— Rondy não tem laço sanguíneo comigo. Acontece que Erika e Chuck se conhecem e pediram para eu acompanhar o garoto, pois o ginásio de Cianwood está cheio. Mas desde ontem que ele me chama de prima.

— OSS!!! O meu avô pediu que eu me tornasse um treinador corajoso e forte. Ele achou melhor eu participar dos jogos. VAMOS NOS DAR BEM!!!

Jason e Luiza ficaram com uma gota na cabeça ao ouvirem a voz alta de Rondy.

— E quem é esse? — perguntou Robert.

— É o Totodile. Apesar do ginásio do vovô só aceitar lutador, nós sempre tivemos pokémons aquáticos. Esse eu ganhei do professor Elm.

Nome: Totodile

Designação: Pokémon mandíbula grande

Número: 158

Tipo: Água

Sexo: Macho

Grupo de ovos: água 1 / monstro

Peso: 10 kg

Altura: 0,6 metro

Razão de gênero: 87,5% masculino; 12,5% feminino

Estado: Ataque


Marylan chamou Rondy para um lanche. O menino se despediu do grupo e acompanhou a moça.

— Legal. Todos aqui possuem pokémon aquático. A sorte que eu dei ao capturar Seismitoad.

— Sorte fui eu — O Poliwag da Luiza chamou atenção por ser Shiny.


Durante a espera, alguns competidores apareceram. Eram pessoas de todos os tipos. Mas havia poucos que causavam burburinho.

— Olha lá. É ele. O Richie Mangold — falou uma garota.

Jason apenas olhou para ver quem era.

Um rapaz loiro com cabelos partidos ao meio e vestido num terno azul. Ele tinha um mordomo e uma garota ao seu lado.

— Tirem fotos minhas, garotas. Afinal, gente pobre gosta de ver ricos — ele era chamado de Rich Boy Richie. A seu lado havia um Crawdaunt.

A garota era a sua irmã gêmea e conhecida como Lady Dalesandra. Loira e toda de vestido verde e com chapéu de sol na cabeça. Seu pokémon era um Clamperl.

— Não seja presunçoso, irmão. Não é porque somos os mais abastados aqui que te dá o direito de pisar neles.

— Eu sou uma celebridade, mana. Tenho muito dinheiro e sou da elite de Aqualaguna. Qual e o problema?

Jason balançou a cabeça negativamente.


De repente, um homem empurrou os dois e saiu caminhando. O brutamontes de quase 1,90 com bigode e barba e vestindo roupa de montanhista. A seu lado tinha uma criatura que parecia um humanoide feito de estruturas parecidas com corais.

— Perdão, crianças. Eu fui muuuuito bruto?

Richie e Dalesandra nem responderam e se afastaram.

O homem deu o seu nome ao organizador.

— Meu nome é Crookus Tusk. E este é o meu Barbaracle!! Sou um hiker, sabia? Já escalei várias montanhas e... blá... blá... blá... Ahh... que horas vai começar a competição?

— Só meio-dia, senhor.

— Ainda são 8 da manhã!! Devia ter comido naquele restaurante de Dango. Sabe que horas vai ter comida? Eu até trouxe uma merenda aqui, mas tô guardando já que sinto fome muito rápido e blá... blá... blá...

O organizar olhou com quase nenhuma paciência, mas apontou para a fila do café da manhã. Por fim, Crookus e Barbaracle correram.

— Que idiota. Fala pelos cotovelos — disse o organizador.


Mais um competidor chamou a atenção. Era um senhor de idade. O ancião era baixinho e vestia um quimono preto. Sua barba branca era trançada e seu cabelo parecia o chifre de um touro.

— Eu sou Elder Niú.

O organizador digitou algo no tablet. O pokémon ao lado do Niú era um monstro quimera chamado Dracovish.


Jason só observava até que uma voz soou familiar.

— Meu nome é Simon McQueen. Este é o meu Ludicolo.

Simon olhou para Jason e ficou incredulo. Já Light se aproximou do protagonista e perguntou como ele estava.

— Vem cá, Simon.

O ruivo caminhou devagar. Luiza se aproximou dele e deu um abraço. A saudade era grande.

— Então vai participar dos jogos? — perguntou Jason.

— Sim, vou.

Light não havia dito para Simon, até então, que Jason fora salvo por ele. Até mostrou o seu pokémon: Slowking.

Nome: Slowking

Designação: Pokémon real (realeza)

Número: 199

Tipo: Água/ Psíquico

Sexo: Macho

Grupo de ovos: água 1 / monstro

Peso: 79 kgs

Altura: 2 metros

Razão de gênero: 50% masculino e feminino

Estado: Defesa Especial


Simon arregalou os olhos depois que soube do que Light fizera. Um Abra era capaz de muita coisa.

— Eu ainda não desisti de sua ajuda, Jason — falou Light.

— Ainda não tomei nenhuma decisão quanto a isso — Jason coçou a cabeça.

Luiza se aproximou de Simon e falou que já sabia sobre o parentesco dele com El Charco. Simon olhou com desaprovação para Jason. Mas antes de discutirem, ouviram a voz de Bernardo Greco.

— Temo que esteja atrapalhando? — disse ele sem se impressionar com o fato do Jason estar vivo.

— Canalha. Achou que eu tava morto, não é?

— Ai Jason. Você é um porre. Eu desconfiava um pouco. Mas uma coisa que você não sabe: eu tava lá no submarino com a Maytsa.

Jason foi para cima do vilão, mas Greninja ficou na frente.

— Muito cuidado. Talvez não tenha sorte da próxima vez — e saiu de perto.

Robert acalmou o filho.

De repente, as pessoas ali viram pelas TVs a chegada de Anthony Yamashida. Isso deixou o grupo de heróis tensos.

— Papai... é ele, não é?

— Sim.

...

Do lado de fora do parque olímpico, a limusine preta parou com três carros pretos. Os seguranças abriram caminho. O chofer abriu a porta do veículo e dele desceu o vice-presidente da PokéBlack Dragon Kwan. Em seguida, o presidente Anthony Yamashida. Este usava um casaco preto sobre o terno e óculos escuros.

Cada repórter tentou uma entrevista, mas os seguranças impediram. O magnata passou sem preocupação com o seu vice.

— Senhor Yamashida — O prefeito surgiu como um capacho, esfregando as mãos em servidão.

— Onde fica o salão dos competidores? Quero dar uma palavra.

Kwan não achou uma boa ideia, mas o ricaço ignorou.

— Por aqui, senhor — uma mulher que organizava o evento levou os três.


Naquele salão, no ambiente mais improvável possível, Yamashida surgiu. Com a presença autoritária e imponente, o homem surgiu perante os participantes.

Robert ficou transtornado. Estava longe, mas ainda podia ver a pessoa que ele mais odiava. Além disso, era a primeira vez que Jason ficava tão perto do vilão.