Poesias de uma mente estranha
1 Descensura
Notas iniciais
Caindo do paraíso dos meus pesadelos
Um anjo de pesadas asas negras oferece-me o fruto proibido
Me tenta a provar daquela desgraça
Resisto, luto, mas é mais forte
Muito mais forte
O caos se espalha em minha mente
Enquanto a esperança , desaparece
A maldição de ver ilumina meus olhos
Com visões de horizontes sombrios
O sorriso, antes genuíno, se mostra forçado
O mundo perde seu brilho
A máscara padronizada
Forjada por pessoas virtualmente plastificadas
Cai aos pedaços ante a minha visão descensurada
Uma sociedade amaldiçoada por correntes e preconceitos se revela
Sinto o nojento cheiro de pessoas obesas de vaidade, narcisismo, inveja e maldade
O amargo som da musica suja produzida pela ira autodestrutiva surda-me a mente
Uma vida que dificilmente irá trazer-me alegria de qualquer tipo, já que vejo quão podre e egoísta o ser humano pode ser
Pergunto-me agora qual é o certo, acordar meus irmãos de seu sonho alienante e lutar uma batalha contra um inimigo invisível, inaudível, intangível, quase que imperceptível ou deixa-los felizes em suas ilusões?
Indecisão toma conta de mim numa velocidade caótica
Confusão retalha minha mente e cria ilusões de óptica
Pensamentos maratonam por meus neurônios
Cafeína, mais cafeína, mais vício, não é o suficiente. Ritalina, foco meus pensamentos caem as virgulas tudo muito rápido mais preciso de mais mais,mais... mais? Do que preciso? Já não lembro.
Tiro o olho do meu livro, olho para cima e penso.
Maldito dia em que decidi provar desse vicio chamado conhecimento
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