Playful Game
3 Nos dois lados do espelho
Notas iniciais
Os filhos das Trevas,
Sujos, impuros, pecadores.
Os filhos dos Céus,
Imaculados, castos, santos.
Poderia haver um intermédio entre eles?
Poderia haver um equilíbrio?
Shh, escute. A melodia angelical que vem da escuridão.
Key POV
-Isso é muito chato. – Murmurei enquanto quebrava o pescoço de mais um padre velho e gordo. – Humanos são tão frágeis... Nem posso me divertir com eles...
-Não importa o tamanho, nem o sexo. – Falei para mim mesmo. Um biquinho formava-se em meus lábios. – São todos como bolhas de sabão, mal os toco e já se vão.
Apenas eu e minha sombra no telhado da igreja de onde eu havia tirado meus brinquedos. As freiras teriam trabalho para limpar as manchinhas vermelhas que escorriam pela parede branca, iluminadas apenas pela lua.
-Eu-que-ro-brin-caaaar! – Cantarolei, lambendo meus dedos sujos. Tinha gostinho de ferro, que divertido.
Vistoriei a cidade iluminada ao longe. Onde estavam os meus amiguinhos? Minnie? Jonggie? Jinkie? Eu queria brincar com alguém.
Onde estava o menino que me procurava? Onde estava? Será que havia desistido?
Onde estava o meu papai? Será que ele não está bravo por eu ter saído do quarto?
-“Você é uma criatura desprezível, Kibum.” – Repeti as palavras de meu pai. – “Qualquer dia desses, eu destruo você.”
-“Eu não quis que você nascesse. Aquela mulher foi realmente uma tola ao deixar você crescer dentro dela. Ela sempre soube das consequências, mas pouco se importou. Ela não tinha o perfil de um anjo, nunca teve.”
À medida que as palavras retornavam frescas à minha memória, minha mente dispersava-se. Eu via alguns relapsos das memórias de meu pai. E de minha mãe.
-“Você deve morrer, você deve morrer.”- Cantarolei a frase que mais ouvi em toda minha vida. – “Dispensável, inútil, desnecessário...”
Parei por alguns segundos, erguendo meus olhos. A lua brilhava, e em seu brilho, minha vitória se espelhava.
-Me lembrei do gosto do seu sangue, papai. – Sorri.
~
Minho POV
Não posso dizer que dormi bem. Meu subconsciente recordou de meu infeliz passado. Meu corpo doía por retorcer-se em meio a um pesadelo que já fora real. Mas eu não detestava em todo essa sensação. Porque era minha própria ilusão.
Levantei-me sem muita vontade, novamente. Vesti uma camisa qualquer do guarda-roupa daquele apartamento – cujo dono já se fora – e minha calça social, que ainda não estava manchada de sangue ou algo assim. Eu tinha que ser mais cuidadoso com as camisas.
Como o apartamento era no centro, tratei de tirar um pouco da tensão de minhas costas e caminhei pelas calçadas movimentadas, em plena manhã de quarta-feira. Ainda eram oito horas, e minha primeira aula seria apenas depois das dez. Entrei em uma cafeteria que me parecia agradável.
-Deseja algo, senhor? – Uma moça veio me perguntar. Sorri e pedi por um café. Nunca fui muito fã de café, mas precisava de alguma energia para os próximos dias. E talvez, disfarçasse minha presença ali.
Já, é claro, que ele estava perto.
O tilintar dos sinos que anunciavam um novo cliente nunca pareceu tão puro, harmônico. Os pequenos sininhos pareciam proclamar a chegada de um querubim imaculado. O anjo saltitou com delicadeza até minha mesa, enquanto eu imaginava a reação dos pobres seres humanos no recinto, que apesar de refinado, parecia simples ao ser comparado a tal perfeição.
-Posso me sentar aqui? – Perguntou inocentemente. O cheiro de rosas adentrou meu corpo, preenchendo-me com sua formosura. Era um pedido irrecusável.
-Todo. – Sorri, ainda sem olhá-lo nos olhos. Somente a certeza de tê-lo ali me encantava.
A moça veio com meu café, surpreendendo-se com minha, agora, companhia. Perguntou-lhe o mesmo que perguntou a mim, e recebeu como resposta um sorriso radiante e palavras gentis.
-Pode me trazer um Peach Melba*? Obrigado.
Esperamos em silêncio, até a moça voltar rapidamente com o chá. Concentrei-me no mínimo som que provinha de suas narinas, que inspiravam e expiravam em um ritmo constante. Foquei-me também na pulsação de seu coração, até ser desvencilhado de meus devaneios. A garçonete trouxe o outro pedido, e ele sorriu ao recebê-lo. Um leve suspiro pôde escapar pelos lábios da garota, que logo se afastou.
-Diga logo, Lee Taemin. – Ordenei.
Notas finais
*Peach Melba: Chá de frutas com sabor de Pêssego e creme. Nunca tomei, mas parece ser bom :9 hgasfhgafs
Vamos ao ponto importante: Eu tenho 4 lyndos leitores e só um review. Gente, cadê vocês? Eu não mordo '-' E sinceramente, fico triste de não saber a opinião de vocês. Eu não sei se estou indo bem, se estou apressando demais, se estou sendo confusa com relação às ideias e ao vocabulário... Então, por favor, deixem um review, sim? Escrever essa fic não está sendo fácil, tenho que ficar pesquisando um monte de coisas x_x Só que faço isso por amor, mas fico curiosa sobre o que vocês pensam da fic. Então, gastem um pouquinho do seu tempo pra me elogiar/criticar, seja o que for. Eu não vou atrasar a fic em mais de uma semana, tenho quase certeza. Mas posso adiantá-la se receber incentivos *-* Então, pedirei de noooovo (sou chata mesmo ><), mandem um reviewzinho pra essa escritora irritante. Eu costumo dar dicas e spoilers sobre a fic nos reviews (não resisto uashasuhsaas), então venham! o/
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