Pokémon Pyro Max
428 PPMAX-400: N° 278
Anthony Yamashida, o carrasco que supostamente destruiu a vida de Miranda, estava a poucos metros de Robert. O ignominioso sujeito que havia sequestrado o pai de Jason ficou no meio do salão e não mostrou nenhuma preocupação com a possibilidade de encontrar alguns dos seus desafetos.
— Pai... — Jason percebeu que Robert ficou com os punhos fechados e tremendo.
— A pessoa que me sequestrou e que matou a sua mãe bem na minha frente.
Jason pediu ao pai que se contivesse. Atacar Yamashida agora era suicídio. O vilão estava rodeado de muitos seguranças.
— Ele é o chefe do El Charco — Simon comentou.
— Ele usou Dark Ling contra a minha família — Luiza ficou furiosa.
Light pediu que todos se acalmassem. Era óbvio que Yamashida tinha todos os motivos para ser odiado, mas agir impulsivamente por ódio seria uma catástrofe.
Enquanto isso, Bernardo bebia refrigerante quando viu a chegada do empresário. Ele rapidamente recolheu Greninja à pokébola e se afastou. Ele era outro que arquitetava um plano para se vingar.
Yamashida recebeu aplausos dos participantes que ficaram mais próximos. O prefeito, bajulador que só, pediu a todos que fizessem silêncio para o magnata começar o breve discurso.
— Pode continuar, Sr. Yamashida.
— Como sabem, a PokéBlack é a maior empresa no ramo de artigos para pokémons do país e a principal patrocinadora dos jogos de Aqualaguna. Nesses anos que passaram, meu vice aqui era aquele que me representava, porém o torneio deste ano foi diferente com a minha presença. O meu intuito é dar um incentivo a mais nesse jogo.
Kwan levou uma urna de madeira e ouro e abriu a tampa. Yamashida retirou um envelope preto.
— Aqui está um segundo prêmio. Claro, o escudo e necessário como troféu. Mas aqui está o meu incentivo — Yamashida abriu o envelope e leu. — O prêmio aqui escrito será destinado a apenas um participante que cumprir um requisito para Anthony Yamashida. O requisito será revelado com o decorrer do torneio. Aquele que cumprir ganhará um ano de compras gratuitas em qualquer loja pokémon, um prêmio de 2 bilhões de pokedólares, ganhará uma Masterball, um apartamento num prédio de White City e um carro 0 quilômetro.
Os participantes ficaram impressionados com o prêmio avulso. Um burburinho começou.
— Não se esqueçam. O que eu pedir.
O vilão agradeceu por estar ali e saiu com Kwan, o prefeito e os seguranças.
Todos ficaram conversando a respeito do que Yamashida pediria. Seria algo muito difícil?
— Ele sabe como conquistar as pessoas — falou Luiza com os braços cruzados.
Jason pensou no que poderia ser o tal pedido.
De repente, a organizadora do evento, uma mulher vestida de blazer branco e cabelos verdes amarrados para trás. Ela pediu a todos que recebessem os colares com a placa.
— O colar é de aço e a placa de plástico. Na frente, a placa possui um número e o nome conforme a ordem de chegada neste recinto. Atrás, um pequeno display onde você pode verificar o certas informações como objetos e pessoas perto de vocês. Existe mapa e pode servir como enviador de mensagem por vídeo-chamada. As mensagens só serão feitas por um certo número de vezes. Sejam inteligentes. Agora meus assistentes levarão as placas.
Cinco pessoas ficaram encarregadas de chamar o nome da pessoa.
— Jason C. Kreger. Número 278; Luiza Sylvester. Número 279.
Ambos receberam as placas. Pareciam pequenos celulares brancos e finos. O número e o nome fora escrito em dourado.
— Eu recebi o 288 — disse Light. — Cadê o seu.
Simon mostrou o 287.
Bernardo era o número 300.
O total de participantes dos jogos era de 345 pessoas.
...
Ainda naquela manhã e faltando poucas horas para o início dos jogos, a fragata com os blackers prisioneiros ainda estava atracada na base militar da marinha.
O reverendo Zeitgeist surgiu pelos corredores do navio e conseguiu se infiltrar na cela de um suposto prisioneiro que dormia sob o lençol. O assassino retirou uma adaga com o cabo de osso e a lâmina de ouro. Ele estocou a adaga e perfurou diversas vezes.
— O que você procura não tá aí — disse Falkland ao surgir por trás. — Agora sei quem é.
Zeitgeist lançou a adaga na direção do homem, mas o objeto foi interceptado pelo chifre do Samurott.
— Ele tá fugindo! — gritou Falkland.
Shikoku brandiu a espada e cortou o rosário no pescoço do reverendo. Este soltou uma Smokeball, mas Shikoku já tinha Starmie pronta. Ela liberou um jato de água que fez o vilão cair longe.
— Você foi top, Shikoku — disse Bornéu.
Zeitgeist libertou o seu pokémon. A criatura era um Alakazam.
— Slowbro.
Uma batalha psíquica entre Slowbro e Alakazam deu início. E parecia que o Esquadrão Posídon conseguiria capturar Zeitgeist. Até mesmo Kingston e Formosa surgiram para ajuda. Por fim, o Reverendo Zeitgeist utilizou o Teleport do seu Alakazam para fugir.
— Quase o pegamos — resmungou Formosa.
— Creio que ele ficará na cidade para caso nossa guarda baixar. Mas ele está muito enganado — Falkland retirou da cela a câmera fotográfica escondida.
...
O jipe de Rihanna parou bem em frente ao local de entrada para o salão dos competidores. A moça avisou que tinha um encontro com Yamashida.
— Por aqui, senhorita — falou a organizadora do evento.
Para ir até as suítes, Rihanna passou por dentro do salão. Foi rápido. E Jason foi o único que viu a mulher passar.
Minutos depois...
Yamashida tinha um quarto vasto com a varanda grande que dava para a baía. A vista era privilegiada.
— Senhor, alguém quer falar — anunciou um segurança.
— Disse que é a filha do almirante.
— Deixe-a entrar.
Rihanna viu o corredor com mais de 15 seguranças logo atrás da porta de madeira de mais de 3 metros e que abria em dois. O segurança do anúncio chamou a líder. Entrou no recinto e logo viu uma mesa de vidro com Yamashida sentado logo atrás.
— Sente-se.
— Prefiro ficar em pé.
Yamashida sorriu e levantou. Foi à mesinha e pôs chá preto (que Rihanna rejeitou). O assunto mais importante era sobre a decisão de demitir o almirante.
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