Pokémon Pyro Max
402 PPMAX-374: Broche
O golpe do Greninja conseguiu afetar o teto do domo e assim criou uma rachadura que fez com que a água do oceano começasse a entrar na base. Isso desencadeou um alarme estridente, causando um caos em todo o lugar. E os marinheiros ficaram apavorados com a iminente entrada da água e o fato de estarem num ambiente que seria tragado em minutos.
— Precisamos escapar enquanto é tempo. Vice-capitão! Por favor.
— Mas não podemos abandonar a base e deixar com que os invasores tomem conta. Esta base é o local que a capitã tanto quis.
— Mas se ficarmos aqui, morreremos afogados.
Dree pediu aos técnicos que fossem até o local do vazamento e ajeitassem imediatamente. Ordenou também que 80% dos marinheiros da base subissem para a superfície.
— Ah droga. Aquele garoto está com Nath. O que aquela garota pensa que está fazendo?
De repente, Pitt, Enrick e Rave apareceram na sala de comando e pediram a Dree que permitisse que os três ficassem e protegessem a base dos invasores. Eles acabaram de duelar e estavam livres.
— Aquela Nath é teimosa feito uma mula. Não acredito que vai batalhar nesse momento — comentou Enrick.
— É a mais obstinada dos quatro — comentou Rave.
— Não temos tempo para falar com ela. Parece que os invasores estão batendo à nossa porta — disse Pitt.
E era razoável pensar nisso, haja vista o submarino da Equipe Black Aqua estava a poucos metros da parede do domo.
Jason percebeu que Seismitoad continuava indiferente na luta. Isso o deixou muito irritado e pediu ao pokémon que lutasse. Foi preciso o garoto ir até o anfíbio e dar um cascudo nele, deixando Seismitoad com galos na cabeça.
— Eu não entendo como uma criança que sequer conseguiu treinar o seu pokémon avançou tão rápido na conquista das insígnias.
— Ele é a exceção. Todos os meus pokémons me adoram.
— Melhor desistir e colocar outro pokémon. Essa vitória será imperfeita.
...
No submarino, Maytsa e Bernardo mandaram os blackers invadirem a base da marinha. Eles vestiram trajes de mergulho e colocaram uma espécie de jetpack submarino que dava propulsão debaixo da água. O alçapão abriu e os bandidos saíram um por um.
— Não façam nada fora do que combinamos — Maytsa falava num rádio. Blackers ouviam enquanto nadavam. — A entrada secreta fica numa distância de dez metros pra fora da cúpula.
Bernardo assistia à invasão.
Ainda dentro do submarino, Chucky e Gamb ficaram apreensivos. Não era isso que queriam. Eles eram leais à Black e Yamashida. Trabalhar para Kumamoto não estava no plano inicial.
— O que você quer dizer? — perguntou Gamb.
— Vamos dar a desculpa de invadirmos a base com os demais e no meio do caminho fugimos.
— Chucky... que ideia massa!!
Ambos tentaram convencer Maytsa, mas Bernardo impediu que eles saíssem.
— Não confio em vocês. Pretendem fugir assim que estiverem longe o suficiente. Maytsa... você não deve acreditar nesses paspalhos.
— Tem razão. Preciso dos dois comigo.
Chucky ficou com muita raiva, mas se segurou.
Os blackers se dividiram em três grupos. Aqueles que atacariam a parte do domo rachado, aqueles que invadiriam a base pelo caminho de saída de submarino da marinha (o mesmo que Rihanna havia saído).
— Senhor, temos problemas — disse um marinheiro que ficava de olho nas câmeras de segurança.
— Que houve? — Dree.
— Temos companhia. Eles estão atirando algo na região do vazamento.
— Isso é uma tragédia! Eles vão aumentar a rachadura. Ou pior!
Os três treinadores foram designados para enfrentar quem invadisse.
Enquanto tudo se desenrolava na superfície, Nath recebeu uma chamada para evitar a batalha. Ela, no entanto, desligou o rádio.
— O que vai ser? Eu não tenho todo o tempo.
Jason admitiu que trocaria de pokémon. Mas antes de qualquer ação, um tremor pegou os dois de surpresa. A arena estava sendo tomada por água.
— Ta vazando lá de cima — afirmou Jason.
— Não pode ser.
...
Luiza e Robert pediram para descer, mas o comandante da plataforma não autorizou por causa da invasão.
— Me desculpa, senhor Krueger. Por minha culpa, se separou de novo do seu filho.
— Não fique preocupada assim, garota. Você tem razão quando disse que Jason era muito bem preparado.
Parecia que a invasão seria apenas na base subaquática, porém um terceiro grupo de blackers foi designado para invadir a plataforma. Grunts emergiram e logo começaram a escalar pelos alicerces. Jogaram bomba de fumaça.
— É uma invasão!! — gritou um trabalhador da plataforma.
Luiza e Robert levaram um susto. Estavam no escritório, na parte mais superior. Quando saíram, viram um fumaceiro logo abaixo.
...
Todos os objetos roubados foram transportados para dentro do navio do Kumamoto. O empresário recebeu uma ligação misteriosa.
— Quem era? — Jaws perguntou.
— Alguém de fora. Nada que interesse a você — Kumamoto olhou a hora. — Parece que Maytsa resolveu invadir a base da marinha. Por acaso ela é louca?
Jaws não sabia dessa informação.
— Se serve de consolo... se ela morrer, você sozinho faturará os 66% do dinheiro desse cheque. Adeus. O nosso contrato se encerra aqui.
O homem entrou na limusine e foi embora.
O problema maior era a tal invasão. Jaws ficou de fora de tudo isso. Talvez se chegasse lá ainda daria tempo, mas ter que dividir uma grana preta com muita gente era desanimador.
— Que se dane Maytsa e os outros.
O vilão saiu do porto.
...
Uma explosão ocorreu logo cedo perto de uma loja pokémon. A vítima era um homem de 20 anos e que participaria dos jogos. A polícia encontrou algo parecido com um broche que havia explodido de dentro para fora.
— Você viu isso? Ele foi explodido — disse um transeunte.
— Que horrível.
Simon não se preocupou em tirar o broche. Ele sabia que era uma bomba e um localizador.
— Quem é? — a campainha do seu quarto soou.
— Light.
O ruivo indagou como o outro descobrira seu hotel. Light mostou o seu broche na mão.
— Não explodiu?
— Sou perito em desarmar bombas.
— Quê?
— Quer que eu desarme a sua?
Simon agradeceu.
— Meu tio é Arthur Poirrot.
— Hã?
— Seu bobinho. Estou aqui para investigar Kumamoto. Essa é a minha missão.
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