Pokémon Pyro Max
367 PPMAX-347: Nite! O novo parceiro
— Chegamos! — Jason apareceu de surpresa. A doutora Milla e a enfermeira parabenizaram o rapaz por conseguir mais uma insígnia.
— Estou morta. Viajar à noite é a pior coisa do mundo — falou Luiza ao sentar numa cadeira. — Cadê o professor?
Milla explicou que Gary treinava o Dratini no jardim do laboratório. Jason correu.
Havia uma cascata artificial no jardim. Dratini era um dragão serpentino azul com olhos grandes e negros.
— Professor!
— Jason. Cadê a insígnia?
Jason mostrou a Insígnia do Percevejo.
— Cadê ele?
— Dentro dessa lagoa artificial que mandei construir. Por sorte é um indivíduo muito dócil.
Dratini surgiu. Jason chamou o dragão. Este se aproximou vagarosamente até o rapaz e começou a roçar em suas pernas.
— Eu sabia que gostaria de você. Agradeça a Victoria por ter mais um ótimo companheiro de jornada.
— Vai me autorizar a levá-lo?
— É claro. Ele ainda é bebê, mas dragões normalmente são fortes por natureza. Inclusive a linha evolutiva dele é excelente. O Dragonite de Victoria é o estágio final dessa espécie.
— Que massa! Então chamarei o meu Dratini de Nite. O que achou desse nome?
Dratini parecia feliz. Charmander também estava muito feliz.
Gary andava preocupado esses dias, mas não quis falar para Jason. Pensou em Poirrot e Magenta. Os dois já não estavam mais em Cocconut, mas o plano para utilizar um Drowzee ainda estava de pé.
— Bom, já passa das 23 horas. Não é hora para ficar acordado.
— Eu queria ficar um pouco com o Nite.
— 30 minutos. Precisamos acordar cedo para visitarmos a vila.
...
Cianwood — Johto
A cidade mais distante de Johto. Havia até uma zona do safári e um ginásio. No entanto, Simon tinha uma única preocupação.
— Consegui evoluir Houndour para Houndoom, senhor Blaine. Portanto, leve-me até a tal mulher.
— Aqui está o endereço. Terá que pegar um voo para Saffron, de Saffron tem que pegar o Trem Magneto para Goldenrod, e um voo para Olivine. Não há aeroporto em Cianwood, por isso a única solução é pegar um navio que zarpa do porto de Olivine para lá. Boa sorte.
Simon caminhou pelas ruas de Cianwood. O ambiente era quente e bem praiano. As casas eram baixas e as ruas de pisos intertravados. Chegou a uma casa com várias pranchas de surfe. A mulher era toda tatuada, piercings e cabelo preto raspado do lado esquerdo. Havia muitos clientes na loja, a maioria surfistas.
— Vendemos pranchas por 10% de desconto se comprar acima de 50 mil.
— Quero isso — Simon deu um papel para ela. Ela leu.
— Espera um pouco.
Ela foi aos fundos da loja e voltou com um cigarro na boca e um notebook.
— Essa informação vai te custar 100 mil.
Simon entregou um envelope com dinheiro vivo.
— Aqui — o próprio notebook imprimia. A mulher entregou um papel. — Boa sorte na sua busca.
Simon leu. O mais importante era que a Houndoominite seria leiloada em Atlantique durante os jogos oceânicos. Outros itens valiosos foram listados no papel, mas Simon estava interessado apenas na mega-pedra.
...
PokéBlack — White City
Mr. Belial surgiu na cadeira do presidente. Merik avisou para ele sair dali e voltar para as atividades em campo.
— Não trabalho para você. Trabalho pro velho Yamashida.
— Você é um general da Equipe Black. Não pode se envolver na empresa. Mas creio que os seguranças seriam incapazes de detê-lo.
— Merik, o vice-presidente meteu o pé outra ve... O que ele faz aqui?
— Amiguinhos, ficarei aqui até que Yamashida chegue. Eu soube que ele vai aparecer a qualquer momento.
Merik e Baron não podiam fazer nada. As duas maiores autoridades da empresa estavam fora.
...
No dia seguinte, Jason foi visitar a sua vila sozinho. Preferiu ter um momento de solidão. Mas antes, olhou as obras na vila. O chão estava todo com calçamento, as casas reconstruídas. Até árvores e flores foram plantadas.
Os moradores agradeceram a Jason pela ajuda.
Um vendedor de algodão doce apareceu e ofereceu de graça um algodão em forma de um dragão/serpente verde.
— Por conta da casa.
— Obrigado.
Jason ficou mais alguns minutos com os moradores. Visitou até a sua casa.
Momentos depois, caminhou ate a colina onde estava o sepulcro da sua mãe. Ele rezou por ela e agradeceu por ter dado a vida.
— Obrigado, mamãe.
— Ela foi uma boa mulher, não foi?
Jason olhou para trás e viu o vendedor de algodão doce, mas sem o carrinho.
— Nunca vi o senhor por aqui.
— Sou de outro lugar. Estou aqui por que sempre gostei de terminar o que comecei. Meu trabalho.
— Vender algodão doce?
— É claro. Bom... eu conheci a sua mãe. Miranda. Fomos colegas de trabalho na mesma empresa. Ela sempre foi uma excelente profissional.
Jason chorou. Não quis mostrar o seu lado mais fraco para um estranho.
— Ela sempre me contou sobre o seu filho. Fomos amigos até após a sua saida da empresa. E agora aqui está você, ajudando aquela gente. Sua mãe ficaria orgulhosa de ter um filho como você.
— Obrigado, moço. Poucos ex-colegas falam bem da minha mãe.
O vendedor foi embora e deixou Jason sozinho. Por fim, o rapaz deixou flores no túmulo e saiu.
Longe dali, o vendedor abandonou o carrinho e caminhou até uma praia mais deserta.
— Miranda, teu filho agora se tornou aquilo que você mais queria. Como uma fruta madura e suculenta. Jason está pronto para ser devorado.
Algo surgiu no céu. Um dragão verde serpentino observou o vendedor.
— Da mesma forma como te matei, matarei seu filho. É só Yamashida-san me autorizar a fazê-lo. O que acha, Rayquaza?
O homem pulou sobre a cabeça do dragão e foi embora voando. Estava disposto a aniquilar Jason na primeira oportunidade. Aquele homem era o assassino da mãe do protagonista. Seu nome era Dragon Kwan.
TEAM BLACK TOP EXECUTIVO
NOME: DRAGON KWAN
CARGO: VICE-PRESIDENTE DA POKÉBLACK
POKÉMON: RAYQUAZA
INSÍGNIAS: 45
Jason voltou para o laboratório e abraçou todos os seus pokémons. A sua jornada para a Atlantique começaria em breve, porém o jovem precisava de um bom descanso. Ninguém era de aço.

CONTINUA NO PRÓXIMO ARCO!
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