Plus Ultra
17 Capítulo 17 - E eu com a minha ganância...
Notas iniciais
Você é um desgraçado ! — Levy correu para cima dele e o estapeou, ele não reagiu, pelo contrário, deixou-se ser agredido. — QUEM VOCÊ PENSA QUE É ?! — Levy gritou, logo em seguida Gray e Natsu vieram correndo ao encontro dos três.
– O que houve ?! — Gray se manifestou e Levy o olhou com raiva.
– Você mentiu Gray ! Disse que seria professor do Daisuke ! — Ela apontou pro homem que suspirou, sabendo que ela estava certa. — E você Juvia... Por que não me falou que essa droga de academia era desse "ai" ?!
– Desculpe Levy-chan... Mas Gray disse pra Juvia que Gajeel-kun não dava mais aulas...
– Ele tava certo. — Gajeel se intrometeu. — Eu gosto do muleque. Ele é meu único aluno.
– Cala a sua boca seu maldito ! — Levy apontou para ele. — MEU FILHO DISSE QUE ME DETESTAVA POR SUA CAUSA !
– O-o quê ?! — Ele pareceu muito surpreso. — Por que ?!
– No carro ele veio me contando sobre o que vocês conversaram, disse pra uma criança que ele deveria transar o máximo possível ?!
– Er... — Ele corou. — Sim... Mas foi sem o intúito de...
– Não importa ! Quando eu disse que eu iria tirar ele dessa droga de academia ele ficou com raiva de mim ! — Ela o empurrou, Juvia e Gray tentaram interferir mas Levy os alertou.
– Saiam. — Ela ordenou e os dois, junto com Natsu sairam da sala dos tatames em direção a sala de espera onde o jovem Daisuke aguardava a mãe.
– O que houve tio Gray ..? — O jovem abraçou o maior que retribuiu.
– Nada... Quer fuçar nas espadas do Gajeel ? — Ele sorriu querendo distrair o pequeno garoto, e sem muita hesitação o menor se empolgou.
– Sim !!! — Os dois foram, e Natsu os seguiu, adorava mecher nas coisas proibidas de Gajeel e sabia que se estivesse com o filho do chefe ele jamais iria ficar com raiva, enquanto isso na sala dos tatames os dois discutiam:
– Por que escondeu isso de mim ?! — Gajeel estava exaltado, já havia destruido uma cadeira e algumas tábuas. — ELE É MEU FILHO !
– NÃO ! NÃO É. — Levy o encarou, continuava baixinha, a vontade qie Gajeel tinha de agarra-la era enorme, mas ele se conteve. — ELE É MEU FILHO. EU O CRIEI E CUIDEI DELE DESDE QUE NASCEU, ELE NÃO PRECISA DE UM PAI !
– ADMITO QUE O CRIOU MUITO BEM. — Ele se sentou abaixando a cabeça. — Mas não admito que tire ele daqui.
– Eu VOU tira-lo.
– Então que a guerra começe. — Ele a olhou no fundo dos olhos, sério. — Eu não abrirei mão dele. Um juiz nos dirá quem está certo.
– Pretende brigar por ele ?! — Ela o olhou com desprezo, ele se levantou e aproximou-se dela e pegou seu rosto pelo queixo.
– Posso esconder que sou pai dele baixinha, mas... — Ele suspirou a prensando na parede. — Não abro mão de participar da vida do meu filho. Pelo menos como professor.
– Está bem... — Ele sorriu vitorioso, a pegou pela cintura e deu-lhe um beijo, nesse momento Daisuke chegou e se deparou com aquilo de olhos arregalados ele gritou.
– Ei !!! O que cês tão fazendo ?! — O menino separou os dois, Gray e Natsu chegaram esbaforidos.
– Volta aqui pirralho... — Eles arfavam, Gajeel foi até o garoto e o abraçou.
– Não se preocupe baixinho. — Ele sorriu de canto. — Você vai continuar sendo meu aluno.
– Sério ?! — Os olhos vermelhos do garoto encheram-se de alegria e o mesmo abraçou a mãe e em seguida o professor que não resistiu e disse :
– Nada vai nos separar... Meu filho...
– Filho ?! — O jovem encarou ele sem entender. — Você é meu pai..? — Levy ia se manifestar quando o maior a impediu.
– Sim... Meu filho.
– Então... Você e a mamãe namoraram ! Por isso essas fotos ! — O jovem logo lembrou-se das fotos do escritório de Gajeel, tirou duas do bolso. — Essas ! — Gajeel riu e bagunçou o cabelo dele, Levy estava irritada e feliz ao mesmo tempo, pelo menos o filho gostava do pai, apesar dela repudiá-lo.
– Uhum... Somos nós dois... — Ele sorriu. — Bem... Vai pra casa. — O pai empurrou o filho que riu, eles começaram a brincar e logo depois de alguns minutos Levy o guiou pro carro, os dois entraram e o menino se despediu do pai, a jovem mãe levou o menino pra casa.
Se passaram dois dias e uma noite, Juvia foi visita-la.
– Levy-chan ?! — Levy abriu a porta, sorrindo, o filho estava no quarto, muito animado.
– Oi Ju-chan — Ela permitiu a entrada da azulada maior, ambas se dirigiram ao sofá, Levy ainda estava meio irritada mas escondia bem.
– Levy... Obrigada... — A menor olhou pra ela sem entender.
– Pelo quê ? — Juvia riu.
– Há dez anos não vejo o Gajeel sorrir assim...
– Sabe que eu não me importo com ele né ? — Levy encarou Juvia que riu.
– Levy-chan... Eu não sou boba sabia ? — Levy ergueu uma sobrancelha sem entender o que a azulada maior queria dizer.
– Como assim ?
– Juvia SABE que Levy ainda ama Gajeel.
– Não fale besteira ! — A azulada mais baixa gritou, revoltada. — Ele que se foda. Deve ter se matado de tanto transar com aquelas três esses anos todos !
– Na verdade... — Juvia ficou envergonhada ao falar. — Gajeel-kun não faz sexo a dez anos.
– C-como é ?
– Simsim, depois que ele foi preso ele entrou em depressão.
– Depressão ?
– Sim ! Juvia que deu a ideia da academia, ele deu aula por um ano e meio, depois foi ser gerente e deixou a aula com o Gray e com o Natsu.
– Então como diabos ele foi ser professor do meu filho ?!
– Pelo que Juvia sabe, Gajeel subestimou o Daisuke-kun, ai eles fizeram uma aposta e o Daisuke-kun ganhou, ai o Gajeel quis ensina-lo pessoalmente...
– Mas... Por que ?!
– Não sei, pelo que Gajeel me disse achou o jeito dele parecido com o seu, e as mesmas táticas de fazê-lo fazer o que manda...
– Entendo... — Levy abraçou Juvia, o filho estava no quarto então não ouviu quando a mãe começou a chorar. — Eu... Eu ainda o amo... Por quê ?! Droga !
– Vocês se amam... — De repente alguém batia na porta, ambas se levantavam, e a dona da casa ia atender, era Gajeel, o homem dispensou Juvia com a cabeça e ela foi pro quarto junto com o sobrinho, Gajeel chamou Levy que a essa hora estava irritada com a "folga" do homem.
– O que você quer ? — Antes dela falar algo mais ele a puxou com certa força para fora da casa, ele bufou com a resistência dela. — Me larga !
– Cala a boca. — Ele a guiou a força até a garagem escura onde estavam apenas dois carros e mais nada, ele a prensou contra a parede, era muito mais forte que ela, então a beijou com força, a mesma tentou se livrar dele mas era impossível em questão de força. — Não vou te perder, não vou te magoar de novo, Levy por favor... Me dá uma chance.
– Jamais ! Deixarei apenas ter laços com o meu filho por que você INFELIZMENTE é o pai, mais nada.
– Sshiu, eu sou ganancioso lembra ? — Ele riu, Levy corou. — Eu quero você. E não vou desistir nem fodendo.
Fale com o autor