Ponto De Paz.

13 Meta cumprida.


Notas iniciais
Esse é um dos meus capítulos favoritos. Aproveitem com carinho ♥ E COMENTEEEEEEEM PQ ME DEIXA MUITO FELIZ SABER SE VOCÊS ESTÃO GOSTANDO OU NÃO. hahahah beijos no nariz de vocês!

Felizmente eu estava formada! Depois de tantas dores de cabeça e ansiedade para os N.I.E.M.s., além de eu saber que estava formada também tinha conseguido uma das maiores notas nesse exame! Quase surtei de felicidade.

Certo, agora eu teria que ir atrás de uma especialização em medicina bruxa, teria apenas dois meses para isso, então fui atrás de vários lugares que ofereciam esse curso, mas fui rejeitada por alguns e outros não me deram muita certeza. Falaram que iam se comunicar comigo por cartas dali algum tempo.

Nem criei esperanças.

Eu estava na minha casa com meus pais, mas essa fase já estava chegando ao fim, eu ia comprar um apartamento para eu poder ter minha independência. Calma, gente, eu amo mamãe e papai, mas não posso ficar na barra da saia deles durante toda minha vida.

Mamãe, com pena de minha situação de desilusão por causa da falta de opções do que fazer da vida, falou para eu convidar meus amigos para virem aqui em casa. Como eu tinha perdido um pouco de contato com Karen, chamei Rose e James apenas para virem aqui me fazer companhia.

Escrevi para eles e mandei minha coruja, Cinthia, entregar a eles minha correspondência.

“Caros idiotas que chamo de amigos,

Preciso muito distrair minha cabeça, então peço para que venham até minha humilde residência nesta quarta feira, dia 27 de julho. Estou aguardando ansiosamente a chegada dos inconvenientes mais legais do mundo.

Amo muito vocês e estou morrendo de saudades, apesar de ter visto vocês há uma semana.

Beijos da Marina linda, cheia de graça!”.

- Qual é a boa? – Alberto falou escancarando a porta do meu quarto.

- Você é muito besta! Me matou de susto! – falei colocando a mão no coração.

- Seu irmão é lindo e muito desejado entre as garotas, dê valor! – falou.

- O pessoal desta casa tem um senso de humor incrível, não?

- Menos você, minha chatinha favorita.

Dei risada e Alberto se sentou na cama ao meu lado.

- Maninha, mamãe me mandou vir fazer uma visita rápida para te animar. Eu soube que você ainda não conseguiu uma vaga em algum lugar que tenha a especialização do curso que você quer.

Revirei os olhos irritada.

Mamãe é uma fofoqueira, fica exibindo minhas derrotas para meus irmãos super bem-sucedidos.

- Eu não quero a peninha de você nem do Ivan e do Marcelo, Alberto! Por favor.

- Eu não estou com pena de você, Marina! – exclamou Alberto. – Você é a garota mais perseverante que eu já conheci! Sei que você vai alcançar seus objetivos e aqueles que te recusaram uma vaga vão ficar arrependidos de não te terem como aluna. Era isso que eu vim falar para você. E não ter pena!

Fiquei sem graça, mas com os olhos marejados.

- Isso mesmo, gatinha – Ivan falou entrando no quarto. – Por isso que viemos. Para não te fazer desistir.

- Eu não ia desistir do meu sonho, gente – falei com a voz embargada. – Mas eu me dediquei tanto nos N.I.E.M.s., fiquei sem comer e dormir só para estudar. James, Rose e Karen até escondiam meus livros de fim de semana! – Deixei as lágrimas de frustração rolarem pelo meu rosto. – E parece que não valeu a pena nada desse esforço!

Marcelo entrou no quarto também e se surpreendeu por me ver chorando já que eu nunca choro.

- Mas, Mari – Ivan começou -, você está sendo dura consigo mesma. Se eles te disseram “não” quem sai perdendo são eles! Você deu o máximo de si.

- Não é justo – extravasei.

- Lógico que não – Marcelo disse. – Você merecia mais do que ninguém uma vaga, Marina.

- Merecia muito, mamãe nos contou o quanto você se dedicou – Alberto se pronunciou.

- Vocês não está ajudando! – exclamei. – Só estou tendo mais a certeza que me esforcei tanto de bobeira.

- Seguinte, Marina – Ivan começou -, antes você ter fracassado, mas ter usado todas suas forças para tentar alcançar o objetivo do que você fracassar por não tentar!

- Qual a diferença? Eu fracassei do mesmo jeito! – exclamei frustrada.

Os três se sentaram na minha cama e eu coloquei meu travesseiro na minha frente para esconder meu rosto vermelho coberto pelas lágrimas.

- Você sabe que não é assim, só está se fazendo de durona – Marcelo disse mexendo no meu cabelo.

Deitei em seu colo e continuei em silêncio.

- Mudando de assunto – começou Alberto –, como está sua vida amorosa e o namorado que eu tenho que matar?

- Não existe namorado – falei lembrando-me de Richard e a decepção que fora. – Está difícil confiar em alguém. – Lembrei-me de James, o único amigo que eu poderia confiar.

- Ih! – exclamou Ivan. – Acho que isso tem relação com algum garoto.

Contei então o que havia acontecido com Richard, no final da história eles queriam soca-lo. Porém, eu contei que já tinha superado.

Meus três irmãos decidiram então dormir na casa de papai e mamãe para me fazerem companhia hoje. Eu fiquei feliz, pois nos divertimos como nunca. Foi uma das melhores noites da minha vida, com muita risada e lutas, como nos velhos tempos. Foi com eles que eu aprendi a nocautear James. Oh yeah!

Marcelo e Alberto decidiram ficar até o fim da semana, já que estavam de folga no trabalho, mas Ivan tem uma esposa para cuidar então teve que ir. Claire é uma fofa e espero encontrar com ela, minha querida cunhada!

No dia seguinte tocaram a campainha e eu já sabia que era James com Rose.

- EI! – gritei feliz enquanto abraçava Rose e pulava em James, sim, eu estava fazendo essas duas coisas ao mesmo tempo. Só não me perguntem como. – Senti saudades de vocês, seus ogros lindos!

- Sua delicadeza na carta foi comovente – James falou fingindo secar uma lágrima imaginária.

- Com certeza – concordou Rose. – E aí, Albertinho e Marcelinho!

Bom, há muito tempo atrás – antes de Rose amar incondicionalmente Scorpius – Rose tinha uma queda do penhasco pelo Marcelo.

- E aí, Rosenilda – cumprimentou Marcelo.

- Os apelidos pegam – comentei rindo e lembrando de quando chamava Rose de Rosenilda.

- Seguinte, gente – anunciou Alberto. – Vamos fazer cócegas na Marina porque ontem ela estava na foça!

- Por quê? – perguntou James franzindo o cenho.

- Nenhum local que tem o curso profissionalizante de medicina bruxa ainda deu certeza que quer a garota na equipe.

- Ou seja, estavam sendo educados em me recusar – falei revirando os olhos.

- Sério, Mari? – perguntou James. – Como eles são trouxas.

- Também acho – Rose falou sentando no sofá.

- Ainda topam as cócegas? – pontuou Alberto.

James me olhou como: “a-há, agora que você pagará todos seus pecados”.

Ele veio correndo até mim, me pegou no colo e jogou no sofá enquanto eu via Alberto, Marcelo, James e Rose me fazendo cócegas até eu dizer chega.

- Gente, ela está roxa, vamos maneirar – comentou Rose rindo da minha risada agoniante.

- A risada da Mari é uma meiguice, não? – perguntou James.

- Fala assim da minha irmã, não, cara – falou Marcelo tentando soar ameaçador, porém James e ele são super amigos e logo caíram na risada. – Pior que é verdade, cara, risada de taquara rachada dando a luz!

Cruzei os braços fingindo estar brava.

- Vocês são ridículos – falei.

- E você é baixinha então não tem direito de expor sua opinião em nenhum tipo de assunto! – replicou Alberto.

Continuamos conversando. Só então eu percebi como sentira a falta de James. Ele é realmente muito especial... Pode apostar que eu não sentiria tanta a falta de alguém se ela não fosse muito essencial em minha vida.

Espera, isso foi muito gay, Marina.

- Ei, Mari – meu pai chegou na sala. – Ah, oi, Jay e Roro. – Sim, meu pai e eles são íntimos já também. – Mari, tem uma carta com teu nome que uma coruja desconhecida trouxe. Vai lá conferir.

- Já volto, gente – falei e quando me virei de costas Alberto me deu um tapa na bunda.

Fuzilei-o com o olhar e fui até a cozinha.

Minha mãe encarava a coruja de modo curioso e eu peguei a carta de sua patinha. Dei um agrado nela e ela voltou a voar para longe.

“Marina Mitchell,

Recebemos há alguns dias a coruja de Minerva McGonagall com suas notas exemplares no exame do Nível Incrivelmente Exaustivo de Magia (N.I.E.M), gostaríamos de ter a honra de sua presença em nossas turmas de Medicina Bruxa no período matutino. Espero que tenha tempo sobrando para o estágio que é obrigatório para concluir o ensino, nós mesmos o fornecemos.

Por favor, compareça no endereço abaixo para efetuar sua matrícula, caso for de interesse seu participar de nossa organização, durante a segunda semana de agosto.

Atenciosamente,

Marisa Reynnold.”

- ME ACEITARAM! – gritei pulando em James de tanta felicidade. – EU TENHO ATÉ ESTÁGIO!

Alberto ficou boquiaberto. Rose impressionada e com a mão na boca. Marcelo ficou em choque e James tão feliz que me ergueu no ar e me rodopiou. Depois me abraçou e sussurrou um:

- Sabia que você ia conseguir.

Abracei-o com força.

- Obrigada pelo apoio de sempre, grandão.

- Minha obrigação, baixinha.

Notas finais
gosto tanto desse capítulo ♥