Please Understand...
5 My Doubt
Notas iniciais
Eu já disse que não sou criativa e meu tempo é curto mas, me esforço pra escrever algo decente >.< E é muito difícil escrever, ver, ler e editar Yaoi com seus pais em casa e ainda ter que estudar pro vestibular D:
Enfim, espero que gostem dessa coisa ¬¬'
Andava apressado pelos corredores do hotel, com uma aura assassina que assustava a todos ao seu redor. Estava furioso pelo que havia escutado Allen dizer. Sabia que tudo era verdade e que essa não era a primeira vez que o maldito Moyashi dizia algo do tipo, mas isso sempre o irritava. Ele não deveria se importar com o que aquele idiota achava sobre ele e sua maldita personalidade, mas simplesmente não conseguia!
Foi para o quarto de Lavi e decidiu tomar um banho para esfriar a cabeça. Odiava ser tão influenciado pelopirralho, mas sentia que não podia fazer nada quanto a isso. Desde que o conheceu havia mudado, apesar de não ser perceptível, porque ninguém prestava atenção no que ele fazia ou deixava de fazer.
Suspirou e começou a despir-se.
Quando viu que Allen estava nas mãos do inimigo, agiu de uma maneira incomum. Sempre havia sido frio ao fazer qualquer missão, mas, era só aquele idiota estar envolvido que não conseguia agir da forma que queria. Deveria ter esperado o maldito Noah se cansar do corpo do menor e atacado quando ele não tivesse mais forças. Mas a pessoa racional e calculista tinha se perdido em algo lugar entre a ordem e a missão.
Porém mesmo que quisesse voltar a ser como era antes, sabia que não conseguiria. Achava que seria impossível, mas tinha conseguido ficar mais idiota do que o estúpido Moyashi.
***
Levava um carrinho com bastante comida para o garoto albino. Sabia que ele deveria estar faminto apesar de Yu ter levado comida para ele mais cedo. Ainda não conseguia acreditar que o jeito alegre e simpático de Allen tivesse conseguido amolecer o coração da pessoa mais sádica e antissocial que havia conhecido.
Entrou no quarto sem cerimônia, encontrando Allen adormecido e enrolado no lençol. Sorriu ao ver a cena. Mesmo que não gostasse de homens, não podia negar que Allen era bonito e que se o amigo fosse uma garota não pensaria duas vezes antes de atacá-lo, por isso podia dizer que até entendia os sentimentos de Kanda.
– Allen, hora de acordar – disse suavemente, aproximando-se da cama. Allen apenas resmungou algo e escondeu a cabeça no travesseiro. – Vamos, já está quase na hora do trem sair.
–... Lavi? – disse, enquanto se espreguiçava por debaixo dos lençóis. — Tenho mesmo que me levantar?
– Tem. Até trouxe comida pra te deixar animado – empurrou o carrinho para perto de Allen, que quase pulou em cima da refeição. – Que apetite, hein?
Allen comia rápido e Lavi não sabia como isso tudo cabia dentro de um corpo tão pequeno como o dele. Mas preferia vê-lo assim e não como no dia anterior.
Podia ser o futuro Bookman, mas não sabia como agir diante de uma situação dessas. Sabia que as pessoas que eram estupradas ficavam com algum tipo de trauma e que muitas delas chegavam a cometer suicídio, mas Allen não parecia abalado. O menor estava agindo como se nada tivesse acontecido e isso só fazia com que sua preocupação aumentasse.
O albino era o tipo de pessoa que esconde o que sente para não prejudicar os outros e prefere sofrer sozinho. Tinha conseguido ver por trás dessa máscara há um tempo. Conseguia ver que os sorrisos dele nem sempre eram verdadeiros e que nem sempre estava alegre como aparentava estar. Lembrou-se do dia que contou ao britânico que estava com Lenalee, e que nunca tinha visto um sorriso tão forçado no rosto dele. Pensou que ele talvez gostasse dela, mas depois que Yu contou que na verdade Allen gostava dele... Foi difícil de acreditar.
Olhou para o inglês, que continuava comendo, e sentou ao seu lado. Allen olhou para ele com um pedaço enorme de bolo na boca e Lavi o olhou sério, decidido a falar sobre o que havia acontecido.
– Você está bem?
Havia feito a mesma pergunta mais cedo, mas essa tinha um significado diferente e sabia que o menor havia notado, porque evitava olhar em sua direção e estava com as bochechas levemente coradas.
– Estou.
– Allen, você sabe que pode confiar em mim. Sou seu amigo. Você está mesmo bem? – Insistiu na pergunta e levou uma das mãos ao ombro do menor, e sentiu o leve tremor que percorreu o corpo pequeno.
Parece que não, pensou, afastando-se e indo em direção à porta.
– Vou deixar você comer em paz. Assim que acabar desça, o trem vai sair logo – sorriu, e fechou a porta. Precisava falar com o Yu sobre isso.
***
O caminho de volta ocorreu sem grandes problemas, ou quase isso. Lavi sussurrou algo no ouvido de Kanda, e fez com que o japonês acabasse batendo no aprendiz de Bookman até ele perder a consciência. Allen perguntou o que Lavi havia dito, mas recebeu apenas um “não te interessa” como resposta.
Logo que chegaram, Komui mandou que o albino fosse à enfermaria para cuidar dos seus ferimentos, porém o mais novo insistiu que não era nada demais e que já havia cuidado deles no hotel. Komui insistiu um pouco mais, entretanto, a insistência do menor o fez desistir, deixando Allen aliviado. Não saberia como explicar as marcas que tinha por todo o corpo.
Lavi percebeu que Allen tentava se esquivar ao máximo dos toques das pessoas e que olhava a cada minuto para Kanda como se quisesse confirmar que o japonês estava realmente do seu lado. Kanda também percebeu, mas preferiu ignorar.
Os dias passaram, e as atitudes de Allen não mudaram. Ele evitava ficar em lugares cheios e sempre tinha uma desculpa para não ficar por muito tempo perto dos amigos. Todas essas atitudes tão incomuns no sempre alegre e simpático Allen, fez com que as suspeitas dele ser um Noah aumentassem; fazendo com que ele se afastasse ainda mais.
Lavi não sabia o que fazer. Allen estava cada vez mais abatido e com olheiras enormes, sinal de que não estava dormindo bem. O albino passava a maior parte do dia trancado no quarto, só saindo para comer, e toda vez que ia conversar com ele, sempre dizia que tinha algo a fazer e sumia. Mas Lavi havia percebido uma coisa: quando Kanda estava por perto Allen parecia se sentir mais cômodo; e essa descoberta o tinha deixado um pouco aliviado.
***
Droga! Isso está me cansando! Pensou, se jogando na cama logo em seguida. Há dias que estava se escondendo de todos e fazer isso o tempo todo era exaustivo, ainda mais quando sabia que essa sua maneira de agir estava começando a levantar mais suspeitas sobre si.
Mas o que podia fazer? Seu corpo tremia de medo toda vez que alguém se aproximava e estava tendo pesadelos horríveis com Mana, Lavi e... Tiky. Seu corpo tremia toda vez que pensava no Noah e por mais que tentasse não conseguia deixar de chorar quando se lembrava do que ele havia feito.
Ótimo! Estava chorando novamente. Limpou o rosto com o dorso da mão, mas as lágrimas não paravam. Odiava ser tão fraco e se Kanda o visse nesse estado provavelmente riria dele. Kanda...
Isso era algo engraçado. Quando pensava no japonês se lembrava do que havia acontecido em Munique e de como ele o havia tratado gentilmente depois do ocorrido com o Noah. Era estranho pensar que alguém tão frio e insensível como Kanda podia ser tão atencioso com alguém que dizia odiar. Sorriu com o pensamento.
Sentiu seu cabelo ser puxado e viu que Timcampy estava mastigando ele.
– O que foi, Tim? – Perguntou, sentindo uma das asas de Tim enxugando suas lágrimas. Sorriu. – Obrigado.
Ficou brincando com Tim até pegar no sono e acordar no meio da madrugada. Levantou-se e decidiu tomar um banho para relaxar. Por ser tão tarde não havia ninguém nos banhos comunais, por isso estava tomando banho sempre a essa hora. Tirou suas roupas e entrou na água, sentindo seus músculos relaxarem. Mas sua calma não durou muito. Ouviu passos se aproximando e pensou que seria melhor ir embora, mas, antes que pudesse sair da água para pegar sua toalha, foi chamado da maneira que mais detestava.
– Moyashi?
– Já disse que é Allen – respondeu. – O que você está fazendo aqui?
Allen perguntou, percebendo que o moreno estava suado e vestindo a roupa que costumava usar para treinar.
– Estava treinando a essa hora?
Kanda não respondeu, apenas tirou a roupa e entrou na água. Sabia que Allen estava vindo se banhar de madrugada, porque o via entrar toda vez que voltava do treino. Suspirou. Não costumava treinar a essa hora, entretanto estava tendo dificuldades para dormir.
O rosto de Allen corou rapidamente ao ver Kanda se despir, mas, continuou olhando e pensou que o japonês era realmente bonito. No que estou pensando?! Virou a cabeça e ficou encarando a parede.
Os dois ficaram em silêncio, até que Kanda decidiu falar.
– Komui disse que teremos uma missão em breve.
– Eu sei – sussurrou, ainda olhando para a parede. Não sabia o porquê se sentia dessa forma tão estranha quando estava perto de Kanda. Sentia-se protegido ao lado do moreno e não podia negar que estava pensando demais nele desde o ocorrido em Munique.
Suspirou novamente e decidiu sair. Ao levantar-se sentiu seu braço ser puxado e quando olhou na direção de Kanda seu coração deu um salto pela maneira como o encarava. O que está acontecendo comigo?
– Ainda não sumiram? – Foi tirado dos seus pensamentos com a pergunta de Kanda.
– O quê? Do que está falando? – Perguntou, e percebeu que o moreno olhava fixamente para o seu corpo. As marcas. Tentou alcançar sua toalha para poder escondê-las, mas ela estava longe.
– Elas ainda estão aí?
– Hum... Sim. Minhas feridas demoram a sarar, mas acho que em uma ou duas semanas elas vão sumir – sorriu.
– Ainda dói? – Perguntou, mas ao perceber a cara confusa do albino refez a pergunta. – Aquele lugar ainda dói?
– O-o quê? – Corou. Não podia acreditar que estava tendo esse tipo de conversa com Kanda. – Não... Não dói mais.
– Certo – disse, soltando o braço de Allen e saindo da água.
Allen também saiu da água, evitando olhar para Kanda. Por que havia decidido falar sobre isso? Será que... Não, não poderia ser... Ou poderia?
– Kanda... Você está preocupado... Comigo? – disse a última palavra em um sussurro, mas que foi ouvido claramente pelo japonês.
– Foi só curiosidade – respondeu.
– Ah, certo – pegou a toalha e se enrolou, indo para um dos vestiários.
O moreno se vestiu rapidamente e foi embora, deixando o albino sozinho. Allen suspirou aliviado. Conseguia agir “normalmente” com Kanda quando se encontravam pelos corredores da Ordem, mas essa situação era demais! Terminou de se vestir e foi direto para o quarto, percebendo no caminho que Tim havia sumido.
Pulou na cama e se cobriu, esperando o sono chegar. Quando estava quase conseguindo dormir, o recinto foi invadido bruscamente, assustando-o. Allen olhou para a porta e ficou surpreso ao ver que tinha sido Kanda que havia chutado e arrombado a porta de madeira maciça.
– Por que fez isso? – Perguntou exasperado. Quem BaKanda pensava que era pra entrar no quarto dos outros desse jeito?
Kanda não respondeu, apenas fechou a porta e aproximou-se da cama. Ficou encarando o albino por um tempo até decidir se pronunciar.
– Idiota! Imbecil! Estúpido Moyashi! – Gritou. Allen ficou olhando para o nada por uns segundos, processando o que Kanda havia acabado de falar.
– O QUÊ?! Qual o seu problema?! Além de entrar desse jeito no meu quarto, ainda vem me insultar?! – Estava irritado. Não conseguia entender as ações do espadachim.
– A culpa é sua, seu idiota!
– Minha?! E eu tenho culpa de quê exatamente? — Perguntou, esperando que daquela vez o japonês lhe respondesse. Contudo, Kanda não falou nada. Aproximou-se do inglês e o jogou de volta na cama, ficando por cima deste.
– Você é tão desprezível que me deixa louco. Pirralho imprestável! – Respondeu, olhando para o albino que o encarava com os olhos arregalados.
Allen ia perguntar o que estava querendo dizer com isso, mas antes que pudesse falar alguma coisa, sentiu os lábios do moreno sobre os seus. Ficou vermelho e sentiu que seu corpo tremia, mas não era um tremor ruim como os outros, esse tremor era... Diferente.
Quando se separaram, o britânico pensou que morreria de tanta vergonha, principalmente quando Kanda aproximou seus corpos e mandou que abrisse a boca.
– Hã? Eu não-
Não pôde terminar a frase, porque o moreno aproveitou a chance para beijá-lo novamente. Kanda o beijava de uma maneira rude e ao mesmo tempo sensual, enquanto Allen tentava acompanhar os movimentos do maior. Kanda separou suas bocas e lambeu os lábios do outro, indo logo depois para o pescoço alvo do menor, enquanto suas mãos acariciavam as pernas do inglês.
– Kanda, espera... – Suplicou ofegante e tentando conter os gemidos que insistiam em sair.
– Você está duro aqui embaixo, Moyashi – disse, esfregando uma de suas pernas no pênis de Allen, arrancando-lhe um gemido.
– Por favor, pare... – Pediu novamente, já com lágrimas nos olhos. Kanda parou com o que estava fazendo e ficou encarando o inglês.
– Quer que eu te foda? – Sorriu malicioso. Essa pergunta, que parecia mais com uma afirmação, deixou o albino sem reação.
Kanda abriu mais o sorriso e voltou a beijar o pescoço de Allen, maculando a pele pálida do mais novo. O japonês nunca foi bom com as palavras e nem com os sentimentos, por isso não sabia como agir diante do que sentia pelo menor. Não se importava se o que estava fazendo desagradava o britânico, ele só queria marcar cada vez mais aquele corpo tão tentador.
O britânico tentava resistir como podia, porém estava cada vez mais difícil conter os gemidos que escapavam de sua boca. Por mais que aquilo fosse errado, era bom e o fazia se sentir bem. Os movimentos que Kanda fazia, por mais que fossem prazerosos, eram diferentes dos que tinha feito em Munique. Antes o moreno o havia tratado com uma doçura que não pensava que seria capaz de ter, e agora estava lhe machucando cada vez mais. Parecia que seus toques estavam regados de ódio, e tudo estava sendo descarregado no de olhos cinza.
Não iria parar. Kanda não iria parar; e Allen sabia disso. Estava assustado. Isso estava parecendo com... Parecendo com...
– Pare... – tapou o rosto com as mãos e começou a chorar baixo. – Pare com isso.
– Por que deveria parar?
– Porque... Porque você está agindo como Tiky... – disse e começou a chorar mais forte.
Kanda parou o que estava fazendo e encarou Allen. Estava com raiva, e muita. Como o estúpido Moyashi podia compará-lo àquele Noah bastardo? Não tinha como compará-los! Ele era diferente de Tiky. Não estava fazendo isso por odiá-lo. Será que nem isso aquele pirralho entendia?
– Não me compare com aquele filho da puta! – Gritou, mostrando a intensidade da raiva que sentia. – O único Noah aqui é você!
Já não podia controlar a sua raiva. Levantou-se e foi embora, batendo a porta com força, fazendo ela se acomodar mesmo com as junções quebradas, e deixando um britânico extremamente assustado e com lágrimas nos olhos.
Tentou segurar o choro, mas não conseguiu. Não conseguia acreditar que Kanda tinha tentado fazer algo do tipo consigo. Não tinha sido a primeira ocasião, porém, daquela vez foi diferente. Ele o havia machucado; principalmente por tê-lo chamado de Noah.
Pensou que talvez pudesse estar gostando do japonês, mas ficou com dúvidas quanto a isso. Entretanto, seu coração ainda batia descompassado. Não podia negar. Ele queria fazer isso com Kanda, mas não desse jeito. Não com o maior agindo daquela forma.
Encolheu-se na cama, cobrindo-se com o lençol e tentando para de chorar. Acabou adormecendo e tendo mais um de seus pesadelos em que era atacado, mas com um novo personagem para fazê-lo sofrer.
Notas finais
Esse capítulo saiu graças a Kaori-senpai, que de senpai não tem nada já que ela é minha irmã mais nova :D Ela me ajudou muito. Principalmente nas últimas páginas. E também betou pra mim ^^
Ah, e pra quem não viu, eu mudei o finalzinho do segundo capitulo. Nada de grande importância.
Espero que tenham gostado do capitulo e que não tenham desistido de mim >:
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