas coisas, só ficou lá, parado. Sem reação alguma. Ele não conseguia fazer com que seu corpo se mexesse. Tinha consciência que ele poderia encontra lá a qualquer momento, pois eles estavam na mesma cidade e Lima era uma cidade pequena, mas não estava preparado naquela hora e achava que ele nunca estaria.

Mas lembrou de outra coisa. Porque Kurt havia escondido dele que iria se encontrar com ela? Ele não queria que ele falasse com ela? Era isso?

Não soube dizer quanto tempo ele ficou ali, naquela rua, olhando para a porta daquele café, até que o movimento na porta chamou a sua atenção. Os três saíram de dentro de lá rindo, como faz todos os amigos que apreciam a companhia uns dos outros, era claro que eles estavam tendo um momento muito feliz e descontraído.

Não pode deixar de ficar chateado. Achou que ela estaria tão triste quanto ele estava, mas por outro lado, se lembrou que ele nunca desejou isso a ela. Queria que ela ficasse bem, que estivesse levando a sua vida da melhor maneira possível, que estivesse seguindo em frente. E aparentemente era exatamente isso que ela estava fazendo.

Mas o que achava? Que ela ficaria trancada em casa chorando rios de lágrimas porque ele a tinha deixado? Não. Essa não seria Rachel Berry.

Viu eles se abraçando aos se despedirem, e sentiu uma inveja tão grande daqueles dois...ele queria tanto ter ela em seus braços novamente, voltar para dentro de seu corpo como ela acostumava dizer.

Assistiu ela se afastando, ficou olhando até ela se perder totalmente de sua vista e decidiu que era hora de ir para casa e ter uma conversa séria com seu irmão.

Chegou em casa em tempo recorde, acabou até esquecendo de comprar os itens que sua mãe havia pedido, mas faria isso mais tarde. Agora ele não tinha mais cabeça para nada.

Se sentou na poltrona na sala de estar e esperou.

Enquanto estava ali ficou relembrando a cena de agora a pouco. Chegou a conclusão que as suas memórias não faziam jus a ela, ela estava ainda mais linda desde a última vez que ele tinha a visto, e riu ao pensar que ele julgava isso era praticamente impossível.

Mas ele tinha a visto depois de 06 meses longe dela e ele quase não podia acreditar que tinha mesmo acontecido. Olhou ao redor e recordou os momentos que os dois passaram naquela sala, ali eles haviam se amado pela primeira vez, naquele chão, em frente aquela lareira, e ele podia se lembrar de cada mínimo detalhe daquele dia, uns dos dias mais felizes de sua vida.

Kurt não demorou muito a chegar. Assim que ele passou pela porta Finn já estava pronto para chama-lo.

- Ei Kurt, posso falar com você um minuto?

- Ah Finn, você está aí? Achei que não tinha ninguém em casa, você não iria sair para comprar algumas coisas para a Carole?

- Fui sim, mas já voltei.

- E onde você colocou as coisas? Conseguiu encontrar tudo? Naquela loja tem umas coisas deliciosas que...

- Kurt – chamou Finn, não recebendo nenhuma atenção.

- ....eu tinha comentado com a Carole que tínhamos que fazer algo diferente para a ceia, a gente faz sempre as mesmas coisas...

- Kurt – falou agora num tom um pouco mais alto e conseguiu capturar a atenção do irmão.

- Por que você não me falou que iria se encontrar com ela?

- Mas... — Kurt parecia paralisado por um momento.

- Por que Kurt?

- Mas como...

- Eu segui vocês tá bom? Achei que você estava estranho e resolvi tirar a prova e aparentemente eu estava certo. Vou te perguntar de novo Kurt e quero que você me responda, por que?

Respirou fundo se sentando no sofá ao lado da poltrona que Finn ocupava.

- Pelo motivo que, com certeza foi o primeiro que passou pela sua cabeça, que eu não queria que você encontrasse com ela, pelo menos não hoje. Foi melhor assim Finn acredite.

- E como você pode saber o que é melhor para mim?

- Eu sei que você ainda está muito machucado por conta dessa separação. Você acha que pode enganar a todos nessa casa, mas a mim você não engana Finn, eu sei que está sofrendo muito mais, além do que deixa as pessoas verem.

- Eu estou tentando tá legal? Estou fazendo o possível para me manter bem, mas tem horas que fica difícil, do que você pensa que eu sou feito? De gelo?

- Mas você não está conseguindo ficar bem não é verdade? Eu vejo isso nos seus olhos, eu...eu só queria te poupar um pouco.

- E ela? Sabe que eu estou aqui?

- Não, achei melhor não falar para ela também.

- Mas o que você pretende com tudo isso? Vai ficar me escondendo dela o resto da vida?

- Não Finn, não é nada disso. Eu só temo por ela também, você sabe o quanto ela sabe fazer um bom drama e nada está sendo fácil para ela também.

- Não é o que estava aparecendo?

- Como assim?

- Eu a vi saindo do café com vocês, aparentemente ela está bem feliz.

- Você só pode estar brincando Finn Hudson – falou alterando o tom voz — você não soube nada dela nos últimos meses.

Sabia que estava errado ao falar daquela forma, ele realmente não sabia nada do que ela tinha passado todo esse tempo, mas ele não estava no seu melhor momento.

- Só estou falando o que eu vi.

- Finn seu idiota – agora ele gritava – você acreditaria se eu te contasse que ela ainda usa aquele maldito anel? Que nas primeiras semanas sozinha em NY ela me ligava todas as noites chorando tanto que eu nem conseguia entender o que ela estava falando? Que ela sofreu o mesmo que você? – parou um momento para respirar.

Finn realmente não podia acreditar nas palavras dele, ela ainda usava o anel de noivado? Mas já faziam 06 meses...ele achou que ela não esperaria por ele, achava que ela acabaria achando alguém por lá que a fizesse feliz. Não conseguia pronunciar nenhuma palavra, sabia que Kurt estava esperando uma resposta sua, mas não consegui encontrar sua voz.

- Mas porque? Conseguiu dizer com um fio de voz, se sentindo exausto no momento.

- Meus Deus Finn, e isso não ainda não está claro pra você? Porque ela te ama, que ela faria tudo por você e vai continuar a te esperar, confiando no destino e que vocês ficaram juntos no futuro.

- Ela...ela te disse isso?

- Não com todas essas palavras. Ela ficou me perguntando de você, se eu sabia como você estava, essas coisas.

- E o que você disse?

- Que você estava bem, que da ultima vez que nós nos falamos, estava um pouco melhor, se acostumando a vida longe de casa....

- Eu sinto tanta falta dela Kurt, tanta falta.

-Eu sei meu irmão, eu sei. Mas deu um tempo, você acabou de chegar. Ainda há duas semanas pela frente, se for para vocês se encontrarem isso vai acontecer, confie.

- Eu vou Kurt, mas vai ser tão difícil saber que ela está tão perto e tão longe ao mesmo tempo, sabe?

- Claro que sim. E pelo jeito você não fez as compras?

- Bem...não.

- Então vem, levanta daí, vamos lá que eu te ajudo com isso antes da Carole voltar para casa.

Notas finais
Reviews?