Pokémon Pyro Max
401 PPMAX-373: O avanço Black Aqua
No fundo da plataforma, o óleo ia para a refinaria na costa por meio de tubulações grandes com mais de 3 metros de diâmetro. Esse era o meio de transporte mais seguro e eficaz para o combustível fóssil chamado petróleo. E em todos esses anos, Aqualaguna foi referência em preservar a natureza com a segurança no transporte petrolífero. No entanto, tal privilégio acabou no momento em que MegaGyarados conseguiu danificar uma tubulação.
— Isso é péssimo. O petróleo vai acabar com o oceano — falou Rihanna.
Um marinheiro estava com um telefone na mão e avisou que o secretário de energia da cidade queria explicações.
— Senhor secretário...
Nesse meio tempo, Jason havia descido e saído do pequeno ginásio aquático e voador. Olhou ao seu redor e viu que a movimentação de militares era grande.
— Papai? Luiza? — Jason tentava uma comunicação pela sua pokédex. — Acho que terei que prosseguir.
A ocarina abriu a última porta. A responsável pelo último desafio antes da líder era Nathalie, especialista em pokémon aquático e terrestre.
Dentro da cúpula, o chão era feito de lama e o interior era muito parecido com uma caverna.
— Já chegamos! Qual vai ser a pegadinha dessa vez?!
Os pés de Jason começaram a afundar. Era areia movediça!! Charmander pulou na cabeça do garoto.
— Você devia me ajudar, Pyro! Vira Charizard.
Por sorte, Pyro conseguiu evoluir e puxar o seu treinador.
Um pedaço do teto da caverna desabou. Eles caíram numa parte subterrânea. Estava tudo escuro.
— Olá?!!
As luzes acenderam. A arena era a mais profunda do ginásio. Estava a uns 50 metros. E onde Jason foi parar parecia um carrinho de uma mina. A parte da rena era de terra batida e, do outro lado, outro carrinho com uma pessoa dentro.
— Quanta demora! — gritou a garota.
— Desculpa.
— Tudo bem. Vamos começar imediatamente. Vou me apresentar uma segunda vez. Eu me chamo Nathalie, treinadora especialista em terrestre. E esse é o meu Marshtomp.
— Nathalie...
— Pode me chamar de Nath.
— Nath, o que está havendo lá em cima? Os marinheiros enlouqueceram.
Mas Nathalie, que já sabia de tudo, não quis dar a informação ao garoto.
— Quer saber? Tem que me derrotar pra saber. Não darei informação de graça.
Jason não se importou muito com a resposta da garota e disse que a venceria como os outros.
Rihanna havia dado informações detalhadas ao secretário. Algo tinha que acontecer para que a tragédia ambiental não se consumasse.
— Eu vou.
— Mas capitã...
— Tenho que consertar a rachadura do tubo. Vou pegar o submarino reparador. Dree, fique aqui e avise a Jason caso ele surja.
A capitã Titanic entrou num pátio com uma piscina e um submarino cinza com capacidade para até 4 pessoas. Ela entrou no veículo e desceu pela água e passou por um túnel e saiu do lado de fora da cúpula.
— Estou a mais ou menos 800 metros do tubo avariado, câmbio.
— Certo, capitã. Muito cuidado com a aparição de alguma ameaça, câmbio — respondeu Dree.
O submarino estava próximo das tubulações. Rihanna percebeu no radar a aproximação de algo rápido. Não parecia ser um veículo e nem um torpedo. Ao olhar para frente, viu MegaGyarados.
— Droga! — Ela atirou dois torpedos, mas o pokémon desviou.
A líder saiu da cabine e pulou no assoalho para não ser vista pelo pokémon. Sorte a dela que o monstro não teve interesse em destruir o submarino e saiu.
— Primarina.
Ela retirou Primarina da pokébola e bolou um plano para que a sua pokémon ajudasse durante o reparo do tubo.
— Agora saia e fique de olho — Primarina assentiu.
Com dois braços mecânicos, o submarino de Rihanna iniciou o conserto da rachadura. Um filete de óleo vazava e subia para a superfície.
O brilho da solda chamou a atenção de MegaGyarados, voltando para o ponto onde estava anteriormente.
— Droga — o radar apitou. — Ele deve estar de volta.
Primarina nadou até da direção do outro e soltou um Hyper Voice que passou por muitos metros pelo fundo do mar e atingiu o pokémon de Maytsa. Assim, ambos estavam um de frente ao outro.
O pior nem era o MegaGyarados, e sim que o submarino Black Aqua também se aproximava.
...
No submarino...
— Você acha mesmo que o seu plano vai dar certo? — indagou Maytsa.
— Mas é claro que vai dar. Tenho tudo pensado. Jason não vai ter pra onde fugir — respondeu Bernardo.
O próximo a ir na direção da base subaquática era Greninja. Mas a sua missão era outra. Ele tinha a missão de quebrar a parede de vidro da cúpula. Não seria algo fácil, pois a cúpula era coberta por um material altamente denso e que suportava a pressão do mar.
— Greninja tem o poder acima de um torpedo comum. Nem que seja uma rachadura, vai dar certo.
— Espero mesmo!! Quero a cabeça do Jason sem demora e me mandar daqui.
O pokémon de Bernardo nadou muito rápido e se aproximou da cúpula. Usou seus poderes aquáticos pra formar uma grande pressão e bater com tudo na parede de vidro.
— Que tá havendo? — indagou o vice-capitão Dree aos marujos.
— Acabaram de bater algo no teto!
— No teto do domo?
— Aham...
— Que desgraça! Mesmo que a cúpula seja resistente ao ataque de um torpedo, não sei se vai aguentar por muito tempo.
A preocupação de Dree virou realidade, pois Greninja conseguiu rachar uma parte do domo. Logo, o sistema de segurança acionou e toda a base, incluindo os ginásios e o hotel ficaram sob um forte alarme.
— Droga. Estamos ferrados! — Dree.
Enquanto os demais lutavam contra a invasão da Black, Jason estava pronto para iniciar uma batalha pokémon contra Nathalie e seu Marshtomp.

Nome: Marshtomp
Designação: Pokémon peixe de lama
Número: 259
Tipo: Água/ Terra
Sexo: Macho
Grupo de ovos:
Peso: 28kg
Altura: 0,71 metro
Razão de gênero: 87,5% masculino; 12,5% feminino
Estado: Ataque
O pokémon que Jason colocou para a batalha era Seismitoad, segundo a ordem da lista pré-definida. No entanto, o pokémon ainda não havia assentido batalhar e era muito teimoso. Mas tirá-lo imediatamente significaria uma derrota imperfeita. O que Jason faria sobre?
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