Pokémon Pyro Max

447 PPMAX-419: O sequestro de Anthony Yamashida


Maytsa revelou ser a sequestradora para Yamashida e falou que não era um sequestro motivado por dinheiro, e sim vingança. A vingança por ter sido humilhada e deixada para trás.

— Uma vingança sem nenhum propósito. Você soube que a sua vida ficaria em risco quando aceitou entrar para a Equipe Black. Você é uma tola.

— Pode falar o que quiser, chefinho. O seu tempo acabou.

Yamashida tentou chutar várias vezes as portas e a divisória, mas tudo era blindado.


As emissoras do país relataram o sequestro. Algumas usaram drones, outras entraram com um link de um helicóptero. Todos mostravam a cena inusitada da limusine perseguida por dezenas de viaturas.


Enquanto isso, Robert pegou um café numa parte do hospital, viu algumas pessoas se aglomerarem em frente a uma TV da sala de estar. Todos viram a perseguição.

— Isso parece um filme.

— Mas não é. É vida real.

— Um sequestro?

A foto de Yamashida surgiu na trasmissão e todos se espantaram. O governador era vítima de sequestro.

Robert nunca imaginaria que o carrasco Yamashida pudesse ser alvo de um sequestro. A cena era tão inusitada que ele não queria acreditar, haja vista o magnata era o homem mais bem protegido do país.

...

Hokkaishin assitia à transmissão ao vivo da perseguição.

Em Sahaarian, Guedara via numa TV do seu escritório.

Em Rock'atown, Stone e a esposa olhavam pelo celular.

Em Moscold, Elza e a família se perguntavam sobre Jason e os outros. Eles ja sabiam que Yamashida era potencialmente o chefe da Black.

Beehive também parou para ver o sequestro. Melo e Marta não pararam as atividades da fábrica, mas de vez em quando viam pelo celular.


Pallet Town

Britney não saía de perto da TV. Ela agarrou o Pichu e ficou totalmente tomada pela curiosidade com aquilo. Ela não morria de amores por seu pai, mas entendia que ele era um homem muito odiado.

— Ainda vendo isso? — perguntou a Dra. Milla.

— Acho que alguém da Black sequestrou papai.

— Cê acha? — Milla sentou no sofá. — Nunca conheci de perto o seu pai, mas sempre soube que era um canalha. Desculpa.

— Tudo bem. Ele procurou por isso.

Britney respirou fundo e desligou.

— Melhor eu não me preocupar.

— Por quê? Ele é seu pai.

— Uma coisa que aprendi, doutora, é que Yamashida sempre tem um jeito de escapar das piores dificuldades. Eu o vi fazendo isso desde quando entendi que ele era um homem temido por todos.

...

Kumamoto não queria admitir que se envolver com Maytsa o deixaria numa posição perigosa. A mulher partiu para o tudo ou nada, e isso geraria consequências terríveis. Isso porque Yamashida, se viver, possivelmente desconfiaria dele.

— Ele não desconfia que me envolvi com aquela mulher. Não posso arriscar tudo por Maytsa.

— Não me diga que está com medo do Yamashida? — indagou Archer.

Kumamoto odiou as palavras insultantes do seu subordinado, dando-lhe um tapa surpresa em seu rosto.

— Eu não temo ninguém. Falo isso porque Yamashida é muito mais bem preparado e poderoso do que eu... por enquanto.

Archer pôs a mão sobre o rosto e pensando seriamente em matar o chefe.


Chucky e Gamb quase desmaiaram quando souberam do sequestro do líder. Mas o que deixou a dupla mais inquieta era o fato de Baron ficar indiferente quanto à situação.

— Cadê o meu lanche? — indagou aos subordinados.

Chucky e Gamb odiaram trabalhar de domésticos para Baron, mas eram praticamente cativos ali. O único motivo de estarem ali era o cheque largado na mesinha de centro.

— Leva logo a bandeja — disse Chucky, empurrando Gamb.

Uma shuriken atingiu a parede bem ao lado deles. Greninja empurrou Gamb e pegou a bandeja.

— Não preciso ver a cara de inúteis como vocês o tempo todo. Podem sair.

— E sobre o senhor Yama...

— Calado. Vamos sair, senhor Baron — Chucky puxou Gamb.

Baron também via a noticia na TV. Ele pouco fez para se mover, exceto quando o assunto da empresa fora discutido numa ligação minutos antes. Os membros acionistas ligaram um para outro para chamar o código se sucessão (um código de dentro da PokéBlack caso Yamashida morresse ou ficasse inválido). Mesmo com a vida de Anthony estar em risco, Baron negou que o código fosse necessário. Ele conhecia muito bem Yamashida.

...

Gyarados explodiu todas as viaturas que tentaram se aproximar e impediu helicópteros e drones de prosseguirem. Ninguém mais seguia a limusine.

— Você falhou na sua missão de matar Jason. Agora põe a culpa em mim?

— Você tentou me eliminar.

— Maurrie, sabe que é praxe no mundo do crime que isso aconteça. No entanto, se você me libertar, positivamente te perdoarei e deixarei que vá embora.

Maytsa desligou a transmissão, deixando Yamashida sem comunicação.

— Você é uma tola...

O carro saiu de Aqualaguna e parou poucos metros dabeira de uma falésia de 15 metros. Logo abaixo, uma praia deserta.

— Sai — Maytsa tinha um revólver. — Andando.

O homem ajeitou a gravata e saiu com a cabeça erguida. Caminhou para perto do precipício e olhou direto para a Maytsa.

— Ainda podemos fazer um acordo. Não precisamos chegar a esse extremo.

— Você cavou a própria cova, Anthony. Cansei de ser o seu cão fiel. Quem sabe muitos problemas se resolvam se eu apertar o gatilho.

O homem riu.

— O que é engraçado?!

— Você. É a segunda pessoa que me ameaça assim. A outra não teve um final feliz.

— Você com o cano na testa é bem corajoso!!

— Atira.

— Não me apresse.

— Atire.

— Cuidado!

— Você é a mais frouxa dos meus generais. Nem Lady Kuno foi tão covarde.

Maytsa apertou o gatilho. A cabeça de Yamashida voltou para trás pelo impulso do disparo. Entretanto, o vilão não caiu morto.

— Dei todas as chances do mundo, mas preferiu continuar a sua patética vingança.

Os olhos de Maytsa viram o inacreditável: a bala parada na testa do homem, porém sem furo. Era como se o projétil flutuasse. Além disso, os olhos do homem ficaram brilhando na cor rosa.

— Preciso explicar uma coisinha. Um segredo do porquê da Equipe Black existir.

Um espectro preto surgiu acima de Yamashida.

Notas finais
Próximo capitulo... revelações bombásticas.