Polissuco

15 A festa do Slug


Notas iniciais
Olá!
Antes de tudo eu queria agradecer à Lilith Kiraly pela recomendação maravilhosa, muito obrigada, linda!
Eu também queria avisar que o final do capítulo foi retirado do livro "O Enigma do Príncipe", mas eu que traduzi, e aproveitei para mudar algumas palavrinhas para que o trecho se encaixasse ao estilo da fic. (Resumindo: eu foquei mais no Draco).
Enfim, espero que gostem do capítulo!

Mais uma vez a escola estava em ritmo de festa. Alunos arrumavam suas malas, trocavam presentes adiantados, ou faziam sua própria comemoraçãozinha de Natal enquanto uma minoria selecionada aproveitava do bom e do melhor no escritório do professor Slughorn.

Hermione Granger fazia parte dessa pequena minoria, mas, ao contrário dos outros convidados, não estava aproveitando um minuto sequer da festa do professor de poções. Esquivando-se entre estranhos e escondendo-se atrás de cortinas, a menina procurava Harry ou um bom lugar para se esconder, tudo o que ela queria era se livrar do McLaggen.

Enquanto isso, no andar de cima, Draco Malfoy xingava inutilmente um velho armário que, supostamente, devia funcionar. Ele abria e fechava o armário, como se o objeto pudesse voltar a funcionar magicamente, mesmo que nenhum feitiço tivesse funcionado.

Frustrado, ele pegou um jarro cuidadosamente pintado que estava cuidadosamente escondido entre duas pilhas de roupas velhas e o jogou com toda a força no chão. Quando o jarro quebrou em mil pedacinhos, ele fez questão de pisar em cada um deles até que só restasse pó.

No final todos somos como esse jarro, pensou o Malfoy, no finais todos, independentes da nossa aparência, viramos pó.

Quando o garoto partiu para quebrar mais um objeto, dessa vez uma tiara tão bonita que dava pena tocar, ele ouviu um estalo. O loiro correu para o armário, mesmo tendo certeza de que não havia conserto para o objeto, e abriu a porta o mais rápido que pôde e não conseguiu acreditar no que via. Ali, no armário que não funcionava, estava uma garrafa de hidromel e um cartão.

Na garrafa de hidromel havia uma etiqueta que dizia:

Horácio Slughorn,

Envio-lhe uma garrafa do Hidromel favorito do professor Dumbledore, como o senhor pediu. Considere-a um presente.

Dyonisius Porpatt (representante da Hidro-Mels).

E o bilhete, escrito numa letra garranchada, era nada menos, nada mais que uma recomendação para que Draco não tomasse, sob circunstância alguma, o Hidromel.

Realizado, o garoto apontou a varinha para a garrafa e, sem uma palavra sequer, transformou-a em um anel, que ele calçou na mão direita, no mesmo dedo que o anel Malfoy.

No andar de baixo, Hermione ainda fugia descaradamente de Córmaco McLaggen, passando por baixo de mesas e se metendo em conversas alheias. Harry e Luna ainda não haviam chegado e não havia nenhum amigo por perto, então ela continuou a sua incessante busca ao esconderijo perfeito.

Depois de dez minutos fugindo do seu par, Hermione Granger encontrou uma pequena passagem, que levavam ao segundo andar do escritório do professor. Por um momento ela hesitou, sabendo que o que quer que fique no segundo andar deve ser muito pessoal para o professor. Mas então percebeu que preferia levar uma detenção a ter que tolerar o McLaggen, com quem supostamente estava namorando, como disse a Pavarti.

Foi com surpresa que percebeu que as escadas a levaram ao sétimo andar da escola. Então se lembrou de que o corredor estaria fechado para evitar penetras na festa.

Só para garantir que o McLaggen não a encontrasse, ela seguiu até uma parede branca, parando em frente à tapeçaria que mostrava Barnabás golpeado por trasgos. Ela sabia que se passasse três vezes pela sala, encontraria um lugar para se esconder onde o McLaggen dificilmente a encontraria.

O Malfoy ouviu passos no corredor. Com toda a cautela possível, ele abriu uma brechinha da porta, para se certificar de que não havia ninguém no corredor e ele poderia, enfim, sair da sala precisa.

Tudo o que ele viu, porém, foi uma menina, andando de olhos fechados na frente da sala e sussurrando algo inaudível. Com um arrepio ele reconheceu a garota, e logo as lembranças o atingiram.

Ele deslizou para fora da sala, e a porta atrás de si desapareceu.

Antes que Hermione passasse pela terceira vez em frente à Sala Precisa, uma mão gelada cobriu a sua boca e a puxou para trás. Seu corpo colidiu em outro, mais esguio, e ela tentou gritar, mas a mão comprida abafou o som. Ela abriu os olhos e tentou descobrir quem a estava segurando, mas a pessoa aplicava força suficiente para evitar que ela escapasse, mas com cuidado para não machucá-la.

Shhhhhhh Fez o seu sequestrador e os pelos da nuca descoberta de Hermione se eriçaram. Ela conhecia perfeitamente aquele perfume caro, por mais que tivesse detestado o cheiro por anos. Calma, sou eu, eu não queria te assustar.

Aos poucos Hermione foi relaxando e o Malfoy soltando o aperto. Quando estava finalmente livre, ela olhou para o Malfoy e disse, furiosa:

Nossa, que ótimo jeito de não me assustar. Claro, porque sempre que tampam a minha boca por trás eu devo me acalmar. Você já foi mais inteligente, Malfoy.

Draco riu.

Foi mal, é só que eu ainda não me acostumei a ser bonzinho, ou parte bonzinho. Disse o garoto com um sorriso no rosto. Ele puxou a Granger para perto de si. Enfim, ainda não me acostumei a não ser malvado.

Não acho que você tenha sido malvado. Falou a Granger, baixinho, jogando os braços ao redor do pescoço do Malfoy. Você só fazia aquilo que acreditava ser certo.

Oh, Granger, não acabe com o meu charme de badboy!

A menina riu nervosamente e ele aproveitou a oportunidade para beijá-la.

No inicio, os dois estavam constrangidos, desde o que aconteceu no banheiro da Murta os dois não conseguiam sequer olhar para o outro sem enrubescer, mas logo foram se soltando e, mais uma vez, estavam na Bulgária, inconscientes do que estavam fazendo, mas conscientes do calor um do outro.

Hermione afastou o rosto do de Draco e enterrou o rosto no pescoço do garoto.

Sério, você nunca foi malvado,apenas... iludido. As palavras da garota foram abafadas pelo corpo do loiro, mas mesmo assim ele entendeu o que ela disse. Você achava que aquilo era certo, você...

Ele também acha que o que ele faz é certo. O Lorde Das Trevas, digo. Você realmente acha que ele faz tudo isso pelo prazer de fazer algo ruim? Claro que não! Ele também acha que está certo! Não está vendo, não existe certo e errado! Apenas trevas e luz, mas não se pode dizer qual está certo!

A garota pensou por um instante e disse, numa voz baixinha:

Você está certo, não existe essa coisa de certo e errado. Então percebeu a contradição do que acabara de falar. Então continuou: -Mas a vida nos dá motivos suficientes pra sabermos onde nos encaixamos, no que acreditamos, e eu tenho certeza de que a vida vai lhe mostrar o lado a que você pertence.

Assim espero, pensou o garoto, porque atualmente a vida vem se mostrando uma grande merda.

-Vo-você acha que eu vou fazer a escolha errada? Perguntou Draco, hesitante.

-Não, você vai escolher o que é melhor, seja para você ou para os outros. Você é muito esperto, Draco, não acho que vá se arrepender de qualquer decisão.

Aaah, mas eu já me arrependi, pensou Draco, lembrando da noite na Bulgária, quando ele apagou a memória da garota.

-E se eu não tiver escolha?

-Sempre há escolha. Respondeu Hermione, subindo na ponta dos pés para beijar o garoto. Ele queria argumentar, falar que naquele exato momento ele não tinha outra escolha senão fazer o que Voldemort mandava, mas foi calado pelos lábios da garota.

Todo o constrangimento e delicadeza dos beijos anteriores foram completamente esquecidos e substituídos por uma estranha voracidade.

Draco não conseguiu afastar a sensação de que estava fazendo algo terrivelmente errado. Essa sensação, porém, queimava em suas veias, fazendo com que uma estranha adrenalina tomasse conta do seu corpo.

Hermione, mais uma vez, teve a sensação de que eles já estiveram juntos antes. Não conseguia acreditar que os movimentos dos dois fossem tão sincronizados, era como se eles já conhecessem um ao outro.

Flashes de uma noite fria na Bulgária vinham a sua mente. Um Malfoy irritado. Um beijo roubado. Lágrimas. Um pedido de desculpas. Outro beijo. Mais lágrimas. Mais um pedido de desculpas. O vazio total.

Ela se afastou do Malfoy, ofegante, os lábios dormentes e inchados, e, pela primeira vez em muito tempo, olhou diretamente para ele, examinou seu rosto, penetrou seus olhos. Não havia percebido como ele parecia acabado. Não apenas pela pele acinzentada e pelas olheiras que enfeitavam seu rosto cansado, mas pelos seus olhos. Seus olhos cinzentos, geralmente frios e impenetráveis, estavam exalando tristeza. De certa forma ela se sentiu grata pelo garoto deixá-la ver um pedacinho de sua alma, um pedacinho de que ele realmente era. Mas não pôde evitar um sentimento de tristeza e pena pelo garoto, ele realmente estava passando por uma fase ruim.

-Desculpa, Draco, eu tenho que ir. Combinei de encontrar o Harry lá embaixo e o McLaggen deve estar louco atrás de mim.

-McLaggen? Córmaco McLaggen? Perguntou o garoto, perplexo. Não posso acreditar que você veio com aquele porco! Ele só pensa em si mesmo! É arrogante, só fala em si! Você merece coisa melhor, Herimone.

-Não sei se você sabe, mas é exatamente assim que a maior parte das pessoas te vê.

Touché. Falou Draco com um sorrisinho no rosto.

Mas, diferente de você, ele realmente é um porco egocêntrico.

Então por que você veio com ele?

Durante um dos meus acessos de ciúmes do Ron eu meio que convidei o Córmaco para deixar o Ron com raiva. Sabe, eles meio que se odeiam.

Várias pessoas odeiam o Weasley, você podia chamar qualquer um, menos o porco do McLaggen! Por que você não chamou... sei lá... eu? O Malfoy falou um pouco alto de mais. Só então percebeu seu erro.

Shhh! Não precisa gritar! Eu não lhe chamei porque quase todos que eu conheço te odeiam, e se eu te trouxesse para a festa o Harry ia me esfolar viva. Eu já perdi um melhor amigo, não quero perder o único que eu ainda tenho. Além disso, ele tem uma estranha teoria de que você é um comensal da morte e que você que enfeitiçou a Katie Bell.

O Malfoy nada disse, apenas abaixou a cabeça.

Hermione olhou para ele, perplexa. Sabia que o garoto estava passando por uma situação difícil e que estava sendo obrigado a fazer alguma coisas para salvar o pescoço dos pais, mas jamais imaginara que a situação tinha chegado a esse ponto.

Bem, eu tenho que ir. Disse, por fim. Ela realmente não sabia o que fazer naquela situação.

Vai correndo contar para o seu amiguinho Potter que ele estava certo pela primeira vez na vida? Perguntou o Malfoy secamente.

Não. E não, o Harry não está certo. Ele acha que você é uma espécie de mini-Voldemort criada para fazer maldades e maldades apenas. Mas você é bom, você só não age como uma pessoa boa, mas é bom.

Ela subiu na ponta dos pés, beijou sua testa e sussurrou:

Seja lá o que você tem que fazer, eu confio em você, sei que fará as escolhas certas.

Então desapareceu no corredor mal iluminado.

Assim que voltou a festa, Hermione sentiu-se meio tonta, por todos os sons, luzes e cores diferentes. O encontro com o Malfoy a fizera esquecer como era a vida real. Com ele tudo parecia simples e fluía de modo automático, sem sons, luzes ou cores exagerados, apenas o necessário para ver a vida como ela é.

Hermione! Hermione! Gritou um menino a uma certa distância, Hermione logo reconheceu os cabelos pretos bagunçados.

Harry! Ai está você, que bom! Oi, Luna!

O que aconteceu? — Harry perguntou, para Hermione que parecia distintamente desordenada, como se tivesse acabado de lutar com uma moita de visgo-do-diabo.

Oh, eu acabei de fugir. Quer dizer, eu acabei de deixar o Córmaco. -Ela disse. -Debaixo do visgo. — Ela explicou, quando Harry continuou olhando para ela, questionando-a.

Bem feito por ter vindo com ele. Falou Harry, severamente.

Eu pensei que isso aborreceria Ron — Explicou Hermione desapontada. -Eu considerei, durante algum tempo, o Zacharias Smith, mas, em geral

Você considerou o Smith?! Exclamou Harry, revoltado.

Sim, considerei, e estou começando a desejar tê-lo escolhido, McLaggen faz Grope parecer um cavalheiro. Vamos por aqui, podemos perceber quando ele estiver vindo, ele é tão alto...

Depois de quinze minutos, o Malfoy levantou-se para voltar à festa. Já tinha dado tempo suficiente para descer sem levantar suspeitas sobre ele e Hermione.

Venha comigo, rapazinho. Disse uma voz rouca, e mãos trêmulas seguraram os ombros do garoto, por trás.

E-eu estou na festa. Justificou-se o garoto.

Veremos. Respondeu Filch, que guiou o menino escada a baixo. Eles atravessaram a multidão de pessoas até um canto onde conversavam Slughorn, Trelawney, Snape, Potter e Lovegood.

Professor Slughorn- Ofegou Filch. -Eu peguei este menino espreitando um corredor do andar superior. Ele diz ter sido convidado a sua festa e ter partido atrasado. Você realmente o convidou?

Malfoy se livrou das garras de Filch, parecendo furioso.

Não, eu não fui convidado! Admitiu, furiosamente. -Eu estava tentando entrar, feliz agora?

Não, não estou! Respondeu o zelador. -Você está em apuros, isso sim! As ordens superiores mandam não rondar por ai, a menos que você tenha permissão, não é?

Certo, Argus esta certo, -Disse Slughorn -É Natal, e não é um crime querer vir a uma festa. Então, nós esqueceremos qualquer castigo. Você pode ficar, Draco.

Malfoy deu seu melhor sorriso e agradeceu a Slughorn por sua generosidade.

Não é nada, nada, — Slughorn disse, renunciando aos agradecimentos de Malfoy. Eu conheci seu avô, afinal...

Ele sempre falou muito bem sobre você, senhor,- Malfoy apressou-se a dizer. -Disse que você era o melhor para fazer poções...

Eu gostaria de ter uma palavra com você, Draco- Interrompeu-os Snape.

Agora, Severo, — Slughorn disse soluçando novamente. -Por Cristo, não seja muito

duro-

Eu sou o Diretor da Casa dele e eu decidirei quão duro, ou caso contrário, gentil

devo ser. Disse Snape ríspido. — Siga- me, Draco.

Eles partiram, Snape a frente acompanhado por Malfoy, que parecia ressentido. Snape entrou na última sala do corredor e Draco fechou a porta atrás de si.

Você não pode cometer erros, porque se você for expulso Começou Snape, indo direto ao ponto. Draco sabia perfeitamente sobre o que ele estava falando.

Eu não tive nada a ver com isto, certo?

Eu espero que você esteja contando a verdade, porque isso foi tolo e desajeitado. Você já é suspeito de ter uma mão nisto.

Draco suspirou. Sabia que o plano não foi bem bolado e, consequentemente, a maldição caíra sobre a Katie Bell. Também sabia que era suspeito de tê-la enfeitiçado.

Quem suspeita de mim? -Disse Malfoy furiosamente, mesmo sabendo que o Potter era o primeiro na lista. Ele só não confiava no Snape e não queria o professor se metendo na sua vida. -Da última vez, eu não fiz nada, certo? Aquela garota, Bell, deve ter algum inimigo e não sabe. Ele parou subitamente, sentindo alguém tentando invadir sua mente. — Eu sei o que você está fazendo, eu não sou estúpido, mas isso não funciona! Eu posso parar você!

Houve uma pausa e, então, Snape disse baixo:

Ah. . . Tia Bellatrix tem lhe ensinado Oclumência, eu vejo. Que pensamentos estará você tentando esconder de seu mestre, Draco"?

Eu não estou tentando esconder qualquer coisa dele, eu só não o quero que você se intrometa!

Então, é por isso que você tem me evitado? Você temeu minha interferência? Você percebeu isso, tendo faltado e não veio a meu escritório quando eu tinha lhe dito repetidamente para ir lá, Draco -

Então, me ponha em detenção! Informe para Dumbledore ! -Zombou Malfoy. O que menos queria era explicar alguma coisa para Snape. Simplesmente não confiava nele.

Você sabe perfeitamente que eu não posso ou desejo fazer qualquer uma dessas coisas. Disse Snape, lentamente.

Você agiria melhor parando de dizer me para ir ao seu escritório!

Escute me Falou o professor, quase sussurrando. — Eu estou tentando ajudar. Eu jurei a sua mãe que eu o protegeria. Eu fiz o Voto perpétuo, Draco -

Vocês terão de quebrá-lo, então, porque eu não preciso de sua proteção! É meu trabalho, ele deu isto para mim e eu estou fazendo, eu tenho um plano e vou cumprir, só está levando um pouco mais de tempo que eu pensei que iria !

Qual é o seu plano?

Não é assunto seu!

Se você me contar o que você está tentando fazer, eu posso ajudar...

Eu tenho toda a ajuda de que preciso, obrigado. Eu não estou só!

Você estava sozinho, certamente, esta noite, na qual foi tolo ao extremo! Vagando pelos corredores sem vigia ou auxilio, estes são erros elementares .

Eu teria Crabbe e Goyle comigo se você não os tivesse posto em detenção!

Controle sua voz! Rosnou Snape para Malfoy que tinha subido sua voz excitadamente. -Se seus amigos Crabbe e Goyle pretendem passar nos N.O.Ms defesa contra as artes das trevas, eles precisarão trabalhar melhor do que eles estão fazendo apes-"

O que importa? Interrompeu-lhe Malfoy. -Defesa Contra as Artes das trevas. Parece piada, não é? Um ato? Como se algum de nós precisasse dessa Defesa-

Este passo é crucial para nosso sucesso, Draco! -Disse Snape. -Onde você acha que eu teria chegado todos estes anos, se eu não soubesse agir? Agora me escute! Você está sendo descuidado, vagando à noite, se for pego, e se você está colocando sua confiança em assistentes como Crabbe e Goyle!

Eles não são os únicos, tenho outras pessoas a meu lado, pessoas melhores!-Justificou o garoto.

Então por que não confia em mim? Eu posso-

Eu sei como você é! Você quer roubar minha glória! Disse Draco, mas não era verdade. Apenas não confiava em Snape. Sabia que ele era um agente duplo, só não sabia para qual lado.

Houve outra pausa, então Snape disse, friamente:

Você está falando como uma criança. Eu entendo totalmente que a prisão de seus pais o transtornou, mas-

Aquilo bastou para que Malfoy se revoltasse. Ele se levantou e saiu da sala, fazendo questão de bater a porta o mais forte o possível.

Ao passar pela festa, ele nem se deu o trabalho de procurar Hermione, tudo o que ele queria era um pouco de paz. Ele só não sabia que não teria a tão desejada paz tão cedo.

Notas finais
Então, o que acharam do capítulo? Eu adoraria saber a sua opinião.
Ficou um pouco grande, mas é para compensar a demora :)
Até o próximo capítulo!