Notas iniciais
Ai, gente, fiquei chateada que só tive 1 review no capitulo passado... mas como sou boazinha vou postar mais um capitulo! hahaha bjs e comentem.

- Mari – Richard começou -, eu queria te pedir desculpas, eu fui muito burro. E quero te dizer que eu te espero o tempo que for necessário.

Depois de uma semana tentando falar comigo e eu recusando, na sexta feira eu cedi e ouvi o que Richard queria dizer a respeito de nossa briga.

- Tá bom, Richard.

- E então?

- Então o quê?

- Quer voltar comigo?

Que droga, eu ainda gostava dele!

- Tá bom, mas dessa vez não terá pressão.

Ele sorriu e me beijou. E como em todas às vezes eu me sentia muito bem ao receber os beijos de Richard. Não quero parecer um garota safada, mas que o cara tinha pegada eu não podia negar.

O lance com Richard era meio que apenas físico já eu sempre acabava ficando irritada quando ele abria a boca para falar algo.

- Você está bem melhor, Mari, semana passada você parecia meio sem vida...

- Eu estava gripada, Richard – comentei revirando os olhos.

- Mas tinha ânimo para se divertir com James, engraçado, né? – ironizou.

- Que que tem? Só porque estou gripada tenho que acabar com minha vida? Não posso me divertir, conversar nem nada?

- É, mas comigo você não fica tão feliz assim.

- Ué, se você me fizer rir eu rio, oras bolas.

- Mas duvido que você fique feliz quando está comigo.

- TÁ VENDO PORQUE EU ME IRRITO QUANDO ESTOU COM VOCÊ? ARGH! ESSE CIUMES RIDICULO CANSA, RICHARD. JAMES É MEU AMIGO IRMÃO, SE VOCÊ QUER TERMINAR COMIGO POR ISSO TERMINE, MAS PARA COM ESSA BOBEIRA! – gritei em meio aos jardins e umas meninas que estavam estudando nos olharam assustadas.

Ele ficou vermelho e abaixou o olhar.

Tá bom, acho que peguei pesado demais.

- Desculpe, tá bom, amor? – falei dando a mão para ele. – Mas você me irrita às vezes, mas somente quem gosta que se irrita então fica tranquilo.

Bom, eu esperava que fosse assim.

Eu realmente estava pensando que Richard não era o tipo certo para mim, ele parecia muito sem assunto, mas meu sorriso teimava em aparecer quando ele se encontrava comigo. Mas o ruim era que eu sempre acabava ficando irritada toda a vez que eu saía com ele. Argh, por que Richard me enfurecia tanto, mas eu continuava a gostar dele?

- Tem certeza que você gosta dele, Mari? – Rose perguntou com cuidado.

- Gostar eu gosto. Mas não sei se é o cara certo. Você sabe que eu quero algo sério, e não alguém só para curtir.

Rose se ajeitou na cadeira.

- E se talvez fosse só atração física, Mari? E se você gostasse só da sensação que os beijos de Richard te fornecem?

- Tenho medo que essa seja a resposta certa, Rose – falei triste.

- Ué, por quê?

- Porque eu gosto dessa sensação, e me despedir de Richard seria me despedir disso também.

- Você tem que colocar na balança então, Mari. Veja o que realmente vale a pena.

Depois com essa conversa com Rose, passei duas semanas refletindo sobre isso, tentando colocar na balança, porém continuava me encontrando com o Richard. O que me irritava era que ele disse que não teria pressão, mas continuava tentando fazer com que eu cedesse. Isso me tirava do sério.

- Vai, gatinha, por favor – falou manhoso certa vez.

- MAS QUE DROGA, RICHARD. JÁ DISSE QUE NÃO.

E sai nervosa, não passou nem cinco minutos e ele voltou arrependido, porém eu já estava de saco cheio, aquilo estava ficando fora de controle e principalmente agora que eu sabia que tinha me iludido por sua parte eu não ia me entregar completamente!

- Quando então nós poderemos?

- Já disse isso quinquilhões de vezes!

Ele revirou os olhos e saiu bravinho. Eu que não iria atrás dele.

Eu estava muito nervosa já com Richard e fui para o banheiro da Murta-Que-Geme e fiquei gemendo e murmurando e praguejando e reclamando da minha vida lá enquanto batia e chutava as portas.

E ajudava muito a murta gemendo também como se estivesse morta.

Ah, ela estava.

- Por isso que às vezes há uma vantagem em estar morta – gemeu a murta para mim.

- É, mas você está morta e continua sofrendo, cadê a vantagem?

- Que o meu sofrimento são por coisas imaginárias e não pela triste e cruel realidade desse mundo imprudente.

Ah, faz sentido.

- E isso não seria masoquismo?

- Não sei, só sei que você está me irritando já – falou a murta nervosa. – Chega de perguntas, eu quero respostas!

- Do quê?

- Ainda não sei.

Beleza, gente, eu não sou esquizofrênica... Só para esclarecer. Mas eu realmente tive essa conversa com a Murtinha Sensual.

Nem tão sensual assim, mas...

Naquele dia monótono de uma quinta feira eu apenas fiz anotações pequenas em meu caderno e fui para o quarto sem passar para jantar. Ou seja, me fez ficar com fome. Vocês já devem imaginar o que eu fiz.

Subi até a torre masculina – porque não havia mais a proteção entre o quarto dos meninos, apenas nos das meninas, hehe, melhor para quem? Não levem na malícia, pensem que eu só quero encher o saco dos meus amigos – e fui importunar James.

- James. James – bati incessantemente na porta. Ela estava aberta, mas tinha medo de encontrar alguém nu, vai saber! – Ja-a-mes!

- O que foi, garota? – Mason perguntou adorável. – Veio encher nosso saco de novo?

Minha relação com Mason era adorável. Mas eu o amava! Ele era o tipo do amigo que se pode confiar realmente!

- É, garotão, vim aqui para encher o saco de James – falei entrando no quarto deles sem permissão alguma sabendo que se Mason tinha aberto a porta não havia ninguém nu.

- Ele não gosta de você, não insista – falou William.

- Eu também não gosto dele. Mas fazer o quê?

- O que tem meu nome? – perguntou James saindo do banheiro sem camisa.

Minha relação com James era tão aberta que eu até ficava de biquíni tomando sol perto dele e nem sentia vergonha, ele ficava só de samba canção e eu nem ligava, mas vem outro garoto sem ser ele fazer isso... Eu praticamente entro em um buraco da grossura de uma agulha.

É estranho.

- Marina está aqui para te amar – William falou se jogando em sua cama totalmente desarrumada.

- Passo vinte e quatro horas com você, mas ainda é muito pouco, Jay – respondi dando uma piscadela.

Ele riu e se sentou na cama para procurar uma camiseta em sua gaveta.

- O que você quer, Marina?

- Eu não posso apenas querer visitar meu lindo amigo? – falei inocente.

- Você não é dessas – respondeu James e Mason riu apoiando. – O que você quer?

- Vem comigo até à cozinha para eu jantar? – perguntei sem mais delongas.

James colocou a camiseta e penteou os cabelos ficando rebeldes de novo. Dei risada pensando comigo mesma.

- Você não vai até o jantar de propósito só para ir depois? – Mason perguntou. – Já é a terceira vez, não é?

- Ela não tem fome nessas horas. Só agora que ela começa a ter. Fazer o quê? – James deu de ombros.

Eles deram risada.

- Sua obrigação é vir comigo, JayJay – falei cruzando os braços.

Ele suspirou e foi comigo até a cozinha. Maggie foi uma fofa, como sempre e me deu mais comida do que eu pedi até. Ah! Como eu amo essa elfo!

Sem contar que quando eu passo um tempo conversando com ela, a criaturazinha me dá altos conselhos e é super divertida.

- Conseguiu se alimentar, Mari? – perguntou James rindo. Eu assenti. – Você está com a boca toda suja de molho de frango!

E caiu na gargalhada. Limpei-me rapidamente e mostrei-lhe a língua.

Começamos a voltar para o dormitório rindo e conversando, porém, escutamos barulhos estranhos vindo de outro corredor. Sem contar as vozes familiares.

- É o Richard? – perguntou James arqueando as sobrancelhas.

Fiquei intrigada e segui de onde o barulho vinha. Corredor da sala de DCAT? O que Richard estaria fazendo agora no corredor da sala de DCAT?

James e eu seguimos em frente.

Então eu vi a cena que me deixou boquiaberta. Richard e uma garota de cabelos castanhos se beijando. Na verdade, quase engolindo um ao outro. Era uma cena um tanto quanto chocante. Talvez eu tivesse duvidas dos meus sentimentos para com Richard, mas ver alguém em que eu confiei traindo minha confiança desse jeito me deixou sem reação. Tão sem reação que James foi quem me acordou. Não, eu que me dei conta que ele estava preparado para meter um soco na cara do Richard quando eu peguei a mão de James e falei um: “Não”.

Richard ao ouvir minha voz se separou da menina e me olhou perplexo.

Dei a meia volta e saí andando com James em meu encalço.