Pokémon Pyro Max

448 PPMAX-420: A sombra por trás de Yamashida


Maytsa viu pela primeira vez a imagem do espectro pairando sobre a cabeça do Yamashida. Era como um fantasma negro com olhos brancos e corpo sem forma definida.

— Assustada? Quer mesmo enfrentar a mim sem nem saber o significado da minha trajetória como dono de uma organização criminosa?

— Isso... isso é um pokémon?

Yamashida olhou para cima e viu o espectro. Era a mesma criatura que falara com ele na madrugada. Agora entendia o total significado do seu passado e todo o seu caminho até chegar na posição atual.

— Eu fiz um pacto. Agora me lembro bem. Antes não conhecia distinguir a voz na minha consciência.

Anthony falou por alguns minutos o seu segredo para Maytsa, que ficou horrorizada. Em seguida, empurrou a mulher ao precipício. Maytsa não resistiu e pereceu deitada na praia abaixo.

Na sequência, Yamashida entrou na limusine e dirigiu para longe a fim de não chamar atenção. Contudo, um pescador local avistou a movimentação e foi verificar.

...

A batalha entre Seismitoad e Barbaracle continuou com ainda mais ferocidade. Os dois se batiam com tudo o que tinham e derrubavam até árvores. Isso ficou assim por alguns minutos até que por fim alguém venceu.

Aqueles que estavam no tabuleiro observaram a conclusão da batalha. Viram Barbaracle cair com tudo depois de não suportar a força do Seismitoad.

— Caraca!! Venci — gritou Jason ao levantar os braços.

O hiker Crookus caiu imediatamente na tinta preta.

Seismitoad pegou a insígnia de Barbaracle.

E tudo ocorria conforme Jason queria, pois vencer essa etapa era essencial.

— Senhor Lokar.

— Fala.

— O Esquadrão Posídon acabou de afugentar os criminosos.

Lokar sorriu.


Um pouco tempo antes...

— Droga. Aquele Samurott é incrivelmente forte. Nem meu Rhydon consegue uma brecha — resmungou Neutron, estressado pela missão ter sido estragada pelos marinheiros.

Falkland pediu a seu parceiro para finalizar a batalha com um golpe potente de água. O monstro soltou um Hydro Pump.

— Volte, Rhydon.

Neutron pegou o pokémon de volta e pulou para fora do barco. O vilão caiu sobre uma lancha.

— Espera... chefe! — Panthera viu Neutron deixá-lo para trás.

O golpe de Samurott pegou Type: Null em cheio. A criatura entrou com tudo pelo convés.

— Vamos dar cobertura, senhor Panthera.

O homenzarrão foi atrás do seu pokémon. Tal atitude deixou Falkland confuso, pois criminosos normalmente não tinham empatia com os seus pokémons.

O navio foi perfurado e começou a afundar.

Panthera viu Type: Null ferido e o colocou de volta para a pokébola. Mergulhou e nadou para longe.

Os demais do esquadrão também foram felizes com as suas batalhas, vencendo cada uma delas.

...

A polícia encontrou Yamashida todo sujo e com o terno rasgado (que ele mesmo fizera para encenar vitimismo). A notícia se espalhou pela cidade e pelo país.

— Senhor governador, como se sente? — questionou a repórter.

Os seguranças tentavam afastar.

— Muito obrigado a todos que se preocuparam. Estou bem. Passo bem. Foi só um susto.

— E o sequestrador?

— Ele me abandonou depois que dei o meu relógio de ouro. Por favor, compreendam. Não estou em condições de dar entrevistas.

O homem foi levado para dentro de uma picape preta e saiu.

...

Enquanto rolava toda a comoção sobre Yamashida, alguém havia encontrado o corpo de Maytsa na areia. Um pescador. A sua intenção era ligar para polícia, mas um objeto havia chamado a atenção.

— Que isso?

Um gravador do tamanho de uma caixinha. Um papel grudado com fita era um pequeno bilhete escrito: "por favor, dê essa gravação ao almirante Titanic". O pescador conhecia o homem e jurou entregar a ele.


Um tempo depois, Rihanna foi ao necrotério para olhar a aparência da vítima.

— Conhece? — a legista perguntou.

— Não pessoalmente. Mas provavelmente foi ela que causou estrago na minha base.

— Como sabe?

— Um Gyarados tentou atacar a ambulância. Conheci aquele pokémon. Era o mesmo que lutou com a minha Primarina. Nossa sorte que Lugia deu um jeito nele e vamos soltá-lo na natureza.

A legista analisou o corpo. Era um caso típico de traumatismo devido a uma queda. Parecia até um suicídio.

— Não creio que foi isso, mas não sou perita.

— Os exames saem daqui a alguns dias.

— Papai me mandou averiguar esse corpo, mas isso vai me atrapalhar assistir a última prova dos jogos.

Rihana só estava no necrotério por conta da insistência do almirante de investigar o tal corpo perto de onde Yamashida fora achado (que na verdade era a única coisa diferente perto de um raio de 2 quilômetros de onde o velho foi encontrado). No entanto, tanto pai quanto filha não faziam ideia de que aquele corpo era da sequestradora.

— Dona Rihanna!

Ambas olharam para trás e viram o marinheiro surgir nervoso.

— Que foi, criatura?

— Tem uma pessoa querendo te mostrar algo.

O pescador soube da ida da filha do almirante ao necrotério e aproveitou para entregar o gravador de áudio.

— Isso é...?

— Penso eu que deva ser algo de suma importância. Ela fez questão de deixar isso para seu pai.

A ex-capitã olhou o objeto e prometeu entregar a Titanic.


O almirante trabalhava na parte administrativa quando recebeu a filha no gabinete. Praguejou, pois odiava ser interrompido até mesmo por sua filha.

— Te dei a missão de investigar aquela mulher.

— E é sobre ela que estou aqui.

Titanic parou de assinar papéis e deu ouvidos para a filha.

Rihanna pegou o notebook do pai e acoplou o gravador na entrada USB. O áudio surgiu. Toda a conversa entre ela e Yamashida no último encontro.

— Como é possível uma coisa dessa, papai?

Titanic permaneceu calado e sério. O teor das palavras do homem eram de natureza grave. Incluía a governança de Hokkaishin de maneira autoritária. Além disso, ele explicou sobre um experimento secreto e que tinha a ver com o espectro que o acompanhava (essa parte os dois não entenderam muito).

— Como pode, papai? Essas criaturas existem?

— Já ouvi falar sobre. O passado desse país é tenebroso.

— Esse cara... é ele. O que Jason está lutando contra. Papai, esse homem não pode vencer a eleição.


PAI E FILHA HORRORIZADOS!!!