Playful Game
9 Ubi est Amare
Notas iniciais
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Título: "Onde está o amor (?)"
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Não tem capa porque estou com preguiça ToT uashsahusahusa
Fique comigo
Apenas comigo, em meus braços.
Prometo nunca mais te abandonar.
Prometo para sempre te amar.
Por você, eu deixarei minha felicidade.
Por você, eu viverei pela eternidade.
Taemin POV
Observei toda a movimentação dentro daquele pequeno edifício. Pelas grandes janelas, podia-se ver claramente o que acontecia lá dentro. A menina bailava pela cozinha segurando alguns utensílios enquanto Jongin estava cortando alguns vegetais. Ambos riam e cantavam animadamente uma música que eu nunca havia ouvido. O ambiente iluminado tinha uma aura de felicidade mais pura do que qualquer outro sentimento que eu já teria visto. O modo como eles pareciam ser próximos não parecia nem um pouco pecaminoso, mesmo aos errantes seres humanos, mesmo aos ardilosos demônios como eu.
O que eles estavam fazendo ali...?
Por que eram tão diferentes dos outros...?
Por que eram tão puros, tão inocentes, tão castos...?
O que me fazia admirá-los tanto assim...?
Com o passar do tempo, as luzes se apagaram. Não estavam mais à minha visão, mas continuei a refletir sobre a existência de dois seres humanos que não pareciam tão... Humanos.
Em parte, me atraíam. Em parte, me davam nojo.
Tive inveja da perfeição de ambos.
Tive nojo do brilho que os cercava.
O tempo passou sem eu perceber. Logo o dia já amanhecera, e vi Jongin sair da casa correndo, levando consigo uma maleta.
Antes, porém, ele virou-se e voltou para dar um beijo nos lábios da menina.
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Narrador POV
Kibum caminhou calmamente até o menino encolhido na grama.
Sentou-se com cuidado na relva e puxou delicadamente o corpo de Jinki para seu colo, aninhando sua cabeça em suas pernas. O mais velho não reagiu ao toque gentil e macio de Kibum, apenas o seguiu. O loiro deslizou os dedos por entre os fios do cabelo castanho claro do menino em seu colo.
Lee Jinki não sentia mais frio. Por fim, relaxou o corpo, deixando seu peso sobre as pernas do mais novo e sobre a grama úmida. Fechou os olhos, lembrando-se da imagem imaculada daquele anjo que o salvara dos gritos, mas que fora tão brutalmente retirado de sua mente pelo maligno demônio que era seu pai.
Felizmente, Kibum não era uma ilusão, mas estava ali, e não poderia ser destruído.
–Não se preocupe. Ele já foi embora. – A voz suave pronunciou-se, tentando acalmar o coração assustado de Lee Jinki. O lugar estava preenchido pelo calor e afeto que Jinki costumava sentir quando estava com o anjo. O anjo que seu próprio interior idealizou para protegê-lo do que o fizesse mal, do que o fizesse sentir medo. Era sua fonte de proteção e carinho.
Uma mãe.
–Eu vou estar sempre aqui para te proteger, meu querido. Não se esqueça nunca... – As palavras saíam naturalmente da boca de Kibum e aconchegavam os ouvidos de Jinki, como se fossem cobertores quentinhos para esquentar uma criança no inverno. Palavras tão recheadas de um amor impossível de se definir, um amor que Jinki sempre almejou, e que o anjo sempre lhe forneceu.
Um amor que Kibum queria oferecer ao mais velho.
Os dedos que afagavam os cabelos de Jinki deslizaram para seu rosto, os olhos verdes abriram-se, encarando os estreitos olhos bicolores de Kibum, desejando nunca mais olhar para outra coisa a não ser a figura que o protegia e o amava como uma mãe que nunca teve.
–Está tudo bem. – Recitou como uma poesia. Os dedos finos massageavam a bochecha alheia, como se adorasse as feições do outro. – Não vou te abandonar nunca mais, Jinki... Não chore mais...
O mais velho percebeu-se com o rosto úmido pelas lágrimas que surgiram silenciosamente por seus olhos. Elevou a mão até eles, tocando levemente o canto do olho direito. Sentiu algo quente, e não eram as lágrimas.
Era a mão de Kibum sobre a sua.
–Não chore, meu querido... – Pediu novamente, inclinando-se. Os lábios fartos tocaram certo ponto da testa de Jinki, foram pressionados levemente e, depois de certo tempo, afastados.
Jinki queria dizer algo, mas se via completamente envolto pelo aroma acolhedor e maternal do meio-anjo. Tão bem protegido que não parecia sentir nada além desse calor.
Kibum manteve a visão nos olhos do mais velho. O sorriso tão natural que permaneceu esse tempo todo em seu rosto agora não estava mais ali.
–Meu Jinki... – Sussurrou, uma pequena lágrima desceu pelo canto do felino olho e molhou a bochecha de Lee Jinki. – Eu... Provavelmente vou ser separado de você...
–N-Não... – O outro sussurrou com alguma dificuldade, sentia os olhos pesarem cada vez mais. Não queria fechá-los, porque sabia que adormeceria.
Queria passar mais tempo abraçado a Kibum. Não queria que alguém os separasse.
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Minho POV
Flashback
–Conte-me porque me chamou. – Pedi àquela figura importante, que fitava o vazio sem interesse.
–Você já sabe o que aconteceu. – Sorriu-me.
–Eu sei o que aconteceu, mas não sei por que estou envolvido.
–Vá à Terra buscá-lo.
–Já tem gente atrás dele.
Encaramo-nos algum tempo em silêncio. Minha expressão era neutra, quase séria. O olhar de meu pai denunciava uma pequena diversão.
Diversão essa, às minhas custas.
–Não precisamos discutir. Eu sei que o Lee mandou os filhos dele, e Jonghyun foi por conta própria. Mas eu acho que o único que vai conseguir pará-lo é você, filho.
–Você quer se livrar de mim? – Perguntei, sorrindo sem motivos.
–Quero livrá-lo do sofrimento. Às vezes, o perdão pode ser mais valioso do que o pecado. Também pode tirá-lo de angústias e dúvidas. Não parece, mas o perdão pode evitar o arrependimento. – Ele sorriu.
–Entendo.
–Não, você não entende. – Meu pai suspirou, fechando os olhos. – Você entenderá quando ver os outros jogadores. Quando Jonghyun, Jinki e Taemin jogarem, você entenderá minhas palavras. O jogo que estão jogando não é tão simples quanto parece. Ele irá requerir mais do que força física, mais do que poderes, mais do que inteligência. Para vencer Kibum, você vai ter que libertar o humano dentro dele.
Flashback Off
Ele disse isso de forma tão natural... Como se fosse fácil.
Queria ter perguntado como eu deveria fazer isso, mas tenho a impressão de que meu pai apenas daria risada e diria para eu descobrir por mim mesmo. Grande ajuda do patriarca Choi.
Eu sempre pensei que meu pai não era alguém realmente sério no que diz respeito à sua posição no Inferno. Sua personalidade contrastava com as do senhor Lee e do senhor Kim. Ambos pareciam muito mais demônios do que meu pai.
Apesar de duvidar de sua personalidade, nunca duvidei de sua força. Meu pai me treinou para ser o melhor, ao lado de Jonghyun e Jinki. Posso dizer que ele não falhou.
Então, sua suposição podia ser correta.
Kibum não era um demônio. Nem um anjo.
Então ele não morreria se se arrependesse de seus pecados. Muito menos se pecasse.
Um ser nem tão puro, nem tão corrompido.
Um quase ser humano.
Eu só deveria torná-lo um.
Seria fácil, se eu não corresse o risco de morrer também.
Notas finais
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Hmmm, estive pensando, e parece que Playful Game não vai ter mais de 20 capítulos :( Já estamos no nono, e quase, quaaaase no grande ~encontro~. Talvez até mesmo no próximo capítulo. Enfim, eu amo escrever essa história, e amo quem acompanha também ^^ A Junso, a Bella, o Vinny, a Bia, os outros leitores também... Todos são muito especiais pra mim ^^ Obrigada aos que mandam reviews e sempre me inspiram a fazer o meu melhor. É realmente muito gratificante escrever pra vocês *^* *chora*
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É isso, gente! Até quinta que vem, se possível, antes! Hohoho *o*
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