Playful Game
4 Ego Amare
Notas iniciais
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Ou melhor, desculpe, somente pra Junso. Porque só ela deixa reviews U.U
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A música da caixinha é essa aqui: http://www.youtube.com/watch?v=qFVhJ_lunCQ Eu gosto muito dessa melodia. É uma pena que esteja inacabada, né?
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Hoje não tem capa porque não tive paciência pra fazer >.>
Boa leitura.
Um primeiro contato entre as estações.
O frio inverno choca-se com a doce primavera.
As flores desabrocham em meio à neve.
Minho POV
–Estive com seu brinquedinho. – Ele disse, bebericando o chá.
–Eu sei.
–Ainda estou com ele. – Sorriu por trás daqueles olhos de esmeralda
Agora eu havia entendido tudo. Desde ontem eu não senti mais nenhum resquício de minha presa. Aquele canalha do Taemin. Ele gostava de me provocar.
Ele era realmente tentador.
–Me devolva, criança mimada. – Sorri. Eu quase não resistia à vontade de agarrar aquele corpinho frágil e sedutor ali mesmo, no meio dos humanos. Mas seria problemático se algum deles conseguisse fugir antes de eu foder o cachorrinho e matar a todos os outros presentes. Então só me segurei.
–Não. Eu sou mais novo, tenho o direito de brincar também. – O outro sorriu de modo malicioso.
–Então me diga onde ele está, que brincaremos juntos. – Sussurrei para ninguém além de Taemin ouvir.
Ele levantou-se e eu também. Paguei nossas bebidas rapidamente e o segui. Não sabia para onde estávamos indo, muito menos se era uma cilada. Mas não acredito que seja, ele não é louco o bastante para me desafiar.
A medida que andávamos, o tempo escureceu-se. O céu encoberto indicaria que logo choveria. Taemin apurou o passo, e eu também.
Após uns 20 minutos, chegamos até uma capela, ou talvez fosse uma igreja bem pequena. Não vi nenhum humano nas redondezas, muito menos senti algum cheiro. Talvez fosse porque ali era a casa de Deus, e isso impediria meus sentidos sobre-humanos.
Taemin parou à porta do recinto. Virou-se para mim, como se confirmasse minha vontade. Nada disse, apenas encarei-o pelas minhas íris cerúleas. Lentamente, abriu a porta.
A igreja, por dentro, era realmente pequena. Haviam umas poucas fileiras de bancos, ladeadas por candelabros altos com velas acesas sobre si. Os vitrais das paredes laterais não eram iluminados pelo sol, mas garantiam todo o esplendor máximo que um humano poderia fazer. Na parede central, uma enorme cruz fazia-se presente. O altar era de granito, coberto por uma toalha branca com bordados detalhados. Flores brancas em vasos igualmente brancos estavam postas às extremidades. Imagens e estátuas estavam espalhados pela pequena capela, dentre outros detalhes que não percebi.
Eu vira tudo isso em apenas um segundo. Minha atenção estava, na verdade, na criatura ajoelhada à frente do altar, com a cabeça e as costas curvadas, em sinal de penitência. Lentamente, vi-o levantar a cabeça, olhando para o teto. Nele, uma pequena faixa de luz vazava. Por pouco tempo, até que somente as velas e fracas luzes do local pudessem nos iluminar. O sol se fora completamente.
–Amém. – Disse, levantando-se.
Virou-se lentamente para nós com um sorriso formado nos lábios convidativos. Tudo naquela pessoa era claro. Suas roupas, sua pele, seu cabelo. Por um momento, senti-me vendo o que deveria ser o Paraíso, para onde eu nunca haveria de ir. Fiquei deslumbrado por sua formosura, sua pureza, sua candura.
–Parece um anjo. – Taemin tirou as palavras que se tentavam se formar em minha garganta.
Caí de joelhos, admirado. Mesmo alguém que nasceu matando, cresceu matando, e ainda mata, peca, e não possui um resquício de sentimentos, aquela criatura poderia domesticar. O ar ficava mais leve, sentia-me flutuando, alcançando um céu que eu nunca conheceria.
Ali, sua perfeição me cegava. E assim, sem que eu percebesse, a criatura imaculada aproximou-se de mim.
Tocou-me a face com seus dedos finos e delicados. Do canto dos meus olhos até meu queixo, desenhou o formato de meu rosto. Minha visão estava clara demais, não conseguia enxergar direito.
–Meu caçador. – Novamente chegando aos meus ouvidos, sua voz quase que de soprano. Havia afeto, carinho em seu tom. Forcei a vista o máximo que pude, até usar toda a minha capacidade.
–Minha... Pre...sa... – Consegui sussurrar, antes de padecer.
A última coisa que vi foram seus olhos.
A íris esquerda, um azul mais puro que o azul dos céus. Um anjo.
A íris direita, vermelha escarlate. Família Kim.
Nada mais pude presenciar.
~
Quando minha consciência finalmente despertou-se, eu estava deitado. Algo macio apoiava minha cabeça, e pude ouvir uma melodia de caixinha de música. Abri os olhos lentamente. Eu estava deitado em uma cama com lençóis brancos, em um quarto com paredes brancas, e mais nada. Não havia portas nem janelas.
Ao meu lado, a caixinha de música era segurada por duas mãos frágeis, cor de porcelana. Seus olhos fechados, seu corpo imobilizado e suas roupas brancas lhe davam o aspecto de uma boneca.
–... – Eu queria falar, mas minha voz não saía. Alguns segundos depois, o quarto fosse tomado pelo silêncio. Tentei mover-me, mas meus braços e pernas não me obedeciam.
–A música parou. – Sua voz parecia recitar um poema. Seus olhos continuavam focados no objeto em suas mãos. Era uma pequena caixa arredondada, de madeira escura. As laterais eram de madeira incrustada, formando um padrão de curvas e voltas complexas. Em seu interior, apenas uma figura de um anjo com asas quebradas, branco. Minha voz teimava em sair.
–Quem a fez não pôde terminar. É uma bela melodia. Mas está incompleta. – Seus olhos sondavam o interior mecânico. – Imperfeita.
Seus lábios retorceram-se em uma expressão de nojo. Aproximou a caixa de seus olhos, examinando com cuidado o querubim de porcelana.
– O anjinho me irrita. Ele possui um corpo invejável, seus olhos são perfeitos, seus cabelos são maravilhosos. – Continuou seu monólogo lentamente. – Me irrita tanto que quebrei suas asas. Mas ele não chorou.
Rodou a pequenina alavanca, até quase trincar. Novamente a melodia ecoava.
–Eu chorei quando quebraram minhas asas.
Um baque estrondoso deu lugar à musiquinha. A caixinha fora arremessada com força contra uma parede, e agora, só se ouviam ruídos e chiados do que restara.
–Meio anjo, meio demônio. – Senti meus lábios e minhas cordas vocais moverem-se inconscientemente. E desta vez, minha voz saiu.
Ele levantou-se e sentou-se ao meu lado na cama. Parecia frágil, mas suas pequenas mãos puxaram meu corpo de forma a deixar-me sentado.
–É um pecado, mas eu te amo.– Sussurrou na língua proibida.
Seus lábios encontraram os meus, ternamente.
Por um momento, esqueci que eu era um demônio.
–Kibum. – Sussurrei, inebriado pela maciez de seus lábios. Ele os pressionava levemente, até encaixar perfeitamente o lábio superior na abertura de minha boca. Não hesitava em abrí-la levemente, mas ainda assim sem ultrapassar esses limites.
Ele se afastou vagarosamente, mas ainda manteve-se perto de mim. Nossos olhos não moviam-se, estavam fixos um no outro. Seu olho direito parecia uma poça de sangue, um sangue de cor tão viva que em toda a minha “carreira” de chacina nunca havia visto, nem em humanos nem em demônios, um sangue de tal tom escarlate. O olho esquerdo era quase um oposto, de tão claro, eu podia ver meu reflexo em sua íris. Era como o céu quando o sol começa a aparecer no horizonte, um céu quase branco. Era sublime.
–Suas íris são tão lindas... – Ele disse o que eu diria. – Parecem Topázios Azuis. São olhos da família Choi. Choi Minho.
–Meus olhos... Estão pesados... – Por algum motivo, meus pensamentos foram forçados a revelar-se por meio da fala. – É você me for... Forçando...
–Não, é você dizendo a verdade. – Ele respondeu, sorrindo.
–Anjos... Causam esse efeito...? Que desagradável... – Minha mente proferiu. – Aish, eu queria parar de pensar...
Seu riso doce preencheu meus ouvidos. Kibum, antes sentado a meu lado na cama, agora sentava-se sobre meu colo, passando uma pena de cada lado de meu quadril, encaixando-se ali. Seu rosto fino estava próximo o suficiente para que eu sentisse sua respiração batendo em meus lábios.
–Onde estou, Kibum...? – Perguntei, tentando me concentrar mais nas palavras do que na beleza do ser diante de meus olhos.
–Minho...
Kibum fechou os olhos e apoiou a cabeça entre meu pescoço e meu ombro, no lado direito. Com a mão esquerda, deslizou os dedos por minha camisa branca, abrindo os botões lentamente, até deixar meu peito exposto. Tateou com calma e delicadeza o lado esquerdo de meu peito, onde, em um ser humano, bateria um coração.
–Você está em meu coração, meu Minho. – Sussurrou ternamente, tocando com seus macios lábios a pele de meu pescoço. – E vai sempre estar. Porque eu te amo.
–Pare de proferir essa palavra repugnante. – Cuspi as palavras, com certa dificuldade, lembrando de meu sonho. – Não é como se você pudesse amar, Kim Kibum. Não é como se nós pudéssemos amar.
Seu rosto foi tomado por uma expressão triste.
–Eu queria que você me amasse também, meu amor. – Fez um biquinho. – Dói, sabe. Eu te amo tanto, tanto, mas você quer me matar. Por que, meu amor?
Antes que eu pudesse respondê-lo, senti um líquido quente escorrer por meu peito.
–Por que é tão difícil viver, Minho? – Kibum disse, suas lágrimas quentes descendo por minha pele.
Notas finais
É, tenho um problema: Não sei o que o Jinki e o Tae vão fazer da vida daqui pra frente '-' huashuhass
Sério, não tenho nem ideia.
Por favor, deixem reviews. Sem compromisso, não pensem que vou ficar irritada se algum leitor fantasma aparecer só agora. Vou é ficar super feliz, porque agora mesmo, eu podia estar com 12 reviews ao invés de apenas 2. Muito obrigada à Junso-chan (será que eu posso chamá-la assim? -q) pelos reviews cheirosos. E já aviso também: Se essa história não me der mais reviews até o décimo capítulo, eu paro tudo.
Eu realmente não queria ter que fazer isso, mas é completamente desmotivante escrever sem retorno. Junso-chan, não se preocupe que eu mando a história completa pra você, caso isso acontecer ^^ Bem, é isso.
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