─ Law-nii! Por que você mentiu pra mim?

─ Como assim, do que você tá falando?

─ Você não me contou que tava namorando! Isso é sério mesmo?

─ Como é que é?

Como se já não bastasse ser interrompido por Penguin ao retornar para o quarto, quando na verdade só queria descansar, Law ainda teria que lidar com seu companheiro ruivo o enchendo de perguntas. E o pior, exatamente a pergunta que ele menos queria responder.

Penguin estava totalmente apreensivo e com raiva após ter descoberto toda a mentira que o outro havia contado por anos. Ele estava com um olhar sério, segurando os ombros de Law com força e o encarando até ter sua pergunta respondida com sinceridade.

─ Esse tipo de coisas você precisa me contar! Por que você não me disse antes?

─ P-Penguin, calma. Do que você tá falando exatamente? ─ Law ficou coagido, querendo desviar aquele assunto ou arrumar uma desculpa para não falar do seu relacionamento com o moreno.

─ Eu chamei a Taiga pra vir aqui e ela me contou tudo sobre o seu "namoro secreto".

─ VOCÊ CHAMOU UMA PROSTITUTA PRO CIRCO? Cara, você ficou completamente maluco! O Luffy conhece essa mulher, se ele a visse eu estaria ferrado!

─ Ela mora aqui por perto e eu também não queria ficar sozinho o dia todo. Não muda de assunto! Você contou o seu caso pra ela e não contou pra mim, seu melhor amigo?

─ Melhor amigo o caralho, você namora uma psicopata que quer me matar!

─ Para de mudar de assunto! Por que você não me contou do seu namoro?

─ Tsc, porque eu sei que você ia ficar me enchendo o saco. E porra, eu paguei pra essa mulher ficar de bico fechado! ─ Law se afasta do amigo ruivo e vai sentar na sua cama, mas Penguin logo vai atrás dele.

─ Isso não é desculpa, você tinha que me contar de qualquer jeito! E não se preocupa, eu não fiquei chateado com você.

─ Não ficou? Eu achei que você ia ter um ataque...

─ Tá certo, é meio estranho e eu nunca imaginei isso de você, mas também não é por isso que eu iria brigar contigo. Pelo menos explicou o motivo de você nunca aceitar ir às festas comigo.

─ Se eu soubesse que você não se importaria eu teria contado antes... bom, foi mal ter mentido pra você.

─ De boa, mas não faz isso nunca mais, tá? Eu quero confiar em você de verdade.

─ Ok, sem mais mentiras à partir de hoje. ─ Eles dão um aperto de mão e um leve sorriso no rosto.

─ Mas me conta! Desde quando vocês estão juntos?

─ Desde sempre eu acho, não tem uma data específica.

─ Isso é tão daora! Eu nunca conheci ninguém com um relacionamento tão complicado assim e a Taiga também me disse que você não esconde a sua namorada de ninguém além de mim. Tá, essa parte foi meio ruim, mas releva.

─ É, eu não gosto de escon... pera, você disse "namorada"?

─ Noiva? Amante?

─ D-De quem estamos falando, exatamente?

─ Ué, a Taiga me disse que você tá namorando a Charlotte. [N/A: nome real da BigMom]

─ Charlotte...? ─ Ele nem sabe quem é. ─ É, isso aí. Pfft, óbvio.

─ E ela é a gerente do hotel onde você mora, isso deve te dar muitos descontos! Genial! Só me assustou o fato dela ter oitenta anos e pesar uns 120kg.

─ C-C-Cento e v-vinte... ─ Ele já se arrependeu de ter aceitado a mentira da Taiga e, inclusive, pensava em formas de matá-la neste momento.

─ É! Hahaha, não sei nem como você aguenta! Mas tá bom, nós não escolhemos quem amamos.

─ É-É, eu acho... ─ Estava em choque.

─ Mas esse lance de namoro tá dando trabalho ultimamente. Mês passado eu descobri que um idiota que eu conhecia tava namorando uma engravatada. Dá pra acreditar?

─ Pff, que absurdo, deve ser mesmo um idiota.

─ Nós tínhamos alguns negócios juntos, mas depois disso eu não conseguia mais olhar pra ele, então eu sujei o nome dele pra algumas pessoas e agora ele está no Brasil, levando facadas em assaltos e morando numa kitnet. Eu consegui ficar com o dinheiro dele, hahaha!

─ V-Vamos mudar de assunto...

─ Claro, sobre o que você quer falar?

─ Ah, agora que nós prometemos ser sinceros um com o outro eu decidi te contar uma história. ─ Law fica sério. ─ É sobre o tal anel.

─ Oba! Flashbacks!

─ Você sabe quem é Joker, né?

─ Sei, é simplesmente o cara mais importante do mundo. É ele quem controla as negociações no submundo, fica de olho nos engravatados e toma conta de tudo. Ninguém sabe quem ele é, alguns dizem que ele é um robô ou um computador ao invés de uma pessoa real. Por quê?

─ Ele é um loiro ridículo e eu meio que já fui "companheiro" dele.

─ O QUÊ? V-VOCÊ J-JÁ FOI SUBORDINADO DELE?! ─ Penguin se espanta.

─ Opa, subordinado o caralho. E foi ele quem me deu o anel de presente há treze anos.

─ P-Pera, o Joker, a pessoa mais foda do mundo, te deu um anel de OURO e você joga ele numa lixeira em LAS VEGAS?!

─ Sim, o meu tio era informante dele, então ele me pôs lá. Foram os dois piores anos da minha vida.

Flashback de 15 anos atrás narrado por Law

O que eu vou te dizer agora é secreto, tá? Se descobrirem você pode morrer, então fica de boca fechada. Tudo aconteceu quando eu tinha quinze anos e estava na faculdade, estudando como uma pessoa normal e tentando me afastar do Kid pra ter um mínimo de sossego. Eis que surge o Joker na minha frente, em um local onde só tínhamos nós dois.

─ Olá! Você é Trafalgar Law?

─ Quem porras é você? ─ Eu odiava quando atrapalhavam minha leitura.

─ Fufufu, bem que o Adams me disse que você era boca suja, mas eu acho que isso vai mudar. Eu sou o Joker.

─ J-Joker? Q-Quer dizer, aquele cara super perigoso e malvado?

─ Pelo jeito você fez a sua lição de casa, fufufu. Eu vim aqu─

─ Você é o Loiro Magia? Você é mais feio do que eu pensei, puta que pariu.

─ L-Loiro quem..?

─ É assim que o tio Adams te chama. Agora vai embora, tá fazendo sombra no meu livro e eu preciso estudar pra prova.

─ Hã? Ei, olha como fala comigo, garoto. Não é só por você ser uma criança que eu vou te pena de você. Você sabe quem eu sou?

─ Tô pouco me fudendo pra quem você é e eu sei que você não pode me matar.

─ Então me ouve. O Jack vêm falando muito de você, então eu decidi te dar uma oportunidade única de trabalhar comigo. Vai querer?

─ Claro que não, vaza daqui, loiro idiota.

─ Como é que é? Eu não costumo deixar pirralhos falarem esse tipo de merda pra mim se─

─ Foda-se! Pra mim você é só um inútil que vive na sombra de gente muito mais forte que você, então sozinho você não é nada. Além disso, é mais fácil VOCÊ trabalhar pra MIM.

Depois disso aconteceram coisas que você definitivamente não precisa saber, mas o importante é que eu realmente aceitei a proposta do Joker. Ou melhor, eu fui coagido a aceitar, graças a presença de um ruivo idiota chamado Drake, que cursava criminologia.

Ele era meu melhor amigo na faculdade e também uma espécie de "rival" que ficava competindo comigo por qualquer merda. A gente fazia algumas coisas juntos também, como trocar a água do bebedouro por GHB e drogar a diretora, mas isso não vem ao caso.

De qualquer maneira, o Joker tem uma espécie de "exército próprio". Ele costuma dar aos seus subordinados mais importantes títulos que remetem à jogos de cartas, tais como Corazón, Pica, Trébol e Diamante. Daí já deu pra perceber o motivo que o Dellinger adora usar esse nome ridículo pra me irritar.

Cada um tem uma função. O Pica matava as pessoas que o Joker queria, era tipo um serial killer particular. O Diamante é quem cuida do dinheiro e das transações do submundo. O Trebol é tipo um mentor que treina os outros subordinados, cuida das reuniões lá de dentro e recruta pessoas pro bando. Uma espécie de 'braço esquerdo'.

E, por último, o Corazón. Ele não faz porra nenhuma e só serve pra ficar tropeçando e pegando fogo, mas ele é a carta mais importante do jogo. O braço direito que ficará no lugar do Joker depois que ele morrer. Quando eu fazia parte do bando, o Cora-san como eu gosto de chamar, era o irmãozinho dele, mas já morreu há muito tempo e eu não sei quem ficou de substituto.

Além disso, tem o Jack, que é o informante do Joker. Antigamente o Jack era um cara chamado John Adams, que era chefe do FBI. O Jack é sempre alguém ligado ao governo de alguma forma e geralmente faz parte de alguma instituição, seja da Scotland Yard, como da KGB, FBI e etc.

Depois que o Adams foi expulso ele foi morto pelo sucessor dele, que é a porra do Drake. Os outros membros podem sair quando quiserem, mas quando o informante é expulso, ele é obrigado a ser morto pra não vazarem informações sobre o bando.

Há um tempo atrás, eu descobri que essa merda de Drake trabalhava na Yard e era chefe do Luffy. Quando eu soube disso eu quase cometi suicídio em pensar que seria obrigado a servir a ele, mas por sorte ele se demitiu. Mesmo assim, ele é muito famoso lá e tem vários quadros dele, o que me irrita muito e me dá vontade de vomitar. Ele me assombra.

O Adams é uma espécie de tio pra mim. Ele, junto com o pai do Kira, era parceiro do meu pai e eles formavam um trio, já que esse ruivo era legista dele. É tipo uma espécie de Kid mais inútil e irritante, e o meu pai não era preso graças a proteção que ele tinha do Jack e do Joker.

Flashback off

─ Você não pode contar isso pra absolutamente NINGUÉM.

─ Wow, isso tudo é muito foda! Por que você saiu de lá? Eu daria a minha vida pra trabalhar pro Joker e ainda ganhar um anel de presente.

─ Penguin, o importante é a sua mulher psicopata. Se ela sabe do anel, então ela trabalhava pra ele de alguma maneira.

─ Meu deus! Eu sou parceiro de uma pessoa que mandou o Joker se foder e ainda namoro uma mulher maravilhosa que trabalha pra ele! Eu sou muito sortudo!

─ Não conta nada disso pra ela, tá?

─ Não vou contar, relaxa. ─ Foi só Penguin acabar de falar que seu celular começa a tocar e ele logo atende. ─ Alô, Robin?

─ A LOUCA TÁ TE LIGANDO? ─ Law fica assustado e começa a olhar em volta pra ver se tem câmeras no local. ─ Meu Deus, ela tava ouvindo isso?!

"Penguin, consegui vender aquilo. Preciso de você aqui."

─ Beleza, tô indo! ─ Ele desliga o celular. ─ Relaxa, Law-nii, são outros assuntos.

─ Que susto...

─ Bom, mas eu preciso ir agora. Foi bom te ver aqui.

─ Já vai? Tá tarde e tá chovendo muito, não é melhor você ir de manhã?

─ Minha deusa tá me chamando, eu não posso negar! E eu gosto de frio.

(…)

Enquanto tudo isso ocorria, ainda de noite e debaixo da tempestade que assombrava a região, uma certa mulher de cabelos verdes junto a um homem com um pombo no ombro se manifestavam. Monet e Rob Lucci estavam na cidade grande, bem afastados do circo, exercendo suas funções.

Vagando como duas almas leves, eles estavam indo até a casa de uma certa garotinha. Ela tinha dez anos, portava cabelos loiros e tinha algumas sardas no rosto, além de olhos verdes. Quando chegaram na casa dela, ficaram em cima de uma árvore observando ela dormir pela janela.

─ É essa aqui? ─ Indagou o homem, que trabalhava no circo como mágico e ventríloquo de pombos.

─ Lilian Monroe, essa mesma.

─ Então vamos logo com isso.

Adentraram então, o quarto da pequena garotinha em movimentos minuciosos para não acordá-la. Ambos eram especialistas em passar despercebidos e pareciam plumas de tão leves que eram seus passos. Monet ficou olhando a menina bem de perto, brincando com suas madeixas loiras.

─ Boa noite, senhorita. ─ Monet diz, com uma voz harmônica e aconchegante.

─ Quem é você..? ─ Ela finalmente desperta, mas não fica assustada ao ver a mulher de cabelos verdes. Monet tinha uma boa aura, de quem não faria mal nenhum à crianças.

─ Eu vim te salvar, te levar pra lugares lindos! Te dar uma nova visão de como é viver.

─ Como assim...? ─ Ela coça os olhos para despertar e logo vê Rob Lucci. ─ Q-Quem é esse homem com você?

─ Só acaba logo com isso, Monet. Não precisa ficar conversando com a criança. ─ Diz, rispidamente.

─ Ora, Lucci, não é bem assim. Nós estamos aqui para salvar as crianças de conhecerem o temível mundo dos adultos, certo? Se elas adormecerem agora, só vão conhecer o lado bom da vida.

─ D-Do que vocês estão falando? ─ A garotinha se assusta. ─ M-MÃ─

Mas antes que pudesse gritar pelo nome de sua mãe, a mulher de cabelos verdes a abraça, transmitindo todo seu amor até ela. A criança logo se acalma, sentindo como se estivesse nos braços de um anjo em um local extremamente seguro e confortável.

─ Não se assuste, nós somos seus amigos. ─ Afirma a mulher, sorrindo.

─ Tudo bem... ─ A garotinha sente um sono terrível.

─ E então, você deseja visitar lugares lindos comigo, jovem Lilian?

─ Claro...

─ Então coma isso.

Monet dá à menina um doce, que logo é ingerido pela mesma. Lilian sente um sono enorme percorrendo seu corpo, junto com uma sensação de conforto e proteção. Uma paz interior adentrou o coração da pequena garota, que já estava dormindo nos braços da mulher com um leve sorriso no rosto. Ela já estava presa dentro de si.

─ Conversar com crianças é terrivelmente inútil, tsc. ─ Resmunga Lucci.

─ Fazer o quê, se o Adams gosta delas bem relaxadas e tranquilas.

(...)

Finalmente amanheceu! A chuva cessou e o céu abriu, apesar de ainda estar acinzentado. Trafalgar Law estava tomando seu belíssimo café da manhã, com um excelente humor por ter finalmente dormido sozinho e ficado com Luffy no dia anterior. Neste momento, ele estava aguardando a chegada dos dois rapazes, que não demoraram muito para aparecer.

─ Bom dia... ─ Disseram os dois, sentando-se à mesa com Law. Ambos estavam com um mau humor terrível por terem ficado a noite toda acordados.

─ Luffy, Poodle, vocês estão péssimos. ─ Comenta o jovem médico.

─ MEU DEUS, ISSO SÃO TORRADAS COM BACON? ─ Peter logo desperta, comendo como um condenado.

─ Achei alguém que come mais do que eu... ─ Murmura Luffy.

─ O mundo está perdido. ─ Fala Law. ─ Por que você tá assim, Luffy, o Poodle ficou latindo pra você e não te deixou dormir?

─ Mais ou menos... ─ Lê-se, ficou a noite toda acordado tentando acalmar o jovem ruivo, que ouvia vozes e via imagens de pessoas morrendo.

─ Foi mal por isso. ─ Diz Peter, com cinco fatias de bacon na boca. ─ Louvado seja o porco.

─ Quer que eu te acorde, Luffy? Eu conheço um truque ótimo.

─ Qual...?

─ Eu aprendi lá na prisão, é infalível.

─ Recuso, eu imagino o que seja. Prefiro tomar outro banho de água gelada...

─ Perfeito! Esse truque é realmente feito durante o banho. Vem comig─

─ Bom dia, flores do dia! ─ Antes que Law pudesse arrastar o companheiro para o banho, Dellinger surge.

─ Argh, sempre tem um pra me atrapalhar... ─ Murmura o moreno.

─ Bom dia pra você também... ─ Dellinger se aproxima de Law. ─ Corazón.

─ Vai se foder.

─ Oh, que malvado! ─ Ele dramatiza colocando a mão no peito. ─ E posso saber o que você estava fazendo ontem à noite, fugindo das suas responsabilidades?

─ Dellin, quando você me chamou pra trabalhar aqui, já sabia que não seria uma boa ideia. Não vem reclamar.

─ Que seja então, eu só te chamei aqui pra poder ter o meu irmãozinho mais perto de mim! Hihi.

─ Ótimo, eu já tô aqui, então não precisa ficar me enchendo toda hora.

─ Nossa, cada dia mais gótico e nervozinho. Eu só vim aqui ver se vocês estavam bem, então depois do café venham pro palco treinarem. ─ E assim, Dellinger se retirou do local.

─ Ei, Torao! ─ Exclama Peter.

─ Poodle, eu tô com um ótimo humor, então eu vou te pedir. Você pode parar de me chamar por esse nome ridículo por favor, antes que eu corte sua língua e enfie ela num lugar não muito agradável?

─ Ahn, você quer que eu pare de te chamar de Torao e continua me chamando de cachorro? Eu não, e além disso o seu nome é muito difícil.

─ Pelo menos bota um apelido novo ao invés de ficar usando o dos outros, seu sem originalidade.

─ Então, vejamos... que tal Traffy?

─ Não, minha mãe me chamava assim...

─ Tral?

─ Muito parecido com o outro.

─ Então eu vou te chamar de Corazón que nem o Dellinger.

─ Eu prefiro Torao.

─ Coraçãozinho... ─ Murmura.

─ Do que diabos você acabou de me chamar?

─ Que for, não gostou, sweatheart? ─ Foi só dizer esse nome que Law ficou boquiaberto, olhando para Peter com raiva e indignação.

─ Mas que merda é essa, isso é sério?

─ Já descobri como te irritar! É só te dar apelidos parecidos com Corazón, hahaha.

─ Puta merda, vai se foder, você me dá medo! ─ Law pega no braço de Luffy com pressa. ─ Vamos logo embora daqui, Luffy.

─ Por quê? Eu ainda não acabei de comer.

─ Foda-se, esse cachorro me lembra muito uma pessoa que eu quero esquecer. Deve ser genética de ruivo!

─ Bye, bye, sweatheart! ─ Foi o que Peter disse assim que Law saiu correndo com o moreno.

Aproveitando o fato de não estar mais morando com Penguin, Trafalgar consegue arrastar Luffy para seu quarto, mesmo sendo contra a vontade do menor. Assim que chegaram lá, a porta foi trancada e o maior tirou seu próprio moletom, beijando o companheiro.

─ O Penguin não vai se importar com isso? ─ Luffy diz ao se separarem do beijo, tendo sua cintura abraçada.

─ Ele foi embora ontem à noite. ─ Law dá mais um beijo nele. ─ Agora você vai poder vir dormir aqui.

─ Não dá, eu tenho que ficar com o Peter. Eu acho que hoje vai chover e ele tem medo de raios.

─ Awn, que gracinha, o cachorro tem medo de chuva. Depois a gente resolve o lance de dormir juntos, por enquanto eu preciso te acordar.

Retirando todas as vestes do menor enquanto o beijava, Trafalgar arrasta Luffy até o banheiro e termina de despir suas próprias roupas, entrando com ele no banho. A água é ligada em uma temperatura quente e o vapor cobria seus corpos nus.

─ Aahn... ─ Luffy gemia debaixo d'água, enquanto o mais velho dava beijos em seu pescoço e descia para seu peito, apertando sua cintura e sentindo todas as suas curvas. Os lábios foram descendo em forma de chupões excitantes até mais abaixo, quando Law se ajoelhou para chupar seu amado.

─ Você é tão gostoso. ─ Ele diz, olhando para o rosto corado do garoto, enquanto dava lambidas em seu membro rígido e punha tudo em sua boca, ao mesmo tempo em que se masturbava. Tudo isso com a água caindo no corpo de Luffy, deixando-o molhado e quente. As gotas iam passando por todo corpo magro e definido, até caírem em Law, lubrificando seu membro masturbado.

O maior levantou-se, pegando o garoto no colo e deixando que a água do chuveiro o molhasse, para não doer na hora de entrar. Eles se beijaram e Luffy enroscou suas pernas na cintura de Law, que o penetrou e iniciou as estocadas e movimentos de vai-e-vem, até finalmente gozarem juntos.

─ Acordou agora? ─ Diz, dando beijos no pescoço de Luffy.

─ Acordei. ─ Ele lança um sorriso, segurando os cabelos negros azulados do outro e o puxando para mais um beijo.

(...)

Depois de botarem suas roupas e irem para o palco principal treinar, Luffy estava acorrentado novamente na parede e tendo que aguentar Law atirar facas nele como um psicopata. Detalhe: o maior estava com sua visão tapada por um pano.

─ Torao, por favor, tira isso dos seus olhos! ─ Diz Luffy, tentando se debater para fugir dali e se desamarrar, sem sucesso.

─ Mas isso deixa as coisas mais interessantes, Luffy. ─ Law estava brincando com uma das facas, pronto para atirá-la no menor.

─ Eu devo te lembrar que você é um assassino que gostava de cortar seus pacientes no passado?! ─ O coitado estava com medo de levar uma facada.

─ Vamos parar de conversar e começar a brincar?

Com um sorriso sádico e olhos fechados, Trafalgar atira uma faca diretamente no garoto e esta corria em uma velocidade incrível! Ela se aproximou de Luffy com muita sede de sangue, fazendo um buraco há três milímetros de distância de seu rosto, na altura de seu olho direito.

─ P-PARA, POR FAVOR! ─ Ele fechava os olhos com medo da faca. Os gritos só aumentavam os desejos sádicos do maior.

─ A ideia foi sua de trabalharmos em um circo, Luffy. ─ Mais uma faca é atirada, correndo na mesma velocidade e fazendo buraco na madeira, batendo um pouco abaixo das genitais do garoto, que abriu as pernas rapidamente para não ser atingido.

─ P-Poxa, precisa mirar logo aqui?!

─ Ah, eu não tô mirando, eu não consigo enxergar. Onde a faca pegou?

Dessa vez, Law saca três facas ao mesmo tempo, jogando-as em direção ao menor. Uma delas pegou no olho direito, outra pegou no coração e a última pegou no braço. Todas fizeram um buraco enorme na madeira, já que Luffy não foi atingido.

─ P-Por favor, tenha piedade! Você não disse que gostava de mim?

─ Ah, eu menti. ─ Ele lança mais um sorriso, jogando facas em direções aleatórias.

─ N-Não minta pra mim, seu monstro! Monstro cruel, assassino, sádico!

─ Own, obrigado. ─ Mais facas são lançadas, até finalmente o estoque esgotar. ─ Ih, que droga, acabou.

─ Graças a Deus...

Trafalgar tirou suas vendas, observando o corpo do garoto rodeado de facas e foi até Luffy, desprendendo ele da parede e o segurando em um abraço bem apertado, o que deixou o garoto assustado um pouco confuso.

─ Como você pode achar que eu iria te matar desse jeito? Eu amo você.

─ Torao... ─ Ele retribui o abraço, se acalmando.

─ Se fosse pra te matar, com certeza seria em um quarto cheio de coisas legais, tipo algemas, brinquedos que vibram, chicotes, etc. Não em um circo de merda.

─ Hã? ─ Ele se afasta. ─ Seu monstro, então você realmente quer me matar?!

─ Mas é claro, Luffy. ─ Mais um sorriso sádico é lançado, assim que Trafalgar agarra a cintura do outro e o puxa para um beijo. ─ Eu vou te matar de prazer.

─ D-Deixa isso pra lá. ─ O moreno se afasta, desviando seu rosto corado. ─ Nós precisamos continuar procurando pelas crianças, vamos embora.

Ambos andaram pelo circo todo, procurando em várias tendas e barracas algo que ligue os inúmeros casos de sequestro até o local onde estavam, mas não encontraram nada. Luffy já estava preocupado e Law não ligava muito, até finalmente estarem à frente da tenda proibida novamente.

─ Opa, dessa vez ela tá vazia. ─ Afirma o moreno, sorrindo maliciosamente.

─ Nem pensa nisso, nós precisamos procurar pelas crianças sequestradas.

─ Quem liga pra essas crianças? Vamos fazer as nossas. ─ Ele diz, beijando o pescoço do garoto, que tentava se afastar.

─ Para com isso, Torao. Eu não quero ficar nesse circo pro resto da minha vida, já é o nosso terceiro dia aqui e não encontramos nada!

─ Luffy, não tem nada no circo. O Dellinger não é do tipo que perde tempo sequestrando pirralhos e a única criança que tem aqui é um cachorro infernal.

─ Talvez você tenha razão, acho que nós vamos ter que sair desse circo e procurar pelas crianças em outro lugar. Que pena, eu não queria deixar o Peter aqui sozinho.

─ Tsc, não acredito que você se apegou ao poodle. Daqui há pouco você resolve adotar ele só pra me infernizar.

─ Olha... ─ Luffy põe a mão no queixo, olhando pra cima. ─ Até que não é uma má ideia.

─ Nem pensa nisso, de cachorro já basta o seu não-falante. E eu não nasci pra ser babá de poodle.

─ Que seja, eu vou ligar pro Zoro e avisar que a gente vai embora daqui. Circos são perigosos, têm assassinos jogando facas em mim.

─ Ok, mas antes... ─ Law abraça o garoto por trás, dando mais beijos em seus cabelos. ─ Vamos investigar aquela tenda de novo.

─ Não, nem pensar.

─ Ah vai, ela parece bem suspeita.

─ Não tem nada lá.

─ Claro que tem. ─ Mais um beijo é dado. ─ Tem uma cama muito malvada...

─ Seu irmão vai brigar com a gente...

─ Não se preocupa, eu converso com ele mais tarde.

(…)

Um pouco mais tarde, enquanto Law e Luffy estavam na tenda proibida, as apresentações se iniciaram mais uma vez. É claro, Peter estava lá e sozinho como sempre, junto com Dellinger que, mais uma vez, notava a falta de Trafalgar.

─ Então eles fugiram de novo? ─ Contudo, dessa vez, o jovem loiro não parecia se importar muito.

─ É, eu nem sei porque eles vieram pro circo se foi pra ficar fugindo toda hora.

─ Ah, o Law não gosta muito dessas coisas, mas tudo bem. Você tá pronto?

─ Sim, eu gosto daqui! Tem comida de graça.

─ Ótimo, vamos começar! Esse dia, com certeza, será especial.

Dellinger se retirou e, junto com as cortinas do circo que se abriram, surgiu uma chuva fora da lona principal. A chuva não era muito forte, somente caia umas pequenas gotículas, porém prometia voltar com a tormenta tempestuosa da noite anterior. Com uma única diferença de estar mais perigosa e sombria.

As apresentações do circo começaram! Diversas crianças estavam no palco e os circenses também estavam lá. Puppet apresentava a todos, enquanto Rob Lucci exercia sua função junto a seu fiel pombo. Peter também estava lá como os demais, no trapézio.

Entretanto, misturado a tantas crianças, havia um homem. Um sujeito alto e silencioso, ruivo, que ficou olhando diretamente para Peter o tempo todo. Seu sorriso estava calmo e simpático, como se apenas estivesse assistindo a um belo espetáculo como uma pessoa normal.

Seus olhares se cruzaram. Peter percebeu que os olhos vermelhos daquele homem o estavam encarando e retribuiu o olhar. Ele não entendeu muito bem, mas sentiu uma energia estranha. Uma energia ruim, mas não podia se distrair. Não queria cometer algum erro e ser expulso do circo.

As apresentações continuaram normalmente, apesar do jovem de cabelos alaranjados sentir seu corpo completamente arrepiado, por algum motivo desconhecido. Aquele homem ainda o estava encarando, mas ele desviara o olhar, para espairecer sua mente de certos assuntos.

Até que, finalmente, as apresentações terminaram e a chuva apertou. Raios começaram a cair do palco principal, que já estava sem plateia alguma, já que todas as crianças haviam saído. O único homem que restou naquele circo, além dos circenses, era o ruivo.

Todas as pessoas que trabalhavam no palco principal estavam descansando após as apresentações. Peter estava comendo um sanduíche de presunto, como sempre, tentando ignorar aquele monte de trovoadas que percorriam o céu acinzentado. Eis que surge, o tal homem, em passos lentos.

─ Olá. ─ Ele tinha uma aparência bem tranquila e um sorriso simpático. Finalmente os dois se aproximaram e Peter deixou seu sanduíche de lado, olhando bem diretamente para aqueles olhos vermelhos.

─ Oi... ─ Ele não entendeu muito bem, mas a presença do homem deixava seu corpo trêmulo, de uma maneira estranhamente ruim.

─ Nossa, já faz tempo que eu não te vejo. Vocês crianças crescem muito rápido.

─ Q-Quem é você?

─ Eu sou seu pai.

Notas finais
Por favor, não leiam a última frase com a voz do Darth Vader!!! No próximo capítulo teremos revelações BOMBÁSTICAS!!! Estou até pensando em colocar o título como "MAMILOS" PS: O Lemon está divino, à modéstia parte.