Poisoned
2 Names Are Not Important
Notas iniciais
Fernanda diz: Só Fer gente!! sem formalidades por favor..
Jéssica diz: E esse "por favor" é o que???
Fernanda diz: Aah Jéssica nao enche o saco!!
Jéssica diz: Só Jeh... sem formalidade Porra!! hehehe
Fernanda diz: Realmente Porra tem muita formalidade!! enfim...
Jéssica diz: chega de formalidades!
Fernanda diz: Yep!Bom... a gente queria agradecer os reviews...
Jéssica diz: Olha a porra da formalidade de novo!
Fernanda diz: Jéssica vc ta parecendo a Larissa com esses montes de porras!! ( vcs vao entender galera) continuando... Novamente o cap ficou grande...
Jéssica diz: Não TÂO grande quanto o outro, mas ficou grande....
Fernanda diz: Espero que gostem desse cap e de mim pq eu nao apareci direito no outro cap heheh... eu era a porra de uma figurante só...
Jéssica diz: e eu e a Larissa que falamos muitos porras neh??
Fernanda diz: Da pra parar de me interromper??
Jéssica diz: Sure, of curse!!!
Fernanda diz:Tá pessoal acho que é isso, boa leitura!!
Jéssica diz: E nao esqueçam os reviews!!!
Enjoy ^^
Larissa Pov’s On – Fila do Show
Um silêncio assolou todo aquele povo que gritava e protestava por terem sido barrados de entrar na casa de shows quando um dos seguranças avisou que a banda tinha sofrido um problema técnico e que o show seria adiado para o dia seguinte no mesmo horário. Ninguém dizia uma palavra sequer, todos estavam chocados e visivelmente desapontados com a falta consideração com os fãs vinda da banda americana.
–COMO ASSIM A PORRA DO SHOW FOI ADIADO?! – berrei assustando os que estavam ao meu redor. Eu estava puta da cara. – PORRA MASTER HALL, PORRA AVENGED, PORRA PROBLEMA TÉCNICO! PORRAA!! – continuei porreteando tudo que vinha na minha mente até que a Janis me interrompeu.
– Gente?! – perguntou em tom razoavelmente baixo para tamanha confusão que se formara no pátio. Porra como ela conseguia manter toda essa calma? Porra, o Show foi adiado! – Cadê a Fer? – perguntou devagar enquanto eu engolia mais alguns porras.
– PORRA FERNANDA! — gritei quase me descabelando. Onde aquela vadia tinha e metido?
– A cada dez, onze! – Jéssica e Carol falaram juntas e caíram na gargalhada seguida por Janis.
– Que foi Porra? – perguntei sem entender o motivo da graça. –Qual é a porra da graça?
Novamente as duas se entreolharam e riram. – A cada dez, onze! – falaram em tom de confirmação.
– Não tem graça PORRA INFELIZ! – Por quê? Porque o show foi adiado? Por quê? Ah eu juro que vou gritar “PORRA!”.
Não demorou muito, um exercito de seguranças começou a reorganizar o pessoal pra fora do pátio do Master Hall. Como assim pediram reforços? Na boa tinha muito segurança naquele lugar, deviam ser uns 200. Bem, não era exagero contando que eles tinham que conter cinco mil fãs histericamente indignados. Tipo eu. Porra!
Quando me liguei do que estava acontecendo, nós já estávamos lá fora reposicionadas na fila. Pelo menos estávamos num lugar bem melhor, iria dar pra pegar grade. Porra que foda!
As meninas ainda falavam do sumiço da Fer, estavam muito preocupadas, faziam mais de seis horas que ela tinha deixado o lugar. Será que ela sabia que o show ia ser adiado e nem fez questão de nos avisar? Porra seria sacanagem.
– Gente... Eu acho que ela dormiu... – Janis disse calmamente, tentando acalmar as meninas. – dormiu e perdeu o horário. – Véi, a Janis era tão calma, mas tão calma que às vezes as visões “pelo lado bom” dela chegavam a ser irritantes.
– Quem perderia o horário do show do Avenged? – Jéssica perguntou retoricamente.
Para me irritar ainda mais, as três começaram a discutir sobre quem iria até em casa ver se ela estava lá.
– Eu não vou! – Jéssica se precipitou.
–Vai você Janis! – Caroline e Jéssica falaram juntas.
– Não! Vou ficar aqui acalmando a Lare. – disse olhando séria pra mim.
– Por que a Lare não vai? – Jéh sugeriu e eu revirei os olhos.
– Por que eu vou esgoelar aquela vadia assim que a vir. – falei agitando os braços.
– Então vai você Jéh. – Caroline ordenou.
– Eu já falei que não vou!
– Vai deixar sua amiga? E se aconteceu alguma coisa?
– Ela também é sua amiga, sua melhor amiga! – Jéssica retorquiu acusadora.
– Mas eu não quero ir to cansada. – Carol falou manhosa.
– Eu tamb...
– PORRA. CALEM A PORRA DA BOCA!!! VAI VOCÊ CAROL, ELA É SUA MELHOR AMIGA. PRONTO. PORRA! –esbravejei. Daí me paciência Senhor.
Caroline fez uma carinha de cachorrinho e baixou a cabeça.
– Tá bom. – disse amedrontada e se afastou da fila.
– Valeu “porra” – falei fazendo joinha olhando pra mim mesma com um sorrisinho forçado. – eu te amo “porra”!
O garoto que estava atrás de nos na fila me olhou assustado.
– Que é? – perguntei erguendo o queixo. – Amo mesmo... Porra! – resmunguei a ultima palavra e virei pra frente.
Caroline Pov’s On
Na boa, ‘tava parecendo o Homer já... Eu não agüentava caminhar cinco quadras, que decadência! É sério, eu quase ‘tava catando as minhas pernas e levando nas mãos. Ai malditos coturnos! Sabe eu amo os meus coturnos, mas tem horas...”Ai não posso continuar, não posso continuar, sim você pode!” cala a boca vozinha do capeta! Sabe a vozinho da consciência?! Então ela. Avistei a minha linda casinha.
Quando cheguei em casa estava tudo apagado, abri a porta ofegando.
– Olá?! – perguntei que nem em filme e ri da minha idiotice. Na boa, aqueles energéticos agora ‘tavam fazendo o meu cérebro dar curtos.
Eu tinha que falar com a Fer, mas o sofá estava muito tentador, eu me joguei nele antes de qualquer coisa e comecei a tirar os coturnos, desamarrando-os primeiros enquanto chamava repetidamente pela a Fer.
Quando puxei uns dos coturnos do pé calculei mal a força ele saiu voando pela a sala indo bater na janela – Oops! – falei colocando a mão na boca. Mesmo com o barulhão a Fer não me respondeu, levantei preguiçosamente e fui mancando até a porta do quarto dela.
– FER! – berrei encarando a porta.
Onde aquela vadia tinha se enfiado? Meu Deus eu estava começando a ficar preocupada. Ela tinha saído eram umas quatro ou cinco da tarde e não apareceu e novo. O que tinha acontecido com ela meu Deus do céu...
Olhei para a mesa da sala todos os celulares estavam ali, menos o dar Fer.
Peguei o meu e me assustei com a quantidade de chamada perdida de um numero que eu NÃO conhecia. Pequei os das meninas e era a mesma coisa. Liguei para o número desconhecido. Uma voz feminina de telefonista apareceu no telefone do hospital.
– Boa noite – respondi – eu recebi chamadas de vocês – comecei já nervosa. Será que a Fer ‘tava no hospital?
– Sim, você é Caroline? – perguntou a mulher do outro lado da linha. Devia ter Bina para saber que era eu.
– Sim – respondi.
– Então, sua amiga Fernanda foi resgatada de um seqüestro, mas ela está bem, já está na recepção esperando que alguém venha buscá-la.
– Tá, mas... Quem a resgatou? Que horas? – perguntei totalmente nervosa.
– Não fomos informados do nome da pessoa. Ela chegou aqui por volta das nove horas da noite.
– Ok! – agradeci e desliguei o telefone com as mãos tremulas. Mas logo me acalmei. A Fer ‘tava bem porra!
Liguei para a minha mão e pedi para ela me emprestar o carro e expliquei a situação para ela.
Em menos de dez minutos ela já estava lá em casa, entregou-me a chave do carro e entrou na cozinha e disse que ia preparar alguma coisa pra janta.
– Meu Deus mãe! É quase meia noite...
– Mas a Fer deve estar com fome – a minha mãe era um amor mesmo.
– Ok. Vou lá buscá-la então... – falei indo para carro. Passei na fila para avisar as meninas e fui para o hospital.
Fernanda Pov’s On
Acordei sem saber onde eu estava, aquela imensidão branca me dava náuseas e eu fechei novamente os olhos com força. Então lentamente abri um olho pra acostumar com a claridade, depois abri o outro.
Percebi o movimento em volta de mim e notei uma enfermeira retirando uma agulha do meu braço e não entendi o porquê eu estava num hospital. Minha ultima lembrança era de estar indo para o show do Avenged. Peraí?! Eu PERDI O SHOW?! Levantei com os olhos arregalados respirando pesadamente.
– Se acalme querida. – disse a enfermeira me fazendo deitar na cama de novo terminando de tirar o soro.
– Que horas são? – perguntei atônita.
– 23:30! –disse simpaticamente.
– Ah caralho! – grunhi.
– Seu namorado esteve aqui...
– Namorado?! – perguntei confusa.
– Sim, pelo menos foi o que ele disse. – confirmou ela. – Se acalma, logo você se lembra, talvez tenha batido a cabeça.
– Não, mas eu NÃO tenho namorado! – falei com veemência. – Como ele era?!
– Ah, eu não vi direito, ele ficou pouco tempo aqui, mas era tatuado. – contou me ajudando a ficar em pé.
– Acho que quem bateu a cabeça foi à senhora, não eu! – grunhi vestindo meus coturnos. A enfermeira riu e eu saí do quarto indo pra recepção onde me informaram que a Carol estava vindo me buscar.
Eu nem queria ver a cara daquela vadia a hora que me visse, eu a tinha feito perder o show também. Fiquei pensando em como acalmá-la até que ela me passou uma mensagem dizendo que estava ali na frente.
– Hey! Como está minha vadia favorita?! – perguntou quando sentei no banco do carona do Honda Civic da mãe dela. Estranhei o seu bom humor.
– To quase bem, só com dor de cabeça. – falei esfregando os dedos nas têmporas.
– Já passa! A propósito quem te salvou? – perguntou dando partida.
– Não faço idéia. Pediram sigilo. – contei. – Ah... Me desculpa por te fazer perder o show. – falei sem jeito e ela riu pelo nariz.
– Você acha que eu perderia o show do Avenged Sevenfold por sua causa? – perguntou debochada.
– Como é?!
– O show foi adiado pra amanhã! – informou. – Eles tiveram um problema técnico.
– Acabei de descobrir que eu nasci pélvica numa noite de luar. – falei sorrindo largamente.
– Ué... Quem garante que não foram eles que te salvaram?
– Não viaja Carol!
Chegamos em casa a jantamos o que a Silvia, mãe da Caroline, tinha preparado, depois fomos dormir por que as cinco da manhã tínhamos que voltar pra fila pras meninas poderem vir dormir.
Deitei na minha cama e já capotei e não parecia que tinha dormido mais que cinco minutos quando acordei com a vadia sacudindo meus ombros. – Quase joguei um balde de água pra você acordar Fernanda! – quase gritou.
– Aham... – cambaleei até o banheiro. Então comemos qualquer coisa e fomos para o Master Hall de novo.
Quando chegamos lá todas as meninas me abraçaram dizendo que ficaram preocupadíssimas. Janis virava meu corpo todinho pra ver se não estavam faltando nenhum pedaço.
– Guria, eu to inteira! – falei quando não agüentei mais ela me revirando. Logo elas se despediram e eu e a Carol ficamos sozinhas na fila. Foi o resto da manhã falando coisas aleatórias e cantando até as meninas voltarem.
Imaginem a folia que não é, quando junta a Lethal Poison inteira, sem nada pra fazer além de encher a cara embaixo de um sol escaldante. Larissa queria seduzir um garoto e roubar-lhe o guarda-sol, então a roda explodiu em risadas quando Jéssica sugeriu bater no cara dizendo que era mais fácil e dava menos problemas depois.
Enquanto nós riamos dos nossas planos idiotas de nos apossarmos de um guarda-sol, Carol permanecia em silêncio. De repente ela abriu um sorriso como se tivesse recebido uma unção divina.
– Tive uma idéia! – disse enchendo o pulmão de ar.
– Ih... Lá vem bomba. – Janis disse colocando a mão na cabeça.
– EU CEDO MEU LUGAR NA FILA PRA QUEM ME DER UM GUARDA-SOL! – Caroline gritou.
– Você é louca garota?! – gritei, mas fui quase levada por uma chuva de guarda-sóis que apareceram nas minhas costas. Nós estávamos quase na frente, então muita gente queria o nosso lugar. Caroline escolheu o maior de todos e deu seu lugar para o garoto grande entrar na fila. Então percebi sua jogada e deixei Caroline entrar na minha frente.
– Hey! Isso é jogo sujo! – o cara protestou.
– Ela falou que ia ceder o lugar dela e não o nosso. – felei apontando para mim e as outras meninas. Ele continuou reclamando, então eu dei um tapa em seu queixo fazendo-o morder a língua. – Olha onde você estava, olhe onde veio parar... Agora fecha o bico! – ralhei.
Caroline Pov’s On — Show
“FUCK! THE SYNYSTER FUCKING GATES WAS OPEN!”
Okay, o trocadilho foi idiota, mas juro que foi a única coisa eu veio na minha cabeça naquele momento. Explicações são desnecessárias.
Quando entramos no Master Hall a porra ficou mais séria, parecia que havia um Apocalipse lá fora e o único lugar seguro do mundo era aquela casa de show. Eu sou péssima em analogias, mas é verdade. Eu fui empurrada pra todos os lados possíveis, e das duas uma, ou eu cairia e seria pisoteada, ou me perderia das garotas. Então, eu me lembrei de um pequeno detalhe nos meus pés... Okay, não era tão pequeno assim, me lembrei dos meus santos coturnos!
Na mesma hora me senti dentro de um pitcircle de tanto chute que metia nas canelas de alguns seres ali, vi de relance a Larissa e a Fernanda fazerem algo parecido enquanto corriam até a barra de contenção.
Vi Fernanda correr para onde seria mais ou menos o centro do palco e me juntei a ela rapidamente. Como eu já disse, compartilhávamos fantasias com M.Shadows Nós cinco fomos praticamente as primeiras a alcançar a grade com sorrisos que dariam para ver até se estivéssemos de costas, mas eu quase vomitei a minha felicidade junto com o resto das porcariadas que eu comera durante o dia quando senti o peso do Master Hall inteiro me empurrando contra a barra. Sério, quase não resisti à tentação de levantar a minha camiseta e ver se não tinha sido esculpida a forma quadriculada da grade na minha barriga.
Olhei para a minha direita e vi a Larissa tentando arrumar freneticamente os cabelos bagunçados pela corrida, balancei a cabeça rindo e me virei para o outro lado onde vi a Fernanda fazendo a mesma coisa e tornei a rir ainda mais. Passei as mãos minimamente em minha franja, que era a única parte desajeitada e alarguei o sorriso. Como eu amo meus cabelos curtos!
– Que porra! – Ouvi Larissa esbravejar socando a barra a sua frente, a olhei com o cenho franzido. – Não vou conseguir ir para a roda punk com todos esses otários me esmagando aqui... – Grunhiu tencionando o corpo para trás na tentativa de afastar um pouco o corpo da grade.
– Caralho! – Gritou Fernanda praticamente no meu ouvido – Se sairmos daqui não dá pra voltar, droga! – Berrou novamente chutando a grade e eu não contive uma gargalhada.
– Na boa véi... – Tentei falar mais alto que os murmúrios e os gritos histéricos daquelas garotinhas – Relaxem aí, porque a “punk” aqui sou eu! – Falei com um sorrisinho de canto empinando o nariz, o que me rendeu um soco no ombro de Fernanda seguido de uma risadinha sem humor de Larissa.
Enquanto eu massageava meu ombro atingido com uma careta de dor, as pessoas começaram a gritar: “Hey... V.I.P. vai tomar no cu!” Pontuando o que diziam erguendo os pulsos cerrados. Eu mais do que depressa me juntei a eles, não demorou muito as minhas vadias favoritas (leia-se amigas) já faziam a mesma coisa, assim como a pista inteira. Insano demais! Naquela hora da noite a ansiedade e a adrenalina eram as únicas coisas que corriam em minhas veias.
Passado algum tempo as provocações da galera com a área V.I.P. cessou de repente, o que me fez fechar a cara, eu adorava provocar os outros, droga! Logo a palavra “Sevenfold” começou a ser gritada em uníssono por todos nós. Okay, retiro o que disse, prefiro gritar “Sevenfold”. Nesse momento eu nem sabia mais o que fazia, estava anestesiada pela emoção, se perguntassem meu nome eu diria “Loucura”, tamanha insanidade em mim.
As poucas luzes se apagaram.
Começaram os efeitos de luz e as notas agudas de Nightmare. Meu coração parecia ter parado, e eu senti meu estômago se revirar de ansiedade a cada nota de piano daquela “fucking music”.
O Master Hall veio abaixo numa explosão de gritos e assovios ensurdecedores, acompanhados de um empurra-empurra que quase me fez vomitar meus órgão quando fui brutalmente jogada contra a barra de contenção. Na boa, eu nem sabia mais quais eram as minhas pernas, nessa hora eu amei ainda mais meus coturninhos, nem sentia os pisões brutais dos quais muitos reclamavam atrás de mim.
Toda aquela loucura só aumentou quando Synyster Gates entrou no palco com seu jeitinho exibido e tranqüilo. Zacky Vengeance veio logo depois com um sorrisinho muito fofo, nem parecia o Z.V. ignorante do twitter. Vai entender?!
Pude ver o vulto alto de The Rev, correndo até a brilhante e fodásticamente enorme bateria preta, e sentando-se logo a frente do imenso folder com a capa do álbum Nightmare, a mesma estampa da regata que eu estava usando naquela noite.
Johnny Christ entrou todo sorridente no palco no mesmo instante em que começaram a tocar a intro com perfeição, Synyster estava em cima de umas das caixas de retorno tocando perfeitamente as notas de Nightmare enquanto Johnny e Zacky o acompanhavam, cada um com seu jeitinho único no palco. A bateria de The Rev estava como sempre, impecável.
Luzes brancas e azuis preenchiam o ambiente juntamente com a fumaça de gelo seco, que dava aquele toque de Horror Story, que eu tanto amava na temática daquela banda. Mas nada se comparava aquele ser maravilhosamente perfeito, M.Shadows deu o ar de sua graça no palco.
O quinto Avenger sinceramente provocou uma devastação em meu útero, acho que não sobrou um só ovário pra contar a história!
Shadz se juntou ao guitarrista solo.
“NIGHTMAAAAAAAAAAAAAAAARE...”
Gritou ao microfone com sua voz inconfundivelmente linda e nasalada.
Acompanhei o grito como pude devido aos empurrões e socos que aqueles animais estavam atrás de mim estavam me presenteando. Olhei para Fernanda e ela cantava em gutural junto com Shadows, como em God Hate Us, enquanto muitos garotos se perdiam em gritinhos histéricos. Eu gargalhei a esmo e voltei minha atenção para o palco, onde observei M.Shadows dar um sorrisinho e menear a cabeça para quem me pareceu ser a Fernanda, talvez ele tivesse percebido o jeito diferente dela de cantar. Ela retribuiu e olhou para mim com um sorrisinho vitorioso. Aquela foi a minha vez de socar o ombro dela.
Mas eu não posso negar que a vocalista da Lethal Poison é mesmo muito foda, também eu não poso esperar nada menos, afinal seriamos a banda feminina de metal mais foda do universo!
“It’s your fucking nightmare ha-ha-ha-ha-ha”
A voz de Shadows me tirou do meio devaneio e sua risada rouca e maldosa fez um sorriso ainda maior nascer em meus lábios. Como eu idolatrava aquele homem!
Foi a vez de Gates e Vengeance brilharem, ambos se juntaram no centro do palco em sua performance única e sincronizada. Sinceramente, toda banda tinha que ter um guitarrista canhoto. Sério, fica super foda uma guitarra de cada lado. Quando o solo começou, não resisti ao impulso de me virar e ver a reação de Jéssica e Larissa. Nem precisei de contado visual, os gritos das duas já diziam tudo. Elas estavam extasiadas pela figura do guitarrista bem na frente das duas, tocando aquela guitarra em acordes tão perfeitos que parecia até gravação.
Sim, eu admirava o Synyster Gates! Ele é minha inspiração no quesito guitarra e acordes... Nada mais que isso! Afinal, a Carolzinha aqui é a guitarrista solo da Lethal, e ele é meu ídolo.
Ainhaim... Nada como as batidas daquela bateria para dar inicio a melhor noite da minha vida!
“It’s your fucking nightmare...”
E a primeira música chegou ao fim.
M.Shadows falava com o público nos intervalos de cada música, porém poucas pessoas eram tão fodas quanto nós cinco para entender tudo o que ele dizia. A playlist do show se resumiu a Nightmare, Welcome To The Family, Buried Alive, Critical Acclaim, Afterlife, Beast And The Harlot, Bat Country, Unholy Confessions, Almost Easy, Victim, God Hates Us e Fiction até aquele momento.
Nem sei descrever dizer o que sentia a cada batida da bateria de Rev, nem dos acordes de Zacky, Johnny e Gates, quem dirá da voz perfeitamente linda de Matthew... Só sei que eu gritava muito a cada pausa e cantava junto com Shadows que constantemente olhava na direção onde nós cinco nos encontrávamos. Fernanda me humilhava com seu vocal carregado, mas eu nem ligava. Se eu não cantava bem, ela não sabia nem uma seqüência básica na guitarra, ou seja, cada um no seu ramo.
Enfim, não sei se era exatamente para nós que ele olhava, porque ele tinha aquela mania infeliz de esconder seus olhos esverdeados atrás daquele Ray-ban infernal!
Quando a música Fiction acabou, Matthew convidou alguém para subir no palco e cantar com eles. Eu até cogitei a idéia de me oferecer, mas como vocalista eu sou uma excelente guitarrista! Se fosse o Synyster convidando alguém par tocar com eles eu com certeza já estaria lá em cima se a Jéssica não pulasse na frente, o que provavelmente aconteceria.
Lembrei-me que o sonho da Fernanda era cantar com o Avenged Sevenfold, mais especificamente com M.Shadows então olhei para ela e minha amiga parecia uma criancinha numa loja de brinquedos sendo impedida de brincar. Ela segurava a barra de contenção fortemente e estava inquieta, eu ri de sua expressão preocupada e indecisa. A cutuquei com o cotovelo,
– Vai lá! – Gritei como pude indicando o palco com um meneio de cabeça.
Ela ainda me olhava meio receosa, mas logo Janis, Jéssica e Larissa começaram a incentivá-la a ir também. Em questão de segundos, Fernanda já estava gritando insanamente como se sua vida dependesse daquilo. Bom, talvez não a “vida” dela, mas eu pensei que além de ser a realização de um sonho dela, aquela ação também ajudaria com a nossa banda.
Digo, além da repercussão dela ter cantado com o Avenged Sevenfold, também teria toda aquela motivação emocional e tals. Senti uma pontinha de inveja, mas aquilo seria bom para a Lethal Poison...
Fernanda Pov’s On
Shadows olhava de rosto em rosto dos que estavam ali na frente, então quando me viu pedindo de demorou em meu rosto como se tentasse me reconhecer, então sorriu com aquelas malditas covinhas e disse para eu subir. Fiquei surpresa porque nunca tinha visto uma garota subir ao palco.
Pulei a barra pensando que logo vomitaria meu coração, quase tive uma parada cardíaca quando ele me estendeu a mão para me ajudar a subir.
Eu não sei por que, no momento em que pisei no tablado de madeira e Matthew soltou minha mão, o mecanismo “sorrir” simplesmente parou de funcionar no meu corpo.
O que eu mais temia era ficar trêmula e gaguejar, mas meu inconsciente tomou conta disso porque uma sensação de completa indiferença tomou conta de mim quando Shadows perguntou meu nome.
– Nomes não são importantes Shadows. – Falei e ele fez uma cara confusa com a minha repentina frieza, pouco esperada de uma fã brasileira.
– Como não? – Perguntou entortando a cabeça e unindo as sobrancelhas.
Um silêncio assolou o lugar, a única coisa que eu pensava escutar era as batidas aceleradas dos corações das minhas amigas. Elas pareciam ter roubado todo meu nervosismo e dividido entre elas, não podia me esquecer de agradecê-las por isso depois.
– São tão importantes que você criou um pseudônimo para ti... Mas se é tão importante assim para você, não vai demorar á saber... — Falei tranquilamente com um sorrisinho amarelo.
O vocalista deu de ombros como quem se dá por vencido.
– Não quer falar tudo bem, não vamos perder tempo com isso! – Falou sorrindo. – O que quer cantar?
Fiz uma careta pensativa.
– Seize The Day?! – Murmurei e a platéia explodiu em gritos.
– Acho que acertou na escolha, hein?! — Gates comentou sorrindo enquanto me entregava o próprio microfone.
Agradeci com um meneio de cabeça pegando-o com a mão esquerda. O guitarrista segurou minha mão quando viu seu deathbat tatuado nas costas dela.
– Veja! — Disse sorrindo orgulhoso enquanto erguida minha mão.
– Eu o vejo todos os dias Gates... — Falei rindo juntamente com ele.
Shadows se aproximou para ver do que se tratava e não ficou nem um pouco surpreso ao ver a tatuagem, o que eu achei estranho, porém não falei nada.
Synyster fez mais alguns comentários e voltou ao seu lugar no lado esquerdo do palco, com seu jeitinho todo convencido.
Zacky já vinha com seu violão preto, sorrindo de modo a me encorajar. Ele tocou o primeiro acorde da música para dar o tom aos vocalistas, uma vez que a música já começa com o vocal.
Jimmy deu três batidas com as baquetas e eu comecei a cantar:
“Seize the Day or die regretting the time you lost, it’s empty and cold without you here, tôo many people to ache over...”
Shadows começou a me acompanhar:
“I see my vision burn, I feel my memories fade with time...”
Cantei bom pedaço da música calma e friamente como se estivesse em casa com meus fones de ouvido.
Algo me deixou levemente inquieta quando a tomada de fôlego de Matt tornou-se audível na caixa de som e ele cantou com o rosto virado em minha direção.
“But girl what IF there is no eternal life?”
Mas isso eu deixei de lado e me concentrei em não perder o ritmo da música. Eu só comecei a prestar atenção na letra da música e o que ele significava quando cantei as palavras.
“So what if I never hold you, or Kiss your lips again... And I never wanna leave you...”
Um frio correu minha espinha e eu olhei para Shadows, ele cantava com vontade e mesmo estando de óculos escuros eu tive certeza que ele olhava firmemente em meus olhos.
Meu nervosismo veio á tona e eu engoli em seco. Desviei meu olhar para minhas amigas que sorriam e cantavam animadas. Aquilo não estava acontecendo, eu não tinha tido qualquer tipo de ligação com Matthew Sanders. Não, definitivamente não. Era só coincidência de olhares, eu deveria estar um pouco afetada pela emoção de estar realizando meu sonho, em três sentidos:
1° Assistir ao show do Avenged Sevenfold;
2° Cantar junto com M.Shadows
3° Cantar para um público enorme.
Durante o pequeno solo antes de começarmos a cantar a última estrofe da música, eu tomei um gole de água enquanto Shadows falava com o público
– O que vocês acharam dessa garota como cantora? – Perguntou olhando para mim e sorrindo.
Sorri ainda mais para a galera e dei um meneio de cabeça, levantando a mão livre com o símbolo do metal e recomecei a cantar.
A música acabou e Zacky veio me abraçando.
– Bom trabalho, garota! – Disse sorrindo docemente com seu snakebites.
Logo vieram Synyster e Johnny.
– Ainda quero saber direito sobre sua tatuagem. – Falou Gates rindo e eu retribuí com um sorriso balançando a cabeça negativamente. Algumas garotas me xingavam, entre elas com certeza Jéssica e Larissa.
Jimmy saiu de trás da enorme bateria e pulou nas minhas costas como se me conhecesse á anos. Sempre imaginava que ele fosse assim.
– Canta muito bem, moça... – Disse ele e eu agradeci corando.
Por último foi Shadows. É eu tremi na base quando ele sorriu pra mim e passou seus braços envolta de mim.
Abracei-o também sentindo o cheiro estonteante da mistura de perfume amadeirado com suor.
Tentei agradecer, mas isto saiu num falho e sussurrado “Thank you” em seu ouvido.
Aquele abraço estava durando demais, o que eu estranhei novamente, não que eu ligasse, quanto mais tempo melhor. Eu poderia ficar ali parta sempre sentindo o aroma hipnotizante de Matt e seus braços enormes me envolvendo. Porém, assim que comecei a pensar, aquele momento se dissolveu, sobrando só o toque de suas mãos em meus ombros.
– Você é incrível... – Disse ele sorrindo ao exibir suas covinhas perfeitas.
– Obrigada... – Respondi baixo e com um sorriso tímido abaixei a cabeça.
Não sei como aconteceu, mas em questão de segundos meu rosto já estava perfeitamente encaixado no de Matt, e seus lábios completamente grudados aos meus.
Eu já falei que tenho uma sorte desgraçada? Pois é.
Não sabia se a platéia tinha mesmo ficado em silêncio, porque no momento só existia o som do meu coração pulsando em minhas orelhas. Eu não sabia se estava retribuindo ou não, por que só estava pensando no ódio que a Carol deveria esta sentindo, então levemente empurrei Shadows.
– Ergh! Eu não posso, você não pode... Você é casado. – murmurei com lágrimas nos olhos.
– Você não sabe nada sobre minha vida. – falou colocando uma mecha de cabelos atrás da minha orelha.
- Você também não sabe nada sobre a minha. – falei em baixo tom, então peguei o aro de seu Ray-Ban e tirei–o de seu rosto. – E você não pode conhece uma mulher com apenas um beijo. – falei e virei de costas no intuito de descer do palco, mas então ele me puxou pelo braço e suas orbes verdes cravaram em meus olhos.
– Eu realmente não sei nada sobre sua vida. Mas nomes são importantes sim, Fernanda!
Notas finais
Jessica diz: Quem gostou deixa review!!
Fernanda diz: Quem nao gostou também deixa!!
Jéssica diz: TODO MUNDO DEIXA!!!
Fernanda diz: É, quanto mais reviews, mais rápido a gente posta!!
Jéssica diz: Reviews é o nosso combustível!
Fernanda diz: só se for o seu, o meu é Heineken e Coca-cola.
Jéssica diz: ooh sonsa, nao ta vendo que isso aki é uma chantagem emocional??
Fernanda diz: Shh! isso só se fala em off
Jéssica diz: Aah foi mal..
Fernanda diz: resumindo... deixem reviews!!
Jéssica diz: Até o proximo Avengers!!
Fernanda diz: Agora é Poisons :)
Jéssica diz: ¬¬
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