Plus Ultra
16 Capítulo 16 - Mas uma pequena parte de nós dois voltou pra mim.
Notas iniciais
Haviam se passado dez anos desde a ida de Levy para a cidade de Edolas, muita coisa havia mudado, a jovem atualmente trabalhava como jornalista e vivia com Freed, Jet, Droy, Rogue, Sting e Daisuke, a empresa havia ido de vento em popa e estava na hora de voltarem para Magnólia, Mystogan ficaria para cuidar da empresa e o resto iria para a cidade Natal de ambos.
No dia da partida, Levy arrumava as malas, a dos amigos já estavam prontas, o garoto beijava por várias vezes a bochecha da jovem e ela sorria, abraçando-o e apertando-o várias vezes, eles se divertiam bastante, depois de arrumar as malas todos se dirigiam de carro até o aeroporto onde pegaram imediatamente um jatinho, o garoto perturbava a jovem que tentava descansar, estava aflita e com medo de voltar a terra natal e se relembrar de tudo o que havia vivido, horas se passaram até o avião pousar e eles saírem em direção aos carros.
Assim que chegaram em magnólia, Jellal seguiu para a empresa, Levy, Daisuke, Jet, Droy, Sting e Rogue foram de carro para casa de Levy. Demoraram cerca de vinte minutos pra chegar em casa, o Daisuke e Levy iam jogando Pokémon nos 3ds, Jet e Droy conversavam. Sting dirigia e Rogue olhava pra ele com certa paixão, sempre que paravam em sinais vermelhos os dois trocavam beijos e carícias, ao chegar em casa Levy teve certa nostalgia ao lembrar da casa que viveu por anos, lembrou-se também de Gajeel e da tristeza que sentia ao lembrar do que ele havia feito com as duas vadias .
A baixinha se dirigiu ao quarto onde por precaução o irmão havia mudado bastante, como era bem grande cabia sua cama de casal e muito mais coisas que ela havia trazido, Daisuke estava se acomodando no novo quarto quando percebeu algo em sua bagagem que não o pertencia, mas ele sabia de quem era, então foi para o quarto ao lado.
– Mãe..? — O garoto baixo, de olhos vermelho-sangue e camelos negros que batiam no meio das costas, eram arrepiados.
– Fala querido... — Levy sorriu pro menino que coçou a cabeça e abriu as mãos, revelando o pingente de pedra da lua dela.
– "Cê" esqueceu isso na minha bagagem. — O Menino sentou-se do lado da mãe que pegou aquilo e sorriu, colocando ele no próprio pescoço.
– Valeu querido. — Ela o abraçou, o menino a encarou fixo.
– Vai me matricular na academia de luta hoje, né ?
– Querido... Tenho que arrumar tudo... — Ela suspirou e voltou a arrumar suas gavetas.
– Você prometeeeeeeeeeeeeu ... — O menor bufou fazendo uma cara de desapontado, Levy sorriu e bagunçou a cabeça dele.
– Eu já paguei querido, só falta você ir lá levar o resto dos documentos e fazer a sua aula, ela começa as 15:00.
– Mas já são 14:20 ! — Ele levantou-se. — Como eu vou sozinho ?
– O Freed-kun vai te levar. — A mulher sorriu, o garoto encheu o olhar de felicidade e a abraçou forte.
– Obrigada mamãe ! — O menor saiu correndo, tropeçou e caiu, reclamou um pouco mas logo voltou a correr, desceu as escadas e viu Freed no sofá, com uma sacola nas mãos. — Tio ?
– E ai garoto, vamos ? — O homem sorriu e o garoto fez o mesmo, ambos saíram correndo apostando uma corrida boba até o carro, ambos foram, chegaram a academia para crianças e adultos "Dragão de Ferro", assim que entraram Gray os recepcionou, depois de acertar a papelada Freed foi embora e deixou o jovem esperando pelo professor, Gray olhou pra ele e sorriu, ele realmente era parecido com a mãe.
– Vamos Daisuke ? — O moreno estendeu as mãos pro garoto que não aceitou mas foi com ele, no caminho, enquanto conversavam um homem grande saiu de uma sala e encarou o garoto que sorriu. O sujeito arrumou o cabelo e encarou o menor.
– Quem é esse camarãozinho ? — O menor bufou depois de encara-lo.
– Eu sou Daisuke ! Não sou um camarãozinho. — Gajeel riu, prendeu o cabelo e deu um peteleco na cabeça dele.
– Não gosto de pessoas pequenas. — Ele o encarou e riu maldoso. — Muito menos de fracos.
– Eu não sou fraco ! — O Menino inflou as bochechas e empurrou o outro.
– Ah é ? Então me prove. — Gajeel encarou Gray e o dispensou, o moreno foi embora logo depois da ordem, o mais velho guiou o jovem até a sala dos tatames, sentou-se e o menor fez o mesmo, sorrindo debochado Gajeel disse: — É assim, pra entrar aqui tem que valer a pena, vamos lutar, vale qualquer coisa, a única regra é: Quem derrubar o outro por trinta segundos vence.
– Certo. — Ele socou o ar e levantou-se.
– Valendo ! — Gajeel e o menor começaram a lutar, o pequeno era rápido e forte para o tamanho, o jeito dele lembrava muito a ex namorada de Gajeel, o que o irritava de certa forma por que o mesmo odiava lembrar da amada que perdeu, depois de um pouco de dificuldade ele derrubou o jovem que começou a chorar.
– Você me machucou... — Gajeel viu aquilo e o coração apertou, lembrando de quando o mesmo derrubou Levy com um empurrão, e ela chorou, sem hesitar ele se abaixou e encarou o menino.
– Tudo bem..? — Assim que ele foi secar as lágrimas do jovem, o mesmo sorriu e o agarrou derrubando-o, depois de sentar em cima das costas do cara que estava revoltado. — Isso é trapaça seu pirralho !
– Não é não, lembra ? — Ele sorriu. — Sem regras.
– Seu filho da p... — Gajeel levou um tapa.
– Não fale mal da minha mãe. — Ele suspirou, assim que deu os trinta segundos Daisuke saiu de cima dele e sentou-se no tatami, Gajeel sorriu e bagunçou o cabelo do garotinho.
– A partir de hoje, eu serei seu sensei pirralho.
– Mas e o tio Gray ?
– Ignora aquele nudista viado. — Ele riu e começou a ensinar o garoto. — Não conte isso pra ninguém, ok ? — O menor sorriu e concordou com a cabeça.
– Sim ! — Depois daquilo ambos estavam muito entrosados e Gajeel contava histórias de sua infância pro jovem que adorava ouvir, eles passaram horas treinando até o motorista dele vir busca-lo, o menor foi, mas meio chateado por ter que abandonar a aula que estava adorando, Romeo levou ele pra casa onde o mesmo transmitiu quase tudo para a mãe que ficou empolgada com a situação e a felicidade do filho, mas a mesma não sabia que Daisuke estava tendo aulas com Gajeel, o que a enfureceria muito se ela soubesse, o que ele não sabia era o motivo, mas já que o seu sensei havia pedido ele concordou sem hesitar.
Dias se passaram e Gajeel estava formando um laço enorme e forte com Daisuke, certo dia o menor estava esperando o professor na sala quando o mesmo chegou esbaforido
– Foi mal muleque. — O maior sorriu. — Tive que arrumar umas tretas da papelada de uns alunos.
– Tudo bem. — Ele sorriu e se sentou, sem muito pudor Gajeel tirou a camisa e a bermuda, o peito exposto deixou a mostra algo que interessou o jovem que se dirigiu até o homem, curioso. — Quê isso ?
– É um Yang de pedra da noite. — O maior suspirou, tirando ele do pescoço e entregando ao menor em seguida. — Por quê ? — O homem começou a vestir o kimono e amarrar a faixa na cintura, prendeu o cabelo num rabo de cavalo mal feito e encarou o garoto que analisava aquilo.
– Minha mãe tem um desses. — O jovem sentou e o maior fez o mesmo.
– Jura ? — Gajeel olhou pra ele interessado.
– Sim, sim. Ela me conta que não lembra de quem ganhou. — Ele entregou aquilo pra Gajeel que olhou o garoto pensando: " Com certeza é ela. " . — Mas que é muito especial.
– Certo... O que seu pai diz sobre isso ? — Ele se ajeitou do lado do garoto esperando uma resposta, sabia que Freed e os outros moravam com eles.
– Qual deles ? — O menino riu. — Não tenho pai. Mamãe fala bem pouco sobre ele. — O jovem olhou nos olhos do maior e depois olhou pra cima, apoiando a cabeça nas mãos. — Eu moro com o tio Freed que é quase um pai, mas ele e minha mãe não tem nada de namoro e essas coisas. — Ele levantou e sacudiu a poeira. — O tio Jet e Droy são como irmãos pra mamãe e o tio Sting e Rogue são quase meus irmãos. — Ele ergueu um dedo. — E eles namoram.
– Hnm... O que sua mãe já falou sobre seu pai ?
– Ela disse que ele era grande e forte, e que o apelido dele era Dragão de Ferro. Que nem o nome da sua academia.
– Mas esse sou... — Ele parou de falar e o menino o encarou esperando uma continuação que provavelmente não viria. — Esqueça. Vamos pra aula.
– Tá bom né ... — Disse Daisuke erguendo uma sobrancelha e logo em seguida a abaixando. — Vai me ensinar o que hoje ?
– Uma coisa que eu ensinei pra minha ex. — Ele sorriu mas logo se entristeceu ao lembrar-se de Levy. — o golpe do mata leão.
– Pobre leão ! Não quero mata-lo ! — Ao dizer isso o menino desencadeou em Gajeel uma lembrança da jovem, com a mão na cintura e fita na cabeça, olhando pra ele. " — Pobre leão ! Não quero mata-lo ! " — Disse Levy meio revoltada, logo após recebeu um carinho de Gajeel. — " Não vamos matar ninguém. É só um nome. " — Ele riu e beijou a buchecha dela, após alguns minutos preso em pensamentos o menor o cutucou fazendo ele cair na real.
– Ah ! — Ele balançou a cabeça meio desnorteado. — Desculpe pirralho.
– O que aconteceu ? — Ele encarou o professor preocupado. — Quer ajuda em algo ?
– Desculpe... Tava lembrando do camarãozinho... — Ele suspirou. — Tô na seca desde que ela foi embora.
– Seca ? — O menino perguntou inocente. — Cortaram a água da sua casa ?
– Não ! — Ele riu. — Seca de sexo.
– Sexo ? — Ele o encarou.
– Sim, sexo. Eu e ela faziamos bastante.
– O que é sexo ? — O menor olhou pro mestre que explicou tudo, deixando o jovem assustado e maravilhado. — Sexo é amor ?
– Depende. — O mesmo encarou o jovem com certa tristeza. — Um dia eu transei com quem não devia e trai quem eu amava... — Ele suspirou novamente, mais pesado dessa vez. — Eu a perdi pra sempre...
– Que pena...
– Mas... Não cometa o mesmo erro que eu ! — Gajeel se levantou bruscamente e ajudou o menor a fazer o mesmo. — Tem que transar muito, só que com quem ama. — Ele sorriu. — Ok ?
– Sim ! — Os dois voltaram a treinar, Gajeel ensinou algumas coisas novas e os dois conversaram bastante durante a aula, depois de cerca de duas horas vieram buscar o menino, mas, diferente dos dias normais em que ele era recepsionado pelo motorista e por Freed, a mãe dele estava lá, Gajeel olhou ela de longe e sorriu corado, estava escondido no andar de cima a olhando pela janela, como continuava linda... Depois dela ir embora com o filho, Gajeel correu para procurar os documentos dl garoto, ele constatou o que já sabia. Ele era filho de Levy, e tinha dez anos, o tempo de que Levy havia ido embora, Juvia subiu procurando por Gray, mas só viu Gajeel um tanto quanto revoltado, assim que ele a viu se irritou ainda mais.
– VOCÊ SABIA !!!! — Berrou ele assustando Juvia. — Sempre soube não é ?!
– D-do que Gajeel-kun ? — Ela se assustou e deu dois passos pra trás, o moreno berrava de raiva.
– O GAROTO, ELE É FILHO DA LEVY... — Ele hesitou suspirando e olhou nos olhos azuis dela, com certa raiva. — DAISUKE É MEU FILHO NÃO É ?!
– Sim, ele é. — Gajeel olhou para a porta e arregalou os olhos ao ver quem ele menos esperava.
– Levy...
Fale com o autor