Poemas Noturnos

7 Dama da Noite


Bela Dama da Noite perversa

que, sob o imaculado véu das sombras, se refugia

atiça o desejo do corpo, magia,

a cada sorriso ingênuo liberado.

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Densos e negros cabelos da noite

junto a um gélido olhar que traz a lembrança.

Reaviva o calor da paixão, esperança,

que se desfaz após o doce sorriso da dama

que, suavemente, chama, da alvorada, o recomeço.

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Em todo um passado obscuro reside

tripudiando em minha tola vontade

de amante enquanto ser, que existe,

em um nebuloso mar de saudade.

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Jaz, contigo, uma última rosa,

espinhosa, que sangrou-me o rosto,

entregando-lhe meu sangue, que sai,

meu sangue que, por saudade, se esvai,

por meu parvo ferimento exposto.