Playful Game
8 O amparo que nunca tive
Notas iniciais
Desculpem por atrasar. Estou meio ocupada, mas logo vou ficar livre para escrever o dia inteiro =o= uhasuhas
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Ah, só um aviso: Lembra da suposta proposta do Tae que o Jinki citou no último capítulo? Pois é, ela não existe. Motivos? Eu fui ler o terceiro capítulo de novo e vi que o Minnie não falou nada sobre propostas e lembrei que eu tinha cogitado essa possibilidade e não escrito. Sou burra, podem me bater :D
Enfim, já está corrigido no capítulo 7 e vamos fingir que nada aconteceu :3
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Tenho uma surpresa nesse capítulo! Lá no final, espero que gostem *^*
Eu fecho os olhos, tenho medo.
Você canta, tentando me acalmar.
Mas eu tenho medo,
se eu parar, você vai me deixar.
Nao me deixe com ele, sozinho
Não me deixe.
Com passos frágeis, ele se moveu acerca de um bosque.
Não sabia ao certo para onde ia, as vozes o deixavam confuso, eram muitas, eram más, eram assustadoras.
Seus pés não suportaram seu corpo. Caiu na relva fria, encolhendo-se. As mãos pressionavam a cabeça, que doía, formigava, queimava a cada novo sussurro, a cada nova ameaça.
–S-Saiam de dentro de mim...! – Gritou para as vozes, mas apenas o vento frio o respondeu, tocando-o com um beijo gelado na pele exposta.
Um violino tocava de algum lugar, fino, estridente, como o miado de um gato arisco, machucando sua audição. Outro som ecoava. Um violoncelo, talvez, com seus tons mais graves, contrapondo-se ao som do violino, ambos os sons ao mesmo tempo, brigando, chocando-se, criando uma melodia sem sentido e que machucava seus ouvidos desprotegidos.
–PAREM DE GRITAR! – Não havia ninguém além de si mesmo ouvindo. Apenas o silêncio de uma noite.
–Pára! – Gritou mais uma vez, contorcendo-se.
Os instrumentos pararam de tocar.
–Vai ficar tudo bem agora.
Uma luz adentrou as árvores e arbustos. Pôde senti-la, mesmo com os olhos fechados.
–Meu querido, vai ficar tudo bem agora. – A mesma voz acolhedora e tranquila. Ela afastara as vozes ruins. Ela afastara o medo, o frio.
Sentiu seu corpo flutuar, já não estava sobre a grama fria. Estava leve, subindo. Ainda não abrira os olhos, pensava que ao fazê-lo, quebraria o misterioso encanto que o tirara daquele sofrimento.
Um par de mãos pegou-o delicadamente e puxou-o para perto de um corpo. Abriu os olhos, viu-se criança novamente. Estava aninhado gentilmente ao colo de uma pessoa, uma pessoa de pele branquíssima, que usava um vestido branco que parecia ser iluminado. Não estava na floresta. Não sabia onde estava, mas era agradável. Não sentia incômodo algum, nem dor, nem barulhos. Era agradável, como deveria ser o Paraíso que nunca conheceu.
Ergueu os olhos lentamente, tentando ver o rosto da pessoa que o segurava.
A luz que provinha de suas mechas douradas não machucava sua vista. O calor que seu corpo emanava, transmitindo-o segurança e alívio, parecia aumentar quando a moça percebeu que ele havia aberto os olhos. O sorriso gentil que formou-se nos lábios rosados e o olhar, que transmitia tanta doçura, tanto amor, um amor único.
Um amor que os olhos verdejantes de Jinki nunca haviam visto.
A moça abriu os lábios, prestes a dizer palavras que acalmariam a dor e o medo do coração daquela criança, daquele demônio.
“É uma ilusão, Jinki.” As palavras frias e cortantes de seu pai tomaram forma nos belos lábios da moça, retirando-lhe toda a sensação de amor que esta emanava.
Voltara ao chão, voltara à dor.
Era perseguido.
Jinki nunca foi adepto às necessidades de um demônio.
“Vou te torturar o tempo que for necessário, até você aprender o seu ofício.”
Ao ouvir a voz que tantas dores lhe causava, Jinki sentia vontade de destruir a si próprio, a mutilar-se. Aquela tão poderosa e gélida voz, que o torturava, parecia obrigar seu próprio corpo a rejeitar-se.
Rejeição.
Desgosto.
Levou uma das mãos até a garganta, pressionando firmemente as unhas ali. A força exercida poderia romper a pele a qualquer instante, mas era isso que ele queria. Queria um fim àquela vida medíocre que nem ao menos era dele. Jinki era apenas uma marionete de seu pai.
“Quem dera você fosse um humano fraco para poder se matar assim, não é? É uma pena que não seja. Você é fraco, Jinki. É uma decepção. É um estorvo. É lixo.”
Não fosse a dor causada pela estrangulação provocada por si mesmo, Jinki iria responder. É claro que não perderia a oportunidade de irritar seu pai e, quem sabe, arrebentar aqueles fios de comando invisíveis que o ligavam ao seu mestre.
Jinki contorcia-se em dor e asfixia. Ouvia apenas a risada desprezadora do patriarca Lee.
“Ridículo. Você é completamente desnecessário sem mim. Quando você vai deixar de ser dependente, seu miserável?”
“Eu sei...”
“Desprezível. Seu irmão mais novo está se tornando mais forte que você. Quanto tempo vou precisar ficar te dando apoio? Por que você não age segundo o que eu te ensinei??”
“Eu sei...”
“Ignóbil. Eu esperava mais de meu filho mais velho. Eu matei seus irmãos, somente para garantir que você fosse o mais forte, que você fosse o absoluto. E você nem ao menos é capaz de procurá-lo.”
“Eu sei...”
“Se você não fosse tão inútil, aquele verme já estaria morto. Se você não fosse tão inútil, o maldito do Choi não estaria atrás dele. Se você não fosse tão inútil, eu não teria mandado Taemin fazer o seu serviço. Você me decepciona, Jinki. Você é uma vergonha.”
“Eu...”
–Você é o meu amor. – Uma voz iluminada disse.
~ / / ~
Taemin POV
Depois que Kibum havia ido embora, não tive mais que me preocupar com os pensamentos que poderiam fugir por um simples olhar.
Eu não o deixaria brincar com minha mente.
Kim Kibum é um completo manipulador. Seu aroma e sua beleza enfeitiçam os fracos, muda suas mentes, muda suas vontades. As belas pétalas de uma flor que clama por ser tocada, mas quando o fazem, ela os fere com seus espinhos envenenados. Desde a mais delicada princesa até o mais robusto ogro, todos os seres vivos que trocassem apenas um mínimo olhar seriam encantados por sua formosura. Como Adão e Eva foram enfeitiçados pela maçã.
Essa era a natureza de alguém como ele.
Não fazia muito tempo desde que eu o conhecera pessoalmente. Fui o primeiro a vê-lo depois da morte do patriarca Kim. Naquela madrugada fria, há cerca de uma semana, aquela bela criatura que eu avistei ainda dentro dos portões do grande castelo da família Kim, seria inesquecível. Somente eu o vira. Não havia ninguém no grande epicentro entre os três castelos, apenas eu, voltando do mundo humano.
Considerei-me sortudo por ter aquela visão. Mesmo com o sempre negro céu do inferno, Kibum parecia brilhar. Ele me viu quando empurrou, com certa dificuldade, o enferrujado e espesso portão. Ofegou ao fazê-lo, e isto me chamou a atenção. Percebi que, ainda que maravilhoso, aquele corpo era injuriado, repleto de hematomas. Eu sabia o que Kibum era. Então, à primeira vista, surpreendi-me com tantas agressões. Não deveria ter um corpo indestrutível? Logo ele não deveria estar fisicamente bem? Qual eram as respostas para tantas perguntas, eu não sabia.
Ele andou com dificuldade até o abismo no centro do grande jardim, perto de onde eu estava. Suas pernas tremiam e sua respiração era pesada, podendo-se ouvir de longe, também pelo silêncio mortal naquela hora.
Passou por mim, parando diante da escuridão. Seu corpo inclinava levemente para frente e para trás, ameaçando cair. Ele manteve-se firme por alguns segundos e virou o rosto levemente para mim.
O olho vermelho e o olho azul. Pareciam tão opostos, mas mixavam-se tão bem em sua pele branca levemente suja. Os lábios entreabertos, por onde passava-se a respiração, fecharam-se em um sorriso para mim. Seu olhar parecia dócil.
–Obrigado... Por não me impedir. – Ele sussurrou e seu corpo caiu na imensidão escura.
...
Depois fiquei sabendo de seu “crime”. Não dei a mínima para o fato, até meu pai me mandar atrás dele. Não recusei, mas sabia que Choi Minho também havia ido. E Jinki também. E Kim Jonghyun.
Eu nem queria obedecer. E não obedeceria tão cedo. Um dos três certamente o pararia, então eu iria somente observar a graciosidade de Kibum, cuidando para não ser fraco e por fim, acabar apaixonado por ele.
Era difícil. Mas enquanto eu o observasse e o tocasse apenas com luxúria, estaria seguro.
Entretanto, ele deixou de ser meu único interesse.
A música passou a disputar sua atenção, e Kibum não gostou disso. Agora eu deveria tomar cuidado com suas ações, que provavelmente tentariam me enganar com meu próprio coração.
Ainda assim, Kibum era meu vício incondicional.
Desviei-me de meus pensamentos ao ouvir novamente a voz daquele rapaz na praça. O violinista que fez meus olhos pararem para observar um ser humano sem a vontade de ver seu corpo sem vida, pela primeira vez em minha vida.
Ele despediu-se de algumas pessoas, sorrindo. Carregava uma bolsa que provavelmente abrigava seu violino, cruzando a praça em direção à não sei aonde.
Decidi segui-lo.
Acompanhei seus passos ainda sobre os prédios. Não passava das nove da noite. Ele seguiu por algumas ruelas pouco iluminadas até um beco sem saída. No final, havia uma estrutura antiga, um pequeno prédio. A iluminação parecia melhor ali do que nos estabelecimentos mal cuidados que o ladeavam.
Surpreendeu-me o fato de haver uma moça o esperando.
Tentei ficar sobre um dos prédios velhos de modo a ver o rosto dos dois. Ela sorria, ele também. Os olhos dela pareciam brilhar. Os cabelos estavam presos em um coque desarrumado, ela vestia um vestido bege coberto por um avental rosa. Reparei também que o garoto vestia uma calça preta e uma camisa azul, ambas simples. Seu cabelo escuro estava puxado para o lado. Era simples, mas lhe caía bem. Igualmente à menina.
–Por que me encara assim?
Levei um susto. A voz dele cortou o silêncio repentinamente, e as palavras pareciam direcionadas à mim. A voz amendoada* era tão bela, diferente de todas as vozes que eu já ouvira. Mesmo a de Kibum, que eu julgava ser perfeita, parecia um pouco ofuscada pelo tom de voz do rapaz.
Ele parecia falar comigo. Mas seus olhos não me viam.
–Você está sempre tão bonito, Jongin. Suas roupas, seu cabelo, sua voz. Tudo parece sempre perfeito em você. – Disse a moça, com sua voz doce e fina. Havia muita ternura em sua voz, também transmitia essa aura amorosa, fraternal. Uma aura muito parecida com a de Kibum.
–Você também está sempre perfeita. – O rapaz chamado Jongin disse.
Ela se aproximou dele e o abraçou. Ele retribuiu o gesto, retirando a presilha que mantinha os cabelos da menina presos, acariciando os fios cor de chocolate que desciam pelos ombros da mais baixa.
Eu não sabia o que estava acontecendo ali.
Eram muitos sentimentos em seus olhares, em suas palavras, em suas aparências.
Parecia ser tudo tão iluminado, tão admirável para seres humanos. Neste momento, não os vi como simples sacos de sangue. Eles pareciam perfeitos demais para serem humanos.
Quase como anjos.
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Tcharam! Aqui está minha surpresa:
Este é um desenho (horrível, cagado, ridículo) feito por mim. ERA pra ser o Kibummie. ERA.
Ficou uma merda e fim. Eu costumava desenhar melhor, mas como parei de treinar, agora tudo fica um cocô :3 hgafahgsfhasg
Mas eu não resistiria se não postasse aqui hgafsahgsfahsgf
E a cor dos olhos ficou fraca demais, tanto que tive que jogar efeitos aí '^' uhahsuasuh E os cílios: Tenho uma obcessão doentia por cílios, principalmente em meus desenhos. Então desculpe por exagerar >< E não tem o rosto inteiro porque eu desenhei na aula, no canto de um bilhete da escola. Então não tive espaço \\o/
É mais ou menos assim que eu vejo o Kibum. Não sei bem como explicar... Essa aparência meio sombria, sabem? Espero que tenham gostado da surprise (escrota) que eu fiz. Podem ter mais no futuro, quem sabe?
~Koori
Notas finais
Yaaaaaaaaay, recebi um monte de reviews lyndos *0* E espero mais de agora em diante, lindos(as) leitores(as). Eu amo muito todos(as) vocês, tá? Sejam legais com a Koori e mandem suas palavras lindas *0*
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