Pokémon Pyro Max
449 PPMAX-421: Grupo preto! Baron e o escudo
Com as horas passando, o grupo preto foi vencendo mais e mais duelos. Membros da equipe branca caíram tantas vezes que chegou ao ponto do não retorno. Não tinha mais chance do grupo branco vencer.
— A equipe preta venceu depois de 8 horas de jogo! — disse Lokar no microfone para o público.
Apesar dos jogos serem a atração principal da cidade, perdeu espaço para o sequestro de Yamashida horas antes. E por isso já havia pouco público na arquibancada.
Enquanto isso, Luiza parabenizou Jason e Simon pela vitória. O protagonista agradeceu, porém o ruivo preferiu se afastar.
— Ele continua nessa vibe sad boy? Que ridículo — resmungou ela.
— Simon precisa terminar o que começou. Eu entendo o jeito dele.
Light falou que a maioria dos competidores do time branco eram contratados por Kumamoto, incluindo ele.
— Soube que a marinha interceptou os criminosos da Equipe Neo-Rocket durante o jogo. Tenho por mim que eles foram para beneficiar nosso time.
— Light, tenho interesse que fique de olho no Simon. A qualquer momento ele vai fazer uma besteira — falou Jason.
— Pode deixar comigo. Mas ainda preciso da ajuda contra a Neo-Rocket.
Light percebeu que o broche dos participantes contratados por Kumamoto do time branco foram desativados.
Um funcionário do parque olímpico se aproximou do Jason e mandou um recado de Robert para ele.
— Vou contigo — disse Luiza.
Os dois se separaram de Light e pegaram um carro para o hospital.
...
Proton se ausentou do parque olímpico por um tempo e foi visitar Kumamoto pessoalmente no velho armazém.
— Sente-se — disse o homem para o seu capanga.
O local era iluminado apenas com a luz de um abajur e tinha apenas uma mesinha (com o abajur) e uma cadeira ao lado.
— Quero ver o que fará para levarmos o escudo?
— Senhor, sinto muito por hoje.
— Não preciso da sua desculpa. Quero resultado.
Proton assentiu.
— Ainda existe um jogo. Eu serei o dono do jogo. Pode ter a certeza de que o escudo estará nas mãos da Neo-Rocket.
Kumamoto caminhou no escuro até surgir diante do capanga.
— Não pretendo mais vencer de maneira justa. Estou liberando aqueles que restam dos nossos competidores.
— Mas senhor...
— Coloquei espiões nessa cidade e descobri que um membro sênior da Equipe Black está atrás do escudo. Também o nosso competidor chamado Bernardo Greco. Como as pessoas estão agindo por conta própria, eu vou agir.
— Senhor?
— Proton, vamos roubar o escudo durante o seu jogo. E você encabeçará essa missão.
...
O táxi parou em frente ao hospital.
Jason, Luiza e Rondy foram até a recepção e foram atendidos por uma enfermeira Joy. Mandou aguardar na sala de espera.
— Pai...
— Jason, Luiza.
Charmander pulou nos braços do garoto.
— Aqui suas pokébolas — Robert entregou para o filho e para Luiza.
— Obrigada, seu Robert.
— E a senhorita Marylan? — perguntou Rondy.
O médico se aproximou e avisou que a moça havia acordado do coma e deixado a unidade de terapia intensiva.
— Podemos vê-la, doutor? — indagou Luiza.
— Claro.
— O que ela teve? — Jason.
— Uma intoxicação por veneno biológico. Descobrimos por meio de amostras das proteínas encontradas na corrente sanguínea dela que a toxina veio de uma espécie de pokémon venenoso chamado Sneasler. Aqui a foto.
— Pensei que a versão evoluída de um Sneasel era um Weavile — Luiza totalmente intrigada.
— São. Mas foi descoberta essa evolução nova. E o causador do estado enfermo da senhorita Flores é um macho.
— Por quê?
— Porque o veneno do macho tem uma constituição um pouco diferente da fêmea, e é o mesmo que causou isso na senhorita Flores.
Jason pegou a pokédex e analisou o monstrinho.

Nome: Sneasler
Designação: Pokémon escalador livre
Número: 903
Tipo: Veneno/Lutador
Sexo: Macho
Grupo de ovos: campo
Peso: 43 kg
Altura: 1,3 metro
Razão de gênero: 50% masculino e feminino
Estado: Ataque e Velocidade
— Ele bem rápido, hein?
— Você analisou um pokémon só com base nessa foto? — Luiza.
— É que a minha pokédex é das mais tecnológicas.
Rondy não esperou o término daquela conversa e foi direto à porta do quarto de descanso. Ele foi liberado pela enfermeira a entrar.
— Olá — disse Luiza, acenando para a moça.
Os três entraram em seguida e viram Marylan ainda com o rosto pálido e os lábios secos.
— Pra quem quase morreu, estou bem.
— Um pokémon te atacou. É sério. Pode nos contar o que houve? — Jason olhou para a moça.
Marylan respirou fundo e revelou que o responsável por isso havia sido o homem da arquibancada que sentara perto dela e de Robert durante os jogos. Isso deixou Robert chocado. O homem parecia ser uma boa pessoa.
— Ele não me passou uma vibe boa...
Jason engoliu em seco e perguntou a aparência física do agressor. Marylan respondeu categoricamente que era um rapaz jovem, aparentando ter 30 anos, com cabelos azuis ondulados, brancos e usava óculos de grau. A descrição deixou Jason desconfortável.
— Se eu soubesse que ele era um agressor, tinha chamado um segurança — Robert falou indignado.
Luiza olhou para Jason e o empurrou de leve. Não aguentando mais, ela falou.
— Acho que Jason sabe quem é.
Todos olharam para o menino.
— Acho que devo explicação para vocês — Jason coçou a cabeça. — Tenho algo a contar.
...
Baron visitou Yamashida e o viu alegre em sua suíte. O empresário bebia whisky enquanto deslumbrava a cidade pela sacada.
— Acabei de descobrir que você obrigou Jason a conseguir o escudo e ameaçou o pai dele. Pare já.
— Eu imaginei que cedo ou tarde descobriria.
— Amanhã tudo vai acabar. Jason morrerá e você voltará pra White City.
Baron balançou negativamente a cabeça.
— Eu preciso daquele escudo.
— Mas acontece que seu esforço será em vão. Kumamoto vai tentar roubar aquele escudo amanhã.
— Como assim?
— Eu tenho informantes, filho. Dentro daquela facçãozinha do Kumamoto. E não quero me envolver nessa guerra provinciana entre vocês.
Baron riu e disse que o escudo era herança familiar dele. Os seus ancestrais foram os que moldaram o objeto.
— Não posso fazer isso.
— Vai fazer! Aquele escudo vai ser destruído sumariamente.
Baron tentou entender o seu chefe. Antes, Yamashida não tinha interesse no escudo.
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