Pokémon Apocalipse- Os Cinco Poderosos

4 Capítulo 3-Rivais ou...inimigos?


Notas iniciais
Espero que gostem ^^

-Bem vindos ao meu laboratório! –Dizia prof. Oak. ao entrarem.

-Então este é o seu tão famoso laboratório? Ele é imundo. –Dizia Juliet, olhando ao redor.

-Bem, é que... Ora, vocês não estão aqui para avaliar meu laboratório, e sim para pegarem seus Pokémons. Oak liberava 3 pokéballs de uma velha cápsula localizada acima da mesa.

-Vamos começar demonstrando os 3 iniciais de Kanto. Estes são Bulbasaur, Squirtle e Charmander. Não preciso falar o tipo deles, não é? Vocês não são cegos.

- Bulbasaur?

Rick olhava fixadamente para o pequeno sapo.

-Você me lembra demais o Raito!

-Bulba?

O pequeno corresponde ao olhar do garoto, como se já o conhecesse á muito tempo. Um percebe através do olhar do outro que seriam ótimos parceiros.

-Eu escolho o Bulbasaur, professor!

-Sábia escolha! E quanto á vocês três?

-Eu escolho a lagartixa! Não gostei desta tartaruga não. –Disse Bryan.

-Char Char –Riu o Pokémon escolhido.

-SQUIRTLE! -Gritou a pequena tartaruga, furiosa.

O corpo de Squirtle era envolto por uma camada de água enquanto este atingia charmander, girando no ar.

-O que foi isso!? –Perguntou o garoto.

-Foi um Aqua Jet. Este golpe é o Bree’d Move dele

-Qual seria o do outro?

O professor pensa por alguns segundos e logo responde:

-O Metal Claw!

-Então não quero essa lagartixa. Prefiro a tartaruga!

-MANDER?

Squirtle aproveitava o momento para provocar Charmander, mostrando sua língua para ele. O Pokémon ficava furioso ao ver Bryan o abraçando.

-Bem, e quanto á vocês duas? –Perguntou o professor, enquanto olhava para o pequeno Charmander.

-Eu não vou querer esta lagartixa de fogo não. –Respondeu Juliet

-Nem eu! –Complementou Mylla.

-Que pena, você ficou sobrando. –Professor Oak tenta retorná-lo, mas o mesmo não obedecia á seus comandos.

-CHAR!

O Pokémon, furiosamente, lançou suas brasas contra as duas. Mylla desvia bem á tempo, e Juliet se defende com seus Poderes psíquicos. Ela o levita e o joga contra a parede.

-Isto é por tentar me atacar!

A colisão com a parede fez com que uma das Pokéballs que estavam sobre a mesa caísse no chão. Ela se abre, liberando um Pichu.

-CHU!

Cruelmente, Pichu atingia Charmander com o seu Thunder Shock. Mylla se encantava pelo pequeno.

-Quem é este? -Perguntou ela.

-Este é o nosso Pichu. Ele é muito diferente da maioria de sua espécie. Enquanto a maioria é fofa e dócil, este é cruel e impiedoso. Estou tentando domá-lo, mas é muito difícil.

-Então ele é perfeito para mim.

Chamander tentava revidar com seu ataque Metal Claw, mas o pequeno ratinho desviava e o atingia com seu Bree’d Move “Volt Tackle”, deixando-o completamente fora de combate.

-Você gostaria de vir comigo? –Perguntou a garota ainda mais admirada.

O olhar do pequeno se voltava para Mylla, enquanto este disparava sua eletricidade sobre ela, mas em vão. A garota o bloqueava, e disparava sobre ele uma corrente de eletricidade ainda maior.

-Você não tem escolha! Virá SIM comigo! Será meu parceiro á força.

-Pichu! –O pequeno rosna para ela.

-Estou brincando seu bobo. –Disse ela, mas com um ar meio sério. -Juntos venceremos todos, o que acha?

A fisionomia do pequeno Pichu mudava completamente com o que a garota acabara de dizer, e este, sorrindo cruelmente, pulava em seu colo.

-Aff! E quanto á mim? –Perguntou Juliet, cansada de esperar.

-Acho que sei de um Pokémon perfeito para você. Eu lhe apresento, o Abra. –Oak libera o Pokémon, e este fica parado á sua frente.

-Que diabo é isso? –Perguntou.

Ofendido pelo que a garota acabava de dizer, Abra se teletransporta para perto da mesma, ficando cara á cara com ela.

-Você...pode se teletransportar? AMEI VOCÊ! –Juliet o aperta. –Seremos grandes amigas! Claro, você é horrorosa, mas nada que uma maquiagem não resolva. Vou pintar suas unhas, colocar lacinho em você, passar batom, lápis...Vai ficar DIVA!

-Juliet!? –Chamou o professor.

A garota estava entretida com o Pokémon que nem percebia o professor lhe chamando!

-JULIET! –Chamou ele, novamente.

-O que foi?

-Este Abra é MACHO! – Dizia ele levando a mão até o rosto.

-Ah é mesmo? E o que eu tenho a ver com isso? Eu hein, me deixa seu velho!

-Se você diz...

O professor levava até eles quatro aparelhos digitais.

–São Pokédex. Com isso vocês podem aprender tudo. Desde dicas para combate, até sobre os Pokés, tudo. E estas são suas Pokéballs. –Continuou ele, entregando-os ambas. -Podem carregar até 6 Pokémons consigo, e os outros ficarão inativos. Para tornar á usá-los é preciso que mandem um dos seus para meu laboratório. E mais uma coisa. Muito cuidado! O mundo está completamente diferente hoje. Poucas pessoas se arriscam nisso. Vão encontrar grandes desafios. E tentem não usar seus poderes em público, existem membros da R.I.G disfarçados pelo mundo. Inclusive alguns mutantes fazem parte da R.I.G! Muito cuidado.

-Sim! –Responderam eles.

-Antes que eu me esqueça, cada inicial vem com um TM. –Dizia o Professor enquanto lhes entregava um pequeno disco.

-O que seria TM? –Perguntou Mylla.

-TM e HM são discos especiais que fazem os Pokés aprenderem determinado ataque. A diferença entre eles é que o TM só pode ser usado uma vez, já o HM pode ser usado diversas vezes.

Os quatro pareciam admirados por nunca terem visto algo do tipo. Eles aproximam seus TM’s de seus Pokémons, e o disco é absorvido por eles.

-Mais uma coisa. Eu só tenho dois mapas, e...

Antes que Oak pudesse terminar, Mylla avançava sobre um dos mapas.

-Eu fico com este!

-E eu com este. –Disse Juliet, levitando o segundo.

-Mas e nós? -Perguntaram os garotos.

-Vocês dois se virem!

-Então acho que sou só eu e você, Bryan.

-Que nada! Eu vou seguir Juliet. Você acha que vou perder á chance de andar com uma gostosa?

-Você só pensa nisso? Seu pateta!

-Você pode ir atrás da cachorrinha, eu vou atrás da Psicopata. –Ria ele.

Brayan saia do laboratório, correndo atrás de Juliet.

-Seu amigo é muito estranho. –Disse o Professor, assustado.

-O senhor não sabe o quanto.

-Bem, boa sorte.

Ao sair do laboratório Rick suspira. Finalmente ele sairia em uma jornada. Estava muito nervoso, pois sempre havia sonhado com uma, mas nunca teve coragem. A manhã estava linda, e a brisa suave a tornava ainda mais agradável.

Não muito longe dali, Mylla ia andando, mas parecia mais perdida do que nunca.

-Que droga, agora que percebi que não sei usar essa bosta. -Irritou-se ela.

-Talvez eu pudesse ajudar. –Disse o garoto.

-Argh! Você? Eu deixei bem claro que não quero seguir jornada com você.

-Ora, mas você precisa de um guia. Está indo pelo caminho errado.

-E como sabe?

-Por acaso está vendo á estrada da rota por aqui?

-Hum...

-Foi o que imaginei. –Rick toma o mapa das mãos dela.

-Está de cabeça para baixo. –Riu ele.

-Argh! Ok, mas fique quieto e não tente nada. –Rosnava ela.

-Haha, adoro quando você rosna.

-O que? Você...você é doente.

-Eu amo cachorros.

-CALA A BOCA!

A garota disparava raios contra ele, o fazendo colidir com uma árvore. Ele permanecia caído, inconsciente no chão.

-Essa não! RICK RICK!!

A garota corria até ele, tentado socorrê-lo. Alguns minutos se passavam até que ele abrisse os olhos.

-O-o que me aconteceu?

-Me desculpe Rick, eu não queria usar tanta força assim.

-T-tudo bem.

O garoto se levanta, ainda meio tonto.

-Você ainda está tonto, não pode andar!

-Está tudo bem! Sério!

Ele olha novamente para o mapa e em seguida para a direção do sol.

-Não estamos muito longe.

Os dois começavam á andar até Pichu sair de sua Pokéball.

-Você, como saiu? Retorne!

Mylla tenta retorná-lo, mas o pequeno rebelde não obedecia á sua treinadora. Sua cauda se transformava em metal, e este atingia a Pokéball com ela. Surpresa, Mylla olha em sua Pokédex e percebeu que se tratava do Iron Tail.

-Então foi esse o golpe que você aprendeu com aquele disquinho? Interessante. –Dizia ela.

-Olá pequenino, tudo bem? –O garoto aproximou sua mão sobre o pequeno, mas quase á tem arrancada por ele. –Puxa! Ele é igual você, Mylla. –Riu o garoto.

-Ha ha ha, estou morrendo de rir. –Respondeu ela sarcasticamente.

-PICHU! –O pequeno ratinho dispara contra Rick o seu choque de trovão.

-De novo não.

Os olhos de Rick brilhavam, e o corpo do garoto era rodeado por uma aura esverdeada. Tudo parava, e começava a voltar atrás.

-Te peguei! Bulbasaur, use o Tackle.

Bulbasaur é liberado. O Pokémon começa a correr contra o Pichu, recebendo seu choque, mas em vão. Com a investida de Bulbasaur, pichu foi lançado contra a árvore, o que aumentou ainda mais sua raiva.

-Então é assim? Vamos batalhar! –Desafiou Mylla.

-Tem certeza? Eu nunca perdi uma batalha antes.

-Tudo tem sua primeira vez. Aqui não estamos na Broken Hill.

-Tudo bem! Mas o que ganharíamos com isto?

-Se eu vencer você sai de perto de mim pra sempre.

-E se eu vencer, além de seguir uma jornada com você, eu ganho um beijo!?

-O quê? É claro que não, seu pervertido. Seguir jornada até pode ser, mas beijo? Nunca, NUNCA!

-Tudo bem, tudo bem. Pode começar então!

-Pichu, comece com o Thunder Shock. –Ordenou á garota.

-Você deveria começar sabendo que tipos elétricos contra tipos grama têm uma grande desvantagem.

-Vantagem ou desvantagem não é tudo neste mundo. Cala a boca e batalha logo.

-Nossa, foi mal. Bulbasaur use o Tackle.

Bulbasaur investia contra Pichu.

-Evasiva, agora! –Ordenou a garota.

Pichu usa sua incrível agilidade para desviar.

-E agora, use o Iron Tail.

Pichu aproveitava a aproximidade de Bulbasaur para atingi-lo com sua cauda metálica.

-Uau, estou surpreso. –Dizia o garoto.

-Isto é apenas o começo.

Bulbasaur era jogado para trás, mas se levantou e apenas balançou sua cabeça.

-Bulbasaur mude agora para Growl. E em seguida use Double Time.

Bulbasaur emitia um forte ruído que diminuia o ataque de Pichu. Ainda em sua vez, Bulbasaur cercava Pichu com suas múltiplas cópias, deixando-o confuso.

-Pichu continue com Thunder Shock.

Pichu disparava seu choque de trovão contra as cópias, as desfazendo uma por uma.

-Aproveite e use Leaf Storm. –Continuou o garoto.

Uma tempestade de folhas era criada contra o pequeno ratinho, o atingindo em cheio.

-Iron Tail! –Revidou a garota.

Pichu obedecia Mylla girando no ar com sua cauda metálica, e se libertando da prisão de folhas.

-Use o Volt Tackle! –Continuou ela.

Pichu investe contra Bulbasaur com seu corpo coberto por eletricidade. Ao ser atingido, Bulbasaur era jogado contra a árvore.

-Acabe com isto usando o Thunder Shock.

O choque o atingia em cheio.

-Isto não vai ser o suficiente. –Provocou Rick.

-Ah é? –Mylla dispara sua eletricidade contra Pichu, aumentando seu poder em grande quantidade, e deixando Bulbasaur fora de combate.

-Isto não foi justo.

-E por que não? Você não disse que não poderíamos usar nossos poderes. –Riu ela.

-Ora, e precisava dizer? Isto era o óbvio. Pensei que estávamos lutando justamente.

-Pois não estamos.

-Sério? Bom saber.

Tudo começava a voltar.

-NÃO –Gritou a garota, tentando impedir, mas em vão.

-Acabe com isto usando o Thunder Shock.

O choque o atingia em cheio.

-Use novamente o Leaf Storm.

Uma tempestade de folhas era levantada contra Pichu, derrubando-o no chão completamente fora de combate.

-O quê? Isto não foi justo.

-E por que não? Você também usou.

-Usei? Seu...idiota. Odeio você!

-Trato é trato.

-Argh! Odeio você! Argh, o que eu fiz pra merecer um chato?! Tudo bem, mas não tente nada.

Pichu rosnava para Rick antes de ser retornado.

-Volte Bulbasaur, fez um bom trabalho.

O Pokémon era retornado. Os dois seguiam em frente sem dizer nenhum palavra, até que Mylla toca em um assunto.

-Vai demorar muito pra chegar?

-Talvez um dia.

-UM DIA? Quer dizer que...vou ter que dormir NA FLORESTA?

-Eu pensei que isso não fosse problema pra você.

-Está me chamando de selvagem? –Mylla o agarra.

-Não, eu só disse que isto não seria problema pra você, nada de mais.

A garota o empurra para trás.

-Sorte sua que estou de bom humor.

-Se está de bom humor agora, não quero nem ver quando não estiver – Pensava Rick enquanto se levantava.

Os dois iam conferindo em suas Pokédex cada um dos Pokémons vistos.

Caterpie, o Pokémon verme. Como forma de proteção, Caterpie libera um cheiro horrível através de suas antenas. Suas patas pegajosas são capazes de andar em qualquer tipo de superfície.”

Weedle, o Pokémon peludo. É frequentemente encontrado em florestas, comendo folhas. Em sua cabeça existe um ferrão afiado e venenoso. Qualquer um pode se machucar com ele se não tomar cuidado onde pisa.”

Ratata, o Pokémon camundongo. Morde qualquer coisa quando está atacando. Vive procurando objetos duros para roer. Consegue viver em qualquer lugar e reproduzir muito depressa.

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-Os pokémons são criaturas interessantes, não é? –Perguntou Mylla.

-Sim! Pena que eles estão diminuindo no mundo. Esta R.I.G é uma das responsáveis, e vão pagar caro.

-Espera, e o seu amigo Bryan? Onde foi?

-Foi atrás de Juliet. –Ria ele.

-Espera, então...tudo isto era um plano? SEUS PERVERTIDOS! –Mylla se vira para o garoto e lhe acerta um tapa.

-Ai! Não, calma. Eu não sou como ele.

-Então por que são amigos?

-Por que, ele já salvou minha vida quando éramos crianças.

-Como assim?

-Aconteceu na primeira vez que chegamos á Broken Hill, na primeira série. Um Dragonite ficou violento de repente e tentou me atacar. Bryan me salvou de uma forma surpreendente. Eu nunca imaginei que fossem poderes.

-E por que não voltou no tempo?

-Por que...eu sempre quis ser normal, mesmo não sendo. Eu sempre convivi muito bem com meus poderes. Eu fico imaginando o que seria de mim sem eles, e por mais que seja difícil, tento não usá-los ao máximo.

-Eu queria ser assim! Mas não tem jeito!

-Então, de onde você veio?

-Não quero falar sobre isso.

A garota para de repente, olhando para todos os lados.

-O que foi?

-Eu ouvi e senti algo se aproximando de repente. –Respondia ela, mantendo sua posição de ataque.

-E o que seria?

-CUIDADO!

A garota pulava sobre Rick, o salvando de um enorme Pokémon voador que quase arrancava sua cabeça.

-CÉUS! O que é isso?

Fearow, o Pokémon Bico. É a forma evoluída do Spearow. Fearow é famoso por seu pesçoco longo e bico comprido. Eles foram desenvolvidos especialmente para ajudá-lo a apanhar presas no solo ou na água. Consegue manter-se voando no céu por bastante tempo sem pousar.

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-FEAROW! –Gritava ele.

O Pokémon sobrevoava o chão usando o Aerial Ace contra eles.

-Pichu use o Thunder Shock! –Ordenou a garota enquanto lançava a Pokéball.

-Bulbasaur, você também. Use o Leaf Storm.

Os dois atingem o grande pássaro, mas este parecia estar muito bem.

-Nossos Pokémons não são páreos! Ele é muito forte.

-Então cuido eu!

Mylla criava uma esfera elétrica em suas mãos e a disparava contra o enorme Pokémon, o lançando para longe.

-Boa Mylla!

Mais alguns Fearows surgem, atacando-os com o golpe Tri Attack. Mylla começou á saltar pelas árvores indo ao encontro deles. Ela os atinge com socos e chutes, lançando-os contra árvores e contra o chão. Ainda no céu uma nuvem de Spearows a acertam com o Aerial Ace.

-TE PEGUEI! –Disse Rick.

-Me solte!!!

As mesmas nuvens de Spearows os atacam com o Aerial Ace novamente.

-O que são eles!?

Spearow, o Pokémon mini-pássaro. Ele bate suas asas sobre a grama para encontrar insetos. Quando encontra, puxa-os do chão com o seu bico. Suas asas são curtas, por isso não pode voar por longas distâncias.

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Mylla disparava sua eletricidade contra os Pokémons, mas a nuvem aumentava cada vez mais.

-São muitos pra mim!

Quando ambos achavam que iriam ser atingidos, eis que surge um salvador. Um enorme Pidgeot surge, afastando os Pokémons com seu ataque Gust. Uma nuvem de Pidgeys e Pidgeottos surgem. Ambos os bandos se atacavam. Vários Pokémons começavam a cair.

Pidgey, o Pokémon mini-pássaro. Não gosta muito de lutar. Em vez disso, prefere bater as asas próximo ao chão para levantar uma poeira de areia e com isso afastar o inimigo. Possui um ótimo senso de direção.

Pidgeotto, o Pokémon pássaro. É a forma evoluída do Pidgey. Ele é muito protetor de seu território, sempre irá atacar brutalmente qualquer intruso. Possui uma ótima visão e garras bastante desenvolvidas, essenciais para caçar suas presas.

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Pidgeot, o Pokémon pássaro. É a forma evoluída do Pidgeotto. É capaz de voar numa rapidez incrível, sendo mais veloz que a velocidade do som. Com seus músculos bem desenvolvidos, consegue fazer fortes furacões ao bater suas asas.

-Precisamos correr! Não podemos ficar nisso!

-Por aqui! –Disseram os garotos que se aproximavam.

-E por que deveríamos segui-los? Quem são vocês?

-Sem perguntas agora! Por aqui.

Rick e Mylla os seguiam até uma caverna.

-Vocês moram aqui? –Perguntou Rick.

-Por enquanto sim. –Respondeu um deles.

-O que quis dizer com “por enquanto sim”?

-Esta briga por território já está ocorrendo há muito tempo. Desde a última visita da R.I.G á este lugar, está cada vez pior. –Respondeu o segundo.

-É verdade. Nós saímos quando achamos que estava tudo calmo, mas vimos que tudo estava acontecendo novamente.

-O que foi Rick? –Perguntou á garota ao perceber que ele não estava normal.

-Estou sentindo aquela mesma coisa que senti na escola quando vi aquele garoto pela primeira vez. Se ele estiver certo, então...vocês são mutantes?

-Somos sim. Viemos de Saffron para cá atrás do DR. Mark.

-Soubemos que ele já trabalhou junto com a R.I.G, então ele pode ter a chave para nossa cura.

-Duvido muito. –Disse Mylla.

-Por quê? O que houve?

-Digamos que tenham acontecido coisas que... o mantenham ocupado por um bom tempo.

-A propósito, eu me chamo Ray e este é meu irmão Kay.

-Prazer. Eu sou Rick, e está é a...

-Dá licença? Eu sou capaz de falar meu nome sozinha. –A garota limpava a garganta antes de começar. –Prazer, me chamo Mylla. Somos mutantes assim como vocês.

-Prazer em conhecê-los.

-Não podemos ficar aqui parados, temos que fazer algo. –Sugeriu Rick.

-Mas o quê?

-Podemos dar uma grande surra nesses Pokémons. –Sugeriu a garota, com seus olhos vermelhos e suas enormes presas se formando.

-Mylla, sem isso! Qual seriam exatamente os poderes de vocês?

-Bem, nós podemos entender o que os Pokémons nos dizem.

-E vocês querem perder este dom? –Perguntou Rick curioso.

-Pra vocês pode parecer um dom, mas para nós é uma maldição. Viemos de Unova á alguns anos para cá com o nosso pai, N. E desde então temos tentado conviver com isso. –Respondeu-lhe Kay

-Pois aí está a solução. Vocês podem usar seus poderes para resolver isso.

-Como? –Perguntaram os dois.

-Simples! Vocês traduzirão tudo que eles disserem, e nós então saberemos como resolver isto.

-É uma grande ideia, mas...como vamos chamar a atenção deles?

-Simples! –Respondeu-lhe Mylla, refletindo sua eletricidade pelo corpo.

-Uau!

-Vocês tem Pokémons? –Perguntou Rick.

-Na verdade, não. Esquecemos em casa. –Ria eles.

-Acho que vamos precisar, mas os nossos estão fracos.

-Tudo bem, tem algo aqui que vai levantar a energia deles por um tempo.

Algum tempo depois, ambos ouvem ruídos vindos do alto da caverna.

-FEAROW!

Fearow investia contra Pidgeot com um ataque Drill Peck. Pidgeot era atingido e jogado contra o teto da caverna, mas não se rendia. Mesmo ferido e á beira da morte, ele se levantava e revidava com o Air Slash lançando o adversário para longe.

-Já chega disso! Parem agora vocês! –Gritava Mylla, tentando chamá-los a atenção.

-Acho que não te ouviram. –Ria Rick.

-Argh! Quer tentar então? –Os olhos de Mylla escureciam enquanto a eletricidade passava por todo o seu corpo. A garota disparava os raios contra o céu, espalhando-o por todo o mesmo para chamar a atenção de todos. –NOS ESCUTEM, SEUS IDIOTAS! –Gritou ela. –O QUE PENSAM QUE ESTÃO FAZENDO?

Furiosos, os dois bandos investem contra Mylla, mas a garota se defendeu criando um escudo de energia.

-Quem vocês...

-Mylla –Disse Rick colocando sua mão sobre o ombro da garota. –Deixe-me cuidar disso.

-Ah, claro! Você é o foda, não é? –Ironizou ela.

Rick a ignorava enquanto começava a falar.

-Desculpem pela atitude da Mylla, ela é assim mesmo. Nós só queremos entender por que vocês estão brigando assim. Esses dois garotos aqui podem entender o que vocês dizem, e assim talvez possamos ajudar vocês.

-Pidgeot?

Fearow preparou-se para atacá-los, mas foi abordado por seu bando.

-Vocês não vêem que essas batalhas só trazem destruição e mortes? –Continuou.

-Fearow fearow

-O que disseram?

-Bem, o Fearow disse que humanos são as principais causas disto tudo, e que não deveriam se meter. –Explicou Ray.

-Pidgeot? Pidgeot pid

-Pidgeot entendeu a sua mensagem, Rick! Está tentando convencer Fearow á entrar em um acordo. –Continuou Kay.

-FEAROW! –Gritava o Pokémon.

-Fearow está furioso dizendo que o território deles foi invadido pelo bando do Pidgeot. –Continuou Kay.

-Mas por que brigarem? Vocês já viram que com isto não resolvem nada, então por que não tentam resolver de uma forma justa?

-O que sugere, Rick? –Perguntou Mylla.

-Uma batalha, em dupla! Eu e você contra dois deles, o que acha?

-Eu e você? Nem pensar, to fora.

O bando se aglomerou.

-O que estão dizendo agora?

-Eles aceitaram!

-Mylla, aceite só dessa vez, por favor! Demonstre que tens coração. –Suplicou o garoto.

-ARFH! Você só me dá problemas, né? Desta vez sim, mas não vá se acostumando, idiota!

-Certo, então escolham o melhor guerreiro de vocês. Mas peguem leve, por favor, ainda somos...novos nisso.

Fearow e Pidgeot se olham, em seguida escolhem um de seus bandos. Um Pidgey e um Fearow se colocaram em frente, sem ar para brincadeiras.

-Pichu, acabe com esse pombo e com esse...esse...sei lá que diabos é este outro.

-Bulbasaur, vamos lá!

Os dois se posicionam enquanto aguardavam suas ordens. Pichu olhava para Bulbasaur com um olhar de ódio e amargura, causando-lhe certo pânico.

-Bulbasaur, não ligue pra ele. Comece com o Leaf Storm agora!

-Pichu acabe com eles usando o seu Thunder Shock!

Pidgey e Spearow desviavam, e logo atingiam os dois com um movimento sincronizado de Peck e Tackle.

-Pichu, revide com Iron Tail! –Ordenara a garota.

Pichu á obedeceu girando no ar com sua cauda metálica, e atingindo ambos adversários, que por sua vez revidavam com um movimento sincronizado de Gust e Peck, jogando-o contra Bulbasaur.

-Bulbasaur... –Gemia o Pokémon.

Pichu o empurrou.

-Pichu! –Gritou ele.

-saur... –Bulbasaur se distânciava de Pichu.

-Bulbasaur não tenha medo dele! Use o Leaf Storm!

Bulbasaur criava uma tempestade de folhas contra a dupla de aves, e Pichu também acabou sendo atingido.

-Ops! –Riu Rick.

-Grrr!

-Eita! Vocês dois são rivais ou...inimigos? –Perguntaram os dois irmãos.

-Somos...

-Inimigos! –Concluiu Mylla, furiosa.

-Mas eu pensei que, por estarem seguindo jornada juntos vocês fossem...

-Não estamos em jornada juntos, é esse...pervertido que me seguiu.

-Ei, eu venci você em uma batalha. Nós juramos que se eu vencesse seguiria você, além de você ainda me dever um beijo como combinamos.

-O quê? Seu...filho de uma...cadela.

-CUIDADO!

Pidgey atingiu Pichu com seu Breed’ Move Brave Bird, lançando-o violentamente contra as rochas.

-Pi...chu –O Pokémon se levantou.

-Pichu, use o Charm!

Pichu se recusou á executar o golpe.

-O quê? Eu sou sua treinadora, seu rato!

-Pichu é muito frio, por isso se recusou á executar aquele golpe. Vamos tentar um ataque direto, Mylla. Dou-te cobertura. Bulbasaur, use Double Team e o Tackle, agora! –Ordenou Rick.

-Não é preciso, sabemos nos virar.

Bulbasaur investia contra os adversários com seu corpo multiplicado.

-Thunder shock!

Pichu disparou sua eletricidade contra os adversários.

-PIDGEY!

Pidgey batia suas asas desfazendo algumas das cópias de Bulbasaur. Spearow aproveitava a chance para subir até o alto, e em seguida desce rapidamente atingindo Bulbasaur em cheio.

-BULBASAUR! –Gritou Rick, indo ao encontro do mesmo.

-Bulba... –O Pokémon se levanta com muita dificuldade.

-Rick, agora é a sua vez! Dê-me cobertura. Pichu acabe com isso usando o Volt Tackle.

Pichu investia contra Pidgey e Spearow com seu corpo coberto por eletricidade.

-Bulbasaur use Leaf Storm.

Bulbasaur criou um tornado de folhas, que atingiu os dois logo após o movimento de Pichu, deixando-os fora de combate.

-Fearow?

-Conseguimos! –Gritou Rick.

Fearow e Pidgeot se entreolhavam, reconhecendo que haviam de ceder.

-Fearow! –Gritou o Pokémon ao levantar vôo, sendo seguido pelo bando.

Pidgeot abaixou sua cabeça para eles.

-Ele está agradecendo á vocês!

-Que isso, não foi nada. –Disse Rick, o acariciando.

-Foi ótimo ajudar! –Disse Mylla, fazendo o mesmo.

Pidgeot levantou vôo sendo seguido pelo bando. Mas o mesmo Pidgey e o mesmo Spearow de antes permanecia no mesmo lomcal.

-Vocês dois não vão com o seu bando não?

Spearow voa até o ombro de Rick, e Pidgey até o ombro de Mylla.

-PICHU! –Pichu saltou sobre ele.

-Ei Pichu, pare com isto! –Mylla o chuta para longe.

-Eu acho que eles querem vir conosco! –Rick segurava sua Pokéball.

-Um novo Pokémon? É, seria bom. –Mylla também fazia o mesmo.

Os dois lançavam suas Pokéballs contra eles, os capturando.

-Muito obrigado á vocês dois. –Agradeceu Kay.

-É, verdade! Sem vocês não teríamos conseguido. –Continuou Ray.

-Não foi nada! Vocês disseram que estão atrás do professor Mark, não é? Você vai encontrá-lo em Veridian, mas acho que no momento ele não poderá ajudá-los.

-Não custa nada tentar, não é? E vocês, estão indo para Pewter?

-Estamos sim, por quê?

-Se eu fosse vocês não faria isto. Não vão gostar nadinha do que vão encontrar lá.

-Não tenho medo de nada. –Argumentou Mylla, mostrando seus dentes e garras.

-Por falar nisto, estamos meio que perdidos. Para onde fica o caminho da rota 1? –Aproveitou Rick.

-É logo atrás dessa caverna. É só dar a volta e já vão encontrar o caminho, vocês estão bem próximos de Pewter. Mas eu os aconselho á dar a volta pelo monte da Lua e ir direto para Cerulean –Eles seguem andando, enquanto agradeciam novamente.

-Certo! Vamos indo? –Perguntou Rick.

-Tanto faz! –Respondeu a garota, seguindo caminho enquanto retornava o seu Pichu desmaiado.

Notas finais
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