Poemas Noturnos

28 Uma última valsa


Notas iniciais
Baila comigo?

Abraçar-te denovo, uma vez mais.

Que, como fênix, torno-me outra vez teu único amante

sorri-me, um segundo,

e suspira, feliz, ao meu lado

pois só há um passo humano que mude o mundo

e este é o que dou ao teu lado.

.

.

Posto que tudo se move,

com passos, precisos, no fio do destino,

seja ou não com liberdade,

convido-a, move-te comigo em verdade,

em uma eterna valsa de amor.

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Aos teus passos, eu valso

descalço de pudores pretéritos,

movo-me, distante, das trevas,

pois, nem nelas impera,

algo que me faria esquecer o teu sorriso.

.

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Pois teus olhos, castanhos, minhalma,

são as mais belas pétalas da vida,

pois teu cheiro, ó formosa rosácea,

que suspiro em teu pescoço sedoso,

entre mordidas e beijos lavosos,

é o mesmo que pulsa em meu coração.

.

.

Abraça-me uma vez mais,

concede-me só mais uma dança,

dá-me a tua mão ó bela rosácea

que te dou o meu coração.