Pokémon Apocalipse- Os Cinco Poderosos

3 Capítulo 2-Mutantes? (Parte 2)


Notas iniciais
Mais um capítulo prontinho para vocês! Espero que gostem!

-Ahn...?

Ambos abrem seus olhos, sem saberem onde estavam.

-Onde... onde estamos? –Perguntou Juliet, confusa. Ela olhava em todas as direções, se esforçando para enxergar. Seus olhos ainda estavam cansados.

-Em minha cabana. –Dizia um senhor idoso que acabara de aparecer.

-E como viemos parar aqui?

-Eu estava passando pela floresta Veridian quando os avistei caídos no chão. Imediatamente mandei meu Pokémon Machamp trazê-los. –Respondeu ele, apontando para seu Pokémon.

-Champ machamp –Recepcionava o Pokémon.

-Hum? –Bryan olhava para Juliet com olhares maliciosos.

-O que você está olhando? –Perguntou ela, antes de perceber que estava apenas de roupa íntima. –AHHH! O QUE VOCÊ FEZ SEU VELHO TARADO! –Gritava ela, se cobrindo.

-Eu não fiz nada! Foi desse modo que encontrei vocês. –Respondeu ele.

-E por que não nos cobriu? – Disse Mylla, se cobrindo também. — Sabe... Tem pessoas aqui que não podem olhar uma mulher de roupas íntimas que já pensam besteiras. – Continuava a garota, olhando para os dois.

-Pode ficar tranquila que eu não sou desses. Quem faz isso é o Bryan.

-Tem razão. Esse garoto é nojento, pervertido e um maníaco sexual. –Argumentou Juliet.

-Eu não sou assim. Mas aposto que você queria fazer algo quando me viu pela primeira vez. –Riu ele.

-Nem pensar. Você é ridículo e fede á cachorro molhado.

-Não estou falando só dele... – Disse Mylla olhando com um ar psicopata para Rick.

-CHEGA! –Gritou o velho. –Me expliquem exatamente o que estavam fazendo lá.

-Eu não sei. Tudo que consigo me lembrar é da R.I.G atrás de nós, e do garoto estranho. Depois daquilo não me lembro de mais nada. –Explicava Bryan.

-E por que estariam fugindo da R.I.G? Eles só perseguem... céus, Machamp! Eles são...

Machamp preparava-se para atacá-los.

-NÃO! Por favor...nós não vamos machucá-los. –Disse Rick.

O velho fez sinal para Machamp recuar, enquanto os avaliava.

-Eles parecem ser inocentes. Ultimamente tivemos um número grande de pessoas transformadas em Pokémons, mutantes, zumbis, vampiros... Isso está ficando cada vez pior. –Respondeu ele. –A propósito, ainda não me apresentei. Meu nome é Samuel Oak, mas todos me chamam de Oak.

-Samuel Oak? –Perguntou Juliet, tentando se lembrar de algo. –Conheço o senhor. Por acaso o senhor não seria o Professor Oak, seria? Aquele que distribui os Pokémons para os iniciantes, seria?

-Sou eu mesmo. Já faz tempo que não faço isso. Ultimamente são poucos os que querem se aventurar pelo mundo do jeito que ele está hoje. Depois que souberam da infestação de mutantes zumbis que devastou Unova, ninguém mais se arrisca. –Respondia ele. –Mas então, como se chamam?

-Eu sou Juliet. Muito prazer. –Disse ela, mexendo em seus cabelos.

-Eu sou Rick.

-Meu nome é...Mylla.

-Eu sou Bryan..

Professor Oak os avalia e logo diz:

-Se vocês são mutantes, então só há duas explicações: Ou vocês os adquiriram ao decorrer da vida ou então foram modificados em laboratório.

-O quê? Eu? Uma cobaia de laboratório? Jamais. –Dizia Juliet.

-Só temos um jeito de saber. Eu tenho um amigo que já fez parte da R.I.G, mas se demitiu.

-Então o que estamos esperando? Precisamos saber o que nós somos de fato. –Argumentou Bryan.

-Você é um nojento, disso já sabemos. –Ria Juliet.

E assim...

-Foi muito bom seus pais terem os deixado vir. Só fiquem na de vocês! Algumas dessas pessoas não gostam muito de...mutantes.

Professor Oak para o carro em frente á um grande centro de pesquisas.

-Uau, é enorme! –Observava Rick, encantado.

-Identifique-se. –Ordenou um dos guardas.

-Prof. Samuel Oak, amigo do Dr. Mark. Ele gostaria de me ver. –Respondeu.

-Hum, você está ok, mas este lugar não autoriza a entrada de menores de 18.

-Mas você não entendeu, eles são...

-Prof. Oak! A quanto tempo. –Cumprimentava Mark que acabara de sair.

-Realmente! Faz o que, um ano? –Perguntou.

-Eu acho que sim. Quem são esses?

-Estes são Rick, Mylla, Juliet e Bryan. Precisamos falar urgentemente com você.

-Desculpe, mas por questões de segurança crianças não podem entrar.

-Você não entendeu. Eles são mutantes. Precisamos de sua ajuda!

-Mutantes? –Dr. Mark os avaliava e logo tornava á olhar para Oak. –Por que não disse logo. Entrem!

E assim...

-Então vocês já nasceram com esses poderes? Isso é muito estranho. Geralmente eles se adquirem no decorrer da vida, e no tempo que estive com a R.I.G eles nunca fizeram testes em bebês. Seus pais não sabem disso?

-Nós contamos á eles. Tudo que dizem é que não sabem como ganhamos nossos poderes. –Respondia Mylla por todos.

-Se importariam se eu fizesse alguns testes em vocês?

-É claro que sim. –Disse Juliet. –Ninguém faz testes em minha pessoa.

-Larga de ser metida, psicopata. Por acaso não gostaria de saber por que é assim? Não gostaria de ser normal? –Perguntou Mylla.

-Para de me chamar assim! Ta ta, que seja. Mas que não demore muito.

Dr. Mark os leva para uma sala de testes. Mylla é a primeira a experimentar. Ela é envolta por uma roupa metálica.

-Pode me explicar por que tenho que usar isso? –Perguntou ela, furiosa.

-Esta roupa fará com que você possa usar quanta eletricidade puder sem se machucar e sem machucar á ninguém. –Respondia o doutor. –E que comecem os testes.

Os olhos de Mylla se tornam avermelhados. Suas unhas crescem igualmente seus dentes. Eletricidade passa por seu corpo, e é liberada através do traje.

-Hum, interessante. Os poderes dela estão muito combinados com os poderes caninos. Ela é como se fosse...um Raikou em forma humana.

-Um Raikou?

- Raikou é um Pokémon lendário do tipo elétrico.Dizem que ele pode disparar raios muito fortes das nuvens em sua costa, e dizem que ele se move tão rápido quanto um raio. –Explicou o professor Oak.

De repente o sinal começa a alarmar. Mylla começa a ficar fora de controle, disparando raios por todos os lados.

-Mylla PARA! –Rick tenta se aproximar, mas é atingido.

-PARE MYLLA! –Gritou Juliet que tentava pará-la com seu poder.

O poder de Mylla cessa, enquanto ela ficava zonza. Rick á segura, enquanto ela abria seus olhos.

-Te peguei. –Dizia ele, sorrindo.

-Me largue! –Ela o empurra. –O que foi que houve?

-Eu não sei explicar. –Respondeu Mark, confuso. –Os dados do seu corpo estão normais. Você não sofreu nada, pelo menos nada que possa ser identificado. Parece que seus poderes elétricos vêm da mesma natureza que seus poderes caninos.

Mylla apenas permanecia quieta enquanto o doutor falava.

-Bryan, se importaria se fosse sua vez agora? Se você disse que seus poderes também são caninos, talvez ele possa ter vindo da mesma natureza que os de Mylla.

–Não! –Respondeu ele, indo para sua área de testes.

-Vamos, solte seu poder.

-Eu não sei se consigo! Eu só consigo quando estou em uma situação de perigo, ou quando...

-Se irrita! –Terminou Mylla, disparando raios contra ele.

-Precisa mais do que isso. –Ria ele.

-Deixa essa para mim. –Juliet lançava coisas contra ele, um após o outro.

-Para sua...-Bryan é atingido. –PARA! –Gritava ele, com seus olhos vermelhos.

-Continue Juliet, está funcionando.

-Eu disse...PARA! –O grito sônico de Bryan faz tudo tremer.

Juliet protege á todos das coisas que voavam em suas direções.

-Está ótimo!

Bryan rosna para Juliet ao passar por ela.

-Bryan, seus poderes vêm da mesma natureza que os de Mylla. Os dela podemos presumir que tenham sido usados com os de um Raikou, mas o seu, não sei dizer. Você possui os mesmos poderes caninos que ela, porém seu rugido é sua arma principal, enquanto que a dela é a eletricidade. Ainda não posso presumir quais sejam a origem de seus poderes, mas com certeza, também faz parte do trio de cães lendários: Raikou, Entei e Suicune. –Explicou o doutor. –Bem Juliet, seus poderes me interessaram muito. Que tal ser a próxima?

-Claro! Com licença.

Um capacete cerebral é conectado em Juliet.

-Por que eu tenho que usar essa coisa brega? –Perguntou ela.

-Por que é necessário. –Respondia o doutor enquanto preparava tudo. –Certo, vamos começar. Quero que você tente levitar o máximo de objetos possíveis nessa sala.

-Pessoas contam?

-Não! –Riu ele.

-Ah, que droga. –Juliet fecha seus olhos e tudo começa a levitar.

-Isso é impressionante. Suas ondas cerebrais aumentaram em 50%. Você tem um grande poder em mãos. Se suas ondas cerebrais aumentarem em 100%, só Deus sabe o que poderia fazer com seus poderes. Talvez, levantar uma montanha? –Riu o doutor.

-Isso seria muito bom!

-Então é a Psicopata que tem o maior poder? Isso não é justo! –Argumentou Bryan.

-Do que você me chamou? –A garota lança objetos contra ele

-Dessa vez eu estou solto! –Respondeu ele, se defendendo de todos. –Você não pode me atingir!

-Não, é? –Juliet levita Bryan e em seguida o joga contra a parede.

-PAREM com isso! Todos têm grandes poderes aqui. Rick, por favor, agora será sua vez. Temos logo que acabar com isso antes que dê mais briga. –Enquanto falava, Rick se dirigia para a área de testes. –Antes de qualquer coisa, preciso que coloquem isso. –Mark os entregava algumas pulseiras eletrônicas.

-E...para que serve essas coisinhas cafonas? –Perguntou Juliet, olhando para elas.

-Essas coisinhas cafonas como diz, nos permitirá viajar no tempo juntamente com o Rick. E assim como nós, Rick visualizará tudo que acontecer, mas não os viverá como de costume.

-E o que eu faço agora? –Perguntou ele.

-Você é a chave para isso. Tente viajar para quando você era um bebê. Se descobrirmos o que houve com você, talvez seja o mesmo para todos.

-Então isso é um problema! Eu só posso voltar até onde me lembro.

-Que pena. Então, volte para um momento bastante marcante de sua infância.

Rick olhava para baixo, e seus olhos se enchiam de lágrimas.

-Para quando perdi meu pai e meu amigo ao mesmo tempo! –Disse ele, se segurando para não chorar.

Todos permaneciam em silêncio, inclusive Mylla.

Tudo desapareceu misteriosamente, dando lugar á uma nova paisagem: uma aldeia perto de Pallet, onde todos avistavam um pequeno garoto e seu Pokémon correndo juntos.

-Este...este é você? –Perguntou Bryan. –Como você era feio. –Riu ele.

-Sim, sou eu. –Respondia ele, sem ar para brincadeiras. –Eu tinha seis anos quando isso aconteceu. Foi antes de entrar para a Broken Hill. Eu devo tudo á minha mãe. Sem ela, eu teria desistido de tudo sem nem começar. –Seus olhos se fechavam á cada palavra, demonstrando a dor que ele sentia. –Este comigo é Raito. Ele era meu Pokémon de estimação, mas, além disso, era meu grande amigo. O melhor antes de eu conhecer o Bryan.

-É um belo Ivysaur, Rick. Dá para ver que ele era bem cuidado e treinado. O que aconteceu? –Perguntou o professor Oak.

-Eu estava correndo pela floresta com meu Pokémon, quando eles apareceram.

-Eles quem?

-R.I.G! –Respondeu ele.

~Dramatização~

-Raito, duvido você me pegar. –Dizia o garoto, enquanto corria.

-Ivy ivy –O Pokémon corria lado á lado.

Ivysaur olha diretamente para a floresta após ter percebido algo.

-O que foi, Raito?

-RHYHORN! –Gritava o Pokémon que saíra da floresta.

-RHYYYYHORN! –O Pokémon investia contra Rick.

-IVYSAUR! –Raito agarra Rick com seus cipós.

-RICK! –Gritou seu pai. –AFASTA-SE DESSE POKÉMON! –Disse ele, puxando Rick para perto de sua mãe.

-Fique aqui querido! –Disse ela, abraçando o pequeno Rick.

-O que está acontecendo?

Algumas pessoas surgem do meio da floresta.

-Há quanto tempo, Dave. –Dizia um deles, rindo.

-Você... Eu pensei ter acabado com você! –Seus olhos ardiam de raiva.

-Não, apenas me deixou furioso. Rhyhorn vamos acabar logo com isso. Use o Dragon Rush. –Ordenou o líder.

Rhyhorn investe contra Raito com seu corpo coberto por uma aura azul na forma de um dragão.

-Raito, bloqueie com Solar Beam.

Raito suga a energia do sol e a dispara contra Rhyhorn, criando uma explosão tão intensa que lança os dois para trás.

-Seu Pokémon patético melhorou. Rhyhorn use o Horn Attack!

Rhyhorn investe contra Raito.

-Vine Whip! –Defendeu-se Dave.

Raito agarra as patas de Rhyhorn, o derrubando.

-Está ótimo! –Disse um deles, apontando uma arma para Dave.

-QUERIDA LEVE RICK PARA DENTRO! –Ele é atingido.

-PAI! –Rick tenta correr até ele, mas sua mãe o segura.

-Eu...vou ficar bem!

Outro raio é disparado contra Rhyhorn. O Pokémon se junta á Dave, dando origem á um ser.

-Pai?

-CORRA, RICK, CORRA! –Gritou ele, antes de seus olhos se avermelharem.

-Operação realizada com sucesso.

-PAI! –O garoto se solta de sua mãe.

-RICK NÃO!

-Acabe com ele! –Ordenava o líder.

O monstro investe contra Rick, mas Ivysaur o agarra com seus cipós novamente.

-Raito...

-IVYSAUR –Raito dispara seu raio contra o monstro, mas em vão.

-ATACAR! –Gritou a fera, agarrando uma árvore e a jogando contra Raito.

-RAITO! –Rick se aproxima dele, com lágrimas nos olhos.

Uma luz branca ofuscante toma conta do corpo de Raito, e ele começa a mudar de forma.

-Venusaur!!!

-Raito? Você...evoluiu! –Seus olhos se enchiam de brilho.

-VENUSAUR! –Ele dispara seu raio solar novamente, desta vez obtendo êxito.

-Senhor, ele é perfeito. –Disse um deles.

-Sei que é! Leve-o. –Ordenou o líder deles, se virando.

~Tudo volta ao normal~

-Não quero mais continuar com isso. –Dizia Rick, retirando seu capacete.

-Eu...sinto muito.

-Essa R.I.G não presta mesmo! –Argumentava Bryan.

-Mas por que fizeram isso com seu pai?

-Meu pai já tinha sido um treinador Pokémon. Ele se meteu em confusão com essa R.I.G! Ela roubou todos os Pokémons dele, inclusive aquele Rhyhorn. Raito era o único que nos restava. Ele era meu Pokémon de estimação. Não, mais do que isso. Ele era meu amigo. –Lágrimas escorriam por seu rosto.

-Os poderes de Rick se assemelham muito com os de um Celebi. –Dizia Oak.

-Celebi? CELEBI? O VIAJANTE DO TEMPO? BINGO! Excelente observação professor Oak. Então já sabemos a origem dos poderes de todos, exceto de Bryan. Eu farei umas pesquisas e entrarei em contato assim que tiver tudo resolvido.

-Certo! Acho melhor voltarmos para Veridian agora, prometemos á seus pais que estaríamos lá cedo.

-Esperem apenas mais um segundo! Preciso mostrar algo á vocês antes. –Disse o doutor, levando-os para outra sala. –Esta é a sala principal. Aqui é onde realizamos os maiores testes. Apenas alguns de nossos funcionários tem autorização para este lugar, como por exemplo meu fiel assistente Ramon.

-Olá, é muito bom vê-los. –Cumprimentou ele.

- Ultimamente temos trabalhado em algo surpreendente. Eu o chamo de “Esfera DNA”.

-E para que serve? –Perguntou Bryan.

-Ainda estamos realizando testes, mas logo isso nos permitirá transformar humanos e Pokémons ao normal novamente. Contamos com isso para acabar com os planos dessa R.I.G! Ultimamente foram feitos testes em Pokémons e deram certo, mas em humanos nunca deu certo. O primeiro teste que fizemos deu completamente errado, e a cobaia...

-Exatamente! O futuro está em nossas mãos.

Ambos ouvem uma explosão vinda do pátio principal.

-Céus, que diabos foi isso?

-DR. MARK... –Gritava um dos guardas, bufando –Alguns Houndours invadiram o centro. E-estão atacando tudo. Nossos Persians não são páreos.

-Houndours? Merda! Como que a bosta da R.I.G descobriu isso?

-Dr. Mark, nós podemos ajudá-los. –Sugeriu Mylla.

-Não Mylla! Fique aqui com os outros. Se a R.I.G encontrar vocês, poderá ser pior. –O doutor coloca seu projeto de volta ao cofre, e coloca outro em sua maleta.

-O que vai fazer Dr.?

-Ramon, avise a polícia. Eu vou sair pela saída de emergência secreta da sala. Se eles me encontrarem, levarão o projeto errado. Mas se eles roubarem o verdadeiro, todas nossas pesquisas estarão acabadas. –Ordenou o Dr., abrindo a saída secreta.

-Sim senhor!

O alarme do local é ativado, e todos os guardas se dirigem para o pátio principal no lado de fora. Alguns guardas permanecem na sala principal. Bombas são atiradas contra o centro, destruindo portas, janelas e partes do edifício. Alguns homens de preto saltam os muros atirando contra os guardas. O líder deles se dirige para dois dos funcionários que estavam no local.

-Olá cavalheiros, acho que já sabem o que queremos. Então nos leve para lá por gentileza. –Dizia ele sarcasticamente.

-N-nós não temos autorização para entrar lá. –Respondeu um deles, gaguejando.

-Ah é? –O líder aponta a arma para eles, segurando o gatilho. –Que pena! Então terei que te matar.

-Espere... Eles disseram a verdade. Não têm autorização para entrar lá, mas eu tenho. –Respondeu Ramon.

O líder da R.I.G sorri para ele enquanto apontava sua arma.

-É mesmo? Que bom saber! –Ele atira nos dois funcionários, e em seguida chuta Ramon. –Com as mãos pra cima. Vocês dois, venham comigo. O resto fica vigiando. –Ordenou ele.

-Não precisava matá-los.

-Cala a boca se não quiser ser o próximo. Não estou pra brincadeiras.

Ramon os leva até uma porta.

-Preciso passar o cartão de identificação e a senha.

-Faça isso o mais rápido possível.

Após passar seu cartão e digitar a senha, a porta é aberta.

-Espera, este não é a sala principal. É a sala de testes. Quem você pensa que é?

Ramon apenas ria.

-Alguém que você não queria ter encontrado.

Ramon agarra o braço de um dos capangas e o nocauteia na cabeça. Em seguida derruba o segundo com um chute. O líder tenta atirar, mas Ramon acerta sua arma e em seguida o derruba.

-Seu desgraçado!

Ao se virar, três Houndours entram rosnando.

-ACABEM COM ELE! -Ordenou o líder.

-Fire Fang! –Ordenou Ramon.

Um dos Houndours nocauteia os outros dois com sua mordida flamejante.

-O que pensa que está fazendo, seu Pokémon idiota?

Um brilho envolve Houndour, fazendo-o voltar á sua verdadeira forma.

-Um Ditto? Então é disso que se tratava? Experto! Você não vai escapar dessa. Eu vou cortar sua garganta.

-Seria bem difícil estando amarrado. –Riu ele.

Ditto se transforma em um Venussaur, disparando suas sementes sangue-suga contra os três.

-PARE AÍ MESMO! –Gritavam os capangas que vinham correndo.

-Hunf, Solar Beam.

Venussaur dispara seu raio solar enquanto “Ramon” lançava contra eles algumas espécies de granadas de gás.

-Não respirem!

Ele se dirige para a sala seguinte.

-Ramon? –Diziam os funcionários quando a porta se abria.

Ele se dirige ao computador central e digita algo no mesmo.

-NÃO! Você acabou de desativar TODOS os alarmes.

-Ótimo! Não mexa nisso.

Ele retirava suas luvas enquanto se dirigia ao final do corredor.

-Ditto, exploda. –Ordenou ele.

Ditto dispara seu raio solar contra a porta, destruindo-a. O criminoso lança granadas de gás contra a sala, fazendo todos ficarem sem reação.

-Ramon?

-Esse não é Ramon. –Observou o professor Oak. –Eu acho que sei quem é. Você é o criminoso procurado pela polícia internacional. Você é quem todos chamam de Ditto X, correto?

-Ditto X? –Perguntou Juliet. –Que nome mais cafona –Riu ela.

-Excelente observação. –Ele assumia sua verdadeira forma

-O que você quer? –Perguntou Mylla, se preparando para atacar.

Ditto X lança uma espécie de granada contra Mylla, que explode e enrola á todos com uma espécie de gosma.

-Odeio mutantes. –Disse ele.

Juliet tenta usar seus poderes, mas em vão.

-Isso impede que me atrapalhem! Não se preocupem, isso vai se desfazer em alguns minutos. –Diz ele, se virando para um dos funcionários do local. –Você sabe o que quero. Então dê para mim.

-Nós...não estamos com ele.

-Então o Dr. Mark fugiu com ele, hein? Esperto! Mas isso apenas enganaria a R.I.G! Estou entre vocês á muito tempo, e sei que ele não faria isso.

-Parado aí! –Ordenou um dos guardas, encostando uma arma em sua cabeça. –Se deu mal, ladrãozinho idiota.

-E por que eu seria idiota? –Ele gira rapidamente agarrando o braço do guarda que atira contra o chão, em seguida levanta sua perna o atingindo na cabeça, e o derruba. –Patético! –Disse ele, retirando as munições da arma e a jogando no chão. –Certo, não tenho o dia todo. Então vejo que não querem colaborar com a brincadeirinha. Não tem problema, já estudei tudo por aqui.

Ele digita o código do cofre, o abrindo. Em seguida abre a maleta, e vendo que o projeto estava lá, a fecha novamente.

-Bem senhores, tenham um bom dia.

-Você não vai escapar dessa. –Disse Bryan. –A polícia vai atrás de você até o quinto dos infernos.

-Pois então estarei esperando junto com o diabo. –Ria ele, ironicamente. –Eu desativei os alarmes, então a polícia não saberia...

Todos ouvem a sirene da polícia chegando ao local.

-O quê?

-Haha! Acontece que a polícia já foi avisada. Parece que você não é tão esperto assim.

-É verdade! Reconheço minha pequena falha, mas minha fuga perfeita irá cobrir essa falha. –Ele lança uma granada contra a parede, explodindo-a e revelando a passagem secreta.

-Como...você sabia disso? O que fez com o Ramon? –Perguntava o guarda.

-Ele está bem! Eu planejo meus roubos perfeitos semanas antes dele ocorrer. Estive disfarçado aqui muito tempo para descobrir isso. Bon Voyage.

Ditto se transforma em um Fearow e levanta voo com o criminoso em suas costas.

-PARADO! –A polícia que chegava tenta atirar nele, mas em vão. –Arcanine, use Flamethower!

Arcanine dispara suas chamas contra ele, mas elas se desfazem no ar.

-Droga, está muito longe. Chegamos tarde mais. –Lamentava-se um dos guardas.

-Pelo menos conseguiram prender alguns capangas da R.I.G! –Dizia um dos policiais que entravam.

-Looker? Há quanto tempo. –Cumprimentou o professor Oak.

-Bote tempo nisso! Não nos vimos direito deste o quê, uns 13 anos atrás?

-Sim. Desde o último acontecimento com a Equipe Rocket.

-Agora estou de volta. Esta R.I.G é ainda mais cruel e perigosa do que todas as organizações que já prendi hoje. E parece que este criminoso mascarado não é diferente.

-Qual é o paradeiro dele?

-Ainda não sabemos! O que torna nossa missão mais difícil é o fato dele poder ser qualquer um aqui, até mesmo eu.

-Bem, é lindo e emocionante o reencontro de vocês, mas será que poderia nos tirar daqui? –Suplicou Rick.

-Ah sim, claro! –Looker retira de seu bolso um spray e o espira na gosma que prendia todos. O spray á faz endurecer e quebrar.

-Obrigado, seu...IDIOTA! –Mylla o soca contra a parede. –Isso é por terem demorado tanto.

-Argh! –Gemia Looker. –Mutantes?

-Senhor Looker, encontramos o DR. Caído aqui perto.

-O que houve? –Perguntou ele.

-Eles me encontraram. –Dizia o Dr. ao entrar–Sorte que não era o verdadeiro. Céus, o que houve aqui?

-Sinto muito Dr. Mark. –Começou Oak –A R.I.G não era a única atrás de seu projeto. Ditto X também estava aqui, e infelizmente, conseguiu escapar.

-O criminoso? Mas como isso é possível?

-Ele havia planejado isso há muito tempo. Estava disfarçado entre vocês os estudando este tempo todo. Ele conhecia cada detalhe deste local.

Um dos guardas entra no local juntamente com Ramon.

-O encontramos amarrado.

-Ramon? –Mark olhava para ele, assustado. –Como isso aconteceu?

-Quando eu saí senti algo me atingindo, depois disso não me lembro de mais nada. –Respondia ele, suspirando.

-Que burro nós fomos. Como pudemos cair nisso? Eu já devo ter dado todos os segredos á ele pensando ser você. O pior é que não sei mais em quem confiar, não sei nem se eu sou eu mesmo. E SE EU FOR ELE?

Looker o atinge com um tapa na cara.

-Controle-se homem, mantenha a calma. A polícia internacional cuidará disso.

-Polícia internacional? Ela não o impediu de roubar o meu projeto. Não sabemos NADA desse filho de uma...mãe. E se ele for pior do que a R.I.G?

Looker apenas olhava para ele enquanto dizia:

-Pelo menos ele nos ajudou á prender alguns capangas da R.I.G, mas infelizmente o líder deles escapou. Nós os pegaremos, confie em mim, tens minha palavra. –Looker se retira.

-E agora? –Perguntava Rick.

-Bem, desculpem por tudo isso. Acho melhor voltarem mesmo, desculpe não poder ajudá-los. Mas... –Ele pensa alguns instantes, e logo continua. –...por que não seguem uma jornada Pokémon?

-Jornada? Pokémon? Do jeito que o mundo está hoje? Sem chances. –Dizia Mylla.

-Dr. Mark está certo. Uma jornada Pokémon os ajudaria muito. Ora, vocês são mutantes. Quem ousaria mexer com vocês? –Complementou o professor Oak.

-Bem...eu aceito. –Respondeu Bryan.

-Eu também. –Disse Rick.

-Só se tiver um carro pra levar nós. –Disse Juliet.

-JULIET!

-Brincadeirinha, povo sem graça. Eu aceito.

-Se não tem outra escolha, então aceito. Só não vou com o Rick. E se eu virar um zumbi ou algo do tipo eu vou culpa-los a vida toda! –Respondeu Mylla.

-Então...vamos para Pallet.

Notas finais
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