Notas iniciais
Volto com a história de Kou-chan e Victini.

CAPÍTULO 21

Capitão Rickie não era tão sério quanto Goro. Ele estava sentado no chão da sala e analisando Kou-chan apenas observando.

— Você tem mãe solteira?

— Perdão?

Elisa deu um soco na cabeça do chefe e pediu desculpas em nome dos rangers.

— Eu apenas brincava. Por que essa brutalidade?!!

— Vai brincando. Daqui a pouco fica com um calombo enorme da cabeça — Elisa fechou o punho.

— Foi tudo brincadeira, Kou. Nós nos conhecemos desde a caverna dos Spearows. A gente já é meio que irmãos.

Kou-chan ficou mais aliviado. A filial de Cerejeira possuía bons rangers.

— Estou falando que falta mais um novo ranger — Elisa observou um documento. — Ele ligou mais cedo e disse que se atrasará. Começou bem, hein?

— Não costumo julgar recrutas antes do trabalho propriamente dito. Vamos esperar pacientemente — comentou Rickie sendo sério pela primeira vez.

Stoutland entrou no recinto e foi direto para o seu dono. O cão cheirou Kou-chan e Victini e lambeu os dois.

— Ele é muito mais receptivo do que a Elisa hahaha!

Rickie ouviu o barulho do carro. O veículo parou e dele saíram mais dois rangers.

— Kou, venha conhecer os demais membros permanentes — falou o capitão.

Numa outra sala, surgiram dois rangers com uma estrela de prata cada.

O homem era moreno com cabelos vermelhos cacheados no topo da cabeça, um lenço vermelho no pescoco e usava um óculos goggles.

— Sou Jupiter Seba. Trabalho aqui há pelo menos 2 anos. É a primeira vez depois de mim que vem gente nova.

A mulher era branca com cabelos verdes em chanel, usava saia em vez de calça e legging floral rosa. Tinha óculos escuros (levantados sobre a testa).

— O que achou do seu primeiro local de trabalho? Faz tempo que não vejo gente nova por aqui. Pouca gente vem pra cá.

— Eu particularmente gostei.

— Não caia na esparrela do capitão. Ele é doido. Ah! meu nome é Grizzman Shaina!

Kou-chan se apresentou mais uma vez. Mostrou Victini aos rangers, que ficaram encantados com o pokémon diferenciado.

Dois novos pokémons surgiram. Eram os parceiros de Seba e Shaina.

— Esse é a minha Rockruff — falou Shaina ao apresentar a sua cadela de pelagem marrom.

Nome: Rockruff

Número: 744

Tipo: Rocha

Habilidade: Escavação

Nível: 2

Rockruff era um pokémon canino da tipagem rocha, pois os seus pelos eram bem duros e formavam pedras ao redor do pescoço.

— Parece que eu sou melhor como treinador. Olhe o meu parceiro. Evoluiu — disse Seba ao apresentar um pássaro.

Nome: Corvisquire

Número: 822

Tipo: Voador

Habilidade: Corte

Nível: 2

Corvisquire era um pokémon aviano de cor azul escuro, preto nas penas do pescoço e asas, olhos vermelhos.

— Você leva metade das missões. Além disso, a espécie do Corvisquire evolui mais rapidamente do que a da Rockruff — retrucou Shaina.

Os dois iniciaram uma pequena discussão até serem impedidos por Rickie.

— Desculpa, Kou. Isso acontece mais vezes do que o normal. O que me preocupa mesmo é a demora do outro novato.

— A Katie ligou para a casa do outro ranger e disseram que ele saiu mais cedo — falou Elisa ao entrar na sala.

Kou levantou o braço e perguntou:

— Só trabalham vocês aqui?

— Claro que não. Existem mais dois rangers além de nós. Mas eles estão em campo agora — explicou Shaina.

— A nossa filial não e muito grande, mas trabalham aqui como ranger: o Capitão Rickie, eu, a Shaina, a Sargento Beatriz, o Tenente Barron, você e o outro novato — revelou Seba.

— É. E ainda temos a Elisa como mecânica, a Katie como recepcionista, Luccas como operador, o seu Ramón na área da limpeza — concluiu Rickie.

O capitão terminou a reunião. A preocupação maior era o paradeiro do outro ranger novato.

°•°•°

Cerejeira era uma cidade movimentada, mas não era uma metropole. Não havia prédios altos, não ficava num litoral, e os habitantes eram o que se podia dizer de "interioranos". Mas a vida era agitada. Tão agitada a ponto de chamar a atenção de pessoas de outros lugares. E não eram turistas ou de outras cidades, e sim pessoas totalmente de lugares mais distantes.

Um casal passeava com o seu Poochyena na rua quando viram uma rua inteira interditada. A mulher lamentou não ter que atravessar, pois era sempre o caminho que tomava. O homem tentou passar por cima da cerca, mas um segurança mal encarado se aproximou e exigiu que o homem saísse dali.

— Que tipo de obra estão construindo? — perguntou ele.

— Isso não é do seu interesse. Sumam daqui.

— Escute! A rua é pública e tenho o direito de ir e vir...

Uma pessoa surgiu por trás do segurança e se identificou como o supervisor da obra. Afirmou que era uma melhoria nas tubulações dos esgotos da cidade.

— Não vi nenhuma informação. Tudo bem. A gente dá a volta — falou a mulher.

Eles saíram dali.

— Continue vigiando — o tal supervisor ainda chamou outro homem. — Você ficará aqui e fará companhia a ele. Logo virão recolher os entulhos.

— Certo, chefe.

O homem foi até o bueiro e desceu numa escada improvisada.

Enquanto isso, a mulher parecia desconfiar daquela obra. Ligou para um parente que trabalhava na prefeitura. A pessoa negou qualquer tipo de obra nos esgotos.

— Podemos mandar uma equipe para averiguar. Mas só estará disponível daqui umas 4 horas. Estão supervisionando uma obra no terminal rodoviário.

— Vai demorar bastante. Espere... Depois eu ligo.

A mulher viu um ranger caminhar do outro lado da calçada. Não era um adulto, e sim um adolescente. Atravessou a pista e o chamou.

— Você é um ranger, não é?

— Sou sim.

— Pode me ajudar.

— Estou atrasado. Sou um recruta que está começando agora.

— Oh! E agora?

— O que houve?

— Vi pessoas suspeitas interditando uma rua. Você pode dar uma olhada? Depois diz aos seus superiores.

O garoto ficou pensativo, mas resolveu ir com ela. O namorado e Poochyena foram atrás.

— Ali — Eles estavam atrás de uma van branca.

O garoto pegou um binóculos na mochila e observou. Viu o símbolo W na roupa de um.

— Conheço aquele emblema. A Equipe White!

— Perdão? Quem é você? — perguntou o namorado.

— Sou Tatsumaki Denjiro. Novo ranger de Cerejeira.