Por Conta Do Destino
4 Capítulo 4– Decisões difíceis a serem tomadas. De
Notas iniciais
Bom, segue mais um capitulo...prometo que o Finn não vai continuar sofrendo por muito tempo, apesar de até eu ficar com raiva dele por um momento, mas chega não vou falar mais nada...rsrsrsrsr
Espero que gostem
Beijos
Naquela noite Finn não dormiu direito.
Rolou de um lado ao outro na cama, seus pensamentos destinados a uma única pessoa. Rachel Berry.
Ficou relembrando aquela imagem dela ao atravessar a rua, de novo e de novo. Ela parecia estar tão calma, tão serena.
Pensou que talvez Kurt não estivesse totalmente certo sobre os sentimentos dela.
Não. Ele não duvidava nem por um momento que ela tinha sofrido tanto quanto ele. Mas ao contrario dele, ela com certeza estava melhor.
Afinal ela estava em um ambiente que ela sonhou estar a vida toda, fazendo todos os dias o que ela mais gostava de fazer, e isso ajuda a superar as coisas, torná-las mais leves.
Pensando por esse lado, achou que não seria justo com ela se ele aparecesse de novo na vida dela. Sabia que tinha dito a ela que deixaria tudo por conta do acaso e se forem para ficarem juntos, ficariam. Mas ele não tinha o direito de ficar entrando na frente do destino dessa forma. Ele sabia que ela estava lá, ela não.
Então decidiu que não iria procura-la. A deixaria seguir com a sua vida, estava tomando a mesma decisão, pela segunda vez em menos de um ano.
Por um instante se sentiu com muita raiva. Caramba! Ele só tinha 18 anos! Por que ele, apesar da pouca idade, tinha que ter passado por tantas coisas difíceis assim?
Nos 04 últimos anos tinha acontecido tanta coisa na vida dele. Descobriu que a sua namorada grávida na verdade o traía e o filho não era dele, quase perdeu Rachel para um sujeitinho insuportável, descobriu que a historia que ele ouviu sobre seu pai a vida toda era uma grande mentira e ainda precisou deixar a mulher da sua vida ir para longe dele para que ela seguisse seus sonhos.
Sabia que a última foi opção dele. Somente dele. E agora ele estava ali de novo, decidindo a vida dela.
Levantou da cama quando se tornou insuportável ficar mais um minuto ali e perceber que não conseguiria dormir mesmo, apesar de se sentir muito cansado. Se arrumou desceu para tomar café da manhã.
Por ser sábado, todos estavam ali, sentados à mesa.
Kurt foi o primeiro a notar o quanto ele estava horrível naquela manhã.
- Meu Deus Finn, parece que um caminhão passou por cima de você.
- E eu estou me sentindo exatamente desta forma Kurt.
- Mas o que houve com você? Perguntou sua mãe entrando na conversa já demonstrando sinais de preocupação.
- Acho que estou pegando um resfriado ou algo do tipo. — Lançou um olhar para Kurt que praticamente implorava para ele continuar com a boca fechada e não comentar nada com a sua mãe.
- Eu ia te convidar para ir com a gente ao supermercado – disse Burt. – E você também Kurt.
- Ah pai, muito obrigada mais eu dispenso. Ainda preciso ir ao centro da cidade, comprinhas de última hora.
- Não sei não Burt, estou me sentindo meio cansado no momento. Respondeu Finn
- Eu acho que você deveria aproveitar de dar um volta, se ficar em casa vai acabar o dia inteiro metido dentro daquele quarto. – Falou Kurt, demonstrando que sabia exatamente o “problema” do seu irmão – E mais a noite estou pensando em ir ao shopping , talvez assistir a um filme e quero que você vá comigo e com Blaine. E não aceito um não como resposta.
Finn olhou para o rosto daquelas três pessoas a sua frente. Sua mãe e Burt claramente aguardavam uma resposta, Kurt estava com aquele ar de sabe tudo dele que deixava claro que não adiantava discutir com ele. Respirou fundo, e pensou que aquele seria um longo dia.
Saíram de casa em direção ao supermercado mais ou menos uma hora depois. Sua mãe parecia animada com a presença dele, afinal há quanto tempo ele não a ajudava com coisas simples como esta? Tentou se lembrar da última vez que foi as compras com ela e não conseguiu. Quando ainda estava no colegial, todo o seu tempo livre era dedicado a escola, sua namorada e ao Glee Club. Se sentiu um pouco mal ao constatar isso. Ele estava em débito com sua mãe.
Seguiu atrás dela e Burt pelos incontáveis corredores do lugar, e pensou que deveria ser por isso que há tempos ele não a acompanhava, aquilo era definitivamente muito chato. Colocou as mãos no bolso de sua calça jeans e olhou em volta, não sabia por que mais parecia estar em busca de algum rosto conhecido. E o encontrou.
A sua frente, na companhia de dois homens, que ele conhecia muito bem, estava ela. Abraçada a Leroy eles pareciam que estavam discutindo algo extremamente importante. Sorriu com a cena a sua frente. Eles eram muito intensos para resolver qualquer assunto, mesmo que fosse o cardápio do dia seguinte.
Então se lembrou que estava com a sua mãe e com Burt, se ela os vissem, com certeza iria querer falar com eles. E ele não poderia estar por perto. Mas se deu conta deste fato tarde demais, ela já os tinha visto.
- Finn, aqueles não são Leroy e Hiram? Já indo na direção deles.
Não esperou ela olhar para trás a fim de encontra-lo.
- Finn, cadê você?
Mas ele já havia corrido para o próximo corredor e tentando se manter escondido ali, como uma criança. E como toda criança ele estava curioso. Não se conteve e andou pelo corredor até ficar na mesma linha que eles estavam. Ouviu quando sua mãe cumprimentou seus pais e falou com ela.
— Minha querida! Como você está? Estava com tantas saudades.
Ficou apreensivo aguardando pela resposta, pelo o que ele podia entender sua mãe a estava abraçando.
— Carole que bom ver você!! E eu estava com muitas saudades também, encontrei com Kurt essa semana e comentei isso com ele.
Ao ouvir a voz dela, Finn sentiu as pernas falharem. Ele não ouvia a sua voz a tanto tempo que tinha se esquecido que ela podia causar nele, sentiu seu coração disparar, as mãos suarem, mas se manteve firme ali em seu esconderijo.
- Você já viu o Kurt por esses dias? Estranho ele não me falou nada...
- Encontrei sim, mas somente para tomar um café. Mas me diga ele veio com você?
- Que nada, você conhece o Kurt, disse que tinha mais coisas para fazer, só o consegui trazer o Finn comigo.
Ele tinha certeza que isso iria acontecer, sua mãe não deixaria de falar dele para ela. Ele deveria ter explicado para sua mãe para ela não comentar nada se por acaso eles a encontrassem. Mas agora era tarde.
- O Finn? Ele...ele está por aqui também?
Percebeu que a voz dela falhou ao perguntar por ele, e era justamente isso que ele queria evitar que ela acabasse triste por saber da presença dele ali, não somente naquele supermercado, mas na cidade.
- Mas o Kurt não te falou que o Finn veio passar no Natal conosco? Perguntou a minha mãe.
- Não...mas onde ele está?
- Ele estava aqui agora mesmo, mas não consigo mais encontra-lo, deve ter ido pegar algo por aí.
- É deve mesmo. – Não conseguiu identificar o tom da sua voz, mas a Finn pareceu soar um pouco desapontada.
- Bem nós precisamos ir, ainda temos muitas coisas pegar. Diga...diga a Finn que eu mandei lembranças, sim?
- Oh minha querida, pode deixar. Passe lá em casa se você tiver um tempinho para conversarmos mais.
- Ah sim, vou tentar. Até mais Carole, Burt.
- Até mais Rachel.
Saiu de onde estava e entrou em outro corredor para não correr o risco deles o verem, quando notou que ela havia virado para outro do lado oposto do dele, pode então enfim respirar. Mas não era de alívio. Mas por causa de seu coração que batia tão rápido enquanto ele estava ouvindo a conversa deles que ele mal podia respirar.
Ficou mais alguns instante ali, tentando se acalmar para poder encarar sua mãe, precisava demonstrar que estava tranquilo quando ela tocasse no nome de Rachel, porque ele tinha certeza que era exatamente o que ela faria assim que o visse. E ela não fez diferente.
Logo que ele chegou perto dela novamente, ela começou a falar, tão rápido que se ele não soubesse sobre o que ela tentava falar não teria entendido nada.
- Ah Finn, onde você estava? Você não vai acreditar quem eu acabei de encontrar? A Rachel está aqui! Você sabia disso? Ou o Kurt não te falou nada também?
- Calma mãe, respira. E sério? Você a viu por aqui? Tentou manter a voz firme, sem demonstrar nenhuma emoção.
- Sim, não é o máximo? Falei para ela passar em casa para conversarmos e é claro te ver.
Enquanto eles conversavam, Burt observava Finn. Achou estranho o comportamento do enteado que parecia estar se controlando para poder continuar falando sobre o assunto.
- Ah sim, legal. Vocês já estão terminando? Estou louco para ir pra casa...
Tentava desesperadamente mudar de assunto e fazer com que eles fossem embora o mais rápido possível dalí. Não poderia correr o risco de trombar com ela em alguns desses corredores que para ele parecia não ter fim.
— Só mais um tempinho meu filho, e logo voltamos para casa.
Continuou seguindo os dois por todo o caminho, mas não estava tão tranquilo como antes, ele estava inquieto, olhando para todos os lados, como se estivesse temendo a possibilidade de ela pular na sua frente a qualquer momento. Movimentos que Burt também percebeu.
Enquanto a mãe de Finn andava de um lado para o outro, escolhendo frutas e legumes, Burt se aproximou daquele menino que para ele, demonstrava estar totalmente aflito.
— Finn, o que foi aquilo lá traz?
— Sobre o que você está falando Burt?
— Sobre você ouvir sua mãe falar que a Rachel está na cidade, com a mesma cara que se ela tivesse falado sobre o tempo.
Finn se sentiu decepcionado consigo mesmo. Achou que tinha feito um bom trabalho em esconder suas emoções e fingir indiferença, mas pelo jeito não tinha sido tão convincente assim.
— Não falei nada pois isso é totalmente normal, é claro que ela estaria aqui, afinal é Natal não é mesmo?
— Sim é. Mas você poderia ter agido diferente não é mesmo? E eu acho que você deveria procura-la, agora ela sabe que você está aqui.
— Vou pensar no assunto, talvez eu vá até a casa dela amanhã.
Falou se afastando, fingindo interesse em algo que estava numa prateleira próxima, mentiu para que Burt não insistisse ainda mais no assunto, ele faria o possível para se manter afastado.
Depois de horas intermináveis dentro daquele lugar, felizmente ele voltavam para casa, pararam em uma lanchonete no caminho para almoçarem e logo seguiram o seu caminho.
Finn passou o restante do tempo em total silêncio. Sua mãe e Burt devem ter percebido pois não trocaram uma palavra sequer com ele em todo esse tempo. Assim que passou pela porta, seguiu em direção ao seu quarto, não queria falar com ninguém. Sabia que aqueles três iriam ficar falando dele o resto da tarde, em como ele tinha ficado esquisito ao se falar dela.
Mas ele não estava preocupado com isso no momento. Estava mesmo era preocupado com o que sentia naquela hora, tinha certeza que tentar ficar longe dela enquanto ela estivesse em Lima acabava de se tornar uma tarefa muito difícil. Sentia todo o seu corpo tremer de vontade de abraça-la, de beija-la.
Mas ele faria o impossível para se manter firme a sua decisão.
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