Poesias de uma mente estranha
2 Ser um ser, humano
Notas iniciais
Eu tentei entender o ser humano por diversas vezes, por diversas vezes falhei.
Eu tentei amar o ser humano por diversas vezes, por diversas vezes fui rejeitado.
Eu tentei mudar o ser humano, o meu ser, por diversas vezes, por diversas vezes fui impedido.
Tentei mudar o ser humano, o ser deles... Parece-me impossível
Por que esse ser tem de ser assim?
Por que matar?
Por que humilhar?
Por que odiar?
Por que destruir?
Por que ser tão deprimente?
Por que tornar tão deprimente?
Por que tornar tão cinza?
O mundo tão cinza
Meu mundo tão cinza
Por que viver numa sociedade onde cada um é só um?
Por que viver num mundo em que cada ser não se importa com a dor alheia
Por que tentar ser feliz nesse mundo? Diga-me, por quê?
Por que me esforçar, criar expectativas, superar, se o final é escuro?
Por que estudar, trabalhar se a única coisa que me espera é uma morte solitária?
Por que me suicidar aos poucos, se vocês se negam a me dar vida?
Por que me importar se esse poema irá morrer tão jovem
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