Ponto De Paz.
1 Metade da laranja só que não.
Notas iniciais
s2
- JAMES POTTER, EU VOU TE PEGAR, SEU GAYZINHO! – gritei correndo afobada pelos corredores atrás daquele idiota que chamo de amigo.
- MARINA, MARINA, VOCÊ NÃO APRENDE QUE NÃO PODE SUPERAR O REI AQUI? – gritou de volta quando já estava bem mais na minha frente e eu quase morrendo sem ar só por correr um pouco.
Cara, o James é muito besta. Ele acha que vai sair impune depois de me chamar de gorda? Ninguém chama a Marinazinha, a MariMari, a gostosa do bairro aqui, de gorda. Eu não tenho gordura, apenas excesso de gostosura!
Ele então sacou a varinha e eu, por impulso, saquei a minha.
- LEVICORPUS – disse antes dele.
Okay, isso está muito engraçado, a cueca de bolinhas amarelas de James está aparecendo quase pela metade enquanto ele se debate histericamente para descer e ir para o chão e/ou tentar subir mais a calça.
Desfiz o feitiço e deitei no chão rindo no estágio mil de tantas gargalhadas.
- Eu não acredito que você me venceu por esse feitiço ridículo, Mari – ele disse após retornar ao chão, subir a calça e sentar ao meu lado enquanto eu ainda ria.
- Você... Cueca... Bolinhas... Amarelas! – falei entrecortada e sem ar.
- Okay, pode parar de me zoar já – James respondeu e eu continuei rindo. – TA BOM, MARINA, JÁ ACABOU A GRAÇA!
- NÃO GRITA COMIGO, BOBÃO! – respondi mostrando a língua.
- VOCÊ QUE ESTÁ GRITANDO, BOBONA!
- SOU BOBONA, MAS NÃO USO CUECA DE BOLINHAS! – e desatei a rir de novo enquanto ele me semicerrava os olhos.
- Ah, é assim?
Oops. Parei de rir na hora... Aquele tom...
- Não, James, por favor! – falei levantando lentamente, mas com o intuito de sair correndo. – Olha, desculpas. – Ele se levantou também. – James... Não me olha assim... JAAAAAAAAAAAAAAAMES!
Ele foi ágil e me pegou no colo, me colocou em seus ombros como se eu fosse um saco de batata e começou a correr pelos corredores de Hogwarts até chegarmos no Salão Comunal da Grifinória e ele me soltar no sofá me fazendo cócegas até não dar mais e eu rindo tanto que minha barriga doía. Então, Richard passou nos olhando e eu rapidamente parei de rir. Richard estava... Fantástico! Como sempre.
- Oi, Richard! – Me recompus.
- Oi, ér, Marina. Acho que estou atrapalhando? – perguntou com as sobrancelhas arqueadas.
Olhei para James e ele fechara a cara.
- Não, nós estávamos apenas... Apenas... Hum, nada de importante.
- Então você poderia vir aqui para eu dar uma palavrinha com você? – disse dando aquele sorriso.
Levantei-me feliz, mas James se sentou no sofá e estava mais emburrado ainda, e isso só piorou quando nós fomos até o canto do Salão para conversarmos sozinhos. Quando James percebeu a proximidade de nós dois saiu do local com pressa. Provavelmente deveria estar com raiva por eu deixa-lo de “vela”, apesar que Richard e eu não estamos namorando, mas Jay deve pensar que sim. Uma grande bobagem porque eu contaria para o meu melhor amigo.
- Então..? – comecei.
- Ahn, eu queria saber se você quer ir comigo para Hogsmead no fim de semana, eu sei que ninguém chama ninguém para ir para Hogsmead, mas eu conheço um local muito bonito lá e gostaria que você me acompanhasse – disse passando as mãos por seu cabelo castanho dourado.
Seja firme, Marina! Agora diz que aceita! Sim, eu estou dando ordem para mim mesma!
- Claro, Richard. Seria muito legal – respondi sorrindo e tirei uma mecha de cabelo do meu olho para olhá-lo melhor.
Ai caramba. Estar apaixonada não é fácil...
Depois disso nós fomos almoçar, eu fui com os meus amigos e ele com os dele. Sentei à mesa com James, Alvo e Rose.
- Estava com o Richard, hein, Mama! – Esse era o jeito que Rose me chamava, mas não com a mesma pronuncia da conjugação do verbo “mamar”.
- Que que tem, Rosenilda? – respondi e James riu.
- Rosenilda, Marina? – perguntou. – Não tinha apelido melhor?
- Rosenilda não se importa, não é? – questionei Rose. – Mas mesmo se não gostar eu continuarei a chama-la assim!
Rose fez uma cara de: viu?
- Eu não tenho escolha, Jay – respondeu Rose.
Foi a vez de Alvo rir.
- ENTENDI! ROSENILDA! – E caiu na risada.
Todos nós ficamos sérios apenas observando Alvo caindo na risada.
- Alvo, essa piada já é velha. Se só agora você entendeu é porque a coisa está feia, hein? Não que você não seja feio também, mas... – Rose falou desprezando-o.
- Foi hilário – Alvo disse secando a lágrima que caia de seu olho de tanto rir.
Ahn... Okay então. Todos nós seguimos nossas vidas normalmente a partir daquele ocorrido já que Alvo era meio lerdinho para entender as piadas. Porém, era um dos alunos mais inteligentes de Hogwarts inteira! Sabia mais coisas que eu, e olhe que eu sou mais velha!
Quando Richard estava saindo do Salão Principal, ao passar por mim, bagunçou meu cabelo e de um sorrisinho. Fiquei olhando abobadamente e James enfiou minha cara no prato de sopa que estava tomando.
- Qual o seu problema, James? – exclamei nervosa. -
Você tá parecendo uma daquelas meninas do fã clube do Richard! – exclamou.
- E qual o problema? – perguntei secando meu rosto no guardanapo que agora colava na minha cara. – Olhe só o que você fez!
- Você vai acabar como todas as garotas do fã clube dele.
- Como? — Será beijada, levada para a cama e ele te deixará sozinha depois, te humilhará e você ficará destroçada e com um coração partido para eu cuidar! Como sempre! – falou nervoso.
- E para isso precisava enfiar minha cabeça no prato de sopa?
- Não, mas foi engraçado.
Comecei então a soca-lo. Ele bocejou.
- Seus socos estão começando a fazer cócegas... – disse indiferente. Desisti então de tentar agredi-lo.
- Então eu vou te fazer lembrar da Milena! – ameacei.
Milena é a ex-namorada dele, psicótica e vadia. Sério, aquela menina vivia proibindo-o de falar comigo, mas foi a primeira a trai-lo numa festa que teve ano passado, deixando James mais do que triste, e sim destroçado. Agora ele já tinha superado e vivíamos zoando ela pelo bigode que ela tem!
- Não!
- Sim.
- Okay, desculpa. Mas isso foi um golpe baixo.
- Depois eu te mostro o golpe baixo de verdade – respondi revirando os olhos. – E para o seu governo, eu não sou trouxa, sei muito bem onde estou me metendo e com quem estou me envolvendo.
James deu de ombros.
- Faça o que achar melhor para você.
Só então eu percebi que Rose e Alvo tinham saído da mesa, provavelmente, entediados com nossa conversa.
- Ai, Jay, para com isso – falei apreensiva. – Você sabe que eu não sou trouxa.
- Sim, você é muito trouxa por estar gostando desse cara que é mais trouxa ainda – respondeu grosso. – Só depois não venha chorar para mim, Marina.
Fiquei quieta e abaixei o olhar chateada com o que James dissera. Não que eu fosse chorar para ele depois, mas mesmo que chorasse, pensei que os amigos não estivessem com a gente só nos momentos alegres. Tá, e agora eu estou cheirando a sopa de frango! E ele percebeu que eu estava chateada com suas palavras porque logo disse:
- Olhe, desculpe, Mari. Se ele te fará feliz, vá em frente! – falou colocando a mão no meu ombro. – Mas tome cuidado e não se iluda. Eu seco todas as suas lágrimas se puder, só não queria que elas caíssem, na verdade...
- Obrigada, Jay – respondi feliz e o abracei. – Você é o melhor amigo que alguém poderia ter!
- Eu sei que todo mundo quer um melhor amigo sensual como eu, mas não precisa deixar isso tão explicito que eu fico com vergonha, Marina... – ele disse rindo.
Revirei os olhos.
- Okay, James. Okay, não fique abusando! – exclamei.
Nós então nos levantamos e fomos para a nossa primeira aula de DCAT (na verdade, James foi para a aula primeiro porque eu parei para ir lavar o rosto no banheiro) quando entrei na classe Richard fez sinal para que eu sentasse ao seu lado e, por impulso, fui até lá sem pensar em James que tinha falado para eu sentar com ele bem antes. Bom, qual a diferença da onde eu vou sentar? Nenhuma... Muita infantilidade ficar pensando nisso sendo que parece problema de uma crise existencial de alguém de 12 anos. Nós somos maduros.
Eu acho.
-Oi, Richard – cumprimentei-o.
- Oi, Mari. Cara, ele me chamou pelo meu apelido. Acho que isso é um sinal que ele quer meu corpo nu banhado a mel.
- Tudo bom? – perguntei feliz.
- Sempre, e você?
Ah, nós iremos nos casar!
- Também.
Fala sério se nós não somos almas gêmeas?
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