Playful Game
2 O Pecado, o Pecador
Notas iniciais
Apareçam, leitores ;-;
Postei porque vou ficar meio ocupada essa semana :/ E não sei se vai dar tempo de postar no fds /levapedrada
Mas vou dar meu melhor, prometo! E deixem reviews, eles me motivam a escrever! *-*
Espero que gostem da "capa" do capítulo, fiz com muito amor e carinho (e nem ficou lá essas coisas) ^^~ Se quiser copiar, pelo menos peça :)
Como as rosas de um jardim,
Teu cheiro encanta, fascina, enfeitiça
A qualquer um que inale de sua beleza sem fim.
Tua beleza me tenta, mas acabo por me furar
Por tocar no tão afiado espinho da rosa.
A rosa, bela e delicada, faz-me sangrar.
Ao amanhecer, levantei, com pouca vontade. A necessidade de dormir era completamente desnecessária a mim, mas ainda assim, era interessante. Eu gostava de ter sonhos, fossem bons ou ruins. Era interessante pensar nas realidades que meu subconsciente podia criar.
Nesta noite, com nada eu havia sonhado. Sulli acordara também, remexendo-se nos lençóis.
–Tire essa merda de corpo daqui, está fedendo... – Ela grunhiu.
O corpo da mulher atraía moscas, e realmente estava fétido. Eu nunca liguei, era acostumado ao cheiro da morte. Mas mulheres eram mulheres.
Despedacei o corpo e o enrolei em um saco de lixo, colocando-o em algum quarto longe de nós. Fiz o mesmo com o homem. Depois disso, tomei um banho, para tirar o suor e o sangue secos em meu corpo.
–Vai voltar para casa? – Perguntei, sabendo que Sulli ouviria. Mesmo detrás do box embaçado do banheiro, pude vê-la mexendo nas roupas do guarda-roupa do quarto. Procurando uma peça que lhe agradasse, provavelmente.
–Vou. A Terra é um lugar muito desagradável. – Ela respondeu.
–Discordo. – Eu disse, sorrindo para mim mesmo. – A Terra é muito interessante.
–O inferno também é.
–Realmente, o inferno não é ruim. Lá, tenho todos os prazeres e pecados que tenho aqui. O diferencial é o quão divertido é observar a fragilidade dos seres humanos. – Completei.
–Não vejo nada de interessante neles. – Ela disse, se aproximando da porta do banheiro. Fechei o registro do chuveiro e puxei a toalha que estava sobre o box. – Aliás, vou mandar lembranças suas.
Essa última foi uma provocação. Ela sabia que não tinha nada de lembrança que eu pudesse mandar a eles. Suspirei.
~
Desconhecido POV
–P-por favor... Não... – Pedia a mulher, angustiada. O sangue que escorria por sua boca parecia tão quente, tão cremoso...
Ela lutava em vão para tentar escapar. Suas frágeis mãos tentavam soltar a minha direita, que a enforcava.
Seu rosto demonstrava o desespero. O meu, apenas a diversão.
Beijei-a lentamente. O gosto de seu sangue era tal como imaginei. Inebriante. Vicioso.
Ouvi passos lentos aproximarem-se daquele beco escuro. E já sabia de quem se tratava.
–Realmente. Você é asqueroso. – Sussurrou em meu ouvido, abraçando meu quadril por trás. A mulher olhava-o apavorada, como se visse um monstro. Realmente, ele era.
Larguei a mulher no chão e me virei para ele. Logo senti seus lábios ávidos colarem aos meus, em um ritmo quase que musical. Meus braços instintivamente agarraram a seu corpo frágil, apalpando, agarrando, tateando, tudo que estivesse a meu alcance.
–Aah... Me torturando assim... – Ele reclamou enquanto eu mordiscava seus lábios. Suas mãos desciam por minhas costas, adentrando minha camisa, explorando.
Antes que continuássemos, ele me empurrou para o lado e caminhou lentamente até a mulher, que já tentava fugir. Eu pretendia dar um fim nela antes que conseguisse se arrastar até a luz da calçada e pedisse ajuda, mas ele foi mais rápido.
Apoiei-me na parede, assistindo o “espetáculo”. Ele quebrou as duas pernas da moça, fazendo-a gritar como nunca. Entre seu choro e seus gritos, pude ouvir mais alguns ossos serem quebrados, até a mulher se calar. Suas costelas quebradas provavelmente haviam perfurado o coração e os pulmões.
Voltou-se para mim. Ele estava impecável, sem uma única mancha de sangue na roupa clara. Sua cabeça bambava de um lado para o outro, hora sorrindo, hora me encarando com curiosidade, enquanto vinha até mim e abandonava aquele corpo que o próprio mal havia mutilado.
–Senti sua falta. – Ele disse, abraçando-me. Senti meus cabelos serem acariciados com um toque macio, quase que maternal. Ironicamente, eu gostava disso. Mas tinha plena ciência de que era tudo encenação.
–Fazia mesmo algum tempo. – Suspirei, inspirando seu cheiro de rosas e sangue. – Você andou passando dos limites, não é?
As mãos hábeis tratavam de explorar meu peito, descendo e subindo, removendo minha camisa. O toque quente e frio me arrepiava por dentro.
–Talvez... É que eu sempre fui um menino mau... – Disse, lambendo meu abdômen, passeando por meus mamilos.
Seu jogo começara. Logo nossos corpos se chocavam com intensidade em meio a beijos, mordidas, e tudo que fosse subindo na escala de pecados.
Ambos, pecando.
Indo contra todo e qualquer princípio bíblico.
Afinal, ambos havíamos caído dos Céus.
~
–Minnie... Meu Minnie... – Ele insistia em chamar-me por esse apelido. Acariciava meus cabelos repousados em seu colo, enquanto meu corpo lentamente recuperava o ritmo. Mas eu estava cansado, já de vários dias. Sua presença era como um relaxante para mim.
–Minnie... – Havia tanta paixão em sua voz, tanta ternura, tanto carinho. Qualquer ser humano declinaria diante de tal criatura imaculada a uma visão turva como a dos homens. Mas eu não era enganado. Era apenas sua técnica. – Posso ficar pra sempre com você? – Perguntou, como uma criança inocente.
–Seu irmão está te procurando. – Comentei, indiferente. O cheiro do herdeiro da família mais forte estava próximo. Levantei-me e o ajudei a levantar também. A madrugada estava nebulosa e fria.
–Eu seeeei! – Ele disse, jogando-se sobre mim em um abraço. Falsidade. – Tenho que ir, então. Quero brincar de esconde-esconde com o hyung.
Saiu saltitando pelo canto escuro.
–Kibum. – Sussurrei seu nome, pela primeira vez, em voz. Era estritamente proibido, mas ali, no mundo repudiado conhecido como Terra, não fazia-se a lei do Inferno.
Kim Kibum. Procurado vivo. Vivo, para eles terem o deleite de matá-lo a seus próprios modos.
Ele havia matado um dos três líderes do Inferno. Agora, meu pai, patriarca da família Lee e o patriarca da família Choi, queriam vingança pelo patriarca mais forte, agora morto, o patriarca Kim.
Kim Kibum. Ele havia matado o demônio mais forte depois do próprio Lúcifer.
Não era à toa que apenas uma pessoa estava a sua procura.
~
Jonghyun POV
Meu pai era o maior líder que o Tártaro poderia ter.
Mas aquele verme, desprezível, degenerado, o havia matado.
Irmão, meu irmão.
Sangue do meu sangue. Ou pelo menos, parte dele.
Kibum era um filho ilegítimo. E não era querido por ninguém, muito menos por meu pai.
Eles o temiam, agora percebo. E por um simples erro, perderam o grande líder Kim.
Chutei a pilha de corpos sem vida ao meu lado.
–Você me paga, querido irmão. – Vociferei sozinho, em meio à podridão.
Eu tinha forças. Eu era o mais forte, o mais habilidoso e o mais temido entre os demônios da minha idade. Eu podia derrotar aquele ser patético chamado Kibum.
Se eu não vivesse pela paixão por meu querido irmão.
Vaguei pelas ruas movimentadas de Seul, procurando-o. Era meu dever vingar meu pai, mas meu coração sofria. Mesmo que eu tentasse parar de amar aquela coisa.
Seria perfeito se eu pudesse matá-lo e findar minha sina.
–Jonghyun? – Ouvi uma voz conhecida chamar-me.
Passei reto por aquele fedelho. Nunca fui com a cara dele, desde criança. Nunca fui com a cara dos Lee, na verdade. Aqueles olhos verdes muitas vezes enganavam os seres humanos, faziam pensar que eram puros, como anjos. Eram completamente diferentes, bando de canalhas.
–Sei que meu irmão esteve por aqui, Lee. – Sussurrei, quase inaudível. Mesmo assim, eu tinha certeza que ele ouviria. – Não me faça querer matá-lo, criança fútil.
–Você só se proclama bom, Kim Jonghyun. – Desafiou, sem medo. – Você é um fraco.
Bastou isso para que eu explodisse de ódio. Em questão de nanossegundos eu estaria prestes a esmagar o crânio daquele idiota, mas uma mão segurou meu pulso.
–Veio aqui comprar briga, Kim? – O irmão mais velho do idiota perguntou, ironicamente. Suas orbes de esmeralda me davam enjoo. – Não acha que tem um problema muito maior solto por aí?
–Me largue, Lee Jinki. – Disse, em tom de ameaça. – Seu irmão que sempre me implora pra morrer.
Soltei-me daquele idiota. Me afastei rapidamente daqueles dois idiotas. Um dia eu os encurralaria e terminaria com suas existências patéticas.
Por hora, concentrei-me em seguir o perfume que eu sempre senti vindo de um quarto trancado em minha casa. Era de rosas vermelhas, rosas sangrentas, que são tão delicadas a ponto de perderem as pétalas apenas ao ato de tocá-las.
Uma vez perguntei a minha mãe porque as rosas eram tão frágeis. E perguntei também o porquê de meu irmão ser tão parecido com uma rosa, a ponto de cheirar como uma.
Minha mãe nunca me respondeu.
Notas finais
Não esqueça de deixar sua opinião ali embaixo :)
Kisseu e até o/
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