Playful Game

7 Melodiam et Secretum


Notas iniciais
Essa semana Playful Game completou um mês *o* É muito bom escrever essa história. Ultimamente tem sido difícil pela minha falta de tempo, mas como minhas provas estão acabando, vou me dedicar mais *-* Weeee~
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Gostei dos novos reviews *-* Obrigada, gente lynda!! E aos que ainda não comentaram, poooooooor favor T.T *ajoelha*
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Terminei esse capítulo agora, eu nem deveria estar aqui escrevendo >.> Mas fiquei com dó de atrasar >< shauhusahuas
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O título significa "A melodia e o segredo", em latim. "Ego Amare" também era em latim, "Eu te amo". Esqueci de dizer xD
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Mais comentários no final o/ Boa leitura~

Era o jardim secreto,

Sem portas ou janelas,

Sem luz, apenas trevas,

Onde viveu a flor

Onde viveu a dor.

Taemin POV


O som de uma bela melodia encenada por um bom violinista percorria minha mente vazia. As notas bem arranjadas, ao mesmo tempo felizes e melancólicas, pareciam me tirar daquele lugar. O menino que a tocava parecia dominar plenamente o instrumento, pela forma como movia habilidosamente o arco de madeira com pequenos detalhes encravados sobre as finas cordas do violino igualmente bem entalhado.


Era cativante.


Era agradável.


Me fez parar por um instante minha principal diversão, somente para admirar a beleza daquela música.


Do topo do edifício antigo à calçada antiga de uma praça de estilo europeu. Era a distância que separava o habilidoso músico de alguém a quem seu talento não poderia salvar.


Achei-o interessante. Sua bela melodia fez-me sentir algo reconfortante dentro do peito, como se nada além de sua música fosse necessária no mundo. Fez-me esquecer por um momento do ar poluído daquela cidade, do cheiro que vinha dos corpos sem vida e da sujeira rubra em minhas mãos e roupas.


Em determinado momento, os sons foram engrossando até atingirem um tom que intermediava entre o agudo e o grave, e a música cessou.


Somente então, com sons de palmas, fui perceber que havia pessoas à volta daquele garoto. Elas aplaudiam e ele curvava-se. Não entendi o motivo de sua submissão ali.


Não era ele o dotado da habilidade? Não era ele que demonstrava sua superioridade aos demais seres humanos ali presentes? Então, não eram eles quem deveriam curvar-se?


Eu realmente não entendo alguns aspectos da natureza humana.


Dei as costas para aquela cena, voltando-me à minha outra diversão, que me observara esse tempo todo, sentado sobre a pilha de corpos que eu havia trucidado naquela noite.


–Gosto desse som. É bonito. – Ele disse, sorrindo ao balançar as pernas distraidamente, chutando o ar. – Você também gosta, Minnie?


–É bom. É uma música bonita. – Eu disse, voltando-me para o menino na praça. Algumas pessoas o entregavam algo que eu não tinha certeza do que era, mas ele sorria. E curvava-se para essas pessoas.


Tentei de qualquer forma apagar aqueles pensamentos de minha mente, pelo menos por enquanto. Enquanto ele estava ali.


–Saia daqui. – Falei rudemente a Kibum.


–Por que está sendo tão rude comigo, Minnie? – Perguntou-me, passando os braços em torno de meu corpo, apoiando a cabeça em meu ombro.


–Não gosto que me chame assim. Vá embora. – Falei, simples e direto. Sua presença me desagradava, me deixava sem conforto. Eu não sabia o porquê.


–Antes, me deixe ver seu rosto. — Ele disse, virando-me. Suspirei fechando os olhos, ficando de frente para ele.


Um gentil toque acariciou meus cabelos, ajeitando o que o vento havia bagunçado. Logo as mãos macias desceram a minhas bochechas, mas subiram. Pararam com os dedos quase tocando meus olhos.


–Abra-os para mim, Taemin. – Sua voz doce sussurrou, a respiração tocando meus lábios.


Sorri.


–Não. – Eu disse e beijei-o.


~ / / ~


Minho POV


Abri os olhos vagarosamente, como de costume. A sempre tão comum preguiça. Um pecado tão fácil de se cometer. Era noite, a temperatura não era desagradável, seja onde eu estivesse. Aliás, não me recordava daquele lugar. Não me vinham à mente quaisquer pensamentos que não envolvessem o dono das últimas palavras que ouvi enquanto ainda estava consciente.


Fraco, fui fraco. Deixei levar-me pelo desejo pela maçã suculenta que a serpente me oferecera. Mesmo tendo conhecimento de que me era proibido.


Fui seduzido por sua beleza, por seu aroma, por seu perigo.


Levantei-me sem muita vontade. Analisei melhor o lugar onde estava; uma alta construção, aparentemente inacabada.


–Minho.


A voz que me chamara, tão familiar, tão presente.


–Jinki. – Virei-me para ele.


Lee Jinki.


Eu, ele e Jonghyun, sempre forçados a conviver uns com os outros. Não éramos inimigos, mas sempre houve um grande abismo entre os garotos que eu conhecia e o que eles realmente eram.


Durante todos esses anos, o pouco que eu sabia sobre Jonghyun, era que ele era criado para ser o melhor em tudo que fizesse. E ele atendeu às expectativas muito bem, falhando apenas em deixar seu irmão matar o próprio pai.


Sobre Lee Jinki, eu não sabia praticamente nada.


Ele sempre foi um mistério, que não me deu brechas para ser desvendado.


Seus belíssimos olhos verdes não eram fáceis de decifrar.


–Pensei que não voltaria à Terra. – Comentei, lembrando de algumas coisas.


–Ordens. – Respondeu simples e direto, sem deixar de me fitar.


–Sim. Também está atrás dele. – Eu sabia que seu pai não mandaria Taemin sozinho. Ele queria Kibum o quanto antes, e não perderia para meu pai. Não queria perder.


Dei alguns passos em sua direção, ele não recuou.


Segurando seu rosto em minhas mãos, beijei seus lábios lentamente, de maneira carinhosa, gentil. Ele não respondeu ao toque, mas não se afastou. Apenas selei nossas bocas por alguns segundos, me separando logo depois.


–Não vai achar o que quer aqui. – Ele disse.


Realmente, não estava ali.


–Tem outra coisa que estou procurando. – Sorri sacana e beijei-o de novo, dessa vez mais profundamente.


~ / / ~


Narrador POV


–Então finalmente você apareceu. – A sempre tão doce voz de Kibum nunca soou tão seca, direcionada à forma que surgia das sombras do bosque e vinha em sua direção.


–Há quanto tempo não o vejo. Kim Kibum. – Park Bom revelou-se das sombras, com um sorriso tranquilo em seu rosto perfeito. – Temos muito o que conversar.


A mulher observava o rapaz torcer a manivela da caixa de música em suas mãos. A música tocou lentamente, preenchendo a praça abandonada e mal iluminada com sua canção melancólica.


–Sentiu-se melhor depois de matá-lo? – Bom perguntou, cortando o ritmo lento da música.


Kibum estava imerso em seu próprio coração, prestando atenção nas notas musicais.


–A flor disse que estava apenas olhando. – Disse, depois de certo tempo.


Bom não tinha certeza do que aquilo significava.


–Quem ela olhava? – Perguntou novamente.


Kibum movia a cabeça no ritmo da música.


–A flor não vê.


Bom suspirou.


–Se ela não vê, como pode afirmar que ela estava apenas olhando?


–A flor disse que nós não precisamos dos olhos para ver.


–E de que outro jeito ela pode ver?


–Pelos olhos. – Kibum respondeu como se fosse a pergunta mais óbvia do mundo. – Pelos olhos das outras flores.


Park Bom não esperava por essa.


Aproximou-se do menino sentado no meio da areia do parque das crianças. Ajoelhou-se diante dele, como uma mãe interessada nas brincadeiras de seu filho. Kibum não era seu filho, mas brincava de confundi-la com as palavras que só faziam sentido a si.


–Miaaau, o gatinho faz miau. – Kibum cantarolou. – Moça, que som fazem os demônios quando morrem?


Kibum forçava-a a perder a linha de seu raciocínio.


–Pergunte à flor. – Ela sorriu.


–A flor não fala. – Sorriu de volta.


Uma típica brincadeira de criança.


Um jogo infantil. Um jogo simples. Um jogo complicado.


Um jogo lúdico.


–Ah, sim. Que tipo de flor ela é? – Bom perguntou, sentando-se ao lado de Kibum.


–Flor? Tem três flores. – Ele respondeu.


–É? E de que tipo elas são?


A música parou. Kibum deixou a caixinha ao seu lado, segurando os próprios joelhos, fechou os olhos. Ainda movia o corpo no ritmo da música, que agora fora preenchida pelo silêncio da noite.


–Tem o Lírio. Tem a Camélia. Tem a Rosa.


Bom sorriu.


–Seu pai é o Lírio, sua mãe é a Camélia, você é a Rosa. – Não foi uma pergunta, porque ela tinha certeza de suas palavras.


–Ele ainda te pergunta alguma coisa? O anjo que morreu por você. – Kibum disse, desviando o assunto.


Sorriu ao lembrar Bom de seu passado.


A mulher arregalou os olhos, ao ver diante de si toda a vida que teve há muito tempo atrás, antes mesmo de Kibum nascer. Todas as vidas que deixaram de existir somente por causa de uma imprudência, um descuido. Lembrou-se do egoísmo que a manteve viva, o egoísmo que não havia em quem morreu por ela.


Kibum usava as memórias de Bom contra ela, tentando fazê-la se arrepender.


–Não. Ele não se lembra de quem eu sou. – Sorriu ao menor.


–E se eu dissesse que matei ele? – Kibum virou-se para Bom, com um sorriso nos lábios e um brilho ardiloso nos belos olhos.


–É mesmo? – Ela perguntou, sem demonstrar muito interesse.


–Lentamente eu abri sua barriga e brinquei com seus órgãos. Fez muita sujeira, e ele ainda estava vivo, gritando. Então simplesmente perfurei seu coração, dando fim à sua curta vida. – Deu de ombros. Ainda mantinha os olhos ligados aos olhos cinzas que o fitavam sem uma expressão definida.


Kibum não desistiria do assunto tão rapidamente. E Bom não o desviaria, porque ele veria sua desistência e a confirmação dos sentimentos dela.


Essa era a chance dele, mas preferiu jogar mais um pouco.


–Bommie, por que me deixou viver? – Perguntou, rabiscando qualquer coisa na areia fina.


A pergunta pairou no ar frio da noite.


–Eu sabia que só você poderia matar seu pai. – Ela respondeu.


–E por que queria que eu o matasse?


–Antes me explique como o matou.


–A flor disse que estava apenas olhando. – Repetiu o que disse há certo tempo atrás. – E tinham várias outras flores vendo. Papai gostava de flores, ele as cultivava. Papai falava com elas. Ele mandava, elas obedeciam. Mas ele tratava aquela flor de maneira especial. Ele não a deixava ver o sol, não a cuidava. Ela nem ao menos sabia de suas irmãs flores. E somente ele a conhecia.


“A flor tinha um poder especial, diferente do de suas irmãs. Ela podia ver.”


“Papai tirou seus espinhos, mesmo sabendo que ela não o machucaria. Tirou suas pétalas, deixando-a extremamente frágil. Tirou a visão da flor, mesmo sabendo que ela não a usaria contra ele. Papai foi mal com a flor, porque ele tinha medo.”


–Ele tinha medo do poder da rosa. – Kibum sorriu para si próprio, em meio à sua própria jactância.


Notas finais
Quem será que é o violinista? Hohoho, a minha dongsaeng lynda que me deu a ideia *-* Obrigada de novo, Junso-chan *-----*
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E o momento OnHo/MinYu ali? Fiquei com medo de que não ficasse bom '-' Primeira vez que escrevo com essa couple >< E o final do POV do Tae e do Minho ficou parecido, mas não foi de propósito, desculpem~ OTL
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E acho que fiz mistério demais com a parte do Kibummie >.> Deu pra entender alguma coisa? aushuashaush
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Eu tinha mais alguma coisa pra falar, mas esqueci '-' hauhhsauauhs Até o próximo~