Plantão Médico - Swanqueen
14 Capítuo 14
—Doutor Mayhew preciso de uma ordem, qual medicamento?_ a enfermeira perguntou para o interno.
—Mas que diabos está acontecendo aqui?_ gritei assim que vi o interno, que estava a meu serviço no dia e tinham participado da cirurgia de um paciente que precisou de um reparo na aorta, feito uma barata tonta na UTI enquanto o paciente tinha uma parada.
—Ele está tendo uma parada!_ o interno disse quando entrei no quarto.
—Não, imagine, ele está dançado lambada!_ as enfermeiras esperavam por alguma ordem minha ou do palerma ao meu lado.
Mandei que o medicasse, não podia arriscar que a aorta se rompesse novamente e ainda bem que o problema havia sido resolvido apenas com a medicação. Um caso de sorte.
—Vocês dois, aqui._ chamei o interno e o residente responsável por ele até uma sala de mantimentos. _O que pensam que estão fazendo nesse hospital? O seu minion não sabe nem administrar um remédio em um paciente que esta tendo uma parada! E ele estava sob minha responsabilidade quando devia estar sob a sua! Eu sou a atendente e chefe do pronto socorro, não tenho que ficar me preocupando com a camada mais baixa da pirâmide quando eu comando um pronto socorro movimentado como esse!_ respirei fundo e olhei para os novos médicos que estavam assustados. _ Mais um deslize, por parte de um de vocês dois quando estiverem ao meu serviço e eu garanto que acabo com a carreira de vocês na medicina. Não nesse hospital, mas em qualquer lugar que escolherem. Medicina só vai ser mais um sonho que alguém destruiu e vocês vão lembrar o porque de terem os seus sonhos arrancados de vocês! Ensine o seu minion como eu te ensinei e como os outros atendentes ensinaram.
—Sim, senhora._ o residente engoliu em seco e passei por eles.
Depois de ter resolvido o problema tinha que resolver o problema dos plantões, tinha dois médicos viajando, uma de licença maternidade e três doentes quando teve um surto de gripe na maternidade.
—Com licença... Doutora Mills._ a médica loira do dia anterior bateu antes de entrar em minha sala.
—Sim...
—Eliza Griffin._ disse sem graça._ Quero saber se temos algo de errado aqui...
—Por que diz isso?_ afastei da minha mesa e olhei para a residente.
—Fui boicotada de 3 cirurgias depois que eu e você...
—E...?
—E que você sabe como o numero de cirurgias ajuda para continuar no programa. Eu estava conseguindo manter uma média de 5 por semana fazendo plantões.
—Vi que você fez um plantão de sessenta horas já essa semana, inclusive no dia do incidente você estava de plantão, você está dormindo?_ fiz uma pausa._ Pelas bolsas abaixo dos seus olhos eu acho que não. Então sugiro que você tire o resto do dia para descansar antes que cometa uma burrice irreversível por causa de cansaço enquanto você não precisa fazer mais que dois plantões por semana, residente. Sugiro também que pare de insinuar esse tipo de coisa por minha parte, não preciso boicotar residentes._ peguei minha caneta e voltei a atenção para a papelada em minha mesa._ Estamos resolvidas?
—Sim, senhora._ saiu e dessa vez não bateu a porta com força.
Após assinar o papel o colocou no envelope que seria enviado ao chefe de cirurgia para depois chegar ao conselho, quando voltei a atenção para a pilha de documentos e exames me deparei com o convite da exposição de Emma. Tudo o que eu fazia acabava voltando para ela. Respirei fundo e coloquei o convite por debaixo da pilha e peguei um resultado de um exame de uma antiga paciente minha antes de me mudar para a emergência. Depois de colocar o resultado na ficha da paciente e analisar o antes e o depois eu liguei para Anastasia.
—Olá, doutora Mills, em que posso ajuda-la.
—Preciso que você ligue para a senhora Martin e diga que já olhei os exames dela e que quero vê-la. Depois que marcar a consulta você me liga de volta.
—Apenas isso?_ questionou prestativa.
—O Gold está aí?
—Sim, hoje tem a manhã livre._ respondeu prontamente.
—Vou passar ai.
Em menos de cinco minutos já estava no antigo consultório que divida com Gold.
—Se não é a minha médica preferida._ disse sem se virar das placas de raio-x._ O que lhe traz as raízes, minha cara?_ virou-se para mim._ Você está cansada do PS? Foi um erro ter te escolhido para o cargo?
—Não, Gold.
—Não está dormindo por um motivo. E está descontando isso nos mais fracos da cadeia, fiquei sabendo do que aconteceu com o seu ultimo paciente.
—Como você...
—Tenho ouvidos em todos os lugares, querida._ se sentou._ Um dos motivos que mando nesse hospital. Sabe como estão te chamando? The Evil Queen._ respirei fundo._ Um belo apelido, não acha? No meu tempo de residência me chamavam de Dark One, vejo que fui um bom professor para você, pena que não quis neurologia. Sua irmã pelo contrário está sendo amada por todos do hospital.
—Porque esta falando da Zel?
—Apenas para você voltar a ser a antiga Regina de que todos amavam. Até o Leroy está sendo mais amado que você. _ se inclinou._ Me diga, o que aconteceu com você? Um amor não correspondido? _ não disse nada._ Vou tomar o seu silencio como uma resposta positiva. _ me remexi na cadeira._ Nem quando você descobriu sobre o Robin você mostrou o seu lado negro.
—Eu não vim aqui para ter a orelha puxada.
—Então por que veio? _ se levantou novamente com outros exames em mão._ O gato comeu a sua língua, querida?
—Eu vim para conversar sobre um caso. Preciso que você dê uma olhada em um paciente que chegou no PS há algumas semanas, ele veio com uma dor nas costas, foi medicado e melhorou, mas voltou ontem sem o movimento das pernas.
—Fez exames de verminosas?
—Ele não foi em nenhum pais com casos desse tipo nem comeu comidas suspeitas, mas mesmo assim estou esperando os resultados, já mandei apressar, na TC apareceu algo diferente, de acordo com o resultado não é um tumor deu inconclusivo, por isso que pedi os exames e já administrei o remédio, mas quero que você dê uma checada. Quarto 452. Jeffrey Donavan._ me levantei._ Obrigada pela atenção, Gold.
Deixei a sala de Gold com a cabeça fervilhando. Ele estava certa, quando eu descobri sobre a traição do Robin eu fiquei triste e chorando pelos cantos do hospital, não alfinetando ninguém como eu estava fazendo agora.
Talvez porque antes a culpa fora inteiramente do Robin e desta vez eu tinha uma parcela da culpa do que estava acontecendo comigo.
Puxei o meu celular do bolso do jaleco e procurei o número de Emma.
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