Polissuco

20 Polissuco


Notas iniciais
Olá! Como prometido, aqui está o capítulo (Apenas 5 dias de um capítulo para o outro, acho que é um recorde kkk) Nesse capítulo eu trouxe de volta os meus amados Krum e Gwen (Não aguentei as saudades) e, claro, a poção polissuco. Espero que vocês gostem de ler esse capítulo tanto quanto eu gostei de escrevê-lo!

Respire, Astoria, é só uma casa como qualquer outra, lembrou-se a loira ao subir os degraus de mármore que levavam às portas da grande e imponente Mansão Malfoy. No ultimo mês ela subira os mesmos degraus mais de sete vezes, na maioria delas acompanhada das irmãs, mas mesmo assim a casa ainda lhe dava arrepios. A mansão não era diferente da sua própria, as mesmas colunas de mármore, as mesmas tapeçarias verdes e pratas, os móveis com a mesma serpente esculpida em madeira, até mesmo os quadros eram parecidos, mas enquanto a sua casa lhe parecia confortável e acolhedora, a mansão Malfoy exalava trevas, segredos, como se cada parede ali guardasse histórias sombrias sob a pintura branca.

Com mais um suspiro de coragem a loira tocou o sino ao lado da porta, mas nenhum som saiu. Dois segundos depois um elfo doméstico de aparência exausta abriu uma das portas, fazendo uma reverencia desajeitada ao ver a menina. Astoria lhe lançou um sorriso amigável e balançou levemente a cabeça em uma saudação. Por um instante ela jurou que viu o elfo corar, se é que aquela criatura poderia ficar ainda mais rosada.

–S-senhorita Grengrass, o menino Malfoy está em seus aposentos. –Explicou o elfo com a voz tremendo. –Ao subir a escada é a segunda porta à esquerda.

Astoria sabia bem onde ficava o quarto do amigo. No último mês ela o visitara bastante e estava empenhada em visitá-lo toda semana pelo resto do verão, mesmo sabendo que a maioria das visitas não foram exatamente agradáveis, o amigo precisava dela. Com mais um sorriso agradeceu ao elfo e subiu as escadas, entrando na segunda porta à esquerda, como lhe fora instruído.

Draco estava deitado sobre os edredons nas cores da Sonserina que forravam a sua cama, jogando distraidamente um pomo de ouro para cima e o recolhendo antes que ele estivesse fora de alcance. Aproveitando que o amigo não percebera a sua presença, Astoria observou a agilidade com a qual ele pegava o pomo que voava em direções imprevisíveis.

–Então, vai falar alguma coisa ou vai ficar ai apreciando a minha beleza? –Perguntou o Malfoy sem tirar os olhos do pomo. Astoria sorriu e revirou os olhos ao comentário. Quando a amiga não disse nada, o Malfoy acrescentou: -Sabe, eu esperaria essa atitude da sua irmã Daphne, se bem que ela diz que agora está afim do Zabine.

Ele pegou o pomo e o guardou no bolso, virando-se para a loira e lançando-lhe uma piscadela:

–Mas todo mundo sabe que ela ainda está na minha.

Astoria andou até a cama do amigo e sentou-se ao seu lado enquanto ele calçava os sapatos.

–Bom saber que você está de bom humor hoje. –Comentou. Aquela era a primeira vez em um mês que Draco não agia como o sonserino mimado e arrogante que um dia ele fora, tentando convencer a si mesmo de que era uma pessoa terrível.

–Sabe, não jogo quadribol desde maio. –Comentou o Malfoy, colocando a vassoura debaixo do braço. –E não jogo com o Krum desde o ano retrasado. Não é todo dia que se joga quadribol com o melhor jogador da Bulgária.

Astoria sentiu seu sorriso se esvair ao lembrar que não havia jogo de quadribol algum, que o primeiro indício de alegria do amigo em meses era baseado em uma mentira. Forçando um sorriso falso, ela passou os braços pelo pescoço do Malfoy enquanto ele segurava a sua cintura.

–Não fique tão felizinho, você sabe que você e o Krum vão ficar em times diferentes. –Ela sussurrou antes de os dois aparatarem e agradeceu aos céus pelo cabelo que voou para o seu rosto, cobrindo as bochechas coradas pela proximidade com o Malfoy, quando os dois surgiram nos jardins da própria mansão.

Draco soltou a menina e correu para a entrada da casa, deixando-a pra trás.

–Sempre um cavalheiro. –Murmurou Astoria quando finalmente o alcançou.

–Desculpe. –Respondeu o Malfoy e Astoria percebeu que era a primeira vez que ele usava a palavra desde o incidente na torre de Astronomia, um mês antes. Draco ficou intrigado com como a palavra soou estranha para ele, e percebeu que vinha evitando a palavra há algum tempo, por uma simples questão de orgulho. O loiro levou um susto quando Gwen abriu a pesada porta esculpida. Com a varinha apontada para o peito de Draco e os olhos semicerrados, a mais velha das irmãs Greengrass perguntou:

–Qual é o nome do cara que eu namorava quando nós nos conhecemos na Bulgária?

–Ah, qual é! Isso é mesmo necessário? Você sabe que sou eu! –Falou o Malfoy, mas ele se apressou a responder quando Gwen afundou a varinha ainda mais em seu peito. –Ta, certo, o nome dele era Timoty, você o chamava de Timmy e aquele filho da-

–Não precisa falar mais nada, você é o Draco. –Ela disse e se afastou da porta para que o loiro entrasse, então apontou a varinha para a irmã. –Qual é a sobremesa surpresa que nós preparamos hoje de manhã?

–Bem, a sobremesa que devia ser surpresa é uma Banana Split invertida, com o sorvete especial de brownie da vovó.

–Eu sabia que eram vocês dois, mas quando ouvi o Draco pedir desculpas eu preferi verificar. –Disse Gwen piscando um olho e guiando os dois para a sala de jogos nos fundos da casa.

–Espera, nós não íamos jogar quadribol? -Perguntou Draco quando Gwen fechou as portas da sala. Nenhuma das irmãs respondeu.

–Sentem-se. –Ordenou Gwen apontando para a mesa de baralho no canto da sala, e só então Draco percebeu que o Krum também estava na sala, já sentado à mesa.

O sonserino sentiu-se enrijecer quando a ex-corvina trancou as portas e lançou um feitiço isolante. O que estava acontecendo? Relutante, o menino se sentou, acompanhado por duas das irmãs Greengrass.

–Draco, nós todos sabemos como você tem estado mal depois de... depois da noite em que Dumbledore... você sabe... –Começou Gwen, e Draco se perguntou aonde essa conversa iria levar. –Nós sabemos que existem poucas coisas que melhorariam o seu humor, e dessas coisas somente uma lhe traria de volta a realidade, faria com que você voltasse a ver o mundo como ele de fato é, como você o via alguns meses atrás.

Astoria sabia muito bem as palavras ocultadas pela irmã, o verdadeiro motivo de tudo aquuilo. Nós percebemos que você está, regredindo, voltando a agir como um Sonserino ignorante e preconceituoso, quis dizer Astoria, mas sabia que era mais sábio ficar calada.

As palavras de Gueneviere eram calmas e cautelosamente escolhidas, como se aquele fosse um assunto muito delicado. Draco pensou em protestar, em falar que ele estava perfeitamente bem, que ele merecia tudo aquilo por tudo o que tinha feito. Mas no fundo sabia que ela estava certa, ele não estava bem, na verdade ele nunca esteve pior, e sabia que falar que ela estava errada apenas provaria o ponto da loira.

–E essa coisa seria? –Perguntou, colocando o máximo de veneno possível nas palavras, mas logo se arrependeu de falar assim com os seus únicos amigos no momento. Pensou em pedir desculpas, mas mais uma vez seu orgulho o impediu.

–A questão é, — Interrompeu o Krum como se quisesse acabar com aquilo o mais rápido o possível. –A Fleur, aquela francesa que competiu contra mim no torneio tribuxo, me convidou para o casamento com o Bill Weasley, e, bem, eu acho que lhe faria algum bem encontrar a Hermionini. A Astoria nos contou como vocês eram... Próximos.

Astoria corou ao comentário. Não era exatamente fofoqueira, ela apenas os contou sobre o caso dos amigos porque achou que isso ajudaria a ambos, mesmo estando sem falar com Hermione desde o fim das aulas.

–VOCÊ FICOU LOUCO?? –Perguntou o Malfoy, levantando-se da cadeira e batendo com as duas mãos na mesa. –SE EU OUSAR PISAR NA CASA DOS WEASLEY EU NÃO SAIO INTEIRO NEM BEBENDO UM LITRO DE FELIX FELICIS!

–Calma, Draco, você não vai ao casamento dos Weasley, o Vitor vai. –Explicou Gwen, acariciando carinhosamente o ombro do noivo.

–Mas como eu vou ver a Granger? Eu não posso vê-la sem ser acusado de traição e sem botá-la em risco.

–Lembra da sua experiência na Bulgária como, bem, como eu? –Perguntou o Krum. –Então, acho que não faria mal algum se você usasse a poção polissuco mais uma vez, dessa vez com a minha autorização.

Parte de Draco queria protestar, falar que ver uma sangue-ruim não lhe faria bem algum, mas ele sabia que aquele não era mais ele e que os amigos só queriam o bem dele.

Ele não percebera o quanto queria ver a Granger até o Krum citar a possibilidade, e no mesmo instante percebeu o quanto estivera vazio nos últimos dias, agindo como alguém que ele não era.

Astoria não pôde deixar de notar como tudo, desde o modo com que ele tratava os outros até os sorrisos nos momentos mais aleatórios, havia melhorado após a conversa, ele deixara parte da amargura para trás e parecia cada dia mais ansioso, lembrando-se que cada dia vivido era um dia a menos entre ele e a Granger.

***

–Gwen? Você viu o Draco, querida? Eu preciso entregar-lhe as minhas roupas. –Perguntou o Krum, pousando uma mão carinhosamente nos ombros da noiva.

–Não. Ele deve estar na sala de estar com a Daphne e a Astoria, ele não passou por aqui. –Respondeu a mais velha das Greengrass, virando-se para o noivo e ficando na ponta dos pés para beijá-lo.

–Draco! –Ela separou o beijo abruptamente quando percebeu que aquele definitivamente não era o seu noivo. O Sonserino, no corpo do Búlgaro, não pôde evitar as gargalhadas, mesmo quando a corvina começou a bater nele com um livro.

–Primeiro a Daphne, agora você, -Comentou o Malfoy. Então levantou o tom de voz para que a bruxa na sala de estar pudesse escutá-lo. –Astoria, você é a próxima!

Então, ainda rindo, ele desaparatou, no exato momento em que Gwen pegara outro livro para atacá-lo. Dessa vez de capa dura.

Não conseguiu evitar uma exclamação de surpresa quando aparatou no quintal d’A Toca. Seu pai sempre lhe dissera que os Weasley eram extremamente pobres, Draco pensava que eles viviam em alguma caverna apertada, dormindo um por cima do outro. Mas, aparentemente, eles viviam no que parecia uma versão menor e mais desajeitada dos prédios trouxas. No extenso quintal dos Weasley, uma grande e elegante tenda se estendida por quase toda a área gramada, um palco no canto com uma famosa banda bruxa, várias mesas redondas espalhadas debaixo da tenda, compridas mesas de baquete com comida para todos os gostos e uma grande pista de dança no centro.

Antes mesmo de entrar na tenda ele a viu. Em uma mesa próxima à pista de dança estava a Granger, ao lado do Weasel, acompanhados pelos gêmeos Weasel e um homem baixinho de cabelo ruivo e crespo, provavelmente outro Weasley. Ele andou silenciosamente até a mesa, na direção de Hermione. Quando já estava próximo o suficiente para ouvir a conversa dos ruivos sobre um cara que tirava flores do bumbum ele disse, com os olhos presos na morena:

–Você está maravilhosa.

–Vítor! –Exclamou a menina, deixando cair a bolsa de contas e abaixando-se para pegá-la, um pouco corada. –Eu não sabia que você foi... Nossa que prazer vê-lo... Como vai?

Draco, ou melhor, Krum não pôde evitar um sorriso. Antes que ele pudesse falar qualquer coisa o mais novo dos Weasley rosnou:

–Por que está aqui?

–Fleur me convidou. –Respondeu, erguendo as sobrancelhas. Queria discutir com o Weasley, perguntar se ele era tão inseguro em relação a Hermione que rosnava para qualquer um que a elogiasse, mas deixou passar, sabia que Vítor Krum jamais faria algo desse tipo. E nesse momento ele era o Krum.

O ruivo de cabelo crespo, que se apresentou como Barny, apertou a mão do Búlgaro e disse ser um grande fã, oferecendo-se para mostrá-lo onde sentar. Relutante, Draco aceitou. Daria um jeito de ficar às sós com a Granger mais tarde, nesse momento só vê-la já bastava.

–O seu amigo não ficou satisfeito em me verr. –Comentou Draco, imitando o modo de falar e o sotaque do Krum. –Ou ele é seu parente?

–Primo. –Respondeu Barny, mas a atenção de Krum já estava focada nas primas Veelas da Fleur, que faziam o possível para chamar a atenção do famoso jogador de quadribol. Barny o deixou na mesa das Veelas e voltou para a dos Weasley. Um sorriso malicioso tomou conta do rosto bruto do Krum ao ver a mesa em que estava e agradeceu mentalmente aos céus ao lembrar que apenas os Krum e os Greengrass sabiam do noivado do Vítor e da Gwen. Enquanto eu não vejo a Granger eu posso me divertir um pouco, não posso? Pensou Draco, afinal, eu estou aqui para me distrair.

Após alguns minutos de conversa com as Veelas um murmúrio animado tomou conta do salão e aos poucos o salão caiu em um silêncio quase absoluto. Bill e Charlie Weasley surgiram na frente da tenda e alguém assobiou, o que arrancou uns risinhos das Veelas. Então balões dourados invadiram a tenda e todos os convidados pareceram prender a respiração quando Fleur entrou, acompanhada pelo Monsieur Delacour. Ela estava deslumbrante, com o seu vestido branco e o cabelo cautelosamente cacheado preso por uma tiara de pedras que devia valer mais que o salário de todos os Weasley juntos.

Draco deixou seu pensamento vagar enquanto um homem franzino fazia o mesmo discurso matrimonial de sempre. Ele só voltou à realidade quando o bruxo disse:

–...Então os declaro unido pela vida toda!

Os noivos se beijaram e, não muito depois, foram para a pista de dança, seguidos pelos demais convidados.

Vendo na pista de dança a oportunidade perfeita, Draco procurou Hermione com os olhos, encontrando-a na mesma mesa de antes. Ele apressou-se em sentar se na cadeira desocupada quando Luna Lovegood levantou-se para dançar.

Antes que pudesse falar qualquer coisa, porém, o Weasley pegou a mão de Hermione e disse, bruscamente:

–Vamos dançar.

A menina aceitou sem questionar e desapareceu na pista de dança com o Ron.

–Ah, eles estão juntos agora? –Perguntou Draco, sentindo as pequenas facadas dos ciúmes em seu estômago.

–Mais ou menos. –Respondeu o ruivo de cabelos crespos, o qual Draco esquecera o nome.

–E você, quem é mesmo?

–Barny Weasley.

O olhar de Draco encontrou Gina, que acompanhava Luna na pista de dança. Seu cérebro rapidamente pensou em uma maneira de fazer com que o Weasley tirasse as patas da Granger.

–Essa garota é muito bonita. –Apontou para Gina. –Também é parente sua?

–É. –Respondeu Barny bruscamente. –E está namorando alguém. Um cara grandalhão. Ciumento. Você não iria querer cruzar o caminho dele.

Draco riu ao perceber que aquele era o Potter. E eu o achei gente boa por um segundo! Para disfarçar a sua atitude ele disse:

–Qual é a vantagem de ser jogador internacional de quadribol quando todas as moças estão comprometidas?

Então Draco se levantou e foi para a pista de dança. Ele tinha que falar com a Granger.

Quando finalmente encontrou a familiar nuvem de cachos castanhos, aproveitou para chegar perto dela e falar:

–Me concede essa dança?

Relutante, Ron soltou a morena e rosnou:

–Só uma música.

Draco pôs as mãos na cintura da menina e começou a dançar no ritmo da música. Quando o Weasley já estava a uma boa distância ele sussurrou:

–Oooh, Granger, como eu senti a sua falta!

–Draco?? –Amorena não conseguiu esconder a sua surpresa. Por um segundo o Malfoy achou que ela fosse beijá-lo ali, na frente de todos, mas ela fez algo ainda mais inesperado. Ela plantou um tapa com tanta força no rosto do Krum –Ou Malfoy, como preferir- e ele teve certeza de que o som ecoara por toda a festa.

–Ai meu Merlin! Desculpa! Eu não queria te machucar! –Falou Hermione, pousando uma mão delicadamente onde acertara o garoto. –Se bem que você mereceu, por tudo aquilo que você fez à Katie, ao Ron e quase fez ao Dumbledore.

–Eu sei! Eu sei! Eu fiz coisas horríveis, mas eu não tive escolha! Como você acha que eu estou, feliz com tudo isso? Não! Todo dia eu sou lembrado das coisas horríveis que eu fiz, todo dia eu me lembro do quanto eu me odeio! E tudo em que eu cosigo pensar é nele, em como ele vai ficar quando tudo isso acabar.

–Ele? –Perguntou Hermione, confusa.

–É, ele, Lucius Malfoy, meu pai, o maldito Comensal Da Morte que me criou. Quando tudo isso acabar, ele vai ficar devastado, sabe, ele já não voltou muito bem de Azkaban, e minha mãe vai ficar ainda pior ao vê-lo assim, ela o ama muito. Já tem um tempo que eu venho pensando em apagar a memória dele quando tudo isso acabar, se algum de nós sobreviver.

Isso foi suficiente para que a Granger caísse no choro, com o rosto apoiado no ombro do Krum. Sem saber o que fazer ou dizer, Draco lançou-lhe um olhar confuso.

–Não. Não faça isso. –Disse a menina firmemente, recuperando a compostura. –Você não sabe a dor de apagar a memória de alguém, de tirar uma parte da pessoa, tudo o que a pessoa é, dependendo do caso. Você não sabe a dor de saber que os seus pais não têm ideia de que têm uma filha, de saber que eles não se lembram de todos os bons momentos que vocês viveram juntos. Afinal, qual é o sentido de todas essas boas memórias se elas serão esquecidas?

–Ah não. Por favor, Hermione, por favor, me diz que você não fez isso! –Disse o Malfoy sacudindo a menina. Hermione assentiu lentamente, as lágrimas lutando para saírem dos seus olhos. –Oh, Merlin! Como você está? Você está bem?

Draco se arrependeu das palavras assim que elas saltaram da sua boca. É claro que ela não está bem, gênio! Ela se apagou da vida dos pais! Xingou-se mentalmente o Malfoy.

A menina abriu a boca para responder, mas Draco não escutou, pois uma dor aguda tomou conta do seu antebraço, e com ela uma voz gélida:

–Meus caros comensais, vocês têm me servido fielmente, mesmo quando eu estava teoricamente morto. Nós lutamos lado a lado com um objetivo comum: limpar a sociedade bruxa e dar a magia apenas àqueles que a merecem por sangue. E é com grande orgulho que eu anuncio que o ministro está morto! O ministério da magia é nosso!

–Draco? Você está bem? –Perguntou Hermione ao corpo caído de Krum. O menino de súbito abriu os olhos e sussurrou:

–Você precisa sair daqui. Agora. O ministro foi morto, Voldemort está no controle do ministério. Em poucos minutos eles estarão aqui. Vá!

Hermione beijou-lhe a bochecha e correu à procura dos amigos. Quando ela finalmente os encontrou, o patrono de Kingsley invadiu o salão apenas para confirmar as palavras do Malfoy. O ministério caiu. Não muito depois os comensais invadiram a festa, e Draco assistiu com olhos cautelosos enquanto Hermione e seus amigos desaparatavam para um lugar mais seguro.

Com um suspiro de alívio, o Malfoy também desaparatou. Para a sua surpresa, não aparatou no seu quarto, como planejara. Mas nos jardins da Mansão Greengrass. Se perguntando por que fora parar logo ali, ele sorriu pelo erro de cálculo. Precisava dos amigos mais do que nunca.

Notas finais
Então, gostaram? Não? Por que? Sua opinião é sempre bem-vinda! Além disso, eu também adoraria sugestões de músicas (Ou de trechos de músicas) que lembrem de vocês da fic, dos personagens. (Eu estou pensando em botar um trecho de cada música nas notas iniciais de cada capítulo, já tenho até uma lista, mas não é suficiente para todos os capítulos que vêm por ai) Então se vocês têm alguma sugestão, eu adoraria ouvir! E, sim, eu mudei algumas coisas do casamento da Fleur porque 1.Eu comecei a escrever esse capítulo há muito tempo, junto com os primeiros da fic 2.Eu não estava com o meu livro "As relíquias da Morte" quando eu escrevi, eu só peguei meu livro ontem e usei para ter certeza de que as falas dos personagens estavam certas 3.Como na fic era o Malfoy usando o corpo do Krum, eu tirei a discussão do Krum com o Xenofilio Lovegood. Enfim, espero que tenham gostado! E já vou avisando: não criem esperanças de que eu vou postar o próximo capítulo tão rápido como esse! Bjs!