Poemas Noturnos
47 Via Láctea
Notas iniciais
Cai sobre nós, uma vez mais, o véu escuro
que, há mui, achava eu tão belo.
Um taciturno espetáculo noturno
incrustado de estrelas de um brilho eterno.
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E elas brilham a noite toda,
como memórias numa tela deserta,
pintadas imersas em tinta escura
donde submergem sempre singelas.
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E brilham tão ternas,
justamente agora que, in veritas, isso a ti afirmo,
como que para enfeitar este momento eterno,
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E dançam pelo véu, a noite toda,
num eterna valsa tão bela.
E dançam sobre nós sem pudores, cadentes estrelas singelas.
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(O poema acabou e, como já deve saber, esse texto aqui é para completar as cem palavras que são o mínimo! Mas aproveitando deixem-me deixar aqui uma recomendação: leiam Ouvir estrelas! É muito bom e merece ser recomendado! Bons leitores e bons poemas merecem ser lidos e recomendados, então boa leitura!)
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