Polly

13 Os olhos cor de âmbar


Notas iniciais
Sim. Eu sei. Sou uma procrastinadora, e morro de vergonha disso. É algo que eu juro, vou tentar mudar. Só peço que não me abandonem rsrs. Espero que gostem desse capítulo. Há novidades por aí, que serão bem importantes ao longo da história. Não esqueçam de comentar. Preciso da opinião sincera de vocês. Enfim, boa leitura. E espero de verdade não demorar para postar o próximo!

Dizer que a escola parecia a mesma seria um equívoco.

Claro, o prédio com arquitetura imperial continuava o mesmo, embora precisasse de uma nova maquiagem. As roseiras vermelhas como as saias xadrez das alunas continuavam abundantes e cheias dos espinhos. Lembro que eles sempre me machucavam quando eu inventava de correr. O pátio cheio de pedregulhos e sempre molhado e escorregadio continuava o mesmo.

Mas havia algo de diferente. Talvez fosse apenas o meu sentimento de nostalgia, ou a total falta de interesse das meninas, cujos rostos não se viam, pois estavam enfiados no celular. Mas tudo parecia tão taciturno. Meu corpo estava todo arrepiado, e não era apenas pela brisa fria, mas pelas poucas lembranças boas que eu tinha desse lugar que agora pareciam quase mortas.

Ignorando os alertas do meu corpo, pus os pés de volta ao meu antigo colégio. Por dentro estava mais quente e aconchegante. As paredes de madeira continuavam com o mesmo brilho de verniz. Deslizei lentamente o dedo sobre elas, até chegar a secretaria. Era lá onde Edith costumava passar grande parte do tempo. Isso quando não se jogava para Marcus, o que acontecia em grande parte do tempo.

Ela não estava lá, como eu esperava. Uma mulher que devia ter uns trinta anos, a qual nunca havia visto mais gorda, veio me atender.

– Em que posso ajudá-la? – Ela abriu um sorriso convidativo.

– Estou apenas visitando a escola. Fazendo algumas pesquisas.

Havia colocado meu melhor casaco vermelho, e o meu perfume mais caro. Havia feito uma maquiagem leve e roubado um colar de ouro e uma bolsa de couro de Nina. Eu precisava da atenção da escola, e só conseguiria isso se aparentasse ser uma pessoa importante. E a julgar pelo brilho nos olhos da secretária, meu plano estava dando certo.

– Pois não, senhorita. Se quiser eu lhe mostro o colégio. Não costumamos aceitar alunos no meio do ano, mas quem sabe poderíamos fazer uma exceção para a senhorita.

Então é assim que ser rico deve ser. Eu odiei a sensação.

– Muito obrigada, senhora...?

– Carla.

– Muito obrigada, Carla. Muito gentil da sua parte se oferecer para me mostrar o colégio. –Disse, simulando entrar no seu jogo de bajulação.

– Então... Como deve saber, nosso colégio tem uma grande tradição. Fundado em mil novecentos e...

Então ela desenrolou a enorme história do colégio que eu conhecia de cor, exaltando os fundadores, as grandes cabeças que se formaram aqui, mostrando todos os lugares que eu havia percorrido com uma curiosidade absurda, naquela época em que eu achava que estudar ali seria a melhor coisa que poderia acontecer.

– Eu conheço bem a história do colégio, Carla. Poupe seus esforços. Tenho boas indicações daqui. – Finalmente a atrapalhei, quando eu já não aguentava mais a sua voz.

– Entendo. – Ela disse.

– Na verdade, eu já estudei aqui. Eu estou procurando uma pessoa.

Carla parecia desapontada. Como uma vendedora que não conseguiu vender uma blusa. Mas não importei. Aquela era a oportunidade certa, e não era do meu feitio perder uma oportunidade.

– Na verdade, procuro por um antigo professor.

– Sinto muito não poder ajudá-la, senhorita. As informações sobre alunos e funcionários devem ser mantidas em sigilo. – Ela me lançou um olhar arrogante.

– E quanto custa o sigilo? – Perguntei, fazendo surgir um sorriso malicioso em seu rosto.

– Está cometendo um equívoco sobre mim. Julgo até um pouco grossa, embora essa bolsa seja muito elegante.

E quem disse que nem tudo nessa vida tem um preço?

– Tão elegante quanto o preço. – Respondi, embora nunca fosse capaz de gastar tanto numa bolsa. Nina era materialista a mais não poder.

– Mas, falemos um pouco sobre a sua “pesquisa”. E depois comentamos sobre a bolsa.

Nina com certeza iria me matar. Mas era por uma boa causa.

– Como eu disse, procuro por um antigo professor. Marcus Miller. Ele era muito conhecido aqui na cidade.

– Sim. O senhor Marcus. Ótimo professor. Já tive aulas com ele. Foi uma pena quando soube que ele havia abandonado o colégio e a cidade, depois de um trote de alguns alunos. Que coisa terrível. A maldade humana não te surpreende?

Agora me lembro da desculpa que ele havia inventado quando fugiu. Quando o professor responsável pela viagem sumiu, todos os planos foram cancelados. Mas não lembro em detalhes daquele dia, pois eu estava desesperada. Estava suja, com as roupas rasgadas e machucados por toda a parte. Não era a primeira vez que me encontravam desse jeito, então foi bem difícil convencê-los de que eu havia caído nas roseiras. Mas estavam mais ocupados em achar um estuprador àquela altura.

A viagem não aconteceu. Todas as meninas voltaram para os seus quartos, enquanto eles continuavam à procura de Marcus. Naquela noite tive um dos banhos mais longos, que não adiantou em nada. Porque eu sentiria suja por um longo tempo.

Com um tempo, descobriram que Marcus havia fugido de uma gangue de ex-alunos que o ameaçava de morte. Essa foi a bizarra história que ele havia inventado. Pelo visto ele não voltaria a dar aulas naquela cidade, e disse que sentiria falta de todos as alunas. Principalmente de suas favoritas. E todos acreditaram, e continuam acreditando. Como essa besta à minha frente que ainda sofre pelo infortúnio do “bondoso professor”.

– Tem alguma ideia do que aconteceu com ele depois disso? – Eu disse depois de um tempo meditando sobre sua estupidez.

– Ele pediu demissão, não transferência. Então não há nada que consta nos arquivos do colégio. Ele apenas sumiu. – Ela disse com certo ar de tristeza.

Mas não tanto quanto eu estava triste ao ver que minhas fontes estavam me levando a lugar nenhum. Mas ainda havia perguntas que poderiam me levar às respostas certas.

– Preciso saber sobre outra pessoa que também trabalhou aqui.

– Estou perdendo um tempo precioso com a senhorita, que, aparenta ser nova demais para ter alguma filha para matricular. – Ela parecia impaciente.

– Só mais uma pergunta. É sobre a antiga pedagoga e conselheira do colégio. A senhora Edith. Lembra-se dela?

Como eu esperava, a secretária não se lembrava de nenhuma Edith. Ou talvez fosse a falta de interesse em prosseguir com o assunto. Mas eu não a subornaria. Para que ela precisaria de uma bolsa, com poucas informações para guardar?

– Eu não lembro, mas talvez algum dos professores se lembre. Alguns continuam por aqui até hoje, transmitindo o exemplo dos antigos para os novos. Quem sabe hoje não é o seu dia de sorte?

Assim que a secretária saiu e me deixou sozinha em frente a uma porta com um vidro incrivelmente transparente e limpo, eu percebi que Nina tinha razão. Que sorte não existia. E talvez eu realmente tivesse cometido um equívoco ao voltar para aquele lugar.

– Por favor, garotas, se acalmem e abram o livro na página 210. – Uma voz vinda da porta à minha frente me chamou a atenção. Não apenas pelo belo tom grave, mas pelo sotaque que só poderia ser europeu.

Olhei para a sala e me surpreendi ao notar que era ali que eu estudava.

– Agora alguém pode me dizer onde está o erro dessa frase?

Quase chorei de emoção ao ver todos aqueles frágeis braços levantados, nos mesmos lugares onde eu costumava passar todos os dias. Sempre com a mão levantada. Sempre pronta para responder. Sem medo de errar. Sem medo de nada.

Deus! Como pude me tornar alguém tão diferente do que eu era?

Aproximei-me mais da porta, enquanto eu via uma garota morena com nariz arrebitado responder a frase num inglês correto.

– Correto, Isabel. Agora vamos aos verbos irregulares. Lembrando que teremos um teste oral semana que vem.

As meninas pareciam suspirar a cada palavra que o professor pronunciava. O sotaque inglês surtia efeito tão hipnótico nas pequenas, que o ruído do sinal que lembrava a muitos o som da liberdade, não pôde competir.

– Estão livres agora, meninas.

Tristemente as meninas se levantaram para o seu intervalo. Mas me perdi no meio de todas aquelas memórias que acabei sendo atingida pela fúria da pesada porta de madeira, seguida de uma avalanche de meninas com risadas irritantes.

– Bloody hell! – Exclamou o sotaque inglês.

Eu, que estava sentada no chão como uma criança prestes a brincar, esfregando a testa para tentar aliviar a dor, mas causando o efeito contrário, só pude ver os enormes sapatos pretos do homem de sotaque inglês. Minha cabeça acompanhou toda a sua roupa escura até chegar ao rosto, e aí sim pude entender porque as gurias não queriam sair de sala. Eu também não sairia se na minha época tivesse professores assim.

– Quer ajuda? – Ele disse, mas o modo como estava encostado na porta não mostrava real interesse em me ajudar.

Levantei-me sem a ajuda dele enquanto tirava a poeira da minha dignidade.

– Eu estou bem. – Disse, embora ele não tivesse perguntado.

– Não está muito grandinha para ter aulas aqui, não? – Ele disse assim que me recuperei.

– Minha época nesse colégio já passou faz tempo. – Retruquei.

– Então você já estudou aqui?

– Sim. Mas não fiquei por muito tempo. – Não suportei aquilo por muito tempo.

Percebi que ele hesitara em me perguntar o motivo de eu não ter continuado ali. E eu agradecia por ele não querer prosseguir.

– Como se chama?

– Polly.

– Desculpe, Polly. Nunca ouvi sobre você nessa escola. E meu nome é Klaus, prazer.

Não pude esconder minha expressão ao ouvir o seu nome estranho. Klaus. Parecia o som de algo quebrando.

– Prazer. – Cumprimentei-o.

– Agora que já não somos mais estranhos, posso saber por que voltou aqui?

Eu não deveria perder meu tempo com ele. Um novato jamais teria as repostas certas. Mas continuei mesmo assim. Eu tinha o dia inteiro pela frente, de qualquer jeito.

– Estou procurando uma pessoa. Um antigo professor.

– Que coincidência! Entrei aqui procurando por um antigo professor.

Então ele não era apenas um novato. Mas o que um inglês com um ótimo português procurava ali.

– Estou procurando pelo Marcus. Você o conhece?

Ele pareceu surpreso com a minha pergunta, rindo de um jeito enigmático. Como quem sabe muito mais do que aparente saber.

– Não, não o conheço. A única coisa que eu sei sobre ele é que ele é meu pai.

Olhei estupefata para ele, sem conter uma risada nervosa. Aquilo era a coisa mais bizarra que eu já tinha ouvido. Não, Marcus não poderia ter um filho. Só de ao menos cogitar a hipótese meu estômago se embrulhava. Mas Klaus não parecia estar brincando.

– Você falou sério?

Ele concordou lentamente com a cabeça.

– Mas... Como isso é possível? Como assim? Ele nunca comentou que...

Klaus deu um sorriso torto, e parecia tratar aquele assunto com normalidade. Claro, ele não deveria conhecer o pai. Senão nunca sequer cogitaria chamá-lo de pai.

– É uma longa história. E se sentir vontade de ouvi-la, poderíamos sair agora mesmo.

Minha mente poderia estar confusa com todo aquele momento, mas a parte de jornalista investigativa continuava bastante ativa. E ao avistar uma grande pista, é claro que eu não deixaria passar.

***

Nem eu e nem Klaus havíamos almoçado, então optamos por um “saudável” cachorro-quente monstruoso. Entretanto, até aquele momento não havia digerido a ideia de que acabara de conhecer o filho de Marcus.

Eu percorria todos os detalhes do seu corpo com olhos bem atentos, mas nenhum denunciava sua má genética. Klaus era um belo homem. Devia ter mais ou menos a minha idade, o que era ainda mais assustador. Era magro, mas não esguio como seu pai. Seus cabelos eram negros e desgrenhados. As feições do rosto nada lembravam ao semblante austero do pai.

Eu mal o conhecia, mas podia sentir que ele não tinha nada a ver com o suposto pai. Poderia até mesmo duvidar da veracidade da sua história, se não fossem aqueles olhos. Era praticamente o mesmo. A mesma cor de âmbar. O mesmo jeito de me observar. Toda vez que ele lançava seus olhos em minha direção eu estremecia, devido às lembranças.

– Conheceu o meu pai? – Ele finalmente perguntou, num intervalo de mordidas.

Respondi que sim, desejando que ele não me perguntasse mais nada.

Mas é claro que ele queria saber mais.

– Fale mais sobre ele. Todos que eu pergunto sempre dizem a mesma coisa: era um ótimo professor.

Klaus me olhava como se eu fosse sua fonte de respostas. E eu imaginava que ele seria a minha. Sua curiosidade ingênua me impedia de relevar a verdadeira natureza perversa do seu pai.

– Nós não éramos íntimos. Eu mal o conhecia. Ele era apenas o meu professor. – Foi apenas o que consegui dizer com minha voz trêmula.

Minhas lembranças de Marcus se dividiam em duas. Antes do dia em que aceitei visitar sua casa, ele era o meu professor favorito. Era a melhor aula, minha matéria favorita. Ele explicava a história de um jeito nem um pouco monótono. Eu me sentia livre para expor minhas opiniões, porque ele adorava me ouvir. Mal sabia eu que ele estava apenas conquistando minha confiança.

Depois, meu professor favorito rapidamente se tornou meu pior monstro. Toda aquela imagem calma e pacífica que ele carregava até então se desfez, e eu descobri que nunca teria chances de vencer um velho lobo do mar. Ele sabia como se salvar. Eu não.

– Entendo. Bom, eu só queria saber como ele era. – Klaus parecia um pouco decepcionado.

– Não era nada parecido contigo. Salvo os olhos. – Eu disse, fazendo-o subitamente sorrir.

– Posso considerar isso como um elogio? – Ele disse num sorriso galante que me fez arrepiar. O sorriso galante também era o mesmo.

De maneira nenhuma ele deveria aceitar aquilo como um elogio.

– Aceite como preferir. Agora, é a minha vez de te fazer perguntas.

– Prometo tentar ser sincero. – Ele disse.

Meu maior interesse e meu maior medo era saber quem era a sua mãe. Ao longo daquele tempo eu já havia lidado bastante com estupradores que tinham filhos e filhas, e para mim, eram os mais podres. Porém, nunca havia lidado com os filhos.

– Quem é a sua mãe? E como ela conheceu o Marcus?

Ele demorou um pouco para responder. Talvez lembrar sobre a mãe fosse doloroso.

– Seu nome é Lilian. Ela nunca falava sobre o meu pai, então só o que eu sei é o que os meus avós me contaram.

– E o que eles te contaram?

– Que eles haviam se conhecido quando ela era muito nova. Como meus avós e minha mãe eram brasileiros, ele logo se interessou em se manter por perto. Mas um dia ele partiu às pressas, e após uns meses descobriram que ela estava grávida.

Eu queria saber mais sobre Lilian. As informações que Klaus relatava eram vagas demais. Era de se esperar, nós havíamos acabado de nos conhecer, e as informações estavam um pouco aceleradas. Mas o pouco que eu sabia já me assombrava. Ele disse que ela era nova demais. Seria Klaus fruto de um estupro?

– Quantos anos ela tinha nessa época?

– Talvez quinze ou dezesseis. Foi uma surpresa para todos, ainda mais quando souberam quem era o pai.

Um homem bem mais velho, e uma adolescente assustada. Minhas suspeitas só ganhavam força.

– Deve ter sido difícil mesmo.

– E foi. Mas ela assumiu a responsabilidade, mesmo sozinha.

– Eu gostaria de conhecê-la. – Eu disse, convicta de que descobriria coisas surpreendentes sobre Marcus.

Klaus fitou o nada com um sorriso taciturno, como que a navegar entre as memórias.

– Provavelmente você iria gostar dela. Ela era incrível.

Entrelinhas, eu percebi que aquela era uma pista morta.

– Eu sinto muito. – Respondi. E sentia muito mesmo, mais pelo fato dela ter carregado um filho de Marcus do que por ter morrido.

– O que eu queria entender é porque meu pai nunca deu notícias.

“ Ter sumido do mapa foi o melhor que ele poderia ter feito a você”, pensei em dizer.

– E você veio aqui disposto a descobrir?

– Digamos que sim.

– E o que descobriu?

– Quase nada. Apenas o endereço de uma tal de Edith.

Quase nada. Aquilo era tudo que eu procurava! Meu súbito desejo foi pedir logo as informações que ele tinha, mas agora ele olhava para o relógio e parecia espantado.

– Você fez com que essa fosse a tarde mais curta da minha vida, sabia? – Ele disse sorrindo.

– Sinto muito. – Disse, logo interpretando aquilo como negativo.

– Não! Isso foi ótimo. Tanto que eu teria o maior prazer de repetir.

Que tipo de maluco acharia aquela conversa prazerosa. Nossos temas foram dolorosos, mas mesmo assim ele parecia ter gostado. Senti uma insegurança estúpida ao aceitar o convite. Mas era necessário se eu quisesse chegar até Marcus.

Ele me levou até o carro de Nina, e tentou me abraçar ao se despedir. Subitamente o afastei, limitando nosso contato apenas com um aperto de mão.

– Espero te ver novamente. – Mais uma vez o velho sorriso surgiu em seu rosto.

– Definitivamente nos veremos novamente. – Eu respondi camuflando totalmente meu medo.

Dentro do carro, eu ainda pensava naqueles olhos medonhos, e em como toda aquela história era confusa. Uma parte de mim queria confortá-lo, e repetir intensamente que o melhor era nunca conhecer o pai. Que ele não merecia ser chamado assim, e por isso lhe fez o favor de sumir da sua vida. Outra parte sentia o dever de contar a verdade, embora talvez eu não saiba de toda a verdade.

Outra parte, completamente dominada pelo desejo de vingança, arquitetava um plano que na certa partiria o coração de Klaus. Ambos queriam encontrar Marcus, mas só eu chegaria até ele. Meu encontro com Klaus não fora em vão, e eu sentia que eu estava cada vez mais perto do seu pai. E ele me ajudaria a encontrá-lo.

Por um segundo meditei em meu plano, que basicamente consistia fazer um filho ajudar na morte do pai. Doentio, até mesmo para mim. Porém, eu estaria fazendo o melhor. O homem que Marcus foi deve permanecer morto para Klaus. Há muitas pessoas que convivem com isso. Mas como se convive sabendo que seu pai foi um estuprador? Que ele mesmo poderia ser fruto de um estupro?

Apesar de não confiar nem um pouco em Klaus, com aqueles olhos que me tiravam a paz, eu não desistiria por nada. Era o cúmulo da insanidade meu prematuro plano. Mas não há limites quando seguimos o caminho da vingança.

Notas finais
Então? O que acharam? Bom? Aceitável? Faço melhor? Ruim? Um lixo? Tanto faz, desde que exponham as suas opiniões. E leitores fantasmas, eu sei que vocês estão aí. Não sejam tímidos! Eu não mordo. Espero contar com vocês no próximo capítulo. Um beijão seus lindos, e muitíssimo obrigada por lerem!