Notas iniciais
Todos sejam bem vindos!!!
Esse cap ficou um pouquinho grande, porque a gente queria esclarecer tudo no primeiro...
Nós estamos super empolgadas para ver o efeito dessa fic, então... Por favor comentem *--*
E quem gostar pode divulgar, assim como fariam com uma boa banda ^^
Bom.. é isso!
Boa Leitura!!
Enjoy^^ (Lethal Poison)

Avenged Sevenfold Pov’s On – Ida Para o Show

Os cinco garotos estavam prontos. Três mordomos foram enviados para carregar as malas até o ônibus, enquanto os artistas davam autógrafos na entrada do hotel para os fãs que não compareceriam ao show.

Matthew sentou-se à janela e Zacky se juntou a ele na poltrona ao lado.

- Esta cidade lembra um pouco New York. É bem organizada e limpa. – comentou Matt observando as ruas enquanto o ônibus andava pelo centro da capital paranaense.

O guitarrista deu uma risadinha abafada.

- Eu gostei mais daqui. As mulheres são mais bonitas! – comentou apontando uma garota avantajada que passeava na rua. O vocalista balançou a cabeça negativamente e sorriu.

O ônibus continuou andando por mais algum tempo. Quando já estava perto do espaço de eventos Curitiba Master Hall, o automóvel parou em um sinaleiro e Shadows ficou observando uma jovem que caminhava apressadamente com fones de ouvido, camiseta de banda e coturno. Só percebeu o que via quando o guitarrista apontou para mesma garota.

- Olhe, uma fã nossa! – comentou alegre. Matthew se ajeitou no assento e observou a garota sorrindo. A menina usava uma camiseta com o deathbat nas costas.

Quando o semáforo abriu e o ônibus arrancou passando a garota, Matt continuou observando-a, agora que podia ver seu rosto. Era bonita, alta, tinha o cabelo castanho claro, o rosto redondo e os braços tatuados, ele não podia ver detalhes, mas sabia que a garota era bonita.

Shadows levou um susto quando um homem encapuzado saiu de dentro de uma porta e tapou a boca e o nariz da jovem e levou-a para dentro com a mesma se debatendo.

O cantor ficou atônito. Levantou-se de súbito e correu até onde era a cabine do motorista. A banda toda ficou observando-o com expressões confusas diante da face transtornada do vocalista.

- PARE O ONIBUS! – gritou Matt. O motorista protestou dizendo que se atrasariam para o show. – PARE O ONIBUS AGORA! – aumentou o tom de voz.

Os integrantes se aproximaram fazendo mil perguntas que Matthew se recusou a responder, ele apenas apressava o motorista a encostar.

Johnny tentou segurá-lo quando foi descer do automóvel, mas ele puxou o braço fazendo o menor descer junto com ele.

O sangue pulsava nas orelhas de Matt, sua visão estava anuviada e a raiva o guiava para porta de onde saíra o maldito homem. Ele passou de passos largos para uma corrida que Johnny mal podia acompanhar.

De dentro do ônibus todos os garotos observavam a cena sem saber o que havia acontecido. Zachary tinha visto a garota, mas não vira o que tinha lhe acontecido. Brian queria descer, mas Jacob Larry não o deixou por não saber do que se tratava.

- O Matt enlouqueceu?! – Jimmy perguntou confuso. – Nunca o vi desse jeito.

- Deve ter acontecido alguma coisa. Zac você não viu nada? – Jacob perguntou.

- Cara, ele vidrou em uma fã, mas eu duvido que ele tenha saído atrás dela. – contou com os braços abertos. Jacob jogou-se em uma poltrona bufando.

Matthew correu contra a porta e jogou-se contra ela com o ombro arrobando-a. Deparou-se com uma sala mal iluminada e bagunçada, com garrafas de pinga por todo o lado, algumas delas viradas derramando seu conteúdo no chão misturando o cheiro de álcool com clorofórmio, fazendo os dois artistas sentirem náuseas.

- Cara, o que houve? – Johnny perguntou segurando seu braço.

- Uma garota, um cara a pegou a força e a trouxe aqui para dentro. Ela é nossa fã, e era bem provável que estivesse indo para o show. – Shadows contou apertando os olhos contra a pouca iluminação.

- Mas car...

- Shh! – Interrompeu Matt fazendo concha com a mão atrás da orelha e dando um passo a frente. Ele escutou um ruído que parecia vir do teto, seguido de um baque surdo. Aquilo o desesperou e ele correu pra primeira porta que encontrou.

Andou depressa pelo corredor, seguido por Johnny que agora também estava aflito pela garota. Subiram as escadas velhas que estralavam.

Ouviram uma voz abafada, mas não puderam entender o que dissera.

Rev batucava no braço da sua poltrona, os dois guitarristas discutiam com seu produtor para deixá-los descerem do ônibus, mas este recusava.

- Vocês não sabem onde o Shadz e o Johnny foram. Eu também queria descer e ver o que está acontecendo, mas vamos esperar mais um pouco para ver se eles voltam. Não podemos correr o risco, não conhecemos este lugar, nos perder seria a coisa mais fácil de acontecer e isso traria milhões de problemas.

- Mas cara, o Matt pode sei lá... Estar em perigo! – Synyster argumentou.

- Cara, o Jake tem razão. – o baterista se intrometeu. – Não podemos sair por aí caçando o Matt.

- É cara, ele não é maluco, eles vão voltar... – Zacky complementou.

- Mas por que razão ele sairia feito louco daquele jeito? – Brian rebatia.

Jake revirou os olhos. – Se eu soubesse não estaria tão apreensivo quanto todos vocês. Ou estaria mais... – ele deu um sorriso forçado e fitou as construções.

- Mas então mande os seguranças atrás dele. – continuou Synyster.

- A obrigação dos seguranças é proteger o ônibus, Gates. Se o Matt se foder, foi ELE quem saiu daqui sem mais nem menos. Agora sossega. – Larry ordenou.

Dentro da casa uma porta se abriu e um homem apareceu com um revólver na mão, porém a raiva de Matt era maior e ele foi mais rápido acertando um soco em seu queixo e chutando seu estomago. Johnny rapidamente arrancou a pistola da mão do bandido enquanto este caía desmaiado no chão.

Matt entrou no quarto e encontrou a garota jogada de qualquer maneira em cima de um tapete com o rosto virado para o chão, um papel caiu de seu bolso quando virou-a com cuidado. Pegou o papel e tirou os cabelos de seu rosto com as mãos tremulas. A menina parecia dormir, mas sua expressão não era solene como deveria.

Pegou o pequeno pedaço de papel e fechou os olhos suspirando ao ver o ingresso para o show deles.

Pegou-a em seu colo e saiu do quarto. Johnny cuidava pra o bandido não acordar.

- O que a gente faz com esse filho da puta? – perguntou ao maior.

- A gente não pode ligar pra policia por que não falamos a língua deles. Vou pedir pro motorista. Certifique-se que ele está desmaiado e leve-o pro ônibus. – ordenou Matt.

- Cara, deixa que eu levo a garota então. Sou um anão lembra? – perguntou rindo. Matt deu uma risadinha e colocou a garota com cuidado nos braços do baixista. Então pegou o bandido e colocou-o no ombro segurando pelas pernas e desceu as escadas.

Quando chegaram no ônibus todos os olhavam com cara de espanto.

- Velho... – Gates murmurou balançando a cabeça com a expressão abobalhada.

- Motorista, pode ligar para polícia? E Jacob ligue seja lá pra quem for e adie o show para amanhã. Pode pagar a multa que eles quiserem cobrar do meu dinheiro. – Matt ia despejando ordens enquanto andava pelo ônibus. Jogou o marginal numa poltrona no fundo do ônibus e Joh colocou a garota deitada em outra, reclinando o encosto.

- O Shadz. – Jake levantou-se. – Você não acha melhor deixar esse idiota lá fora? Quando a policia chegar pode dar o maior rolo. Na verdade você não deveria nem ter tirado a garota de lá.

- Cala a boca porra, esse desgraçado estava armado. Eu não ia deixar a menina lá. Muito menos por que ela é nossa fã e tava indo pro show. – gritou o vocalista. – Quanto ao bandido, vou levá-lo para fora. – continuou em tom mais ameno. Matt pegou o homem e levou-o para fora, deixando-o com os seguranças da banda.

Após quase uma hora a polícia chegou e Matthew foi chamado para contar sobre o ocorrido. Uma oficial pediu para ver a garota e Matt guiou-a para dentro do ônibus. Como era mulher podia mexer no corpo inerte da jovem. Procurou em seus bolsos, mas não encontrou nada.

- Achei isto caído no quarto. – Disse Matt estendendo o ingresso e um cartão de estudante onde tinha uma foto e o nome da garota.

- Isso deve servir.- disse lendo o nome da jovem. Ela fez algumas anotações em um bloquinho e inspecionou o corpo mais uma vez. – É, ela foi claramente seqüestrada, ainda tem cheiro de clorofórmio em suas roupas.

A policial, chamada Suzana desceu do ônibus e foi para dentro da viatura. Zachary e Matthew discutiram com a equipe e decidiram ir até o hospital para onde a policia decidira levá-la.

A garota foi levada para um quarto e Matt foi falar com o médico depois de feita a triagem.

- Qual é a situação dela? – perguntou.

- Ela vai ficar bem, a dose de clorofórmio foi um pouco alta, mas nada perigoso, ela só vai demorar um pouco mais para recuperar a consciência e ficará com muita dor de cabeça. – explicou o doutor.

- Certo. –Matt concordou com a cabeça. – Ela vai ser liberada até amanhã?

- Ainda hoje. –disse o médico. – A policia ainda não conseguiu conversar com ninguém da família ou amigos, mas acredito que logo teremos alguma resposta. Ela deve acordar em pouco tempo, demos um remédio para acelerar seu metabolismo assim o veneno é expelido com mais rapidez.

- OK. Eu posso vê-la?

- Você deve ter compromisso de horário, imagino. – disse o doutor. Estava claro que não sabia quem eles eram, mas sabia que eram celebridades, já que Matt estava com dois seguranças.

- Sim senhor. – Matt confirmou sorrindo. Na verdade não tinha mais, mas estava ansioso para ver se a menina não sofrera danos maiores.

O doutor guiou-o até o pequeno quarto e abriu a porta. Ela respirava tranquilamente enquanto uma enfermeira colocava-a no soro enfiando uma agulha em sua mão onde um deathbat do Gates fora tatuado.

Então era ela fã do Synyster? Uma pontada de ciúme invadiu-o, mas ele resolveu deixar isto para lá. Talvez não fosse o que estivesse pensando.

Matt chegou na beirada da cama e observou-a com calma. Realmente era linda. Passou o dedo indicador pelo rosto da jovem e pegou-se sorrindo para ela.

- É sua namorada? – perguntou a enfermeira. Matt anuiu, obviamente não entendera o que fora perguntado. – Bela garota. Uma pena, mas não foi nada grave. – Matt fechou a mão contra ferro da cabeceira deixando os nós dos dedos brancos. Não entendia o que a mulher falara, mas sabia que deveriam ser palavras de consolo.

Shadows não entendia por que, mas tinha ficado extremamente incomodado com a situação. Era estranho para ele, pois nem conhecia a garota, a única coisa que os ligava era o fato dela ser sua fã, mas nunca se sentira assim com ninguém.

De repente aquele lugar o irritou, não conseguia olhar para garota pálida, de olhos fechados e com uma agulha em sua veia injetando liquido em seu corpo. Por maior que fosse a inexistência de sangue, aquilo lhe dava náuseas e o transtornava. Virou as costas e saiu do cômodo.

Foi para a sala de espera e encontrou Zacky sentado com a mão no rosto esfregando os olhos, Jacob andava de um lado para o outro falando com alguém ao telefone remarcando o show. Johnny e Jimmy esperavam encostados em uma parede, Gates não estava à vista, provavelmente fumava do lado de fora do hospital.

Matt foi até a recepção, acompanhado de um dos seguranças que falavam a língua e perguntou se já tinham contatado a família da garota.

- Sim senhor. – disse a recepcionista morena. – Conseguimos falar com uma das amigas dela, parece que ela já está a caminho.

- Obrigado. – Matt virou de costas, deu um passo em direção a porta, então virou para a recepção com o indicador em riste. – Mais uma coisa. Sigilo sobre quem a socorreu. – 0rdenou à jovem que anuiu confusa. – Obrigado novamente. – disse e foi para fora, chamando os garotos.

Entraram no ônibus e Jacob se aproximou do vocalista.

- Concordaram em adiar o show para amanha no mesmo horário. – comunicou.

- Certo e quanto é a multa? – perguntou Matt encarando as luzes da avenida.

- Eles não quiseram cobrar por ter sido um motivo justo e por que o lugar não vai ser ocupado por esses dias.

- Certo, valeu Jake, não sei o que eu faria sem você. – disse sorrindo para o produtor.

Caroline Pov’s On – Fila do Show do Avenged.

- Ah caralho! – gritei.

Pois é, mais uma vez eu estava gritando naquele dia e não foi um grito de raiva como deve estar parecendo, foi um grito ridiculamente histérico, digno de uma patricinha, ou seja, nada a ver comigo. Mas fazer o que né?! Eu estava a poucas horas de ver meus ídolos.

- Eu não to acreditando que é hoje! – falei mais calma.

Mais calma entre aspas, em compensação eu dei pulinhos e bati palminhas. Yeah! Eu estava fora do meu normal.

- Se acalma muié! – minha amiga, a Larissa, me segurou pelos os ombros tentando me acalmar – Ah, porra é hoje! – ela gritou dando pulinhos e batendo palminha.

Como eu disse, ela estava “tentando” me acalmar, mas na verdade, a minha amiga se encontrava tão nervosa quanto eu. Não só ela, todas as outras também. Nossos nervos estavam à flor da pele e meu coração batia mais acelerado que a bateria do Slipknot. Parecia que iria vomitá-lo a qualquer momento.

Definitivamente ser fã do Avenged Sevenfold não é para os fracos. Eu estava exausta e tenho certeza que as três vadias, que quase nunca eu chamava de amigas, não estavam diferentes. Também né?! Após praticamente uma semana naquela fila infeliz, enfrentando sol, chuva, fome e ter convivido diariamente com medo de sermos assaltadas, estupradas ou coisa do gênero, tinha chegado o dia mais esperado daquela semana, ou melhor, de nossas vidas: O show do Avenged Sevenfold.

Sempre que me lembrava de todo o sacrifício que fizemos, só para estar ali entre os primeiros da fila, me senti satisfeita e orgulhosa. A felicidade era tanta que o cansaço se tornou insignificante.

Com certeza, aquele estava sendo o dia mais longo e insuportável de toda aquela semana. O tempo não passava e nem aquele sol do caralho que já estava me deixando da cor do coturno vermelhos da Larissa. Odeio sol! Argh!

Nesse maldito dia, ou melhor, bendito dia, afinal hoje é o show do Avenged, resolvemos nos revezar na fila, assim poderíamos correr até em casa, que não era longe. Alguma coisa tipo, umas cinco quadras do Master hall, poderíamos tomar um mega banho e nos arrumar “decentemente” para o tão esperado show, todas nós já estávamos “deliciosas” como dizia Jéssica. Fernanda foi a ultima a ir para casa, então eu, Jéssica, Larissa e a Janis ficamos no finalzinho da tarde guardado nossos lugares. Pelo menos o sol tinha dado um tempo.

Só naquele dia eu me toquei da galera que esperava para entrar naquele cubículo que era o Master hall. Caralho! Tinha muita gente que curtia Avenged ali. Aonde esse povo se esconde?! Eu nunca vi nem a metade! Aposto minha cara a tapa e meu corpo a pedrada que a porra do Master hall, vai ficar pior que os mêtros do Japão de tão apertado.

Minhas vadias favoritas estavam sentadas na calçada á minha frente conversando freneticamente sobre os caras do Avenged, para variar, não que eu não falasse deles, eu falava até de mais, mas a Fernanda não se encontrava no momento para falarmos da nossa tensão sexual pelo o Matthew Shadows e seus dotes físicos, se é que você me entende.

Larissa e Jéssica falavam sem pudor nenhum de como Synyster Gates era gostoso e do jeito que ele tocava a guitarra, as caras e bocas de tesão dele nos solos e de que elas queriam ser a Schecter dele e blá, blá, blá.

Janis apenas ria das baboseiras das duas e me olhava com uma cara “What the fuck!” a cada comentário exagerado delas para logo desembestar a rir seguido de mim.

Desviei o olhar para a fila enorme atrás de nós, aquele povo putamente insano. Tudo pelo o Avenged Sevenfold. Ouvi alguns garotos um pouco mais atrás de nós quatro comentando sobre como o ultimo álbum ficou extremamente foda e como as letras evoluíram e outras coisas mais técnicas por assim dizer. Alguns malucos ainda cantavam “a Capela” algumas músicas mais antigas deles como “Unholy Confessions” que eu praticamente amo e “Scream”.

Enquanto presenciava toda aquela loucura do lado de fora do Master Hall, uma coisa me veio à cabeça.

Esses são tão admirados e respeitados, que da até uma invejinha...”.

- Imaginem... O dia que tivemos fãs tão loucos quantos esses num show nosso?! — Comentei com um sorriso quase infantil enquanto encarava a multidão.

Senti as garotas me observarem por segundos e murmuraram um “Uhum” ao perceberem o porquê do meu comentário.

Ops! Foi mal, esqueci de falar né?!

Nós cinco temos uma banda chamada Lethal Poison, a montamos á quase um ano e meio, mas por falta de tempo para nos dedicar unicamente a ela, não era exatamente do jeito que queiramos, mas eu esperava que o show servisse como um incentivo para nos tornamos tão foda quanto o Avenged Sevenfold. Foi engraçado como ela surgiu, eu acho que tenho um pouquinho de culpa no seu nascimento.

[Flash Back On]

Blood Rock Bar...

Já se passava da meia noite e as garotas se encontravam levemente alteradas. Naquela noite Larissa não estava em serviço, pois o Blood comemorava seus vinte anos e o Motorocker tocaria ali naquela noite. Tudo perfeito para se comemorar, a partir daquele dia, elas morariam juntas e seriam independentes.

- Um brinde... – falou Larissa sentando na mesa do bar erguendo seu shot de vodka – para a porra da nossa liberdade! – sorriu largamente acompanhada pelas amigas.

— Cala a boca Lare! – Jéssica sussurrou – vão descobri que fugimos da penitenciaria – disse rindo bebendo um gole da sua bebida.

Todas riram meio afetadas pelo o álcool.

- Não duvido! – Janis ironizou – tatuadas, bêbadas e vestidas como vadias by motoclube, não duvido mesmo.

- Peraí! – Larissa se precipitou – faltou mal-encaradas – falou tentando manter uma expressão de poucos amigos.

- Não corremos esse perigo – Fernanda sorriu tranquilamente – a Carol ainda não voltou da...do...onde a Inked Bitch foi mesmo?!

- Inked Bitch? Gostei! – Caroline falou aparecendo do lado da Fernanda com muitos shots de vodka.

- Ah, sua vadia! – gritou Larissa – eu te amo! – falou se dirigindo até a garota tatuada com as bebidas.

- Eu tamb...

- Não estou falando contigo... – ralhou pegando dois shots de uma vez – to falando com essas coisas maravilhosas aqui! – saiu andando para seu lugar olhando os copos com os olhos brilhando.

Caroline a encarou com as sobrancelhas arqueadas, enquanto as outras riam tanto da expressão confusa de Carol, quanto da adoração pelo álcool de Lare.

- Enfim... – Caroline começou se sentando ao lado de Jéssica – eu ouvi meu santo nome?! O que tem eu? – perguntou pegando um copo de vodka.

- Nada! – falaram juntas, tentando conter o riso.

A garota franziu o cenho analisando os rostos de cada uma na tentativa falha de descobri do que riam. Seu olhar parou em Fernanda a sua frente.

- Desembucha Fer – disse cruzando os braços em cima da mesa – quero rir também.

- Fala Fernanda, ela pode estar armada! – Janis comentou soltando uma gargalhada.

- Que porra vocês ‘tão falando ein? – Caroline tornou a perguntar franzindo o cenho ao observar todas rindo.

- A Fer ...a Fer ...falou que você parece uma presidiária – disparou Janis gargalhando. Caroline bebia um gole de sua vodka, mas ao ouvir o motivo do riso, não conseguiu segurar a bebida na boca e cuspiu no chão tossindo.

- Como podem dizer isso?! – gritou indignada em meio à tosse.

- Eu não disse, eu insinuei. É diferente – Fernanda explicou em tom democrático contendo o riso.

- Como pode “insinuar” que pareço uma presidiária? Por quê?! – perguntou erguendo os braços, dando ênfase à palavra.

- Até parece que você se ofende Carol! – Larissa comentou revirando os olhos.

Carol fez bico, como que se ofendesse realmente com aquilo, mas o álcool só lhe permitia interpretar e não sentir realmente.

- Poxa gente, vamos parar né?!- Jéssica pediu abraçando a amiga cabisbaixa ao seu lado – ela não é, nem parece uma presidiária...

- Ela é pior... É a Carol mesmo! – Larissa ironizou caindo na gargalhada levando todas a rirem também até Caroline.

- Se foderem vocês! – a garota tatuada falou se encostando no sofá e colocando os pés na mesa, virando o seu ultimo shot da noite.

De repente a musica “Enter Sandman” do Metallica que dava o clima no bar foi interrompida do súbito por um barulho horrível de microfone sendo ligado. Poucos segundos depois, Damon, o dono do Blood Rock Bar, um homem alto, com um corpo bem feito, cabelos longos e escuros e olhos azuis, subiu no palco com uma expressão preocupada e séria.

Larissa observou seu chefe atentamente como pode, por efeito da bebida. Curvou-se sobre o próprio corpo franzido o cenho e aguçando seus ouvidos.

- Galera! – começou Damon passando a mão sobre o rosto inquieto – o Motorocker teve um imprevisto com sua agenda de show e não perderam comparecer.

Nesse mesmo instante, pessoas do bar começaram a se manifestar negativamente, muitas delas fãs do Motorocker. Entre elas, Larissa.

- Porra Damon! – a garota de olhos verdes gritou junto com outras pessoas – porra Motorocker! Porra Blood!... PORRA!

Todas as garotas ficaram desapontadas com a notícia e resmungavam, enquanto o Damon tentava acalmar as pessoas explicando melhor a situação.

Em meio de todo esse tumulto, Caroline teve uma idéia deveras “inteligente” para seu estado. Sorriu de canto e se levantou da mesa.

- Já voltou! – simplificou sem olhar para as amigas.

- Aonde você vai? – Jéssica perguntou com a sobrancelha erguida.

- Já volto porra! – saiu andando com certa dificuldade por entre as mesas, onde as pessoas se encontravam nervosas.

- O que aquela bêbada vai fazer ein? – Larissa perguntou retoricamente passando a mão no rosto.

As garotas mantiveram silêncio observando a amiga de cabelos curtos indo em direção do palco, ela sentou na beira do palco chamando a atenção do dono do bar. Suas amigas não entenderam o que a garota fazia e muito menos falava com ele.

- Véi, na boa véi... O que ela pensa que esta fazendo lá?! – Fernanda perguntou apontando para a amiga.

- Talvez esteja... Sei lá, querendo saber detalhes sobre o Motorocker, sei lá – Janis deu de ombro sem ligar muito para a situação.

Elas se entreolharam e deram de ombros umas para as outras, desviando o olhar para o palco. Caroline conversava naturalmente com Damon e riam juntos, a garota apontou para a mesa onde as amigas estavam, o homem olhou na direção que ela apontava sorrindo.

Damon acenou para elas sorrindo, pois reconheceu Larissa, umas das meninas que trabalhavam ali. Larissa sorriu e as outras retribuíram receosas e meio sem jeito. O homem continuou a observá-las enquanto Caroline falava algo. Damon parecia analisá-las.

Por mais que elas tentassem descobri o que diabos a amiga falava tanto com o dono do bar, não sabiam ao o quê, as luzes da casa, o som alto que voltara e o álcool não colaboravam. Apenas suspeitavam de algo e essa suspeita só foi confirmada quando Damon apontou para os instrumentos no palco e Caroline assentiu com um sorriso quase infantil nos lábios.

- Eu não acredito! – Larissa falou incrédula.

- Somos duas! – Fernanda murmurou.

- T-três! – Jéssica gaguejou.

- Eu sabia! – disse Janis em meio a risos e todas desviaram olhares inexpressivos para a mesma.

Caroline voltou sorrindo vitoriosa, parou na frente às amigas e ao abrir a boca para contar a “boa nova”, a voz inconfundível do Damon a calou.

- Galera! – disse o homem de cabelos longos sorridente, logo o silêncio tomou conta do lugar, todos prestavam a atenção – Como já expliquei o Motorocker não poderá comparecer, mas o show vai continuar! – falou alargando mais o sorriso.

As pessoas que se encontravam a pouco nervosas protestando sobre a ausência da banda na casa, agora prestavam tremenda atenção em Damon, elas estavam confusas, mas curiosas.

- Por obra do destino... – riu pelo o nariz – temos uma banda na casa está noite... E bom, acho que ela vai agradar... E muito! – Damon explicou sorrindo sacana para as garotas. Piscou para Caroline que retribuiu a altura.

Grande parte das pessoas direcionaram olhares confusos e indagadores para as cinco garotas. Elas pareciam petrificadas de medo em seus respectivos lugares, mal piscavam. Até Janis que nunca se abalava fácil com as coisas, se viu extremamente envergonhada e sem reação. A garota causadora de tudo, Caroline ria das expressões impagáveis das amigas sem se importar muito com o fato de que talvez apanhasse delas mais tarde.

- E aí?! Vamos? – Caroline perguntou indicando o palco com um meneio de cabeça.

- Você tá drogada?! Tá louca?! Tá bêbada?! – Janis perguntou alterada se levantando da mesa.

- Relaxa Janis! – Fernanda a segurou pelo o braço a fazendo sentar novamente, Janis olhava para Caroline incrédula balançando a cabeça negativamente.

- Não para a primeira pergunta e não para a segunda! – falou em meio à gargalhada – hmmm... – fez uma cara pensativa, colocando o dedo do queixo e olhando para cima e sorriu – talvez para a terceira! – voltou a gargalhar.

- Caroline! – gritou Larissa batendo os punhos na mesa e levantando – não tem graça, caralho!

- Como não?! Já viram a cara de vocês? –perguntou rindo.

- Eu vou te matar! – Larissa subiu na mesa do bar derrubando alguns copos e tentou alcançar à amiga, mas foi impedida por Fernanda e Jéssica.·.

- Gente qual é?! – Caroline perguntou ao parar de rir – vocês ‘tão fazendo tempestade em copo de vodka! – falou cruzando os braços, encolhendo os lábios contendo outro ataque de risos.

Enquanto isso, Damon explicava algo para a plateia e auxiliava os roudies com os equipamentos do palco. As garotas já não eram mais o centro das atenções apesar das discussões que continuavam entre elas.

- Carol, que merda você fez ein?! – Jéssica perguntou encarando a amiga após acalmar Larissa.

- Merda nenhuma! – sorriu largamente – eu não sei por que a Lare ‘tá toda putona comigo?! Não é ela que trabalha aqui e volta todo dia doidona para casa? – perguntou desviando o olhar para Larissa.

Jéssica abriu a boca para argumentar, mas Larissa interferiu.

- É justamente porque eu trabalho aqui, que você deveria pensar um pouco antes de fazer o que te da na telha!

Caroline arqueou as sobrancelhas e ficou em silêncio.

- Aff Carol, na boa, você vacilou... – Janis resmungou sem encará-la. Ela apenas desviou o olhar de Larissa para Janis, sem alterar seu semblante indiferente.

Mais uma vez Fernanda teve que segurar Larissa para que não pulasse na garganta de Caroline.

- Nós não temos e muito menos somos a porra de uma banda Caroline! – explodiu Larissa assustando todas as suas amigas.

Damon se aproximou de Caroline e foi à vez de Larissa se assustar.

- Garotas, tudo bem por aqui?! – perguntou colocando as mãos no ombro de Caroline sorrindo.

Larissa se recompôs rapidamente a presença de Damon a deixar inibida a ponto de mudar seu humor num piscar de olhos.

- Sim! – Larissa falou com um sorriso simpático correspondido pelo o chefe.

- Eu não sabia que você tinha uma banda Lare! – Damon disse orgulhos mantendo o sorriso.

- Nem eu – murmurou sem graça ouvindo o homem rir.

- Bom já está tudo pronto! – apontou para o palco – assim que estiverem prontas...

- Ok! – Fernanda murmurou envergonhada.

Damon sorriu mais uma vez e se retirou. As garotas mantiveram silêncio enquanto observavam o dono do bar se afastando.

- Bom... – Caroline começou se virando para as amigas – agora somos a “porra” de uma banda! – sorriu – não é Fer?! – perguntou.

Fernanda havia confirmado para Damon que elas subiriam no palco, então não lhe restou escolha, a não ser confirmar.

- Porra Fernanda! – Janis, Jéssica e Larissa reclamaram juntas e Caroline riu.

“Uma já foi, faltam três, ou melhor, duas a Lare também já se rendeu” – pensava Caroline.

- Ah meninas, qual é?! – Caroline sorriu sacana – o que aconteceu com “Vida nova!”? – perguntou abrindo os braços ainda sorrindo – a gente sempre brinca que seria super foda montarmos uma banda.

- É verdade... – Jéssica confirmou – só que uma coisa é brinca, outra é você encher o cú de vodka e falar que somos uma banda de “verdade”!

Caroline deu de ombros.

- Carol... – Fernanda chamou com calma e suspirou – nós tocamos algumas vezes e foi lá na sua casa e foi só na brincadeira! – explicou – nós não temos um repertório, nem ensaiamos... E nem temos um nome!

- E daí?!

- E daí, que uma banda consiste em um grupo de pessoas que saibam tocar instrumentos, um grupo que se junta com intuito de tocar músicas decentemente. E isso querida, requer ensaio! –Janis ironizou sorrindo forçado.

Caroline retribuiu igualmente o sorriso e suspirou.

- Ok! Eu vou sozinha – falou se virando decidida a subir naquele palco e se virar, mas Larissa a segurou. A garota de cabelos curtos encarou a amiga surpresa.

- Você realmente acha que pode fazer tudo sozinha Caroline? – Larissa perguntou séria.

Caroline ficou em silêncio observando os rostos das amigas. Estava pensando em desistir até que...

- Você não entende não é? – Jéssica perguntou andando até ao lado de Larissa – nós nunca tocamos para uma platéia. Na real, nós nunca tocamos de verdade em lugar nenhum.

A garota de cabelos curtos se virou para o palco vazio onde tudo já estava posicionado para elas, instrumentos, caixas de som, luzes. Respirou fundo e as palavras vieram sua boca com ar aos seus pulmões.

- Eu realmente não entendo! – Caroline falou tranquilamente sem encarar as amigas – não entendo como vocês querem ter uma “vida nova”, uma “liberdade”, sem arriscar a fazer coisas novas. O que aconteceu com “Vamos levar um vida totalmente rock n’ roll”?

- Carol?! – Larissa chamou com o cenho franzido.

- Eu entendo muito bem que não temos uma banda, mas poderíamos ter se vocês se permitissem fazer mais loucuras de vez em quando! Falou se virando para as amigas – eu só estou querendo me divertir porra! Vocês não querem se divertir?! Além de encher a cara, existem outras coisas legais.

- Ok. Agora a porra ficou séria! – Fernanda comentou divertida – a Carol menosprezando o álcool?! – fez uma cara surpresa.

- Eu na ‘to menosprezando nada! – Carol falou rindo – e eu não sou movida a álcool igual à Larissa! — apontou a amiga com um meneio de cabeça.

- É... – Larissa concordou cruzando os braços com um sorriso – Heey! – reclamou ao entender que riam dela e não com ela, deu um soco no ombro de Caroline que tentava conter o riso.

Todas voltaram a rir juntas, estavam se entendendo afinal.

- Eu quis dizer... – Carol começou passando a mão no ombro atingido – que talvez seria legal fazer as coisas por fazer, sabem?! – sorriu – sem pensar nas conseqüências!

As amigas se entreolharam por instantes e o sorriso de Caroline pareceu refletir nas mesmas, tais como os pensamentos. Janis terminou seu drinque em um gole e se levantou sorrindo.

- Você ’tá certa!

- Nossa! – Caroline arregalou os olhos – eu não sou a louca, bêbada e drogada? – perguntou divertida.

- Cala a boca! – Janis sorriu a abraçando.

As garotas riram das duas amigas discutindo.

- ‘Tamo esperando o quê? – Fernanda perguntou em meio a risos – não temos a noite toda!

-Yeeeah! Let’s rock! – Jéssica sorriu fazendo o símbolo do heavy metal com as mãos

Larissa se adiantou e saiu na frente com o seu jeito único de andar, como se dissesse...

“Sou extremamente foda, então sai da minha frente!”

- Lare?! – chamaram juntas.

Larissa se virou para as amigas com um sorriso convencido e uma sobrancelha arqueada.

- C’mon your fucking bitchies! –chamou-as abrindo os braços e mexendo as mãos como se pedisse para andarem logo. Soltou uma gargalhada inconfundível e voltou a andar até o palco sendo seguidas pelas amigas.

Enquanto se aproximavam do palco, as pessoas as encaravam visivelmente intrigadas. Posicionaram-se com seus respectivos instrumentos; Caroline e Jéssica nas guitarras, Janis baixo, Larissa bateria e Fernanda vocal. Todas estavam tensas, mas a tensão diminuiu ao lembrarem da diversão.

Caroline chegou a brincar com as cordas da guitarra, tocando os primeiros acordes de sua música favorita “Walk” do Pantera. Vendo algumas pessoas sorrirem juntas com suas amigas.

Larissa rodou as baquetas em todos os dedos sorrindo por ainda se lembrar como se fazia aquilo.

- É hoje que eu incorporo James Sullivan! – falou gargalhando.

Enquanto Janis e Jéssica ajeitavam as cordas dos seus instrumentos, Fernanda estava parada em frente ao microfone tentando se concentrar e manter a calma. Fechou os olhos encostando a testa nas mãos em cima do microfone respirando fundo.

- Hey Fernanda!

A garota deu um pulo, se assustando ao ouvir aquela voz rouca lhe chamando. Ao olhar para baixo se deparou com Damon.

- Toma, você vai precisar! – falou lhe entregando uma garrafa de água.

- Valeu! – agradeceu e corou quando ele retribuiu o sorriso com uma piscadela ao se retirar.

Janis pigarreou gargalhando logo em seguida. Fernanda balançou a cabeça piscando várias vezes e bebeu um gole de água. Respirou fundo e de vagar.

“Caralho to muito nervosa pra isso! Vamos lá!”- pensou a garota loira já tirando o microfone do pedestal.

- E aí galera! – falou meio sem jeito.

Observou pessoas murmurarem cumprimentos em respostas e outras se entreolharem com expressões confusas. Fernanda suspirou passando a mão nos cabelos e jogando para trás.

- Eu sei que nós não somos o Motorocker, mas vamos tentar dar uma animada na casa! – Janis se pronunciou ao perceber sua amiga sem reação. Fernanda a olhou sorrindo.

- É nós sabemos que a galera veio aqui para vê-los – Jéssica continuou também recebendo um sorriso da loira – nós também viemos para ver Motorocker!

As garotas já estavam mais a vontade de novo. Até que alguns comentários extremamente machistas começaram seguidos de risinhos debochados.

- Pelo menos são gostosas!

Aquilo foi à gota d’água para o copo transbordar.

Elas trocaram olhares irritados e ao mesmo tempo indignados. Fernanda mordeu a bochecha tentando conter o impulso de xingar que falara aquilo, olhou par Caroline que permanecia parada em frente a um dos microfones, com os nós dos dedos já brancos, tamanha a força com que segurava o braço da guitarra.

Larissa revesou o olhar passando por todas as amigas parando em Fernanda, trocaram olhares cúmplices quando a baterista estralou os dedos e o pescoço, em seguida se ajeitando na bateria com um sorrisinho nada confiável.

Logo a garota começou com uma seqüência rápida pesada na bateria, uma música muito conhecida entre as cinco. Parou de repente e o silêncio imperou o bar.

Fernanda sorriu largamente e se ajeitou em frente à platéia que agora estava com os olhos vidrado nas garotas. Caroline começou a distorcer umas notas e sorriu para a baterista com um meneio de cabeça.

- People... Equal... Shiiiiit...! – Fernanda começou seu vocal carregado.

Larissa começou o seu solo na bateria sendo acompanhada pelas guitarristas em acordes pesados e contínuos, ao ritmo “From Hell” do baixo da Janis. Fernanda grunhia e gritava durante a introdução daquela que prometia seu uma música digna de humilhar e calar comentários machistas.

- Here we go again mother fucker! – Fernanda cantou com o seu gutural único fazendo suas amigas sorrirem vitoriosas.

A insegurança foi embora junto com as provocações da plateia. As cinco garotas tocaram People = Shit como se tocassem há anos, tudo saiu perfeitamente bem.

Larissa humilhava na bateria, tocava como se o instrumento fizesse parte dela, assim como as guitarristas e a baixista. Poucos segundos antes do refrão Fernanda já interagia com a música como se fosse o próprio Corey Taylor.

- I wanna hear you singing, I wanna hear you singing... I wanna hear you siiiiiining! – repetia as frases no ritmo dos acordes.

- People equal shit! – todas cantaram juntas no refrão a plenos pulmões.

Durante a música pessoas formaram um pit circle na pista perto do palco, enquanto outras apenas observavam a banda boquiabertas, não acreditando que aquelas cinco garotas que aparentavam ser tão delicadas estavam tocando Slipknot com tamanha perfeição.

Ao fim da música, Larissa ainda fez uma seqüência rapidíssima e se levantou cruzando as baquetas acima da cabeça. No mesmo momento a galera explodiu em gritos e assobios.

Os sorrisos das cinco garotas eram contagiantes.

- Parabéns!- Damon falou sorridente subindo no palco batendo palmas.

- Obrigada...! – falaram juntas mantendo o sorriso.

Damon parou em frente ao microfone lançando um olhar diferente para a vocalista que corou.

- O que vocês acharam? – o dono do bar perguntou para a galera impolvorosa, que responderam com gritos de aprovação.

Fernanda olhou para Caroline e a abraçou sem dizer nada, logo suas outras amigas se juntaram no abraço.

- Vocês arrasaram garotas!- Damon se aproximou – qual é o nome de vocês? – perguntou no microfone.

As amigas se entreolharam surpresas com a pergunta, afinal o nome era importante. Fernanda sorriu sem jeito para as pessoas que aguardavam uma resposta concreta, já estava pronta para se desculpar e dizer que não eram realmente uma banda, até que Jéssica a interrompeu.

- Nós somos a... – gritou no microfone, mas logo sua empolgação sumiu ao se ver sem uma resposta realmente – er... É... – olhou para todos os lados, aflita, enquanto todos a olhavam em silêncio, inclusive suas amigas e Damon – Ain... Nós somos...

- Vocês esqueceram o nome da banda? Que inusitado! – Damon brincou.

- Na verdade nós... – Fernanda começou olhando para Damon com o cenho franzido.

- Somos a Lethal Poison! – Jéssica gritou animada e aliviada ao mesmo tempo.

- Lethal Poison? – perguntou e Jéssica assentiu – galera, essa foi a Lethal Poison!

Damon conversava com as pessoais que se encontravam no bar. Fernanda cutucou Jéssica e deu de ombros como quem não entende nada, movendo os lábios em um “Por quê?” sem som, Jéssica gargalhou.

- Porque vamos envenenar sua mente! – falou apontando para a caveira envolta por uma cobra que Fernanda tinha no braço, fazendo a amiga rir.

Quando Jéssica se virou para as outras para contar sobre o nome, não as encontrou, pois já estavam todas posicionadas no palco. As duas se entreolharam confusas.

- Eles querem bis! – Damon passou o microfone para a mão de Fernanda piscando novamente, mais uma vez a garota ficou se reação.

Jéssica sorriu dando de ombro se dirigindo para o outro lado do palco onde Janis a olhava com um sorriso arteiro. A vocalista olhou para as amigas intrigadas ao observar a baixista comentar algo com Jéssica que sorriu. Janis deu um meneio de cabeça para a guitarrista e tocou uma seqüência de quatro notas sendo seguida de uma nota aguda distorcida por Caroline acompanhada de uma batida singela da bateria.

Fernanda sorriu largamente ao perceber que se tratava de nada mais nada menos que “She Likes Rock n’ Roll” do AC/DC. Olhou para as amigas que se divertiam com os acordes descontraídos e sincronizados da música. Desviou o olhar para a platéia que já prestava muita atenção na banda, afinal Motorocker era cover do AC/DC. Nada mais apropriado.

- Pois é... – Fernanda falou no microfone – Não somos o Motorocker, mas... – deu de ombro – A little game...! – cantou pontuando a primeira frase da música com leves balançadinhas de cabeça arqueando a sobrancelha levemente.

Apesar da voz de Fernanda não ser nem um pouco parecida com a do Bon Scott, vocalista do AC/DC, a galera do bar pareceu aprovar ainda mais a nova banda. Eles cantavam juntamente com a música e por uns instantes a ausência do Motorocker não foi notada.

[Flack Back Off]

Nossa! Parece que foi ontem que as minhas amigas quase me reduziram a pó por ter feito aquela “loucura” sem consultá-las, mas eu sabia que elas gostariam da idéia. Quem não ia gostar de ter uma banda?

As garotas não ficaram exatamente bravas comigo, acho que estavam com “receio” de passarmos vergonha na frente de todo aquele povo que aparentemente já nos conheciam há um tempo, pois íamos aquele bar freqüentemente. Mas é lógico que isso não aconteceu! Nós arrasamos. Detalhe: tínhamos bebido!

Desde aquela noite tudo o que nós propomos fazer deu certo. Aquele “show” serviu como pontapé inicial para revermos conceitos e buscamos nossos verdadeiros sonhos, além de nos aproximar mais umas das outras. Começamos a “desenterrar” tudo o que já havíamos comentado sobre montar uma banda e colocamos em prática. Agora podemos dizer que só nos falta apoio empresarial para que a Lethal Poison se tornasse a banda de metal feminina mais foda do universo!

Eu tinha que agradecer tanto aquelas vadias, se não fosse elas comigo, me apoiando nas minhas maluquices, eu Nei sei o que eu seria hoje!

Sorri minimamente ao me recordar de tudo, mas meu devaneio foi interrompido abruptamente pelo barulho de alguma coisa se quebrando. Vidro! Arregalei os olhos ao perceber que Larissa estava chutando toda e qualquer garrafa que tinha na sua frente.

- Larissa! – Janis ralhou – quer parar?! Você vai acabar machucando alguém! – falou tirando o resto das garrafas de perto dela e colocando próximo ao muro do Master Hall.

- To Nervosa Porra! – retrucou – já ‘tá quase na hora do show e eles ainda não abriram os portões! – realmente tinha escurecido fazia tempo.

- Sempre atrasam um pouco! – Jéssica disse.

- E é bom que atrasem mesmo, porque a... – Não consegui terminar os portões estavam abrindo e a galera começou a gritar e se empurrar.

- PORRA CADÊ A FERNANDA?! – Gritei.

Notas finais
E aí o que acharam???
Reviews são muito importante no primeiro cap... entao deixem por favor.
Até o Próximo ^^