Notas iniciais
Feliz pelos reviews ♥ continuem comentando assim o capítulo vem mais rápido. Uhuuul! hahahaha beijão, galera, amo vocês.

Minha vida nunca estivera tão corrida, mas eu estava muito feliz mesmo! O curso profissionalizante era muito bom, e de estagiária eu fui me erguendo aos poucos como médica. Via James todo o fim de semana e tinha vezes que ele ia me buscar no trabalho de sexta feira. Porém, eu não era a única ocupada. James agora também estava quase no cargo Auror, mas já ia em missões contra desordeiros que não eram muito perigosos.

A única coisa que me incomodava era a minha aproximação com James. Agora não bastava eu sentir vergonha quando ele estava perto, o frio na barriga e os batimentos rápidos também eram sentidos em sua presença.

Rose e eu viramos mais do que melhores amigas, viramos irmãs. E por sorte conseguimos o contato de Karen e agora nós três nos víamos juntamente com James, Mason e William. Eu não podia estar mais feliz!

Em certo fim de semana de dezembro do mesmo ano que conseguira entrar no curso profissionalizante, James me fez uma visita surpresa em meu apartamento que eu estava pagando para ser meu – em meu nome!

Eu estava com um coque mal feito e uma roupa qualquer quando ele entrou muito feliz assim que eu abri a porta.

- EU AGORA SOU UM AUROR, MARINA! – gritou de felicidade.

- Não acredito, Jay! – exclamei!

- Aliás, está uma gracinha com esse óculos.

Ah, agora eu sou um pouco míope por ter tantas coisas para ler até tarde da noite.

- FALA SÉRIO, JAMES, VOCÊ É AUROR! – gritei.

- SIM, EU SOU.

- AH, SEU FEDIDO! SABIA QUE VOCÊ IA CONSEGUIR!

- NOSSAS CONQUISTAS ESTÃO SENDO RÁPIDAS, NÉ? – gritou rindo muito.

- COM CERTEZA! NÃO POSSO ACREDITAR QUE NÓS ESTAMOS COM NOSSOS SONHOS PRATICAMENTE REALIZADOS!

Ele respirou fundo e jogou-se em meu sofá.

- Sabia que eu te amo, James? – perguntei rindo.

- Sabia. Eu também amo você, chuchu.

Nós rimos.

Mal eu sabia que minha vida estava prestes a mudar.

Na véspera da véspera de natal, eu ainda estava trabalhando. Por sorte tive um tempo para comprar um cappuccino para mim, estava na base do café há umas doze horas. Plantão é assim. Porém, eu era médica apenas de emergências fáceis. Estava conversando com Kelly, a secretária, quando disseram que eu tinha que fazer um tratamento de emergência mais complicado. Logo estranhei, mas fui correndo para o setor de emergências.

Meu coração quase pulou pela boca quando vi James deitado em uma maca desacordado. Aproximei-me rapidamente para ter a certeza que era o meu James.

- O que aconteceu com ele? – gritei desesperada.

- Ele levou um corte muito profundo na barriga e está perdendo muito sangue – Maicon, meu amigo do setor, respondeu. – Vamos, Marina, ajude-me.

- Eu não posso! – gritei chorando descontrolada. – Eu conheço ele, por favor, chame outra pessoa.

Kelly ouvindo meus gritos foi chamada para me tirar de lá e me dar água com açúcar. Eu não podia acreditar que eu estava prestes a perder James, ele estava pálido e podia ver a pressão dele diminuindo um pouco antes de deixar a sala.

Eu tremia muito e logo encontrei Harry e Gina preocupados na sala de espera, ao me ver eles relaxaram e vieram falar comigo. Porém, se preocuparam de novo ao ver meu semblante de choro.

- O que aconteceu, Mari? – perguntou Gina.

Então comecei a chorar mais ainda.

- O conhecido de vocês levou um corte profundo na barriga e está perdendo muito sangue, mas Maicon já fez muitos milagres, fiquem tranquilos – Kelly disse me pegando pelos ombros.

Comecei a sentir uma vertigem forte e me apoiei no balcão de Kelly.

- Mari – Harry me segurou pelo braço. – Mari, olha para mim. – Levantei o olhar, mas ainda estava vendo dois de Harry. – Por favor, fica tranquila. Eu sobrevivi à maldição da morte, James é forte, pode acreditar.

Mas eu não queria escutar, eu queria ver James.

E agora mais do que nunca eu percebi o quanto o amava. James não era apenas meu melhor amigo, mas o homem pelo qual estou perdidamente apaixonada e só não tinha percebido até estar prestes a perde-lo.

- Gente, acho que ela precisa de um calmante – Kelly falou ao me ver tremer e chorar.

- Foi horrível – murmurei lembrando dos cortes na barriga de James e o sangue escorrendo.

Gina me pegou pelos ombros e me sentou nas cadeiras que tinham no corredor. Kelly chamou um dos médicos do andar para me examinar e Harry limpava minhas lágrimas.

- Marina, por favor – Gina pediu.

Logo vi Victor correndo até mim. Ele fez alguns testes para ver se eu estava realmente em sã consciência e logo mediu minha pressão. Como estava muito alta, tive que ficar em uma maca em observação e tomando calmante nas veias. Fiquei lá durante muito tempo, e quando me perguntaram como eu estava menti dizendo que estava bem, mas na verdade, ainda sentia meu coração palpitando muito forte contra meu peito e falta de ar. Porém, eu precisava ver James.

Fui liberada e vi Maicon conversando com Gina e Harry que sorriam. Ainda bem!

- O que houve, Maicon? – perguntei.

- Ele está bem. Mas Gina teve que doar um pouco de sangue a ele – Maicon respondeu sorrindo. – Está tudo sob controle, Mari.

Suspirei aliviada e me encostei na parede.

- Mas nossa preocupação é com você – Maicon foi sincero. – Como você se sente?

- Incrivelmente bem – respondi suspirando aliviada.

- Acho melhor você ainda tomar um calmante para dormir. Você está muito alterada e pela vertigem que sentiu, melhor se alimentar bem.

Passei a mão pela testa.

- Estou um bagaço, né? – perguntei.

- Está parecendo uma louca varrida, mas está perfeitamente normal – Maicon respondeu rindo. – Não nos dê esse susto, Marina. E saiba separar a vida profissional da vida pessoal. Se bem que tinha razão em não cuidar de algum conhecido já que é extremamente impossível deixar o carinho e admiração por essa pessoa de lado durante alguma emergência. Por favor, só não seja tão exagerada.

- Passe pela minha situação e veja se foi exagero, Maicolito – respondi rindo e baguncei o seu cabelo. – Posso vê-lo?

- A vontade. Sétima porta a esquerda.

Agradeci pela compreensão de sua parte e fui até o quarto de James. Abri a porta com cuidado e vi que Bethany, outra amiga minha, cuidava de seus curativos. Já o meu James parecia que tinha acabado de acordar.

- Oi, Mari – Bethany disse terminando de enfaixar o machucado em seu peito. – Foi bem grande o seu susto, não?

Corei e James me olhou intrigado.

- James sempre aprontando, viu? – comentei dando uma risadinha sem graça.

- Vou deixar vocês sozinhos – Bethany disse e me deu um abraço. – Tudo deu certo, amiga – sussurrou em meu ouvido.

Ela saiu e eu me encostei na porta, muito envergonhada.

- O que houve, Marininha? – perguntou James. – Você parece deprimida.

- Foi só o susto, Jay – respondi tentando segurar as lágrimas.

- O que houve, Mari? Você está bem?

- Eu que deveria perguntar – falei me aproximando e sentei na beira da cama. – Como você está?

Ele sorriu.

Que sorriso...

- Estou bem, pronto para outra. Mas... Espere – ele olhou em meus olhos. – Você não estava chorando, não é?

Então eu desabei no choro igual uma criancinha. James tentou encostar em mim, mas eu o repeli por não poder fazer movimentos bruscos.

- Eu estou vendo Marina Mitchell chorar? Que milagre é esse, senhora durona? – perguntou rindo, mas logo ficou sério. – Brincadeira, Mari. Por que está chorando?

Parei de soluçar.

- Eu tive muito medo de te perder, James – falei com a voz tremida. – Eu não soube como reagir vendo você lá quase morrendo na minha frente. E sério... Sinto-me igual uma tola, mas é a verdade.

- Bethany me contou que você deu trabalho aos médicos também ao me ver desacordado e bem... Hum, como você disse... Quase morrendo.

Olhei para James e reparei que ele estava suado e com arranhões no rosto. Não deixava de ser lindo nem quando escapou da morte.

- Sério, James – falei. – Eu perdi meu chão. Seus pais que tiveram que me acalmar, tomei calmante, um monte de coisa... Minha pressão está um pouco alta ainda, mas eu estou muito aliviada agora.

Ele arqueou as sobrancelhas.

- Você realmente ficou preocupada?

- Demais.

Então eu o abracei e com seu braço envolveu minha cintura.

- Eu te amo, viu, bobão? – falei assim que me afastei dele.

- Eu te amo, Mari – ele falou com esmero e um sorriso sincero.

- Preciso voltar ao plantão, Jay – falei e dei um beijo em sua testa. – Não apronte nada.

Ele riu e acenou.

Ao fechar a porta tive que ir ao banheiro para ficar apresentável. Nem sei como tive coragem de aparecer na frente de James naquele estado lastimável.

Notas finais
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