Plipper: A Renascença

2 Capítulo 2 - Mãe? Fada? Bruxo? Mortos? QUÊ?!


Notas iniciais
Foi maus a demora, sabem como é, um urso panda rosa invadiu minha casa e destruiu meu pc *_*

— Plippinho, se acalme. Desde que a Aninha te deu um fora, você se tornou esse guri sangrento. Tenha dó de suas veias, filho!! — Indagou a fadinha, brilhosa.

— Porra, você é minha mãe, que caralho é esse? Pensei que você estava enterrada naquela merda de cemitério! E não é Aninha o nome dela! — Retrucou Plipper, jogando o travesseiro nela.

A fada esquivou-se, e chegou tão perto do rosto de Plipper que ele quase ficara cego com aquele brilho.

— Pois é. Mas uma loucura aconteceu e eu estou aqui, feito uma fadinha assustando meu filhinho emo.

Plipper ergueu sua sobrancelha, que era mais um desenho de sobrancelha.

— Que porra aconteceu? — Perguntou, ainda em duvida se isso era real ou um de seus sonhos.

A fadinha se sentou na beira da cama, toda lambuzada com misturas de sangue, ketchup e maionese. Plipper levou seu rosto ao lado dela, curioso.

— Um bruxo, querido. Um bruxo está fazendo isso com todos nós. Eu não sei o que fazer!! — Confessou, com a expressão mais desesperadora que Plipper já vira.

— ... Mas isso é bom, não é? Eu adoraria ter asas e voar.

Sua 'mãe-fada' o olhou com uma cara furiosa.

— BOM? TODO MUNDO ME CONFUNDE COM MOSQUITO, ME JOGAM CHINELO, SAPATO, JORNAL, REVISTA, ATÉ GATO!! — Gritou, fazendo Plipper quase voar para a cabeceira da cama.

— Mas você continua viva, porra! — Retrucou, nervoso.

— Querido. Já fizeram até campanha de proteção contra a epidemia de um novo 'mosquito' quando apareci em um bairro afastado daqui. E, além disso, todo o cemitério pode estar que nem eu agora...

Plipper dilatou seus olhos castanhos esvermelhados. Tudo nele tinha alguma coisa relacionado a sangue.

— Como assim??! Mais mortos são fados??? — Perguntou, pulando da cama.

— Sim. E é por isso que estou aqui. — Ela levantou voo e foi até o ombro de Plipper — você precisa salvar os mortos. E os vivos também!

A cabeça de Plipper ficara tão confusa que parecia que ia explodir.

— Os vivos??

— Sim. Você sabe, nem todos que morrem são bons. Muitos podem se aproveitar de estarem como seres voadores e fazerem barbaridades contra os humanos!! E, se duvidar, o bruxo vai fazer algo contra vocês usando-nos!

Plipper analisou a situação por alguns segundos, cruzou os braços, e, com um ar desgostoso, respondeu-a:

— Foda-se. O mundo é uma merda mesmo.

A fada, apressadamente, foi em direção à janela.

— Preciso ir. E, querido, não foi isso que eu lhe ensinei. Valorize o que eu e seu pai fizemos por você.

Plipper fingiu que não a ouviu, e ela se foi. A mente de Plipper ficara mais bagunçada que seu quarto.

— Caralho, o mundo é uma merda, mas eu não quero ver o mundo em caos! Que porra eu faço, deus sangrento?? — Falou, sozinho.

Pensando, lembrou-se que tinha um amigo gay que poderia lhe ajudar nessa loucura toda. Levantou-se da cama e, como um paladino em busca de sua espada, tirou toda a tralha de cima de seu celular e digitou o número dele.

Notas finais
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